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	<title>Arquivos Decisões Financeiras - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos Decisões Financeiras - Multixplique</title>
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		<title>As dúvidas dos participantes da Eletros sobre migração, sobre o plano BD e o plano CD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 03:29:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
		<category><![CDATA[migração BD CD]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que publicamos textos a respeito da migração, do plano BD Eletrobrás ou CD I, os participantes da Eletros fazem novas perguntas e, na medida do possível, buscamos esclarecer da forma mais didática possível, para ajudar as pessoas a terem uma visão menos complicada desse momento tão difícil. A 1º pergunta que vamos responder [&#8230;]</p>
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<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">À medida que publicamos textos a respeito da migração, do plano BD Eletrobrás ou CD I, os participantes da Eletros fazem novas perguntas e, na medida do possível, buscamos esclarecer da forma mais didática possível, para ajudar as pessoas a terem uma visão menos complicada desse momento tão difícil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="411" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-1024x411.jpg" alt="" class="wp-image-2443" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-1024x411.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-300x120.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-768x308.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-1536x617.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-2048x822.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> A 1º pergunta que vamos responder é a seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Sobre os percentuais de equacionamento, pergunto qual é a razão para os prazos de pagamento serem tão diferentes entre ativos e assistidos?&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve mudança na legislação. Nas pubilicações que fazemos, gostamos de trazer o máximo de clareza possível e por isso, evitamos citar as leis que estavam vigentes e as que passaram a vigorar. Houve algumas mudanças, das quais, destacamos as principais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O prazo máximo em anos para equacionar <strong>aumentou</strong>. Passou de 1 vez a duration (ou duração) do passivo para 1,5, ou seja, aumentou em 50%. Além disso, a legislação anterior previa um prazo máximo diferente para ativos e aposentados, <strong>o que responde a pergunta</strong> e explica os prazos tão curtos dos planos de equacionamento de 2013 e 2015. Já com a nova legislação, repare que o prazo dos ativos para o equacionamento de déficits é muito maior, igual ao dos assistidos. O prazo de financiamento da dívida atribuída aos ativos baseava-se no prazo médio que faltaria para os ativos se tornarem elegíveis à solicitar a aposentadoria. Para os assistidos, o prazo era maior, digamos no limite, o prazo vitalício. <strong>No caso da Eletros</strong>, os ativos estão muito próximos do benefício de aposentadoria (em média) e por isso os prazos propostos eram muito curtos.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs: </strong>Duration do passivo é uma definição que considera o prazo médio que os fluxos de benefícios tendem a ser pagos, ponderados pelo seu &#8220;valor presente&#8221;. Infelizmente é complicado &#8220;traduzir&#8221; para uma linguagem muito clara. Então, &#8220;a grosso modo&#8221;, vamos admitir este conceito como sendo um prazo médio de pagamento de benefícios.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Na <span style="text-decoration: underline;">legislação anterior</span>, era necessário haver anos consecutivos de déficit para implantar o equacionamento e era obrigatório equacionar o <strong>valor integral do déficit</strong>. Com a mudança, ou seja, <span style="text-decoration: underline;">na regra atual</span>, o equacionamento de déficit, qunado observado em um ano é obrigatório se superar um determinado limite, chamado de &#8220;Limite de Déficit Técnico acumulado&#8221;. O prazo máximo para ser elaborado o plano é de 1 ano. Por isso que planos de equacionamento demoram a ser cobrados. Em 2022 será implantado novo equacionamento, fruto do resultado negativo de 2020. E, quando o valor do déficit é superior ao limite, é obrigatório apenas equacionar a parte que supera esse limite, respeitando umas outras regras relacionadas ao valor total do passivo. Porém, o que é importante que se registre é que o déficit equacionado pela Eletros <strong>não é pelo valor integral</strong> (máximo). Ao equacionar pelo valor mínimo obrigatório, pode até representar um alívio financeiro para o participante ativo e assistido que se vê em condições financeiras já modificadas em relação a um passado recente, atualmente sendo obrigado a contribuir com três planos de equacionamento. Por outro lado, posterga-se uma solução definitiva.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Uma das causas que gerou o déficit de 2020 foi: “alterações no perfil da massa de participantes”. Como essa causa em particular pode vir a afetar o Plano BD após as migrações, conforme os perfis que permanecerem?</strong>&#8220;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em alteração no perfil da massa, engloba-se o perfil etário e a composição familiar dos ativos, assistidos e seus futuros pensionistas. Não é possível afirmar o que irá acontecer. Não dá para afirmar que a migração terá sido benéfica ou ou não para o plano. Vai depender muito das reservas e participantes que migrarem, com suas características (perfis). Pode ser que o risco dessas mudanças se torne maior ou menor. O que é possível saber é que uma migração em um plano fechado a novas adesões faz com que o mutualismo seja percebido de uma forma mais evidente, uma vez que a característica principal é a &#8220;divisão solidária&#8221; de direitos e obrigações. Se houver um novo déficit, haverá menos participantes para dividir a conta. É bom lembrar que o contrário também é verdadeiro, mas, menos provável dado a conjuntura atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ações Judiciais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 06 de Janeiro de 2022 a Eletros promoveu uma <em>live</em> sobre as ações judiciais movidas por participantes e/ou associações em que a Eletros está no polo passivo, ou seja, é considerada ré quanto à cobrança do equacionamento para os assistidos que se encontravam já aposentados na data do fechamento do plano, ou seja, estamos falando dos &#8220;blindados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa live, cita-se que de 29 ações existentes contra a Eletros, a ação que representa o maior número de participantes, promovida pela APEL &#8211; Associação de Aposentados da Eletros teria conseguido êxito em sua 1ª instância, fazendo com que a Eletros ficasse impedida de aplicar os descontos de contribuições extraordinárias aos blindados. E, curiosamente, é informado que para todas as outras ações que o pedido tenha sido indeferido, a Eletros teria &#8220;tempestivamente&#8221; iniciado as cobranças aos citados participantes que teriam então sido &#8220;derrotados&#8221; nessa primeira análise. Ainda, na mesma live foram feitas ainda duas afirmações:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A primeira diz respeito à criação do Art. 61 como um dos incentivos à migração. Esta informação é incorreta. Este artigo foi criado para que funcionasse como uma espécie de compensação ao assistido que estaria impedido de migrar para o plano BD. Qualquer afirmação a respeito de incentivo à migração deve ser observada apenas no regulamento do CD Eletrobrás, que previa em seus artigos, os &#8220;Direitos Especiais de Migração&#8221;.</li><li>A ação movida pela APEL, por colocar no pólo passivo PREVIC e SEST, naturalmente essa ação chegaria ao STF e STJ e seria uma causa demorada, dando a entender que pode vir a levar anos até que seja tomada uma decisão final. </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Pois bem, naturalmente, é necessário que se entenda quais procedimentos passaram a ser adotados pela Eletros relativos aos valores em atraso. Isso porque o fato de iniciar as cobranças não é o bastante. Basta imaginar que, por algum tempo (que não se sabe caso a caso), há quantos anos os participantes puderam ficar sem contribuir para o plano, e, agora que não possuem mais o direito de aguardar o julgamento do mérito para começar os pagamentos, há que se efetuar a cobrança dos valores em atraso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse momento de decisão quanto à migração, por que tal assunto é tão importante?</p>



<p class="wp-block-paragraph">I &#8211; Ao participante blindado que esteja ainda suspenso de contribuir, seria interessante que ele tivesse conhecimento dos valores que passariam a ser cobrados em caso de alguma resposta negativa ao seu pedido, proferida pelo juízo. Ou seja, além de passar a contribuir com as pesadas contribuições extraordinárias mensais vigentes, ele passaria a contribuir também com valores retroativos, o que poderia representar uma instabilidade em sua vida financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">II &#8211; O número de participantes que estão com ações e por isso com contribuições suspensas. É importante ter noção do volume de contribuições que não estão sendo cobradas e, principalmente, como está evoluindo essa dívida, para que seja monitorado o risco de se tornar algo impagável pelos próprios participantes em termos de expectativa de vida ou mesmo de desconto em folha de benefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">III &#8211; Ao participante não blindado, a informação também é útil pois ele tomará suas decisões considerando os riscos que existem no plano BD e não somente em relação à vantagem ou não do plano CD 1</p>



<p class="wp-block-paragraph">IV &#8211; À medida que o tempo passa, o saldo devedor deste assistido blindado torna-se maior. E, como já foi divulgado, haverá uma 4ª cobrança extraordinária de déficit a ser cobrada no máximo a partir de 2023, relativa ao resultado da rentabilidade do plano BD ter ficado inferior à meta atuarial. Com isso, quanto mais demorada for a decisão, maior será a dívida a ser paga, maiores serão as prestações (lembre-se que o benefício é vitalício e o prazo de cobrança também) e podem vir a provocar descontos insuportáveis de serem pagos pelos assistidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí, sugere-se que sejam feitos os seguintes questionamentos à Eletros:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando começam a ser feitas as cobranças retroativas para um participante que tenha negado seu pedido de suspensão na justiça? Imediatamente?</li><li>O desconto retroativo é cobrado no contracheque em rubrica separada?</li><li>Qual o % cobrado retroativo e por quanto tempo será cobrado?</li><li>Existe um limite máximo de cobrança de valor mensal?</li><li>Os valores cobrados estão sendo corrigidos por meta atuarial ou por rentabilidade obtida pelo plano?</li><li>Qual o prazo estimado pela Eletros para que a principal ação movida contra a Entidade (ação da Apel sobre os blindados) tenha um desfecho, seja ele positivo ou negativo. E, quais medidas (administrativas, jurídicas) atualmente podem ser tomadas pela Eletros para evitar uma situação de ausência de liquidez no plano? Será que até que a decisão seja tomada os participantes terão que &#8220;torcer&#8221; para que haja logo um desfecho dessa questão?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, as perguntas acima são apenas sugestões. Cada participante poderá ou não concordar com o que está aqui sendo sugerido. Nosso canal é o de buscar levantar questões importantes para a tomada de decisão de cada um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que recebermos novas perguntas, atualizaremos essa publicação. <strong>Fique atento.</strong></p>
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		<item>
		<title>Participante da Eletros – O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência – Parte IV</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-iv/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 02:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
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		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade às publicações sobre a decisão de migração para o plano CD ou permanência no BD e considerando que o volume de perguntas sobre a migração tende a aumentar à medida que os debates aumentam entre os participantes e o prazo para decisão se aproxima, vamos nessa parte IV sugerir algumas situações que podem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Dando continuidade às publicações sobre a decisão de migração para o plano CD ou permanência no BD e considerando que o volume de perguntas sobre a migração tende a aumentar à medida que os debates aumentam entre os participantes e o prazo para decisão se aproxima, vamos nessa parte IV sugerir algumas situações que podem vir a ser apresentadas pelos participantes da Eletros à central de atendimento da empresa, visando obter esclarecimentos daquela que é a responsável por atender seus participantes da melhor forma possível, a <strong>ELETROS</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2459" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-2048x1366.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>São elas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que atualmente existem muitos participantes &#8220;blindados&#8221; (em torno de 600 a 700) que não estão fazendo o pagamento de contribuições extraordinárias em função de estarem sob o efeito de liminar, concedida pela justiça. No entanto, o valor devido vem sendo considerado pela Eletros como um valor a receber (não se sabe ainda se será pago pela patrocinadora ou pelo próprio assistido blindado). É o que contabilmente se classifica como uma provisão, os valores estão provisionados e por isso não estão impactando no aumento do déficit. Porém, ficam algumas questões que poderiam ser esclarecidas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Os valores em atraso estão sendo atualizados pela rentabilidade mensal auferida pelo plano ou pela meta atuarial (taxa de juros real + INPC)? Quanto é esse valor atualmente?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> O motivo desta pergunta é que, embora não seja um fator <strong>determinante para decidir ou não pela migração, </strong>conforme já publicamos na <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-iii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte III</a>, a ausência de aporte das contribuições no plano enseja um volume menor de aplicação e consequente impacto em menor receita extra advinda da rentabilidade observada no plano (basta pesquisar para concluir que os resultados dos investimentos superaram desde 2016 a meta atuarial do plano). Em outras palavras, depdendendo de como seja feita essa correção, o déficit do plano pode vir a aumentar. Então, qual será a forma de atualização ao final a ser considerada para aporte no plano BD? A meta atuarial? A rentabilidade do plano? A maior entre as duas?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Qual o montante atual previsto pela Eletros que vem sendo provisionado para perdas em função de demandas judiciais atuais? E qual a classificação atribuída para essas causas (possíveis, prováveis ou remotas)? Quantas ações estão hoje pendentes de julgamento?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> Essa pergunta pode ser importante para que o participante tenha conhecimento de quais ações judiciais já existentes podem vir a impactar de forma negativa o passivo do plano BD, uma vez que a Eletros adota premissas demográficas, biométricas e financeiras conservadoras para a estimação do passivo e entende que o passivo esteja bem avaliado. É hora de conhecer o real tamanho dos riscos, não é mesmo?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O assistido blindado com contribuição suspensa (sob efeito de liminar) que vier a falecer antes da decisão judicial em última instância, transitado e julgado, sem deixar pensionista, deixará para seus designados o valor integral das contribuições feitas por ele durante a aposentadoria da Eletros ou serão descontados os valores de contribuição devidas no período decorrido? Qual embasamento legal para tal decisão? E se o montante não for suficiente para quitar a dívida, será cobrado? Como? </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Qual será o valor do benefício líquido no plano CD I caso o participante opte por tabela progressiva e defina % de resgate para cada uma das opções (0,6% a 1,2%)?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> O objetivo da pergunta acima visa dar uma visão clara sobre qual será o valor disponível que o participante terá para se sustentar a partir da sua migração para o plano CD I, se assim optar. </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Sabendo que o valor do crédito de migração foi posicionado em 01/09/2021 e vem desde então sendo atualizado por rentabilidade, considerando débitos de valores de benefícios pagos e créditos de contribuições, qual o valor estimado para migração que tende a ser creditado no momento da migração? </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> Essa pergunta visa transferir para a Eletros a responsabilidade de informar um valor mais próximo da realidade e não simplesmente deixar a cargo de cada participante a difícil tarefa de fazer esse cálculo em cima de um número já defasado. Nem todos os assistidos e ativos tem conhecimento técnico suficiente para realizar tal cálculo. Basta para isso considerar a idade média dos assistidos do plano, muito superior a 70 anos de idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você tenha gostado dessa publicação, compartilhe com pessoas que você entende que gostariam de ler também. E, se você ainda não leu as publicações anteriores, pode clicar aqui na <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte I</a>. Ao final de cada parte há um link que direciona para a próxima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, se você quiser saber que perguntas outros participantes estão nos fazendo e estamos respondendo, pode conferir clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/as-duvidas-dos-participantes-da-eletros-sobre-migracao-sobre-o-plano-bd-e-o-plano-cd/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Se desejar incluir alguma pergunta, pode também fazer. Se for possível, responderemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se deseja fazer algum comentário, escreva abaixo ou envie um e-mail para <strong>contato@multixplique.com.br</strong></p>
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		<title>Participante da Eletros &#8211; O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência &#8211; Parte II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 06:44:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a 2ª publicação sobre a migração proposta pela Eletros aos seus participantes do plano BD Eletrobrás. Caso você não tenha lido a Parte I, você consegue acessar clicando aqui. Começamos falando um pouco sobre o déficit, as contribuições extraordinárias vigentes, explicamos alguns termos técnicos importantes e finalizamos trazendo para reflexão alguns pontos que [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2392" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-1024x1024.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-300x300.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-150x150.jpg 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-768x768.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-1536x1536.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-2048x2048.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Esta é a 2ª publicação sobre a migração proposta pela Eletros aos seus participantes do plano BD Eletrobrás. Caso você não tenha lido a Parte I, você consegue acessar clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Começamos falando um pouco sobre o déficit, as contribuições extraordinárias vigentes, explicamos alguns termos técnicos importantes e finalizamos trazendo para reflexão alguns pontos que podem de repente estar passando despercebido em meio à tanta informação confusa e tensão num momento tão importante na vida dessas pessoas: o que esperar do <strong>próximo plano de equacionamento da Eletros (Déficit 2020)</strong>?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaríamos de começar essa publicação exatamente deste ponto, começando com algumas perguntas que são feitas por participantes: </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="819" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark.png" alt="" class="wp-image-2380 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-281x300.png 281w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">1 &#8211; Será este o último plano de equacionamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">2 &#8211; Ativos, blindados e não-blindados. Quem está em pior situação?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">3 &#8211; Quais os principais riscos dos planos BD e CD?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">4 &#8211; A migração é recomendada para todos? </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">5 &#8211; Após o término da migração, o plano terá déficit maior ou menor?</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Importante que se registre que as considerações a seguir refletem a <strong>opinião pessoal</strong> de um profissional, atuário, que <span style="text-decoration: underline;">conhece o histórico do plano BD Eletrobrás</span>, foi gerente atuarial da Eletros durante aproximadamente 5 anos, tendo trabalhado nesta empresa por 17 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos às respostas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nº 1: <strong>Provavelmente</strong> este <span style="text-decoration: underline;">não será</span> o último plano de equacionamento! E não se trata de terrorismo, nem mesmo uma tentativa de tentar adivinhar o futuro. Para responder essa primeira pergunta, vamos olhar de forma realista para o cenário que se apresenta? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Convidamos você a continuar esta leitura a partir deste ponto sem julgamento algum. O momento é de trazer clareza sobre os fatos e não tumultuar ou preocupar as pessoas que buscam tomar as melhores decisões para suas vidas. Lembre-se: essa decisão é irreversível, ou seja, não será permitido voltar atrás depois. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você leu a <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1ª parte</a> da publicação, entendeu que o ano de 2021 começou com um desafio grande: <strong>recuperar um déficit não equacionado</strong> da ordem de R$ 111 milhões de reais. A parte do déficit de 2020 será equacionada a partir de 2022. Seus valores montavam, em Dez/2020, aproximadamente R$ 47 milhões. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isto,  vamos analisar alguns pontos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rentabilidade</strong> <strong>do plano BD</strong> x <strong>Meta atuarial</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2391" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-1536x1024.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-2048x1365.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do plano BD, publicados na página da Eletros e disponiveis no <strong>Relatório de Investimentos nº 34</strong>, de Outubro de 2021, mostram de forma transparente que a rentabilidade preliminar até Outubro/21 não foi boa. Na verdade, foi péssima. <strong>Apenas 1,5%</strong> em um ano de inflação que se aproxima da marca de 2 dígitos. Isso sem mencionar que ainda é necessário descontar a taxa de administração, que corresponde a 0,4% a.a. , pro-rata de 10 meses em 12. Se comparada à <strong>meta atuarial</strong> (rentabilidade mínima exigida) no mesmo período, observa-se que a mesma foi igual a <strong>12,5%</strong>. Ou seja, resultado bem abaixo do esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o plano apresentasse um equilíbrio atuarial, seria considerado como satisfatório o objetivo de atingir essa <strong>rentabilidade mínima</strong>. No caso do plano BD Eletrobrás, como a mesma não foi alcançada até o mês de outubro, torna-se muito pouco provável que haja uma recuperação até o fim do ano (2 meses), provocando inevitavelmente uma nova elevação no valor do déficit técnico acumulado do plano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E, neste momento, precisamos fazer uma observação importante: </p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento do passivo no ano <strong>não depende</strong> da rentabilidade obtida pelo plano! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ajuda a explicar o motivo pelo qual em 2020, mesmo com um resultado superior à meta atuarial, o déficit aumentou. Na verdade, <strong>houve uma redução na expectativa futura</strong> de rentabilidade do plano para o longo prazo (A Taxa real de Juros foi reduzida de 4,80% a.a. para 4,50% a.a.)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem que estamos buscando transmitir é que o passivo <span style="text-decoration: underline;">cresce de forma inversa</span> à expectativa de juros. Quanto mais subir essa expectativa, menor tende a ser o passivo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vamos a um exemplo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine que você tem uma dívida a vencer em 12 meses. Digamos, R$110.000,00. Este é seu passivo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o seu Patrimônio disponível hoje é de R$ 100.000,00. Este é seu Ativo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua única preocupação é não ficar com nenhuma reserva financeira para uma despesa prevista para o fim do mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o seu dinheiro precisa ser aplicado e render pelo menos 10%, você procura um gerente de banco para fazer um investimento que atenda sua necessidade (ganhar R$ 10.000,00). Porém, seu interesse é <strong>investir o</strong> <strong>mínimo possível.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gerente lhe apresenta duas opções:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2389 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-1024x1024.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-300x300.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-150x150.jpg 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-768x768.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-1536x1536.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-2048x2048.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">1 &#8211; Fundo <strong>Alpha</strong> com ganho previsto de 20%</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">2 &#8211; Fundo <strong>Beta</strong> com ganho previsto de 10%</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">Obs: Prazo dos investimentos igual  a 12 meses.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, sua decisão será o Fundo <strong>Alpha</strong>, pois, com esta <em>expectativa de rentabilidade</em><strong> MAIOR</strong>, você precisa <strong>reservar</strong> menos dinheiro agora (na prática, R$ 91.666,67). Em 12 meses você terá R$ 110.000,00 e pagará sua dívida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acabamos de lhe apresentar, de forma muito simplificada, o <strong>conceito de reserva</strong>. Ou seja, qual o valor necessário possuir hoje para poder garantir o pagamento de uma obrigação no futuro!  Ao optar por um investimento com expectativa de rentabilidade maior, lhe permite possuir <strong>MENOS</strong> patrimônio investido agora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez feita a analogia com o plano BD, vamos para a conclusão?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão da 1ª pergunta:</strong> Ao que tudo indica, a menos que haja uma &#8220;euforia&#8221; no mercado financeiro nos últimos 2 meses do ano ou ainda, que novos recursos ( por exemplo as &#8220;OFNDs&#8221;) sejam aportados no plano, a tendência é que o déficit em 2021 <strong>seja majorado</strong> em relação a 2020 e provavelmente, em 2023, tenha início a cobrança das contribuições extraordinárias de nº 5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta Nº 2: Em nossa análise, é o <strong>participante ativo</strong> que se encontra em situação mais delicada que os demais. Talvez por isso, sua decisão seja um pouco mais simples que dos aposentados. Não se trata de avaliar se o plano CD oferece ou não maiores vantagens ou se o plano BD ainda tende a apresentar mais déficits no futuro. O participante ativo vive uma situação extrema de redução de renda na fase laborativa! Foi mostrado na publicação anterior que as contribuições dos ativos, normais e extraordinárias atingem percentuais acima de 40% do salário bruto. Se implantadas novas contribuições extraordinárias, chegará o momento que o mesmo não terá nenhum salário líquido mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, resta decidir como será a transição para o plano CD I. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como assim? Não seria apenas a migração?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é NÃO. O participante ativo precisa fazer alguns cálculos. Caso ele faça a opção pela migração, irá transferir o crédito de migração para o plano CD I, ficará livre de contribuições extraordinárias e recomeçará sua estratégia de acumular recursos para aposentadoria em um plano que lhe permitirá, se puder aguardar alguns anos ainda antes de se aposentar, uma tributação menos elevada (tabela regressiva).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, alguns cuidados precisam ser tomados. Há casos de participantes cuja <strong>reserva de poupança</strong> no plano BD é <strong>MAIOR </strong>que o seu <strong>crédito de migração</strong> para o CD I. Em outras palavras, todas as contribuições normais feitas por ele para o plano, corrigidas pela URE (Unidade de Referência da Eletros) que varia conforme o INPC. Para esses participantes, não existe nenhum valor adicional de contribuição feita pelas Patrocinadoras. E olhe que há mais de 15 anos que o plano foi fechado a novas adesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas, qual seria a alternativa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esses casos supracitados, poderia ser necessário realizar uma simulação, fazer uns cálculos. Isso porque, o participante ativo tem o direito de optar pelo seu desligamento do plano BD. Em seguida, ele pode pedir a inscrição no <strong>plano CD I</strong>, sem que haja qualquer aporte de migração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vantagem é que a sua reserva de poupança passará a se tornar um direito deste participante de receber tal valor de forma integral e corrigida pela URE na data do seu desligamento da Patrocinadora (rescisão de contrato de trabalho), independentemente dele solicitar ou não o benefício de aposentadoria da Eletros no plano CD I. E o que é melhor, <strong>sem qualquer desconto para liquidar os déficits</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ele precisa saber fazer esse cálculo corretamente. De um lado ele tem a possibilidade de começar um novo plano com um aporte inicial (crédito de migração) deduzido das contribuições extraordinárias futuras, podendo aplicar tais recursos nos perfis de investimentos do plano CD I e tentar recuperar tais valores inicialmente &#8220;perdidos&#8221; através de boas rentabilidades auferidas ou, de outro lado, submeter seu crédito de migração à variação da URE e ao final, pagar o imposto na tabela progressiva, ou seja, 27,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando, que no plano CD, a depender do tempo previsto para a aposentadoria, a tabela regressiva pode ser mais favorável, o que exige que a comparação entre as opções ainda considere o valor líquido a ser recebido, em função de diferentes alíquotas de imposto de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, lembramos que no plano CDI as contribuições previdenciárias são menores que no plano BD, as contribuições das patrocinadoras são creditadas no saldo de conta do participante (vide as regras específicas do regulamento do plano), porém, não existem benefícios de Pecúlio por morte e de invalidez, que poderiam ser importantes para elevar o saldo do participante no caso destes viessem a fazer jus aos benefícios de invalidez ou deixar pensão por morte pra seus beneficiários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na próxima publicação, que você acessa clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-iii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, continuaremos abordando as perguntas apresentadas nesta Parte 2. Optamos por terminar neste ponto a publicação para não torná-la demasiadamente longa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desta publicação, deixe seu comentário e compartilhe com quem você acredita que gostaria de ler esse conteúdo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Participante da Eletros &#8211; O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência &#8211; Parte I</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 06:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
		<category><![CDATA[migração BD CD]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos iniciando uma série de publicações sobre assuntos relevantes que podem ajudar os participantes da Eletros a tomarem uma difícil decisão em relação ao plano de aposentadoria que hoje estão inscritos. Se você é participante do plano BD Eletrobrás, pode vir a ser interessante conhecer um pouco mais sobre este plano de benefício definido. Imagine [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1.png" alt="" class="wp-image-2360" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Estamos iniciando uma série de publicações sobre assuntos relevantes que podem ajudar os participantes da Eletros a tomarem uma difícil decisão em relação ao plano de aposentadoria que hoje estão inscritos. Se você é participante do plano BD Eletrobrás, pode vir a ser interessante conhecer um pouco mais sobre este plano de benefício definido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine um plano de previdência privada na modalidade de <strong>benefício definido</strong> que você contribui como ativo há pelo menos 15 anos, ininterruptamente, ou, alternativamente já está aposentado, recebendo seu benefício mensalmente<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há mais de 10 anos as notícias que se tem sobre este plano são de um plano que apresentou déficits e à medida que os anos foram passando, veio o inevitável e amargo remédio: <strong>A CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA</strong>. Em princípio, mesmo não entendendo ou concordando, os participantes aos poucos vão se dando conta que aquelas contribuições visam exclusivamente trazer o equilíbrio atuarial do plano, ou seja, elevar o valor do patrimônio que será responsável por garantir o pagamento vitalício da aposentadoria a todos os participantes (os ativos que ainda estão trabalhando, os aposentados e também os pensionistas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o que ninguém esperava era que esse cenário tão difícil (plano em desequilíbrio) viesse a cobrar simultaneamente, desde 2017, três cobranças extraordinárias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas que passaram a assombrar as discussões entre ativos, aposentados e suas respectivas associações foram sempre as mesmas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Até quando vamos conviver com déficits e mais cobranças?</li><li>O plano está quebrado?</li><li>É possível reverter essa situação?</li><li>Nos próximos anos, haverá mais déficits? </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma idéia em números, vamos resumidamente a seguir apresentar as alíquotas vigentes cobradas nos planos de equacionamento de déficit desde o início de 2021:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ativos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária I (<strong>Déficit 2011</strong>)  =  <strong>4,02%</strong> do salário <strong> /</strong>  Prazo: <strong>2 anos e 7 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária II (<strong>Déficit</strong> <strong>2013</strong>) = <strong>24,26%</strong> do salário <strong>/</strong> Prazo: <strong>3 anos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária III (<strong>Déficit</strong> <strong>2015</strong>) = <strong>4,79%</strong> do salário <strong>/</strong> Prazo:<strong> 14 anos e 3 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total</strong> de descontos no mês: <strong>33,07%</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Note que se trata apenas de contribuições <strong>EXTRAORDINÁRIAS</strong>, visto que ainda contribuem para o plano mensalmente as contribuições <strong>normais</strong> (aproximadamente14,09% do salário), ou seja, aquelas que eram cobradas para financiar a aposentadoria se não houvesse os déficits. Em resumo, os descontos totalizam <strong>47,16% do salário bruto!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aposentados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária I (<strong>Déficit 2011</strong>)  =  <strong><strong>2,08%</strong> </strong>do benefício <strong> /</strong>  Prazo: <strong>13 anos e 3 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária II (<strong>Déficit</strong> <strong>2013</strong>) = <strong>11,54%</strong> do benefício <strong>/</strong> Prazo: <strong><strong>13 anos e 8 meses</strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária III (<strong>Déficit</strong> <strong>2015</strong>) = <strong>6,65%</strong> do benefício <strong>/</strong> Prazo:<strong> 14 anos e 3 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total</strong> de descontos no mês: <strong>20,26%</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os aposentados, a carga de contribuições imposta aos assistidos é menor, porém, os mesmos também contribuem mensalmente para deixar pensão para seus dependentes (futuros pensionistas). Esse percentual corresponde a <strong>7,80%</strong> em média, totalizando <strong>28,06%</strong> dos rendimentos brutos mensais do benefício de aposentadoria.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2361 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:30px">A primeira pergunta que se faz, naturalmente é: &#8220;como é possível ter uma vida financeira equilibrada com descontos tão elevados?&#8221;.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, não termina aí&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, embora a rentabilidade do plano tenha sido 11,84% <strong>superior</strong> à rentabilidade mínima exigida (também conhecida como <strong>mínimo atuarial</strong>), apurou-se <strong>novamente um déficit no plano.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, conclui-se que o passivo do plano BD teve um crescimento acima do previsto, o que se torna preocupante. E, conforme consta do parecer atuarial do plano, as principais razões foram a redução da taxa de juros (de 4,80% para 4,50%) e alterações no perfil da massa de participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fica portanto, uma primeira importante observação. A rentabilidade pode sim contribuir bastante para a diminuição dos déficits, porém, é preciso que a taxa de juros não caminhe na direção oposta, ou seja, sofra uma redução. Grande desafio para a Eletros!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, antes que sejam divulgados pela Eletros quais serão as alíquotas aplicáveis, é necessário chamar a atenção para uma questão muito importante: O <strong>valor do déficit</strong> e o <strong>valor do déficit equacionado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essas informações estejam disponíveis no site da Eletros (basta acessar o RAI 2020 e procurar pelo parecer atuarial do plano BD Eletrobrás), muitos participantes não tem conhecimento da diferença entre essas definições e principalmente, dos seus valores e o que eles significam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, vamos simplificar o trabalho de fazer essas pesquisas e vamos trazer aqui de forma objetiva, o que significam esses termos, seus valores e o que é desconhecido da maioria dos participantes:<strong> </strong>a contribuição extraordinária IV<strong> não irá representar </strong>o<span style="text-decoration: underline;"> valor integral do déficit</span>, mas sim, <span style="text-decoration: underline;">apenas uma parte dele</span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As explicações:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-2362" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-1024x768.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-300x225.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-768x576.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-1536x1152.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O parecer atuarial reúne informações que, embora pareçam muito complexas, são de fácil entendimento e ajudam a compreender a situação do plano, bastando para isso, conhecer algumas definições. São elas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Patrimônio de Cobertura do Plano</strong> &#8211; Corresponde ao valor financeiro registrado no plano disponível para honrar os compromissos do plano (ou seja, o pagamento de todos os benefícios do plano).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Provisões Matemáticas</strong> &#8211; também conhecida como reservas matemáticas, representam, em linhas gerais, o valor necessário que o plano deveria possuir para poder honrar o pagamento dos benefícios do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, quando a diferença entre Patrimônio e Provisões matemáticas torna-se negativo, observa-se uma &#8220;insuficiência&#8221;, também conhecida como &#8220;déficit&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Provisões Matemáticas a Constituir</strong> &#8211; de forma simplificada, pode-se afirmar que são os valores que ainda serão pagos, por participantes ativos, aposentados, pensionistas e patrocinadores, mediante contribuições extraordinárias, já devidamente aprovadas, contratadas e implementadas. No caso da Eletros, a soma de todas as contribuições previstas para os equacionamentos de 2013, 2015 e 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Equilíbrio Técnico</strong> &#8211; é o que se entende por <strong>déficit não equacionado</strong>, ou seja, a diferença entre o Patrimônio de Cobertura do Plano e as Provisões Matemáticas, ambas definidas acima. Quando seu valor é negativo, indica que é a nova insuficiência que precisa ser recuperada para possibilitar o equacionamento do plano novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vamos aos números:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Patrimônio de Cobertura do Plano</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; 2.212.091.517,75 </li><li><strong>Provisões Matemáticas</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. 2.370.609.870,29 (-)</li><li><strong>Equilíbrio Técnico</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.   <strong>(158.518.352,54)</strong> </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Neste caso, em 2020, vemos um Equilíbrio Técnico Negativo. Em outras palavras, o déficit &#8220;novo&#8221; do plano. Para saber qual o valor atual dos déficits de 2013, 2015 e 2017, basta observar este resultado no parecer, em Provisões Matemáticas a Constituir: <strong>(709.745.810,07)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o que vamos demonstrar a seguir é a diferença entre o valor do déficit <strong>(158.518.352,54)</strong> e o valor que será cobrado efetivamente dos participantes no próximo plano de equacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No parecer, há essa informação, de forma bastante clara, senão vejamos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação não obriga as Entidades Fechadas de Previdência Complementar a equacionarem a integralidade do déficit. Não vamos aqui, nesse momento, explicar os motivos pelos quais há essa flexibilidade. O nosso objetivo é mostrar o valor que será equacionado, e como consequencia, o que ficará para os próximos exercícios, numa &#8220;missão&#8221; da Eletros conseguir, mediante boa rentabilidade, recuperar a parte então deficitária e não cobrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia proposta na legislação estipula um valor limite para o qual o déficit não precisa ser equacionado em um determinado exercício. No caso do plano BD Eletrobrás, em 2020, tal limite perfazia o valor de <strong>R$ 152.193.153,67</strong>. Porém, como vimos que o <strong>Equilíbrio Técnico</strong> (valor do déficit) é de <strong>R$ 158.518.352,54</strong>, essa diferença, chamada de &#8220;Parcela do Deficit superior ao limite&#8221; precisa ser equacionada, ou seja, <strong>R$ 6.325.198,97</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a legislação ainda prevê uma <strong>condição adicional</strong> para planos que possuam em vigor pelo menos 3 planos de equacionamento (que é justamente o caso da Eletros). A determinação é que o valor a ser equacionado deve ser obrigatoriamente, equivalente a 2% das Provisões Matemáticas. Ou seja, o novo plano de equacionamento será elaborado considerando o valor de <strong>R$ 47.412.197,41</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste próximo plano de equacionamento <span style="text-decoration: underline;">deixarão de ser cobrados</span><strong> R$ 111.106.155,13</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E as consequencias? O que isso significa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado o participante passa a contribuir com uma 4ª contribuição extraordinária de valor inferior ao possível de ser cobrado e com isso, entende que seu benefício líquido está sendo reduzido minimamente, por outro lado, há a preocupação quanto ao valor não equacionado, que pode ser entendido com um saldo devedor passível de cobrança no próximo exercício, caso a rentabilidade do plano ou outros eventos não causem a redução da insuficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esta seja uma informação importante, muitos participantes desconhecem e são muitas vezes surpreendidos quando se deparam com novas cobranças de contribuições extraordinárias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma analogia que poderia ser feita em relação ao fato de não cobrar um valor inferior ao integral seria imaginar uma corrida de Fórmula 1 em que o piloto, ao ter problemas antes da largada, terá que sair dos boxes após todos os carros terem cruzado a linha de largada, ou seja, terá que ser feito um esforço ainda maior para conseguir êxito no seu percurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na próxima publicação, cujo link está ao final deste texto, vamos abordar os principais riscos do plano BD Eletrobrás. E vamos abordar questões a respeito dos Ativos, Blindados e &#8220;não blindados&#8221;. O que faz sentido para um, obrigatoriamente faz sentido para os outros?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desse texto e quiser entender mais sobre o assunto, deixe seu comentário ou envie um e-mail para <strong>contato@multixplique.com.br</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A próxima publicação, ou seja, a Parte 2, você acessa clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-ii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Se você pudesse voltar no tempo, que decisão financeira tomaria no passado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2021 00:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Privada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse post, vou explicar qual decisão financeira eu tomei e não precisaria de uma máquina do tempo para modificar o meu passado (ou melhor, o meu futuro). Lembro-me perfeitamente da época que comecei com 22 anos, com carteira assinada e um salário um pouco acima da média de outros recém-formados em outras profissões. Naquela época, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture.png" alt="" class="wp-image-1860" width="833" height="590" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture.png 696w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture-300x212.png 300w" sizes="(max-width: 833px) 100vw, 833px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Nesse post, vou explicar qual decisão financeira eu tomei e não precisaria de uma máquina do tempo para modificar o meu passado (ou melhor, o meu futuro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembro-me perfeitamente da época que comecei com 22 anos, com carteira assinada e um salário um pouco acima da média de outros recém-formados em outras profissões. Naquela época, atuários eram pouco mais de 500 em atividade no Brasil e podíamos nos dar ao luxo de sair da universidade, todos da turma (em torno de 30 formados) já empregados. Era natural. Era 1998. Bons tempos&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo que fui admitido, já tinha em mente  uma importante decisão financeira tomada: &#8220;ter um plano de previdência&#8221;. Para mim foi uma decisão muito fácil. Eu trabalhava em um fundo de pensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entendia o que significaria o efeito dos juros compostos, trabalhando a meu favor, frente ao tempo que teria pela frente, se começasse logo a contribuir para uma previdência privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu era jovem, não era casado e não tinha filhos, mas já não vivia mais com meus pais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ser admitido, por estagiar na própria empresa, já tinha decidido algo um tanto quanto &#8220;fora dos padrões&#8221;, algo ainda raro hoje em dia. Eu queria ter não apenas um plano, eu queria ter dois! </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que mais eu escutava eram coisas como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Você não precisa disso agora, está muito cedo&#8230;&#8221;</em></li><li><em>&#8220;Invista em um imóvel primeiro&#8230;&#8221;</em></li><li><em>&#8220;Você mal entrou no mercado de trabalho e já está pensando em se aposentar&#8221;</em></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O plano da minha empresa era um plano de <strong><em>Benefício Definido</em></strong> &#8211; <strong>BD</strong> que estava em fase de estudos pra promover a migração para um plano de <em><strong>Contribuição Definida</strong></em> &#8211; <strong>CD</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem não está muito familiarizado com os termos, seguem definições não muito comuns, mas de fácil entendimento:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Plano BD &#8211; </strong>Plano de previdência no qual o benefício futuro a ser recebido, embora desconhecido seu valor exato, é definido logo na adesão, mediante uma regra de cálculo teórica. Não há uma relação direta entre o total pago durante todo o período de contribuição e o valor do benefício a ser recebido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por exemplo:</strong> o benefício pode ser a <strong>média dos últimos 36 salários </strong>recebidos imediatamente antes da aposentadoria, deduzindo a parcela que seria responsabilidade do INSS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, e se esse essa média salarial fosse muito maior que o salário médio da vida inteira do participante? A resposta é que o benefício seria desproporcional em relação a tudo que ele contribuiu a vida toda. Ele receberia muito mais do que pagou, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Plano CD &#8211;</strong> Plano de previdência no qual o benefício será determinado em função do saldo acumulado. Ou seja, quanto maior tiver sido a contribuição, maior será o benefício. Nesse caso, ele recebe um benefício de acordo com o seu esforço financeiro feito ao longo de toda sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E a minha decisão para o segundo plano foi&#8230;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;">Ter um plano de mercado</span>, um plano dentre os chamados &#8220;<strong>Planos Tradicionais</strong>&#8220;, oferecidos pelas Seguradoras ou Entidades Abertas de Previdência Complementar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses planos já não existem mais nas prateleiras há muitos anos. Quem comprou, comprou, quem não comprou não os compra mais&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem tem um plano desses possui um verdadeiro tesouro nos dias de hoje. Sabe por que? </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1858" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Plano</strong> <strong>Tradicional</strong>:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> uma rentabilidade mínima real de 6% ao ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> a variação do IGP-M sobre todo o investimento. Seu patrimônio está garantido contra perdas de inflação medidas por este índice.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> repasse de 75% do Excedente Financeiro para o participante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> o pagamento de uma renda vitalícia, com base numa expectativa de vida (medida por uma tábua atuarial) muito menor do que a prevista para uma pessoa hoje em dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5 &#8211; Garante</strong> que o benefício será calculado com base numa rentabilidade real de 6% a.a. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o que isso quer dizer, me explica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As características <strong>1</strong> e <strong>2</strong> acima garantem que, mesmo que haja crise no mercado financeiro, pandemia, crise de corrupção no país, queda da economia global, impeachment ou qualquer outro fato relevante, a minha aplicação em previdência privada tem assegurada em contrato uma rentabilidade mínima! Pode ser um péssimo ano da renda fixa, variável que nada irá comprometer a <em><strong>variação positiva</strong></em> do meu investimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um fato recente que exemplifica o que estamos apresentando é que em 2020, o índice IGP-M, medido pela FGV, foi de aproximadamente 23%. Isso significa que os participantes desses planos tiveram um <strong>rendimento de aproximadamente 30%</strong> no ano! E detalhe: sem riscos!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense aí num investimento, sem riscos, que tenha obtido um rendimento similar&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="996" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1024x996.jpg" alt="" class="wp-image-1859" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1024x996.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-300x292.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-768x747.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1536x1493.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-2048x1991.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O item <strong>3</strong> assegura ainda que, caso a rentabilidade em um determinado ano supere o mínimo garantido, 75% deste excedente deverá ser repassada ao participante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O item <strong>4</strong> é uma importante garantia também. Isso porque, pelo fato da seguradora <strong>ser obrigada</strong> a seguir as regras do contrato previdenciário, ela deve considerar que &#8220;vou viver menos&#8221; e a consequencia é que o valor do benefício a ser pago será maior do que seria, se ela pudesse considerar a atual expectativa de vida de uma pessoa hoje. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E ela (a seguradora), não pode mudar essa &#8220;premissa&#8221;. A SUSEP não permite! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ah se pudesse voltar atrás&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>item 5</strong> é um pouco mais difícil de explicar, mas vamos lá&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine que você possui uma patrimônio aplicado em uma aplicação financeira. Quanto maior a rentabilidade esperada (taxa de juros real) para o futuro, é de se imaginar que mesmo que você vá realizando saques mensais, esse patrimônio leve mais tempo para se esgotar do que se tivesse aplicado em outra que desse um rendimento menor, certo?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agora imagine que:</strong> </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Esse patrimônio quem administra é a seguradora.</li><li>Quando você se aposenta, você transfere em definitivo pra empresa seu patrimônio com a contrapartida da obrigação dela lhe pagar um benefício mensal vitalício.</li><li>A seguradora já calculou seu benefício considerando que a rentabilidade seria de <strong>6% + IGP-M</strong></li><li>Independentemente de como ela vai conseguir rentabilizar seu patrimônio, no final das contas, seu benefício já está sendo pago.</li><li>Se a rentabilidade for menor, <em>prejuízo para a seguradora</em></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Pois bem, é justamente por isso que planos que asseguram rentabilidade mínima &#8220;pagam&#8221; um benefício maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas como comparativo, hoje em dia, os planos do mercado oferecem apenas a &#8220;garantia&#8221; de <strong>rentabilidade zero</strong>, em sua esmagadora maioria. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>E isso significa&#8230;</em></strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Que  seu benefício de previdência seria MUITO menor, com o <strong>mesmo patrimônio</strong> num plano Tradicional;</li><li>Que qualquer rentabilidade obtida <strong>acima de zero</strong> é lucro para a seguradora (apenas uma parte pode ficar para você, se previsto o repasse de um % do <em>excedente financeiro</em>).</li><li>Que a seguradora só garante que você não terá perdas inflacionárias no seu benefício.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Então, diz aí&#8230; devo ou não devo me orgulhar da minha decisão financeira?</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-850x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1857" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-850x1024.jpg 850w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-249x300.jpg 249w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-768x926.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-1275x1536.jpg 1275w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-1699x2048.jpg 1699w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O que é difícil de acreditar é que os <strong>Planos Tradicionais</strong> não eram vendidos com a facilidade que hoje produtos muito piores são vendidos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estava estudando qual plano escolheria, conversei com diversos amigos, pessoas próximas e dei, de forma &#8220;mastigada&#8221;, todas as informações e justificativas para que eles pudessem também ter um plano de previdência diferenciado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembro que consegui convencer umas 6 pessoas. A metade delas ainda tem o plano até hoje, as demais resgataram e se lerem este post, vão sentir um certo arrependimento&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, saíram algumas reportagens em jornais que me recordo de ter lido, como por exemplo do <strong>Valor Econômico,</strong> na coluna da <em>Mara Luquet,<strong> </strong></em>que estavam contados os dias desses planos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reportagens da época se referiam às previsões econômicas que apontavam para uma tendência dos investimentos de longo prazo, como por exemplo os títulos públicos com vencimento para 20 e 30 anos , reduzirem as taxas elevadas para patamares bem menores (realidade que veio a se confirmar anos depois).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas não acreditavam em previdência, eram ainda mais desconfiadas do que são hoje. Afinal, a informação não era tão fácil de se obter como hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o mercado, o que oferece hoje?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma majoritária, encontram-se em corretoras de valores mobiliários, bancos e afins os planos <strong>PGBL</strong> e <strong>VGBL</strong>. São esses planos que, além de não garantirem rentabilidade mínima alguma, tem como principal característica o <strong>resgate</strong> em vez do benefício, e consequentemente, uma grande quantia paga em imposto de renda, reduzindo bastante o que as pessoas terão a receber.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender se resgatar é uma boa decisão financeira, convido você a ler sobre este assunto nessa <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">série</a> de 5 publicações que estão disponíveis no nosso portal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Multixplique</strong> não recomenda nenhum desses planos. Se você quer conhecer um plano de previdência com nosso &#8220;selo de qualidade&#8221;, acesse esse link <a href="https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O interessante é que, embora hoje não haja produtos como os Planos Tradicionais, ainda existem produtos de previdência que valem muito à pena. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos deixar para falar mais sobre eles em um novo post.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou deste texto, deixe-nos saber com um comentário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você quer indicações, deixe-nos saber. Quem sabe não temos como ajudar a escolher um <strong>novo tesouro</strong> para você?</p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 2 &#8211; O preço que se paga por não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 04:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Compras por impulso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da compra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg" alt="" class="wp-image-1961" width="681" height="435" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-300x192.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-768x491.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1536x982.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-2048x1309.jpg 2048w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da <strong>compra por impulso</strong>:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo realizado pelo então <strong>SPC</strong> (Serviço de Proteção ao Crédito) em maio/2014, descobriu-se que nos três meses anteriores, 52% dos brasileiros tinham realizado compras por impulso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma segunda pesquisa, realizada há cerca de 2 anos pelo <strong>SPC</strong> <strong>Brasil</strong> e pela <strong>CNDL</strong> (Confederação Nacional de Diretores Lojistas) mostrou que 33,2% das compras por impulso acontecem em supermercados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça alguns dos vilões das compras por impulso são:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-1959 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-768x768.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1536x1536.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909.png 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<ol class="wp-block-list"><li><strong>Liquidações</strong> &#8211; as aparentes promoções em que os preços em geral estão abaixo da média;</li><li><strong>Produtos atrativos</strong> &#8211; embalagens que chamam a atenção do consumidor;</li><li><strong>Senso de urgência</strong> &#8211; &#8220;somente hoje&#8221;, uma estratégia de marketing que provoca no consumidor o receio de se arrepender por não ter comprado;</li><li><strong>Facilidade de pagamento</strong> &#8211; principalmente através do <strong>cartão de crédito</strong> e se puder ser parcelado, a armadilha está pronta&#8230;</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, se de um lado estão os lojistas e os vendedores, do outro lado está você &#8220;no controle da situação&#8221;. É você que sabe o quanto um determinado produto é <strong>útil</strong>, quando ele é <strong>necessário</strong>, o quanto pode significar um <strong>status</strong> em sua vida e principalmente se <strong>tem ou não como arcar</strong> com aquele custo, <strong>naquele momento</strong>.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:43% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="640" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg" alt="" class="wp-image-1955 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-300x188.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-768x480.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1536x960.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-2048x1280.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Entretanto, as pessoas se vêem envolvidas pelo momento em que estão cercadas de fatores que não a permitem usar a razão. Tudo começa por exemplo com uma <strong>vitrine e um produto bonito </strong>e/ou <strong>&#8220;aceitamos cartões de crédito&#8221;</strong>. </p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"> Inicialmente elas entram apenas para ver o produto e saber quanto custam. Em seguida, começam a ver os seus diferenciais, o design, a praticidade, a tecnologia, as cores, a textura e começam a imaginar o quanto poderia ser interessante levar para casa. Quando descobrem o valor, mesmo achando um valor acima do que imaginava, buscam justificar a todo custo (nesse momento a razão foi suprimida pela emoção) e já estão convencidas na maior parte das vezes da compra e só precisam ver a forma de pagamento. Se for facilitado, seja por um desconto à vista ou parcelado em algumas parcelas, a compra tem grande chance de ser efetuada.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 43%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1963 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size wp-block-paragraph">Porém, no caminho para casa, grande parte das pessoas já sente um certo &#8220;medo&#8221; de ter se precipitado e começa a refletir como fazer para poder quitar as prestações (muitas recorrem ao financiamento do cartão de crédito), outras começam a repensar sobre a necessidade de ter comprado e começam a buscar argumentos que possam convencê-las de que todo o esforço a ser feito valerá à pena. Frases como &#8220;eu mereço&#8221; ou &#8220;eu trabalho pra isso&#8221; são as mais comuns.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos diante de um caso simples de <strong>não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo.</strong> Se voltarmos no texto, veremos que provavelmente o produto não era necessário, algumas vezes caro (mesmo não sendo, torna-se um compromisso a ser quitado a partir daquele momento), e que impede a pessoa de utilizar aquele dinheiro para um investimento próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que não é apenas uma questão de não guardar um pouco do que tem para investir. Trata-se também de perder o controle das despesas mensais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A facilidade do pagamento através do cartão de crédito se dá pelo fato de postergar o pagamento de um determinado item. Em contrapartida, existe a necessidade de quitar seu valor integralmente ou senão, automaticamente, contrair uma dívida em parcelas com taxas abusivas (entre 270% e 310% de juros ao ano, segundo o BACEN). </p>



<p class="wp-block-paragraph">E mesmo que pago à vista, é necessário ter dinheiro disponível para não entrar no cheque especial (outra cilada), como também é necessário ter o suficiente para cobrir todas as despesas do mês, pelo menos até o próximo pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Note-se que falamos até aqui de produtos que possam ser caros. Só que nem sempre a compulsividade está em itens de alto valor. Pense no quanto pode comprometer um orçamento pessoal diversos produtos &#8220;baratinhos&#8221;, pagos em 10 parcelas de &#8220;20 Reais&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O parcelamento de compras cria um padrão de vida artificial, tema de nova publicação que faremos dentro de alguns dias aqui do <strong>Multi x Plique</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a compra por impulso é um dos principais motivos do descontrole financeiro pessoal ou familiar. Se você deseja controlar os seus gastos, você pode aproveitar essas dicas&#8230;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Controlar todas as despesas mensais para conhecer quais poderiam ser evitadas para ajudar a equilibrar a relação <strong>receitas x despesa</strong>s</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Priorize formar uma reserva financeira para emergências. Se você precisar de um dinheiro urgentemente, dificilmente conseguirá vender seu objeto de desejo. Se conseguir, dificilmente será de forma rápida e muito menos pelo preço que foi pago;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Não vá às compras se você se sentir triste ou estressado;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Antes de comprar, opte por esperar pelo menos 1 hora. Diga ao vendedor da loja &#8220;volto mais tarde&#8221; ou, se for online, deixe no carrinho da loja e acesse depois o site novamente. Normalmente, ao final desse tempo, o interesse pela compra diminuirá se for uma compra por impulso;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Só leve dinheiro ou cartão de crédito quando souber que irá precisar para uma finalidade específica.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Vá as compras sozinho(a) ou pelo menos, não leve aquele(a) amigo(a) que adora ir às compras. As chances de você ouvir inúmeras razões para fazer a compra naquele momento são muito altas;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li> Se o item não estiver em sua lista de desejos, considere que o item pode não ser tão importante quanto você imagina; </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Aguarde que vamos falar muito mais sobre decisões financeiras equivocadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa próxima publicação sobre esse tema você lê <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 3 &#8211; Quanto custa NÃO consultar um especialista?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 23:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[PLANO CD]]></category>
		<category><![CDATA[PLANO CV]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa. Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à previdência privada, [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-2163" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à <strong>previdência privada</strong>, torna-se às vezes ainda mais complexo. Há alguns anos era comum haver situações em que participantes de planos de previdência se deparavam com a necessidade de tomar decisões a respeito dos planos administrados pelas Entidades de Previdência Complementar. Deveriam ficar no plano que estavam inscritas ou deveriam mudar para um novo plano?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria das vezes, essa mudança se justificava por:</p>



<p class="wp-block-paragraph">(1) Solicitação do Patrocinador ou grupo de Patrocinadores;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(2) Interesse da própria Entidade;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(3) Reivindicação da associação de participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse post, vamos contextualizar uma migração de plano de benefício definido para contribuição definida / contribuição variável.  Como dito anteriormente, essa era uma tendência do final da década de 90 e com mais intensidade nos primeiros anos deste século nos fundos de pensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de começarmos a abordar esse polêmico assunto, é importante que se registre que a opção de permanecer no plano ou migrar para o plano novo <strong>não pode ser generalizada.</strong> Não existe receita de bolo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente <strong>a generalização</strong>, a <strong>busca por uma padronização</strong> ou <strong>simplificação</strong> da tomada de decisão que é na maioria dos casos <strong>a grande responsável</strong> por uma decisão financeira <strong>equivocada</strong> e futuro <strong>arrependimento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um primeiro ponto que deve ser observado é que uma EFPC &#8211; Entidade Fechada de Previdência Complementar é uma entidade <strong>sem fins lucrativos</strong>.<strong> </strong>Portanto, é natural presumir a isenção da mesma quanto a qualquer tipo de pressão para forçar algum tipo de movimento por parte dos participantes, seja para que permanecessem no plano que estavam inscritos ou que viessem a fazer a referida migração. Ou seja, a opção por migrar ou não migrar não representaria uma vantagem financeira para a EFPC, de forma que o grande objetivo seria sempre fornecer todas as informações possíveis para a tomada de decisão do participante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Particularmente, tive a experiência de vivenciar por pouco mais de 3 anos, em uma EFPC, uma intensa campanha de esclarecimentos aos participantes sobre as opções de migração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As dificuldades</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Desconfiança</strong> &#8211; naturalmente, na grande maioria das vezes os participantes perguntavam o que poderia estar &#8220;nas entrelinhas&#8221; da proposta de migração. Era um regulamento totalmente novo, inovador até em relação ao plano antigo. Por que motivos ofereceriam a ele, participante, um plano cheio de vantagens aparentes? Questionavam inclusive os <strong>incentivos à migração</strong> (maior percentual de resgate das contribuições por parte da Patrocinadora, valores de pecúlios com valor mínimo garantido, regras de % de resgate maiores etc). Na verdade, nada mais eram do que direitos exclusivos para quem aderisse ao plano e que posteriormente ao fechamento do prazo de migração, não seriam oferecidos para as novas inscrições futuras.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Diferenças entre os planos &#8211; </strong>sabemos que Plano BD e Plano CD / CV possuem características muito diferentes e por isso, demandavam um tempo razoável para que os participantes pudessem perceber as diferenças e poder avaliar o que o &#8220;novo plano&#8221; poderia oferecer, em detrimento do &#8220;plano antigo&#8221;. Quais eram os ganhos, quais eram as perdas? O <strong>grande problema</strong> era que <strong>havia muitas diferenças</strong>. E para piorar um pouco, havia um total desconhecimento do plano BD. Então, para explicar o plano novo, era preciso <strong>explicar primeiro</strong> o plano de origem, o antigo. Enquanto um plano exigia que o participante estivesse aposentado pelo INSS e oferecia apenas a opção de uma renda vitalícia, com um percentual de pensão de 70% somente para os dependentes do INSS, o plano novo oferecia como opções e principais atrativos, além da independência da carta de concessão do INSS, benefício de renda por prazo certo, renda por prazo vitalício com prazo mínimo garantido e 100% de pensão para qualquer pessoa física escolhida pelo participante, com ou sem nenhum parentesco.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Rentabilidade e contribuições</strong> &#8211; enquanto a rentabilidade obtida em um plano BD (acima ou abaixo da meta atuarial) impacta o equilíbrio do plano, a rentabilidade em um plano CD impacta diretamente o valor do saldo e do benefício futuro do participante. Some-se a esta questão o fato dos valores de contribuição que eram propostos nos dois planos <strong>serem diferentes</strong>. Nos planos que trabalhei, na maioria dos casos, ao migrar, o participante tinha uma redução no valor pago mensalmente (e não necessariamente teria um valor de benefício menor). Como conseguir justificar que para comparar benefícios, os valores a contribuir não poderiam diferentes? E mesmo assim, eram benefícios pagos de forma diferente. Um era estritamente vitalício e o outro poderia ser por prazo certo ou com prazo mínimo garantido, transformando-se em vitalício depois (e com % de pensão diferente!!!). A tarefa era árdua. Permitir comparações sobre produtos bem distintos para uma tomada de decisão irrevogável e irretratável.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Divergência de conceitos</strong> &#8211; Enquanto uma maior rentabilidade em um plano CD implica em um acréscimo na projeção do benefício (pois quanto maior o saldo, maior a renda), no plano BD não existe a mensuração individual do patrimônio. O conceito deste último é o da <strong>Reserva Matemática</strong>, que corresponde ao montante necessário, calculado a valor presente, para garantir o benefício futuro do participante. O valor da renda complementar de aposentadorai, que normalmente se trata de uma complementação ao benefício previsto pela Previdência Social é determinado em função de uma regra totalmente desvinculada do patrimônio do plano, por exemplo, a média dos 36 últimos salários recebidos pelo participante ou por exemplo 80% dos últimos 12 salários </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Era nesse momento que a confusão de instaurava. Os participantes não se conformavam que suas reservas matemáticas não eram similares a de outros colegas &#8220;do mesmo setor&#8221;. Porém, ignoravam que aqueles colegas eram mais velhos, com mais tempo de contribuição e menos tempo para a aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse é o problema da falta da educação previdenciária!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que mais se viu foram tomadas de decisões influenciadas por líderes dentro das Patrocinadoras. Era comum ouvir dos participantes &#8220;eu vim fazer a migração por benefício saldado porque assim fez meu gerente e ele não faria para ele algo que não fosse o melhor&#8221;. Ou ainda: &#8220;<em>no meu setor todos migraram CD Puro&#8221;.</em> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muitas dessas pessoas fizeram foi seguir os passos de outros que não necessariamente estavam preparados para tomar aquela decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onde queremos chegar então?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda essa introdução foi para evidenciar que o conhecido <em>&#8220;efeito manada&#8221;</em>, estudado em finanças comportamentais, foi muitas vezes facilmente identificado no comportamento dos participantes. É quando se toma uma decisão baseada no que outros estão fazendo, sem avaliaçao se tal ação faz sentido aos seus objetivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em momentos como esses, profissionais especializados, planejadores financeiros poderiam dar todo o suporte ao participante. Embora houvesse profissionais capacitados para apoiar os participantes nas tomadas de decisões, dentro da fundação, munir-se o máximo possível de informações seria o aconselhável para cada participante. Os planejadores financeiros poderiam ajudar as pessoas a entender seus momentos e apresentar pontos a serem levados em consideração que possivelmente não teriam sido até ali sequer lembrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas inseguras decidiram suas vidas de forma às vezes apressada, nervosa, vezes pressionadas por colegas de trabalho que já tinham definido suas opções e pressionados por si mesmas, uma vez que gostariam de se ver livres daquela situação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém tem o hábito de pensar no futuro. Deixam para pensar quando ele já é um presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, essas pessoas indecisas, se lhes fosse oferecida consultoria particular remunerada, recusariam contratar um profissional para auxiliar, mesmo que custasse apenas R$ 1.500, por exemplo. Simplesmente por acreditarem que seria um valor &#8220;elevado&#8221; para uma tomada de decisão que todos à sua volta estavam tomando, todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Decisões equivocadas</strong> foram tomadas. Algumas irreversíveis. As consequencias em termos de valores podem facilmente hoje representar 5 ou 6 dígitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fosse possível perguntar a cada participante que tomou sua decisão financeira equivocada uma única pergunta, certamente ela poderia ser: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Quantos custou essa &#8220;economia&#8221;?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Obviamente que mesmo sendo aconselhados, não haveria garantia de sucesso, 10 ou 15 anos depois. Isso porque existem variáveis imprevisíveis, como por exemplo promoções salariais, permanência ou não na empresa, entre outras. Porém, a decisão deve ser pautada cm base em critérios claros, racionais e bem fundamentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para decisões financeiras de longo prazo, procure um especialista. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo.png" alt="" class="wp-image-2168" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Se você deseja ler a 4 parte desta série, você consegue <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-4-quando-a-racionalidade-fica-de-fora-e-o-bom-senso-e-a-intuicao-nao-ajudam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessar clicando aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Procure a <strong>Multixplique</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>
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		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 4 -Quando a racionalidade fica de fora e o bom senso e a intuição não ajudam&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 23:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo. Você está lendo a 4ª parte da [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2192" width="836" height="557" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1536x1024.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao.png 1920w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você está lendo a 4ª parte da série : Decisões Financeiras Equivocadas. Caso tenha interesse em ler a série desde a primeira parte, você consegue acessar <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ao clicar nesse link aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se estamos falando de decisões financeiras, considere a intuição apenas como um &#8220;fator sorte&#8221;. E, justamente por não passar disso, opte pelo raciocínio lógico, que possa ser justificado, preferencialmente por &#8220;A + B&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a falta de informação e o desinteresse em buscar conhecimento tem tornado decisões financeiras dos indivíduos uma grande decepção com o passar de alguns anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Permita-me abordar este tema no contexto da <strong>previdência privada</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine uma pessoa que por volta dos seus 40 anos, com um salário mensal de R$ 12.000,00 decida finalmente fazer um plano de previdência. Embora seja um momento já um pouco tarde, que exigirá sacrifícios a partir de então, nesse momento, a sensação é de alívio. É o famoso <em>&#8220;antes tarde do que nunca&#8221;</em>. De um jeito ou de outro, sabe-se lá o motivo, pelo menos começou a realizar um grande e <strong>importante</strong> sonho: a aposentadoria vai finalmente sair do papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, para começar essa caminhada, ficou definido um valor de contribuição mensal, provavelmente baseado em simulações feitas sem o conhecimento das premissas utilizadas ou, por indicação de um gerente de banco, muito mais interessado em vender seu produto do que verdadeiramente ajudar aquela pessoa no seu planejamento. Nesse caso, a pessoa vai ter que contar mais com a FÉ.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, esse trabalho de orientação é realizado por um <strong>Planejador Financeiro</strong>, um verdadeiro coach em finanças, um <span style="text-decoration: underline;">consultor especializado</span>, como este que escreve este texto <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa sensação de alívio é o <strong>pior dos sentimentos</strong>. Eu explico: se nesse momento a pessoa tivesse ao menos &#8220;desconfiado&#8221; da simulação, ou mesmo, se ela buscasse fazer uma análise bem simplificada do valor que ela está começando a contribuir (usando até mesmo sua intuição ou bom senso), já poderia ao menos perceber que seu planejamento não teria começado de forma correta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso, imagine uma contribuição mensal de R$ 700,00 equivalente a <strong>5,83%</strong> de seu salário. Seu planejamento é fazer contribuições fixas mensais neste valor por 25 anos. Considerando uma aplicação conservadora, vamos supor uma rentabilidade constante de 4% acima da inflação por todo o período. Considere ainda que o benefício será pago pelos mesmos 25 anos (até os 90 anos de idade). O saldo projetado seria de aproximadamente R$ 356.000,00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, qual será a <strong>real necessidade</strong> de renda na aposentadoria? Supondo que fossem os mesmos R$ 12 mil, a valores de hoje, e supondo ainda a aposentadoria do INSS no valor de R$ 4.500,00, será que os R$ 7.500,00 adicionais viriam desse valor acumulado? A resposta é <strong>NÃO.</strong> Na verdade o valor não seria nem perto (R$1.866,09), ou seja, nem 50% do valor necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que em finanças, o poder dos juros compostos transformam os valores dos saldos. Porém, para tanto, é preciso a combinação de dois fatores importantes: <strong>a taxa de juros</strong> e <strong>o prazo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso, embora não fosse a maneira correta de fazer esse cálculo, a pessoa tivesse pensado assim: </p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">&#8220;Será que 25 anos contribuindo R$ 700,00 vão me assegurar R$ 7.500,00 por mais 25 anos?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse pensamento bem simplista mostraria que cada contribuição teria que ser multiplicada por mais de 10 vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E se os juros fossem maiores?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, os juros poderiam contribuir para atingir esse alvo de benefício, porém, eles teriam que ser equivalentes a <strong>13,2%</strong> ACIMA da inflação. OU seja, mais que <strong>3 vezes</strong> o valor estimado na hora da adesão ao plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entendeu por qual motivo fica tão &#8220;fácil&#8221; vender uma previdência privada para quem é leigo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bastava um pouco de bom senso para ver que aquilo que a gente deseja não quer dizer que será atingido &#8220;magicamente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que esta situação <strong>não é exclusiva</strong> de pessoas que compram planos de previdência individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos <span style="text-decoration: underline;">planos corporativos</span>, oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores, em que ela geralmente deposita o mesmo que o colaborador até determinado valor estipulado por ela, a situação é ainda mais preocupante. O fato da empresa &#8220;dividir&#8221; a conta ao meio faz o indivíduo pensar que sua vida no futuro está assegurada, afinal &#8220;a empresa deposita mensamente 100% do valor que ele deposita&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que passar <strong>totalmente despercebido</strong> é que muitas das vezes, o valor da contribuição é baixíssimo, como por exemplo, 2 a 4% do salário do empregado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, essa tranquilidade aparente mascara completamente uma realidade que só se revela muitos anos depois, quando o indivíduo começa a pensar em se aposentar. Ele começa a se interessar um pouco mais por seu plano de previdência, vê os números das simulações e acaba se frustrando. Em muitas das vezes, o sentimento é de que foi enganado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E qual a solução para este caso?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EDUCAÇÃO FINANCEIRA &amp; PREVIDENCIÁRIA</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2193 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Quando se busca educação financeira, aprende-se que o processo adequado de construção de uma aposentadoria deve ser acompanhado de forma periódica, e, naturalmente sendo revisto conforme as mudanças na carreira profissional.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, <strong>mudanças</strong> na carreira. Isso porque aquele analista I que ingressou aos 25 anos no plano pode ter se transformado, 30 anos depois em um Superintendente ou Diretor e seu plano de previdência, dentro ou fora da empresa, precisa ser capaz de atender suas necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as alternativas possíveis estão: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>O indivíduo eleva suas contribuições para tentar acompanhar seu novo padrão salarial;</li><li>&#8220;Segura a onda&#8221; no seu padrão de vida, economiza e investe seus recursos que sobram para poder desfrutar no futuro de uma vida sossegada financeiramente.</li><li>Aceita a redução do seu padrão de vida na aposentadoria </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O que não pode acontecer é estar <strong>despreparado</strong> para a aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você? Como tem feito a gestão do seu planejamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se precisar de algum suporte, já sabe a quem recorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, se quiser ler a 5ª publicação sobre o tema &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221;, basta clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-5-quando-investir-em-ativos-volateis-se-torna-uma-tragedia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
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		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 5 &#8211; Quando investir em ativos voláteis se torna uma tragédia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 05:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças Comportamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dificilmente quem decide investir em ações está preparado para as oscilações deste mercado. Não basta informar que o investimento é de risco, que pode haver perdas, que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Na cabeça de quem está começando parece só existir uma verdade: vou conseguir ganhos elevados. O que as pessoas querem? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2278" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Dificilmente quem decide investir em ações está preparado para as oscilações deste mercado. Não basta informar que o investimento é de risco, que pode haver perdas, que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Na cabeça de quem está começando parece só existir uma verdade: vou conseguir ganhos elevados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que as pessoas querem?</strong> Ganhar dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em quanto tempo elas querem?</strong> Rápido, muito rápido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que elas de repente começam a investir em ações?</strong> Porque ouviram falar que a renda fixa &#8220;não está rendendo nada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissão de planejador financeiro no Brasil ainda é muito pouco conhecida, porém, bastante valorizada no mercado financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa publicação, queremos lhe apresentar uma persona. Seu nome é Marcos Capochim, 40 anos de idade, com um bom emprego, casado e com duas filhas. Ele tem uma vida financeiramente equilibrada, possui algum dinheiro na poupança. Sua experiência em investimentos é praticamente nula. Mesmo assim, Capochim está convencido que vai tirar seu dinheiro da poupança. Descobriu que nos últimos 12 meses sequer a inflação ele conseguiu obter como resultado do seu investimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Indignado, percebeu ainda que nos últimos 10 anos, tudo que ele vinha sistematicamente poupando tem poder de compra menor do que ele projetava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cansado e com a sensação de &#8220;enxugar gelo&#8221;, tomou a seguinte decisão: <strong>investir no que rendeu muito no ano anterior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual a escolha de Capochim? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você pensou em Tesouro Direto, ou melhor, os títulos pós-fixados Tesouro IPCA<sup>+</sup> que se beneficiaram da queda da taxa de juros no Brasil, você está enganado!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim tem fome de ganhar dinheiro e quer recuperar o tempo perdido. Para isso, sua melhor estratégia já foi montada por ele, depois de assistir alguns vídeos no YouTube e Instagram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim vai investir em:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Bitcoins</li><li>Ações, inclusive IPOs</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se você ainda não sabe o que é um IPO, esta é uma sigla da língua inglesa que significa &#8220;Initial Public Offer&#8221;, que nada mais é do que Oferta Inicial Pública de ações. É basicamente quando uma empresa resolve abrir seu capital na Bolsa e vai oferecer suas primeiras ações no mercado, em que os investidores compram todos pelo mesmo preço no momento do lançamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que tem de errado na estratégia de Capochim?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente o nosso personagem está se aventurando, literalmente, em um mercado que ele simplesmente não conhece, nunca viveu a experiência. O pouco que ele sabe é que precisa abrir uma conta em uma corretora de valores e responder um questionário de perfil de investimentos. Logo após o preenchimento de algumas informações cadastrais, ele estará apto a operar, assim que transferir os seus primeiros recursos financeiros para a corretora de sua preferência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que poderia ser diferente se houvesse a ajuda de um planejador financeiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muita coisa!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, depois de uma entrevista com o planejador, Capochim responderia um questionário específico, o API &#8211; Análise de Perfil do Investidor. Trata-se de um documento que contém uma série de perguntas que buscam identificar qual o perfil do investidor, qual seu possível comportamento em função de diferentes cenários positivos e adversos no mercado financeiro e principalmente, quais seus objetivos, qual sua experiência em produtos financeiros e qual o prazo que ele espera ou imagina que irá precisar do seu dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, Capochim descarta contratar um planejador financeiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em menos de 2 dias, Capochim divide seu patrimônio: 50% somente em criptomoedas (Bitcoin) e 50% em ações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim acredita que seu investimento será de longo prazo e não pretende mexer nos investimentos antes de atingir as rentabilidades pré-estabelecidas. Em outras palavras, Capochim está disposto a esperar seu investimento atingir níveis de rentabilidade considerados ideais, baseado no histórico que estudou em suas pesquisas no Google:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bitcoins &#8211; <strong>140%</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ações de cias aéreas e turismo &#8211; <strong>30%</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos falando da heurística comportamental <strong>Ancoragem. </strong>Em outras palavras, é um atalho mental adotado pelo nosso querido Capochim, que o fará tomar uma decisão financeira. Este tipo de comportamento é muito comum nas pessoas. Para saber mais, recomendamos o livro &#8220;Rápido e Devagar&#8221;, de Daniel Kahneman, que inclusive ganhou um prêmio nobel de economia por publicar uma tese sobre finanças comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando ao caso do Marcos Capochim, enquanto seu investimento não atingir respectivamente 140% de rentabilidade em bitcoins e 30% em ações, ele não venderá seus ativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo suas análises, em 12 meses as ações já terão atingido tal rentabilidade e no caso dos Bitcoins, serão necessários em torno de 5 meses. Porém, Capochim sabe que não poderá esperar mais um pouco se for preciso. Embora ele acredite no que diz, seu projeto não é de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, Capochim (e todo o mercado financeiro) não contavam com a Covid19. Em pouco mais de 1 mês, mesmo vendo seu dinheiro investido em 2020 na B3 reduzir-se em mais de 70%, Capochim permanecia com suas ações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Totalmente incrédulo, ao não vender seus papéis, Capochim apresentava o viés comportamental conhecido como <em>aversão à perda</em>, pois, com medo de &#8220;vender na baixa&#8221; e <strong>realizar prejuízo</strong>, ele insistia no que considerava ser a melhor estratégia: &#8220;vai voltar&#8221;, mesmo que não houvesse indícios para acreditar, <span style="text-decoration: underline;">no prazo que ele precisava</span>. </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic.png" alt="" class="wp-image-2279 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">Já nos bitcoins, a história foi ainda mais trágica. Depois de uma euforia de ganhos de 90%, <strong>(não realizados)</strong> logo nos primeiros 3 meses, a queda de 70% em 2 dias o deixou desolado e, (como não dizer?), em depressão&#8230;</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Atormentado pelas más decisões financeiras, Capochim concluiu:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse negócio não é para mim&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Final da história</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim vendeu suas criptomoedas, vendeu suas ações e transferiu o pouco que lhe sobrou para a poupança novamente. Teve que desistir de seu projeto de reformar sua casa e não participa mais de nenhuma discussão sobre investimentos, um de seus hobbies favoritos antes de se aventurar nesse mundo financeiro. Há quem diga que hoje Capochim nem assiste mais YouTube e deixou de seguir todos os seus antigos influenciadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim não lê mais notícias em sites de finanças e quando escuta alguém dizer que a Bolsa atingiu máximas históricas recentemente, sempre responde da mesma forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Cuidado! Eu conheço pessoas bem esclarecidas que perderam quase tudo que tinham por subestimarem os riscos desses investimentos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou dessa publicação e quiser ler outras semelhantes, pode clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> e ler a 1ª publicação que fizemos com esse tema &#8220;Decisões financeiras equivocadas&#8221;. Cada publicação tem um link para a próxima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> #multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-5-quando-investir-em-ativos-volateis-se-torna-uma-tragedia/">Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 5 &#8211; Quando investir em ativos voláteis se torna uma tragédia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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		<item>
		<title>Tabela Progressiva ou Regressiva: A primeira difícil escolha na previdência privada &#8211; Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2021 14:26:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[PMP]]></category>
		<category><![CDATA[tabela regressiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando este Portal de Educação Financeira foi criado, havia o compromisso de sempre tratar de assuntos relevantes de uma forma didática e na medida do possível, de forma leve. Não basta publicar conteúdo apenas por publicar, sem que não se perceba VALOR no que aqui é produzido. Nosso conteúdo é diferenciado e por isso, vamos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="557" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida-557x1024.png" alt="" class="wp-image-2219" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida-557x1024.png 557w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida-163x300.png 163w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida.png 601w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Quando este Portal de Educação Financeira foi criado, havia o compromisso de sempre tratar de assuntos relevantes de uma forma didática e na medida do possível, de forma leve. Não basta publicar conteúdo apenas por publicar, sem que não se perceba VALOR no que aqui é produzido. Nosso conteúdo é <strong>diferenciado</strong> e por isso, vamos ganhando <strong>destaque</strong> e <strong>reconhecimento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa publicação, vamos falar de um assunto de extrema relevância e muito mal explorado por diversos outros sites e fontes de informações gratuitas. Vamos ajudar você a tomar uma decisão importante, respondendo as seguintes perguntas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que são os Regimes de Tributação Progressiva e Regressiva?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como fazer a escolha do regime de tributação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até quando devo tomar a decisão? </p>



<p class="wp-block-paragraph">E se eu não tomar nenhuma decisão, o que acontece?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muda após eu fazer minha opção?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe alguma regra padrão que facilite a minha tomada de decisão?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é PEPS e o que é PMP?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, estamos criando um <em>guia prático</em> para orientar qual a forma correta de se avaliar a escolha da tributação de seu plano de Previdência Privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esteja você interessado em adquirir um plano de previdência privada, oferecido por Entidades Abertas ou Fechadas de Previdência Complementar ou Seguradoras, nas modalidades PGBL, contribuição definida ou contribuição variável, prepare-se para escolher o destino da tributação de seus investimentos no futuro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente cabe ressaltar que a partir da criação da Lei 11.053/04, todos os participantes que já estavam inscritos em planos de previdência do tipo FAPI, PGBL, contribuição definida ou variável e VGBL (seguro de vida com cláusula de sobrevivência) bem como os futuros participantes, foram obrigados a tomar uma decisão complicada, talvez sem nunca terem tido a orientação adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que já se tornou comum foi ver ao longo de todos esses anos desde que a lei passou a vigorar, uma tendência de simplificação do número de cenários possíveis para avaliar, de forma a tornar a decisão mais fácil para quem se vê obrigado a fazer a sua definição quanto à questão da tributação. A triste notícia é que os &#8220;atalhos&#8221; criados pelos ditos &#8220;especialistas&#8221; <strong>não funcionam</strong> em 100% dos casos, como uma &#8220;regra de bolso&#8221;.  Em outras palavras, as regras simplificadas não levam em consideração todas as hipóteses que deveriam ser avaliadas. E o que isso significa? Que muita gente que seguiu esse tipo de opiniões, dicas ou recomendações imprecisas, <strong>tomou decisões erradas</strong>, muitas vezes impossíveis de serem revertidas e, quando canceladas, apresentam ônus para os participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar que arrependimentos se tornem uma constante na vida das pesssoas, nesta sequencia de publicações que estamos fazendo, vamos acabar com alguns &#8220;mitos&#8221;, como por exemplo: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>&#8220;Se sua aposentadoria for de até X mil Reais é melhor fazer a opção pela Tabela Progressiva&#8221;;</li><li>&#8220;A Tabela Regressiva não vale à pena se você for se aposentar nos próximos 2 ou 4 anos&#8221;.</li><li>&#8220;Se você já tem idade não adianta optar por Tabela Regressiva.&#8221;</li><li>&#8220;Se você deixar o dinheiro por mais de 10 anos, sempre faça a opção pela Tabela Regressiva.&#8221; </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">São tantos fatores a serem considerados, tantas as particularidades possíveis, que é recomendável não buscar orientação como se esta opção pudesse ser tomada mediante uma &#8220;receita de bolo&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, não tome decisões precipitadas e não procure saber que decisões tomara outras pessoas para tomar a sua própria decisão. Cada pessoa é diferente uma da outra e possui número de rendas, idade, patrimônio, nº de dependentes, necessidades, todos esses dados diferentes e, justamente por isso, não devem ser colocadas em lotes padronizados de casos porque há momentos que as exceções acontecem e este pode ser justamente o seu caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, vamos começar a explicação pelo básico:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Informação relevante</strong>: A opção pela Tabela Regressiva é&nbsp;<strong>irretratável</strong>, conforme disposto no § 6º do Art. 1º da referida Lei 11.053/04.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os que já estavam inscritos em planos de previdência, todos os aportes efetuados até 31.12.2004 teriam como ponto inicial para fins de contagem de tempo, Janeiro/2005, mesmo que a opção pelo regime de tributação regressiva fosse feita até novembro daquele ano. Isso mesmo. Foi dado um prazo até novembro/05 e foi dado um período maior para para que fosse possível a compreensão do novo regime antes de formalizar a referida opção sobre os valores que historicamente já tinham sido feitos nos planos de previdência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe aqui uma observação: Planos de benefício definido, os &#8220;Planos BD&#8221; oferecidos por EFPCs e os planos tradicionais, comercializados por EAPCs e Seguradoras, que são planos mutualistas caracterizados por benefícios de caráter vitalício, por serem entendidos como de benefício definido, não estavam enquadrados nessa lei. Portanto, nada mudou para esses planos e seus participantes não tiveram que tomar nenhuma decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta forma alterativa de tributação trazida pela lei se tratava de uma inovação à época.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observe o que a lei diz expressamente é que&nbsp;optar pela tabela regressiva não permite&nbsp;a possibilidade de alterar a opção. E o que a lei diz sobre optar pela tabela progressiva?&nbsp;<strong>Quase nada.&nbsp;</strong>Como há um prazo para a referida opção de tributação, qual seja, o último dia útil do mês subsequente à opção, a não opção é entendida como se o participante optasse pela tabela progressiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eis aí um primeiro e interessante ponto a ser verificado por você que já tem um plano de previdência e descobiu que a sua opção tomada à época não foi a mais adequada hoje. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os motivos podem ter sido os mais diversos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando tomou a decisão não tinha conhecimento de todas as informações;</li><li>Sua situação profissional atual seja muito diferente de quando fez a opção;</li><li>A reforma da previdência adiou muito a sua aposentadoria;</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se a sua opção foi pela tabela Progressiva Compensável, pode ser que ainda esteja em tempo de mudar tal opção, se assim lhe parecer mais vantajoso, nem que para isso você precise talvez&nbsp;<strong>mudar de plano</strong>. Dependendo do caso, é possível mudar a opção, mas essa regra depende muito do tipo de plano que você está inscrito (PGBL, VGBL, FAPI, CD, CV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais as principais características da&nbsp;<strong>Tabela Regressiva</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>É uma opção facultativa, em alternativa à Tabela Progressiva;</li><li>É Irretratável;</li><li>Despesas com pensão alimentícia, doações, despesas médicas e com instrução <strong>não são dedutíveis</strong> para fins de Imposto de Renda;</li><li>Tributação exclusiva na Fonte, sem ajuste anual de IR;</li><li>A alíquota de IR a ser aplicada é calculada conforme prazo de acumulação e o montante aplicado;</li><li>Existem 2 métodos de cálculo da alíquota de imposto de renda: <strong>PMP</strong> (Prazo Médio Ponderado) e <strong>PEPS</strong> (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai); </li><li>As alíquotas decrescem mesmo após a concessão do benefício, tendendo a 10%.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, as alíquotas aplicáveis conforme o tempo de acumulação:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="761" height="289" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Tabela-Regressiva-2.jpg" alt="" class="wp-image-2222" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Tabela-Regressiva-2.jpg 761w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Tabela-Regressiva-2-300x114.jpg 300w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /><figcaption>Tabela Regressiva &#8211; Lei 11.053/04</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Vemos portanto que o tempo é uma variável importantíssima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez apresentadas as alíquotas e os prazos, é necessário compreender como se dá a contagem deste tempo. Isso porque, dependendo de como será pago o benefício no futuro, ou seja, se será pago por prazo vitalício ou prazo temporário (prazo definido), <strong>a contagem do tempo é diferente</strong>. E pouco se fala sobre esse &#8220;detalhe&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ilustração a seguir resume as possíveis situações:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="564" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-1024x564.jpg" alt="" class="wp-image-2225" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-1024x564.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-300x165.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-768x423.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao.jpg 1058w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os métodos de cálculo do tempo obedecem às seguintes condições:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se o benefício for <em>renda vitalícia</em>, contagem do tempo pelo <strong>Método PMP</strong></li><li>Se o benefício for <em>renda por prazo certo</em> (determinado), contagem do tempo pelo <strong>Método PEPS</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Neste método, observa-se claramente o impacto da relação “<em>valor</em> da contribuição &amp; <em>tempo</em> de contribuição” sobre a alíquota de Imposto de Renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como era de se esperar, por se tratar de uma <strong>tabela regressiva</strong>, a alíquota será tão menor quanto maior for o prazo médio calculado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No PMP, o número de meses decorridos <span style="text-decoration: underline;">não corresponde de forma equivalente ao tempo de acumulação</span> considerado para fins de apuração da alíquota de IR. Isso acontece porque há uma <strong>atribuição de peso</strong> em relação aos valores aportados. Ou seja, <strong>QUANDO</strong> você faz o aporte financeiro, <strong>importa</strong> muito!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos ver como funciona, <strong>NA PRÁTICA</strong>?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suponha o cenário em que uma pessa fez aportes <strong>constantes</strong> e <strong>iguais</strong> a R$ 1.000,00<strong>.</strong>&nbsp;Veja o cálculo do PMP após 300 meses (25 anos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não entraremos em detalhes do cálculo do PMP, porque nosso objetivo é explicar o impacto que as contribuições tem no resultado final. Porém, se você ainda tiver interesse, pode conferir a fórmula, que se encontra disponibilizada na tabela a seguir. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse exemplo, você vai perceber o <strong>efeito de contribuições</strong> realizadas <strong>de forma constante</strong> ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece porque o <strong>valor aportado interfere</strong> nessa contagem, tendo maior ou menor &#8220;peso&#8221; no cálculo. Portanto, quanto maiores forem os aportes e quanto mais tempo passar, menor tenderá a ser a alíquota a ser aplicada <strong>quando a pessoa for receber</strong> o benefício.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="922" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1.png" alt="" class="wp-image-2233" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1.png 900w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1-293x300.png 293w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1-768x787.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme demonstrado na tabela acima, são <span style="text-decoration: underline;">necessários 20 anos</span> para que o PMP possa ser igual a 10 anos, ou seja, para que a <strong>alíquota mínima seja aplicada</strong>. Dependendo do horizonte que a pessoa tenha para se aposentar, esta informação pode ser desanimadora&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez dito isso, vamos ver o efeito no cálculo do PMP quando um aporte de valor elevado (R$ 100.000) é realizado no último mês, ou seja, o de nº 300. Observe a imagem a seguir:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> Todas as contribuições anteriores são de <strong>R$ 1.000 reais</strong>. O aporte num valor expressivo é o único detalhe que torna a simulação diferente da que vimos acima.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="917" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2.png" alt="" class="wp-image-2234" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2.png 900w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2-294x300.png 294w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2-768x783.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme visto acima um aporte expressivo no último mês fez com que o prazo médio ponderado que já estava no limite mínimo de alíquota, ou seja, 10% após ter atingido 10 anos, sofresse uma alteração, sendo alterado para&nbsp;<strong>7,60 anos.&nbsp;</strong>A alíquota nesse caso ainda seria relativamente alta (20%) caso o benefício fosse solicitado após <strong>25 anos</strong> de contribuição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas como informação, se o aporte tivesse sido <span style="text-decoration: underline;">300 mil</span> ou <span style="text-decoration: underline;">700 mil</span>, os prazos médios ponderados (acreditem!) seriam respectivamente <strong>4,22</strong> e <strong>2,25 anos</strong>, fazendo com que as alíquotas aplicáveis de IR fossem de <strong>25%</strong> e <strong>30%</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>primeira grande conclusão</strong> a que chegamos é que a estratégia de acumular recursos em investimentos com &#8220;maior liquidez&#8221;, tais como ações, títulos públicos federais ou mesmo alguns fundos de investimentos, ao invés de investir na previdência mês a mês, pode trazer grande impacto negativo no valor líquido de benefício a ser recebido na previdência privada, pelo menos nos primeiros anos de benefício, frustrando muitas expectativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa situação de deixar maiores aportes no final não é tão rara como se pode imaginar a princípio. Pode ser em função de recebimento de verbas rescisórias trabalhistas, incluindo o FGTS ou mesmo a venda de um imóvel para poder transformar o patrimônio em uma renda de aposentadoria. Portanto, é mais comum do que muita gente imagina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também casos como o de investidores que detém um maior conhecimento no mercado financeiro e, ao optarem por realizar o gerenciamento de suas próprias carteiras, deixam para concentrar os recursos no plano de aposentadoria somente no final e acabam sendo surpreendidos, por não terem observado essas importantes nuances da previdência privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nosso <strong>último exemplo</strong>, vamos ver o efeito da mesma contribuição elevada, R$ 100.000,00, no 1º mês de contribuição ao plano. Como você já pode imaginar, é de se esperar que o PMP atinja 10 anos em menos tempo. Observe:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="901" height="919" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3.png" alt="" class="wp-image-2235" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3.png 901w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3-294x300.png 294w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3-768x783.png 768w" sizes="(max-width: 901px) 100vw, 901px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>segunda grande conclusão</strong>, já previsível depois do que mostramos até aqui, é que nos casos em que o prazo é apurado pelo PMP, quanto antes for feito o investimento, melhor para reduzir a tributação do benefício. Considerando o  aporte de 100 mil logo no primeiro mês de contribuição, mantidas as demais contribuições constantes em R$ 1.000,00, em apenas 15 anos a alíquota mínima de 10% é atingida. Se, ao invés de aportar este valor, fossem aportados 300 mil ou 700 mil, teríamos respectivamente 12 e pouco menos de 11 anos para o PMP ser superior a 10 anos e assim, atingir a alíquota mínima de 10%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na proxima publicação</strong>, mostraremos o como se dá o cálculo do prazo e da tributação regressiva sobre os benefícios, pelo método PEPS, muito mais fácil de ser entendido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basta <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicar aqui</a> e acessar a Parte 2</p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
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