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	<title>Arquivos Educação Financeira - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos Educação Financeira - Multixplique</title>
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		<title>Se você pudesse voltar no tempo, que decisão financeira tomaria no passado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2021 00:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Privada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse post, vou explicar qual decisão financeira eu tomei e não precisaria de uma máquina do tempo para modificar o meu passado (ou melhor, o meu futuro). Lembro-me perfeitamente da época que comecei com 22 anos, com carteira assinada e um salário um pouco acima da média de outros recém-formados em outras profissões. Naquela época, [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture.png" alt="" class="wp-image-1860" width="833" height="590" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture.png 696w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture-300x212.png 300w" sizes="(max-width: 833px) 100vw, 833px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Nesse post, vou explicar qual decisão financeira eu tomei e não precisaria de uma máquina do tempo para modificar o meu passado (ou melhor, o meu futuro).</p>



<p>Lembro-me perfeitamente da época que comecei com 22 anos, com carteira assinada e um salário um pouco acima da média de outros recém-formados em outras profissões. Naquela época, atuários eram pouco mais de 500 em atividade no Brasil e podíamos nos dar ao luxo de sair da universidade, todos da turma (em torno de 30 formados) já empregados. Era natural. Era 1998. Bons tempos&#8230;</p>



<p>Logo que fui admitido, já tinha em mente  uma importante decisão financeira tomada: &#8220;ter um plano de previdência&#8221;. Para mim foi uma decisão muito fácil. Eu trabalhava em um fundo de pensão.</p>



<p>Entendia o que significaria o efeito dos juros compostos, trabalhando a meu favor, frente ao tempo que teria pela frente, se começasse logo a contribuir para uma previdência privada.</p>



<p>Eu era jovem, não era casado e não tinha filhos, mas já não vivia mais com meus pais. </p>



<p>Antes de ser admitido, por estagiar na própria empresa, já tinha decidido algo um tanto quanto &#8220;fora dos padrões&#8221;, algo ainda raro hoje em dia. Eu queria ter não apenas um plano, eu queria ter dois! </p>



<p>O que mais eu escutava eram coisas como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Você não precisa disso agora, está muito cedo&#8230;&#8221;</em></li><li><em>&#8220;Invista em um imóvel primeiro&#8230;&#8221;</em></li><li><em>&#8220;Você mal entrou no mercado de trabalho e já está pensando em se aposentar&#8221;</em></li></ul>



<p>O plano da minha empresa era um plano de <strong><em>Benefício Definido</em></strong> &#8211; <strong>BD</strong> que estava em fase de estudos pra promover a migração para um plano de <em><strong>Contribuição Definida</strong></em> &#8211; <strong>CD</strong>.</p>



<p>Para quem não está muito familiarizado com os termos, seguem definições não muito comuns, mas de fácil entendimento:</p>



<p><strong>Plano BD &#8211; </strong>Plano de previdência no qual o benefício futuro a ser recebido, embora desconhecido seu valor exato, é definido logo na adesão, mediante uma regra de cálculo teórica. Não há uma relação direta entre o total pago durante todo o período de contribuição e o valor do benefício a ser recebido.</p>



<p><strong>Por exemplo:</strong> o benefício pode ser a <strong>média dos últimos 36 salários </strong>recebidos imediatamente antes da aposentadoria, deduzindo a parcela que seria responsabilidade do INSS. </p>



<p>Mas, e se esse essa média salarial fosse muito maior que o salário médio da vida inteira do participante? A resposta é que o benefício seria desproporcional em relação a tudo que ele contribuiu a vida toda. Ele receberia muito mais do que pagou, por exemplo.</p>



<p><strong>Plano CD &#8211;</strong> Plano de previdência no qual o benefício será determinado em função do saldo acumulado. Ou seja, quanto maior tiver sido a contribuição, maior será o benefício. Nesse caso, ele recebe um benefício de acordo com o seu esforço financeiro feito ao longo de toda sua vida.</p>



<p><strong>E a minha decisão para o segundo plano foi&#8230;</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline;">Ter um plano de mercado</span>, um plano dentre os chamados &#8220;<strong>Planos Tradicionais</strong>&#8220;, oferecidos pelas Seguradoras ou Entidades Abertas de Previdência Complementar.</p>



<p>Esses planos já não existem mais nas prateleiras há muitos anos. Quem comprou, comprou, quem não comprou não os compra mais&#8230;</p>



<p>Quem tem um plano desses possui um verdadeiro tesouro nos dias de hoje. Sabe por que? </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1858" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>O Plano</strong> <strong>Tradicional</strong>:</p>



<p><strong>1 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> uma rentabilidade mínima real de 6% ao ano.</p>



<p><strong>2 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> a variação do IGP-M sobre todo o investimento. Seu patrimônio está garantido contra perdas de inflação medidas por este índice.</p>



<p><strong>3 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> repasse de 75% do Excedente Financeiro para o participante.</p>



<p><strong>4 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> o pagamento de uma renda vitalícia, com base numa expectativa de vida (medida por uma tábua atuarial) muito menor do que a prevista para uma pessoa hoje em dia.</p>



<p><strong>5 &#8211; Garante</strong> que o benefício será calculado com base numa rentabilidade real de 6% a.a. </p>



<p><strong>E o que isso quer dizer, me explica?</strong></p>



<p>As características <strong>1</strong> e <strong>2</strong> acima garantem que, mesmo que haja crise no mercado financeiro, pandemia, crise de corrupção no país, queda da economia global, impeachment ou qualquer outro fato relevante, a minha aplicação em previdência privada tem assegurada em contrato uma rentabilidade mínima! Pode ser um péssimo ano da renda fixa, variável que nada irá comprometer a <em><strong>variação positiva</strong></em> do meu investimento.</p>



<p>Um fato recente que exemplifica o que estamos apresentando é que em 2020, o índice IGP-M, medido pela FGV, foi de aproximadamente 23%. Isso significa que os participantes desses planos tiveram um <strong>rendimento de aproximadamente 30%</strong> no ano! E detalhe: sem riscos!</p>



<p>Pense aí num investimento, sem riscos, que tenha obtido um rendimento similar&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="996" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1024x996.jpg" alt="" class="wp-image-1859" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1024x996.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-300x292.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-768x747.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1536x1493.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-2048x1991.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O item <strong>3</strong> assegura ainda que, caso a rentabilidade em um determinado ano supere o mínimo garantido, 75% deste excedente deverá ser repassada ao participante.</p>



<p>O item <strong>4</strong> é uma importante garantia também. Isso porque, pelo fato da seguradora <strong>ser obrigada</strong> a seguir as regras do contrato previdenciário, ela deve considerar que &#8220;vou viver menos&#8221; e a consequencia é que o valor do benefício a ser pago será maior do que seria, se ela pudesse considerar a atual expectativa de vida de uma pessoa hoje. </p>



<p>E ela (a seguradora), não pode mudar essa &#8220;premissa&#8221;. A SUSEP não permite! </p>



<p>Ah se pudesse voltar atrás&#8230;</p>



<p>O <strong>item 5</strong> é um pouco mais difícil de explicar, mas vamos lá&#8230;</p>



<p>Imagine que você possui uma patrimônio aplicado em uma aplicação financeira. Quanto maior a rentabilidade esperada (taxa de juros real) para o futuro, é de se imaginar que mesmo que você vá realizando saques mensais, esse patrimônio leve mais tempo para se esgotar do que se tivesse aplicado em outra que desse um rendimento menor, certo?</p>



<p><strong>Agora imagine que:</strong> </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Esse patrimônio quem administra é a seguradora.</li><li>Quando você se aposenta, você transfere em definitivo pra empresa seu patrimônio com a contrapartida da obrigação dela lhe pagar um benefício mensal vitalício.</li><li>A seguradora já calculou seu benefício considerando que a rentabilidade seria de <strong>6% + IGP-M</strong></li><li>Independentemente de como ela vai conseguir rentabilizar seu patrimônio, no final das contas, seu benefício já está sendo pago.</li><li>Se a rentabilidade for menor, <em>prejuízo para a seguradora</em></li></ul>



<p>Pois bem, é justamente por isso que planos que asseguram rentabilidade mínima &#8220;pagam&#8221; um benefício maior.</p>



<p>Apenas como comparativo, hoje em dia, os planos do mercado oferecem apenas a &#8220;garantia&#8221; de <strong>rentabilidade zero</strong>, em sua esmagadora maioria. </p>



<p><strong><em>E isso significa&#8230;</em></strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Que  seu benefício de previdência seria MUITO menor, com o <strong>mesmo patrimônio</strong> num plano Tradicional;</li><li>Que qualquer rentabilidade obtida <strong>acima de zero</strong> é lucro para a seguradora (apenas uma parte pode ficar para você, se previsto o repasse de um % do <em>excedente financeiro</em>).</li><li>Que a seguradora só garante que você não terá perdas inflacionárias no seu benefício.</li></ol>



<p><em><strong>Então, diz aí&#8230; devo ou não devo me orgulhar da minha decisão financeira?</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-850x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1857" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-850x1024.jpg 850w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-249x300.jpg 249w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-768x926.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-1275x1536.jpg 1275w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-1699x2048.jpg 1699w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></figure>



<p>O que é difícil de acreditar é que os <strong>Planos Tradicionais</strong> não eram vendidos com a facilidade que hoje produtos muito piores são vendidos. </p>



<p>Quando estava estudando qual plano escolheria, conversei com diversos amigos, pessoas próximas e dei, de forma &#8220;mastigada&#8221;, todas as informações e justificativas para que eles pudessem também ter um plano de previdência diferenciado.</p>



<p>Lembro que consegui convencer umas 6 pessoas. A metade delas ainda tem o plano até hoje, as demais resgataram e se lerem este post, vão sentir um certo arrependimento&#8230;</p>



<p>Inclusive, saíram algumas reportagens em jornais que me recordo de ter lido, como por exemplo do <strong>Valor Econômico,</strong> na coluna da <em>Mara Luquet,<strong> </strong></em>que estavam contados os dias desses planos.</p>



<p>As reportagens da época se referiam às previsões econômicas que apontavam para uma tendência dos investimentos de longo prazo, como por exemplo os títulos públicos com vencimento para 20 e 30 anos , reduzirem as taxas elevadas para patamares bem menores (realidade que veio a se confirmar anos depois).</p>



<p>As pessoas não acreditavam em previdência, eram ainda mais desconfiadas do que são hoje. Afinal, a informação não era tão fácil de se obter como hoje.</p>



<p><strong>E o mercado, o que oferece hoje?</strong></p>



<p>De forma majoritária, encontram-se em corretoras de valores mobiliários, bancos e afins os planos <strong>PGBL</strong> e <strong>VGBL</strong>. São esses planos que, além de não garantirem rentabilidade mínima alguma, tem como principal característica o <strong>resgate</strong> em vez do benefício, e consequentemente, uma grande quantia paga em imposto de renda, reduzindo bastante o que as pessoas terão a receber.</p>



<p>Para entender se resgatar é uma boa decisão financeira, convido você a ler sobre este assunto nessa <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">série</a> de 5 publicações que estão disponíveis no nosso portal.</p>



<p>A <strong>Multixplique</strong> não recomenda nenhum desses planos. Se você quer conhecer um plano de previdência com nosso &#8220;selo de qualidade&#8221;, acesse esse link <a href="https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique">aqui</a></p>



<p>O interessante é que, embora hoje não haja produtos como os Planos Tradicionais, ainda existem produtos de previdência que valem muito à pena. </p>



<p>Vamos deixar para falar mais sobre eles em um novo post.</p>



<p>Se você gostou deste texto, deixe-nos saber com um comentário.</p>



<p>Se você quer indicações, deixe-nos saber. Quem sabe não temos como ajudar a escolher um <strong>novo tesouro</strong> para você?</p>



<p>#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 2 &#8211; O preço que se paga por não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-2-o-preco-que-se-paga-por-nao-saber-dizer-nao-a-si-mesmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 04:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Compras por impulso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da compra [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg" alt="" class="wp-image-1961" width="681" height="435" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-300x192.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-768x491.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1536x982.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-2048x1309.jpg 2048w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? </p>



<p>Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da <strong>compra por impulso</strong>:</p>



<p>Em um estudo realizado pelo então <strong>SPC</strong> (Serviço de Proteção ao Crédito) em maio/2014, descobriu-se que nos três meses anteriores, 52% dos brasileiros tinham realizado compras por impulso. </p>



<p>Uma segunda pesquisa, realizada há cerca de 2 anos pelo <strong>SPC</strong> <strong>Brasil</strong> e pela <strong>CNDL</strong> (Confederação Nacional de Diretores Lojistas) mostrou que 33,2% das compras por impulso acontecem em supermercados.</p>



<p>Conheça alguns dos vilões das compras por impulso são:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-1959 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-768x768.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1536x1536.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909.png 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<ol class="wp-block-list"><li><strong>Liquidações</strong> &#8211; as aparentes promoções em que os preços em geral estão abaixo da média;</li><li><strong>Produtos atrativos</strong> &#8211; embalagens que chamam a atenção do consumidor;</li><li><strong>Senso de urgência</strong> &#8211; &#8220;somente hoje&#8221;, uma estratégia de marketing que provoca no consumidor o receio de se arrepender por não ter comprado;</li><li><strong>Facilidade de pagamento</strong> &#8211; principalmente através do <strong>cartão de crédito</strong> e se puder ser parcelado, a armadilha está pronta&#8230;</li></ol>



<p></p>
</div></div>



<p>Porém, se de um lado estão os lojistas e os vendedores, do outro lado está você &#8220;no controle da situação&#8221;. É você que sabe o quanto um determinado produto é <strong>útil</strong>, quando ele é <strong>necessário</strong>, o quanto pode significar um <strong>status</strong> em sua vida e principalmente se <strong>tem ou não como arcar</strong> com aquele custo, <strong>naquele momento</strong>.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:43% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="640" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg" alt="" class="wp-image-1955 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-300x188.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-768x480.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1536x960.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-2048x1280.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:19px">Entretanto, as pessoas se vêem envolvidas pelo momento em que estão cercadas de fatores que não a permitem usar a razão. Tudo começa por exemplo com uma <strong>vitrine e um produto bonito </strong>e/ou <strong>&#8220;aceitamos cartões de crédito&#8221;</strong>. </p>
</div></div>



<p> Inicialmente elas entram apenas para ver o produto e saber quanto custam. Em seguida, começam a ver os seus diferenciais, o design, a praticidade, a tecnologia, as cores, a textura e começam a imaginar o quanto poderia ser interessante levar para casa. Quando descobrem o valor, mesmo achando um valor acima do que imaginava, buscam justificar a todo custo (nesse momento a razão foi suprimida pela emoção) e já estão convencidas na maior parte das vezes da compra e só precisam ver a forma de pagamento. Se for facilitado, seja por um desconto à vista ou parcelado em algumas parcelas, a compra tem grande chance de ser efetuada.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 43%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1963 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size">Porém, no caminho para casa, grande parte das pessoas já sente um certo &#8220;medo&#8221; de ter se precipitado e começa a refletir como fazer para poder quitar as prestações (muitas recorrem ao financiamento do cartão de crédito), outras começam a repensar sobre a necessidade de ter comprado e começam a buscar argumentos que possam convencê-las de que todo o esforço a ser feito valerá à pena. Frases como &#8220;eu mereço&#8221; ou &#8220;eu trabalho pra isso&#8221; são as mais comuns.</p>
</div></div>



<p>Estamos diante de um caso simples de <strong>não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo.</strong> Se voltarmos no texto, veremos que provavelmente o produto não era necessário, algumas vezes caro (mesmo não sendo, torna-se um compromisso a ser quitado a partir daquele momento), e que impede a pessoa de utilizar aquele dinheiro para um investimento próprio.</p>



<p>Só que não é apenas uma questão de não guardar um pouco do que tem para investir. Trata-se também de perder o controle das despesas mensais. </p>



<p>A facilidade do pagamento através do cartão de crédito se dá pelo fato de postergar o pagamento de um determinado item. Em contrapartida, existe a necessidade de quitar seu valor integralmente ou senão, automaticamente, contrair uma dívida em parcelas com taxas abusivas (entre 270% e 310% de juros ao ano, segundo o BACEN). </p>



<p>E mesmo que pago à vista, é necessário ter dinheiro disponível para não entrar no cheque especial (outra cilada), como também é necessário ter o suficiente para cobrir todas as despesas do mês, pelo menos até o próximo pagamento.</p>



<p>Note-se que falamos até aqui de produtos que possam ser caros. Só que nem sempre a compulsividade está em itens de alto valor. Pense no quanto pode comprometer um orçamento pessoal diversos produtos &#8220;baratinhos&#8221;, pagos em 10 parcelas de &#8220;20 Reais&#8221;. </p>



<p>O parcelamento de compras cria um padrão de vida artificial, tema de nova publicação que faremos dentro de alguns dias aqui do <strong>Multi x Plique</strong></p>



<p>Portanto, a compra por impulso é um dos principais motivos do descontrole financeiro pessoal ou familiar. Se você deseja controlar os seus gastos, você pode aproveitar essas dicas&#8230;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Controlar todas as despesas mensais para conhecer quais poderiam ser evitadas para ajudar a equilibrar a relação <strong>receitas x despesa</strong>s</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Priorize formar uma reserva financeira para emergências. Se você precisar de um dinheiro urgentemente, dificilmente conseguirá vender seu objeto de desejo. Se conseguir, dificilmente será de forma rápida e muito menos pelo preço que foi pago;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Não vá às compras se você se sentir triste ou estressado;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Antes de comprar, opte por esperar pelo menos 1 hora. Diga ao vendedor da loja &#8220;volto mais tarde&#8221; ou, se for online, deixe no carrinho da loja e acesse depois o site novamente. Normalmente, ao final desse tempo, o interesse pela compra diminuirá se for uma compra por impulso;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Só leve dinheiro ou cartão de crédito quando souber que irá precisar para uma finalidade específica.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Vá as compras sozinho(a) ou pelo menos, não leve aquele(a) amigo(a) que adora ir às compras. As chances de você ouvir inúmeras razões para fazer a compra naquele momento são muito altas;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li> Se o item não estiver em sua lista de desejos, considere que o item pode não ser tão importante quanto você imagina; </li></ul>



<p>Aguarde que vamos falar muito mais sobre decisões financeiras equivocadas.</p>



<p>Nossa próxima publicação sobre esse tema você lê <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



<p>#multixplique</p>
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		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 3 &#8211; Quanto custa NÃO consultar um especialista?</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/</link>
					<comments>https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 23:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[PLANO CD]]></category>
		<category><![CDATA[PLANO CV]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa. Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à previdência privada, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-2163" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa.</p>



<p>Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à <strong>previdência privada</strong>, torna-se às vezes ainda mais complexo. Há alguns anos era comum haver situações em que participantes de planos de previdência se deparavam com a necessidade de tomar decisões a respeito dos planos administrados pelas Entidades de Previdência Complementar. Deveriam ficar no plano que estavam inscritas ou deveriam mudar para um novo plano?</p>



<p>Na maioria das vezes, essa mudança se justificava por:</p>



<p>(1) Solicitação do Patrocinador ou grupo de Patrocinadores;</p>



<p>(2) Interesse da própria Entidade;</p>



<p>(3) Reivindicação da associação de participantes.</p>



<p>Nesse post, vamos contextualizar uma migração de plano de benefício definido para contribuição definida / contribuição variável.  Como dito anteriormente, essa era uma tendência do final da década de 90 e com mais intensidade nos primeiros anos deste século nos fundos de pensões.</p>



<p>Antes de começarmos a abordar esse polêmico assunto, é importante que se registre que a opção de permanecer no plano ou migrar para o plano novo <strong>não pode ser generalizada.</strong> Não existe receita de bolo!</p>



<p>É justamente <strong>a generalização</strong>, a <strong>busca por uma padronização</strong> ou <strong>simplificação</strong> da tomada de decisão que é na maioria dos casos <strong>a grande responsável</strong> por uma decisão financeira <strong>equivocada</strong> e futuro <strong>arrependimento</strong>.</p>



<p>Um primeiro ponto que deve ser observado é que uma EFPC &#8211; Entidade Fechada de Previdência Complementar é uma entidade <strong>sem fins lucrativos</strong>.<strong> </strong>Portanto, é natural presumir a isenção da mesma quanto a qualquer tipo de pressão para forçar algum tipo de movimento por parte dos participantes, seja para que permanecessem no plano que estavam inscritos ou que viessem a fazer a referida migração. Ou seja, a opção por migrar ou não migrar não representaria uma vantagem financeira para a EFPC, de forma que o grande objetivo seria sempre fornecer todas as informações possíveis para a tomada de decisão do participante.</p>



<p>Particularmente, tive a experiência de vivenciar por pouco mais de 3 anos, em uma EFPC, uma intensa campanha de esclarecimentos aos participantes sobre as opções de migração.</p>



<p><strong>As dificuldades</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Desconfiança</strong> &#8211; naturalmente, na grande maioria das vezes os participantes perguntavam o que poderia estar &#8220;nas entrelinhas&#8221; da proposta de migração. Era um regulamento totalmente novo, inovador até em relação ao plano antigo. Por que motivos ofereceriam a ele, participante, um plano cheio de vantagens aparentes? Questionavam inclusive os <strong>incentivos à migração</strong> (maior percentual de resgate das contribuições por parte da Patrocinadora, valores de pecúlios com valor mínimo garantido, regras de % de resgate maiores etc). Na verdade, nada mais eram do que direitos exclusivos para quem aderisse ao plano e que posteriormente ao fechamento do prazo de migração, não seriam oferecidos para as novas inscrições futuras.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Diferenças entre os planos &#8211; </strong>sabemos que Plano BD e Plano CD / CV possuem características muito diferentes e por isso, demandavam um tempo razoável para que os participantes pudessem perceber as diferenças e poder avaliar o que o &#8220;novo plano&#8221; poderia oferecer, em detrimento do &#8220;plano antigo&#8221;. Quais eram os ganhos, quais eram as perdas? O <strong>grande problema</strong> era que <strong>havia muitas diferenças</strong>. E para piorar um pouco, havia um total desconhecimento do plano BD. Então, para explicar o plano novo, era preciso <strong>explicar primeiro</strong> o plano de origem, o antigo. Enquanto um plano exigia que o participante estivesse aposentado pelo INSS e oferecia apenas a opção de uma renda vitalícia, com um percentual de pensão de 70% somente para os dependentes do INSS, o plano novo oferecia como opções e principais atrativos, além da independência da carta de concessão do INSS, benefício de renda por prazo certo, renda por prazo vitalício com prazo mínimo garantido e 100% de pensão para qualquer pessoa física escolhida pelo participante, com ou sem nenhum parentesco.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Rentabilidade e contribuições</strong> &#8211; enquanto a rentabilidade obtida em um plano BD (acima ou abaixo da meta atuarial) impacta o equilíbrio do plano, a rentabilidade em um plano CD impacta diretamente o valor do saldo e do benefício futuro do participante. Some-se a esta questão o fato dos valores de contribuição que eram propostos nos dois planos <strong>serem diferentes</strong>. Nos planos que trabalhei, na maioria dos casos, ao migrar, o participante tinha uma redução no valor pago mensalmente (e não necessariamente teria um valor de benefício menor). Como conseguir justificar que para comparar benefícios, os valores a contribuir não poderiam diferentes? E mesmo assim, eram benefícios pagos de forma diferente. Um era estritamente vitalício e o outro poderia ser por prazo certo ou com prazo mínimo garantido, transformando-se em vitalício depois (e com % de pensão diferente!!!). A tarefa era árdua. Permitir comparações sobre produtos bem distintos para uma tomada de decisão irrevogável e irretratável.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Divergência de conceitos</strong> &#8211; Enquanto uma maior rentabilidade em um plano CD implica em um acréscimo na projeção do benefício (pois quanto maior o saldo, maior a renda), no plano BD não existe a mensuração individual do patrimônio. O conceito deste último é o da <strong>Reserva Matemática</strong>, que corresponde ao montante necessário, calculado a valor presente, para garantir o benefício futuro do participante. O valor da renda complementar de aposentadorai, que normalmente se trata de uma complementação ao benefício previsto pela Previdência Social é determinado em função de uma regra totalmente desvinculada do patrimônio do plano, por exemplo, a média dos 36 últimos salários recebidos pelo participante ou por exemplo 80% dos últimos 12 salários </li></ul>



<p>Era nesse momento que a confusão de instaurava. Os participantes não se conformavam que suas reservas matemáticas não eram similares a de outros colegas &#8220;do mesmo setor&#8221;. Porém, ignoravam que aqueles colegas eram mais velhos, com mais tempo de contribuição e menos tempo para a aposentadoria.</p>



<p><strong>Esse é o problema da falta da educação previdenciária!</strong></p>



<p>E o que mais se viu foram tomadas de decisões influenciadas por líderes dentro das Patrocinadoras. Era comum ouvir dos participantes &#8220;eu vim fazer a migração por benefício saldado porque assim fez meu gerente e ele não faria para ele algo que não fosse o melhor&#8221;. Ou ainda: &#8220;<em>no meu setor todos migraram CD Puro&#8221;.</em> </p>



<p>O que muitas dessas pessoas fizeram foi seguir os passos de outros que não necessariamente estavam preparados para tomar aquela decisão.</p>



<p><strong>Onde queremos chegar então?</strong></p>



<p>Toda essa introdução foi para evidenciar que o conhecido <em>&#8220;efeito manada&#8221;</em>, estudado em finanças comportamentais, foi muitas vezes facilmente identificado no comportamento dos participantes. É quando se toma uma decisão baseada no que outros estão fazendo, sem avaliaçao se tal ação faz sentido aos seus objetivos. </p>



<p>Em momentos como esses, profissionais especializados, planejadores financeiros poderiam dar todo o suporte ao participante. Embora houvesse profissionais capacitados para apoiar os participantes nas tomadas de decisões, dentro da fundação, munir-se o máximo possível de informações seria o aconselhável para cada participante. Os planejadores financeiros poderiam ajudar as pessoas a entender seus momentos e apresentar pontos a serem levados em consideração que possivelmente não teriam sido até ali sequer lembrados.</p>



<p><strong>Conclusão</strong></p>



<p>Pessoas inseguras decidiram suas vidas de forma às vezes apressada, nervosa, vezes pressionadas por colegas de trabalho que já tinham definido suas opções e pressionados por si mesmas, uma vez que gostariam de se ver livres daquela situação. </p>



<p>Ninguém tem o hábito de pensar no futuro. Deixam para pensar quando ele já é um presente.</p>



<p>Na maioria dos casos, essas pessoas indecisas, se lhes fosse oferecida consultoria particular remunerada, recusariam contratar um profissional para auxiliar, mesmo que custasse apenas R$ 1.500, por exemplo. Simplesmente por acreditarem que seria um valor &#8220;elevado&#8221; para uma tomada de decisão que todos à sua volta estavam tomando, todos os dias.</p>



<p><strong>Decisões equivocadas</strong> foram tomadas. Algumas irreversíveis. As consequencias em termos de valores podem facilmente hoje representar 5 ou 6 dígitos.</p>



<p>Se fosse possível perguntar a cada participante que tomou sua decisão financeira equivocada uma única pergunta, certamente ela poderia ser: </p>



<p><strong>&#8220;Quantos custou essa &#8220;economia&#8221;?</strong></p>



<p>Obviamente que mesmo sendo aconselhados, não haveria garantia de sucesso, 10 ou 15 anos depois. Isso porque existem variáveis imprevisíveis, como por exemplo promoções salariais, permanência ou não na empresa, entre outras. Porém, a decisão deve ser pautada cm base em critérios claros, racionais e bem fundamentados.</p>



<p>Para decisões financeiras de longo prazo, procure um especialista. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo.png" alt="" class="wp-image-2168" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Se você deseja ler a 4 parte desta série, você consegue <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-4-quando-a-racionalidade-fica-de-fora-e-o-bom-senso-e-a-intuicao-nao-ajudam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessar clicando aqui</a></p>



<p>Procure a <strong>Multixplique</strong></p>



<p> </p>



<p> </p>
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		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 4 -Quando a racionalidade fica de fora e o bom senso e a intuição não ajudam&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 23:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo. Você está lendo a 4ª parte da [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2192" width="836" height="557" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1536x1024.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao.png 1920w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo.</p>



<p>Você está lendo a 4ª parte da série : Decisões Financeiras Equivocadas. Caso tenha interesse em ler a série desde a primeira parte, você consegue acessar <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ao clicar nesse link aqui</a>.</p>



<p>Se estamos falando de decisões financeiras, considere a intuição apenas como um &#8220;fator sorte&#8221;. E, justamente por não passar disso, opte pelo raciocínio lógico, que possa ser justificado, preferencialmente por &#8220;A + B&#8221;.</p>



<p>Infelizmente, a falta de informação e o desinteresse em buscar conhecimento tem tornado decisões financeiras dos indivíduos uma grande decepção com o passar de alguns anos.</p>



<p>Permita-me abordar este tema no contexto da <strong>previdência privada</strong>.</p>



<p>Imagine uma pessoa que por volta dos seus 40 anos, com um salário mensal de R$ 12.000,00 decida finalmente fazer um plano de previdência. Embora seja um momento já um pouco tarde, que exigirá sacrifícios a partir de então, nesse momento, a sensação é de alívio. É o famoso <em>&#8220;antes tarde do que nunca&#8221;</em>. De um jeito ou de outro, sabe-se lá o motivo, pelo menos começou a realizar um grande e <strong>importante</strong> sonho: a aposentadoria vai finalmente sair do papel.</p>



<p>E, para começar essa caminhada, ficou definido um valor de contribuição mensal, provavelmente baseado em simulações feitas sem o conhecimento das premissas utilizadas ou, por indicação de um gerente de banco, muito mais interessado em vender seu produto do que verdadeiramente ajudar aquela pessoa no seu planejamento. Nesse caso, a pessoa vai ter que contar mais com a FÉ.</p>



<p>Na verdade, esse trabalho de orientação é realizado por um <strong>Planejador Financeiro</strong>, um verdadeiro coach em finanças, um <span style="text-decoration: underline;">consultor especializado</span>, como este que escreve este texto <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p>Essa sensação de alívio é o <strong>pior dos sentimentos</strong>. Eu explico: se nesse momento a pessoa tivesse ao menos &#8220;desconfiado&#8221; da simulação, ou mesmo, se ela buscasse fazer uma análise bem simplificada do valor que ela está começando a contribuir (usando até mesmo sua intuição ou bom senso), já poderia ao menos perceber que seu planejamento não teria começado de forma correta.</p>



<p><strong>Exemplo</strong></p>



<p>No caso, imagine uma contribuição mensal de R$ 700,00 equivalente a <strong>5,83%</strong> de seu salário. Seu planejamento é fazer contribuições fixas mensais neste valor por 25 anos. Considerando uma aplicação conservadora, vamos supor uma rentabilidade constante de 4% acima da inflação por todo o período. Considere ainda que o benefício será pago pelos mesmos 25 anos (até os 90 anos de idade). O saldo projetado seria de aproximadamente R$ 356.000,00</p>



<p>Porém, qual será a <strong>real necessidade</strong> de renda na aposentadoria? Supondo que fossem os mesmos R$ 12 mil, a valores de hoje, e supondo ainda a aposentadoria do INSS no valor de R$ 4.500,00, será que os R$ 7.500,00 adicionais viriam desse valor acumulado? A resposta é <strong>NÃO.</strong> Na verdade o valor não seria nem perto (R$1.866,09), ou seja, nem 50% do valor necessário.</p>



<p>Sabemos que em finanças, o poder dos juros compostos transformam os valores dos saldos. Porém, para tanto, é preciso a combinação de dois fatores importantes: <strong>a taxa de juros</strong> e <strong>o prazo</strong>.</p>



<p>No caso, embora não fosse a maneira correta de fazer esse cálculo, a pessoa tivesse pensado assim: </p>



<p class="has-medium-font-size">&#8220;Será que 25 anos contribuindo R$ 700,00 vão me assegurar R$ 7.500,00 por mais 25 anos?&#8221;</p>



<p>Esse pensamento bem simplista mostraria que cada contribuição teria que ser multiplicada por mais de 10 vezes.</p>



<p><strong>E se os juros fossem maiores?</strong></p>



<p>Sim, os juros poderiam contribuir para atingir esse alvo de benefício, porém, eles teriam que ser equivalentes a <strong>13,2%</strong> ACIMA da inflação. OU seja, mais que <strong>3 vezes</strong> o valor estimado na hora da adesão ao plano.</p>



<p>Entendeu por qual motivo fica tão &#8220;fácil&#8221; vender uma previdência privada para quem é leigo?</p>



<p>Bastava um pouco de bom senso para ver que aquilo que a gente deseja não quer dizer que será atingido &#8220;magicamente&#8221;.</p>



<p>Só que esta situação <strong>não é exclusiva</strong> de pessoas que compram planos de previdência individuais.</p>



<p>Nos <span style="text-decoration: underline;">planos corporativos</span>, oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores, em que ela geralmente deposita o mesmo que o colaborador até determinado valor estipulado por ela, a situação é ainda mais preocupante. O fato da empresa &#8220;dividir&#8221; a conta ao meio faz o indivíduo pensar que sua vida no futuro está assegurada, afinal &#8220;a empresa deposita mensamente 100% do valor que ele deposita&#8221;. </p>



<p>O que passar <strong>totalmente despercebido</strong> é que muitas das vezes, o valor da contribuição é baixíssimo, como por exemplo, 2 a 4% do salário do empregado.</p>



<p>Infelizmente, essa tranquilidade aparente mascara completamente uma realidade que só se revela muitos anos depois, quando o indivíduo começa a pensar em se aposentar. Ele começa a se interessar um pouco mais por seu plano de previdência, vê os números das simulações e acaba se frustrando. Em muitas das vezes, o sentimento é de que foi enganado.</p>



<p>E qual a solução para este caso?</p>



<p><strong>EDUCAÇÃO FINANCEIRA &amp; PREVIDENCIÁRIA</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2193 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size">Quando se busca educação financeira, aprende-se que o processo adequado de construção de uma aposentadoria deve ser acompanhado de forma periódica, e, naturalmente sendo revisto conforme as mudanças na carreira profissional.</p>
</div></div>



<p>Sim, <strong>mudanças</strong> na carreira. Isso porque aquele analista I que ingressou aos 25 anos no plano pode ter se transformado, 30 anos depois em um Superintendente ou Diretor e seu plano de previdência, dentro ou fora da empresa, precisa ser capaz de atender suas necessidades.</p>



<p>Dentre as alternativas possíveis estão: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>O indivíduo eleva suas contribuições para tentar acompanhar seu novo padrão salarial;</li><li>&#8220;Segura a onda&#8221; no seu padrão de vida, economiza e investe seus recursos que sobram para poder desfrutar no futuro de uma vida sossegada financeiramente.</li><li>Aceita a redução do seu padrão de vida na aposentadoria </li></ul>



<p>O que não pode acontecer é estar <strong>despreparado</strong> para a aposentadoria.</p>



<p>E você? Como tem feito a gestão do seu planejamento?</p>



<p>Se precisar de algum suporte, já sabe a quem recorrer.</p>



<p>E, se quiser ler a 5ª publicação sobre o tema &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221;, basta clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-5-quando-investir-em-ativos-volateis-se-torna-uma-tragedia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



<p>#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 6 &#8211; Resgatando aplicações no Tesouro Direto com (até muito) prejuízo&#8230;</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-6-resgatando-aplicacoes-no-tesouro-direto-com-ate-muito-prejuizo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Aug 2021 01:09:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Marcação a mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Renda Fixa]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro Direto]]></category>
		<category><![CDATA[Tesouro IPCA+]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Decisão tomada! Quem busca investir em renda fixa, em geral, está mais preocupado proteger o seu patrimônio do que obter rentabilidades, e espera obter ganhos compatíveis com os riscos assumidos. Ou seja, é a máxima do mercado financeiro: quando se assume menores riscos, a tendência é obter menores retornos (rentabilidades). Essa é a sexta publicação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Martelo-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2315" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Martelo-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Martelo-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Martelo-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Martelo-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Martelo.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Decisão tomada! Quem busca investir em renda fixa, em geral,  está mais preocupado proteger o seu patrimônio do que obter rentabilidades, e espera obter  ganhos compatíveis com os riscos assumidos. Ou seja, é a máxima do mercado financeiro: quando se assume menores riscos, a tendência é obter menores retornos (rentabilidades).</p>



<p>Essa é a sexta publicação da série em que abordamos tomadas de decisões que resultam em perdas financeiras. Se você ainda não leu as outras publicações anteriores, pode começar lendo a 1º parte clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Ao final de cada publicação tem o link para a próxima e então, você chegará até aqui de novo, se seguir a série&#8230;</p>



<p>Preste bem atenção no título desta publicação. <strong>Você não leu errado&#8230;</strong></p>



<p>Talvez seja surpresa para você que não está familiarizado com investimentos. Não são apenas ações, criptomoedas, câmbio, derivativos etc que podem trazer rentabilidades negativas. A renda fixa pode sim frustrar pessoas que ao investir nesses produtos, esperam apenas ver o seu patrimônio aumentando, mesmo que apenas nominalmente, ou seja, <strong>investir</strong> por exemplo R$ 1.000,00 e resgatar R$ 1.010,00 (ou qualquer valor maior que o investido em qualquer momento futuro), já descontando os impostos, quando aplicáveis.</p>



<p>Escolhemos abordar um investimento que cresceu demais no país, à medida que o pequeno investidor passou a ter direito a investir e a divulgação tornou-se mais abrangente, principalmente depois da força que as redes sociais exercem sobre a sociedade. Estamos falando do <strong>TESOURO DIRETO</strong>.</p>



<p>Se você já ouviu falar sobre Tesouro Direto e espera aprender nessa publicação como fazer seu primeiro investimento, temos a dizer que esta <span style="text-decoration: underline;">não é a publicação</span> que você vai ler aqui nesse momento. Vamos ensinar a você, de forma bem didática, ou seja, &#8220;pra qualquer pessoa&#8221; entender, independentemente de seu conhecimento prévio de investimentos, a não cometer erros ao investir no Tesouro IPCA+</p>



<p> A partir de agora, pedimos que você considere a seguinte situação vivida por Antonio, um advogado que é uma pessoa com perfil conservador, ou seja, não tem interesse em investimentos voláteis e de riscos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><span style="letter-spacing: 0.4px;">Antonio já está inscrito em uma corretora de valores</span>;</li><li>Antonio tem no mínimo R$ 30,00 para investir, depositados nesta corretora;</li><li>Antonio deseja um investimento em Renda Fixa que seja indexado à inflação (IPCA);</li><li>Antonio foi influenciado a investir no Tesouro Direto, depois de se inscrever e assistir alguns canais de videos em redes sociais sobre esse tipo de investimento. </li></ul>



<p><strong>EMPRESTANDO DINHEIRO PARA O GOVERNO</strong></p>



<p>Sim. Isso mesmo que você acabou de ler. Antonio está prestes a <strong>emprestar dinheiro ao Governo</strong> e será remunerado por isso! É um investimento seguro, não se cogita risco de &#8220;calote&#8221;. É assim que funciona. Investir no Tesouro Direto, não importa qual seja o título escolhido, implica em receber juros pelo dinheiro que será disponibilizado. </p>



<p>Se pararmos para pensar, o conceito de juros é justamente o custo do dinheiro no tempo. Quando uma pessoa solicita um empréstimo no banco ela paga um &#8220;aluguel&#8221; por aquele dinheiro que não é dela. Simplesmente juros! Claro que depende do valor, da instituição, do perfil de quem solicita o empréstimo, do modelo de empréstimo (consignado, CDC, crédito especial, crédito pessoal). </p>



<p>Porém, no caso que estamos estudando, é o investidor que dispõe de um valor e quer ser remunerado por deixar esse dinheiro em posse de outros. Futuramente vamos abordar melhor esse assunto. Talvez você fique surpreso se souber que é possível emprestar dinheiro para bancos, empresas. Mas, vamos deixar isso para outra publicação, ok?</p>



<p>Agora vamos apresentar, de forma muito rápida, quais produtos Antonio consegue investir hoje, em agosto/2021</p>



<p>Ao visitar a página do Tesouro Direto ele descobre que existem 4 opções que se encaixam no que ele pretende:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2026 &#8211; Rentabilidade IPCA + 4,32% a.a.)</li><li>Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2035 &#8211; Rentabilidade IPCA + 4,52% a.a.)</li><li>Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2045 &#8211; Rentabilidade IPCA + 4,52% a.a.)</li><li>Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2055 (com juros semestrais) &#8211; Rentabilidade IPCA + 4,71% a.a.</li></ol>



<p><strong>O que tem em comum?</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>São oferecidos pelo Governo (Tesouro Nacional)</li><li>Garantem<sup>*</sup> uma rentabilidade anual acima da inflação (IPCA) durante todo o período;</li><li>Os <strong>3 primeiros </strong>pagarão o valor investido, acrescido dos juros e índice de inflação ao final do prazo (Ano 2026, Ano 2035 e Ano 2045);</li><li>São investimentos tributáveis, cujo imposto é retido na Fonte, automaticamente;</li><li>A qualquer momento o investidor pode resgatar sua aplicação, sem carência.</li></ul>



<p>* A garantia se dá somente quando o investidor mantém o valor investido até o último ano.</p>



<p><strong>Em que eles diferem?</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>O número de anos em que os títulos vão remunerar o investimento;</li><li>O Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2055 paga os juros semestralmente, qo contrário dos demais. Ou seja, parte do investimento retorna para o investidor ao longo do tempo;</li><li>As rentabilidades podem ser diferentes (quanto maior o prazo, maior tende a ser a rentabilidade);</li></ul>



<p>Portanto, ao analisar essas opções, Antonio resolve investir no Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2035, porque ele entende que a rentabilidade anual é bem adequada, <strong>superior à poupança</strong>, pois a previsão de inflação não é tão baixa assim e ainda tem a <strong>segurança</strong> de<strong> </strong>proteger seu patrimônio de perder seu poder de compra.</p>



<p>Então, satisfeito com os números apresentados, realiza o investimento (diretamente na plataforma da sua corretora ou no site do Tesouro Direto, não faz diferença!). <strong>Compra de título efetuada com sucesso!</strong></p>



<p>E, somente 6 meses depois, Antonio resolve consultar seu saldo. Não que tivesse interesse em resgatar, mas para ter o gostinho de ver seu patrimônio crescendo, agora em um investimento muito seguro e com &#8220;fama&#8221; de ser um excelente investimento. Ao olhar a plataforma da sua corretora, Antonio leva um susto: Seu investimento está <strong>5%</strong> <strong>menor.</strong></p>



<p>Olhando para os números, surgem ao mesmo tempo inúmeras perguntas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>E a minha rentabilidade garantida?</li><li>E a inflação? Nem a inflação eu recebi?</li><li>Qual foi o erro da minha escolha?</li><li>O que eu não prestei atenção nos vídeos que assisti?</li></ul>



<p>Antonio entra em contato com o <em>chat</em> da sua corretora e recebe respostas assim:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>&#8220;É normal&#8221;;</li><li>&#8220;Os títulos são <strong><em>marcados a mercado</em></strong><em>&#8220;</em>;</li><li>&#8220;A partir de agora seu título vai render mais porque a taxa de juros subiu&#8221;;</li></ul>



<p>Para cada resposta que ele lê, sua cabeça formula novas perguntas:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 45%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1011" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/duvidas-3.png" alt="" class="wp-image-2312 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/duvidas-3.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/duvidas-3-300x296.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/duvidas-3-768x758.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<ul id="block-7b45e40c-ca76-4290-96a6-9ec0939bdd44" class="has-large-font-size wp-block-list"><li>&#8220;Normal perder dinheiro em renda fixa? Desde quando?&#8221;</li><li>&#8220;Marcação de qual mercado?&#8221;</li><li>&#8220;Taxa de juros subiu como? Não era uma taxa fixa até 2035?&#8221;</li></ul>
</div></div>



<p>O atendente ainda se esforça para ajudar, explicar um pouco. Mas, na verdade, Antonio está sem cabeça para entender mais nada. Sentindo-se enganado e com medo de perder ainda mais dinheiro e, pra piorar, sem tempo para continuar recebendo explicações, a situação para ele parece um verdadeiro filme de terror. Afinal, em 6 meses Antonio perdeu praticamente o que esperava ganhar em 1 ano, somado com a inflação.</p>



<p>Nessa hora, como ele já não conseguia ler mais nada, não conseguia mais raciocinar direito, Antonio só queria se ver livre dessa angústia.</p>



<p>A verdade é apenas uma&#8230; <strong>NINGUÉM GOSTA DE PERDER DINHEIRO!</strong></p>



<p><strong>A DECISÃO</strong> <strong>EQUIVOCADA</strong></p>



<p>Minutos após encerrar o <em>chat</em>, Antonio solicita o resgate e forma sua opinião&#8230; &#8220;Investimento do Governo não pode nunca ser favorável ao cidadão&#8221;. E ainda se pergunta: &#8220;Como eu fui cair numa dessas?&#8221;</p>



<p>No dia seguinte ele liga para seu gerente do banco, revela que fez um investimento que deu errado e pede uma sugestão que possa ajudá-lo. Ele deseja uma proposta para fazer investimentos, dessa vez certeiros e acaba sendo facilmente convencido a fazer aplicações mais interessantes (para o gerente bater suas metas) e nem se dá conta disso. São PGBLs, VGBLs, títulos de capitalização, CDBs com taxas elevadas de administração que trazem a falsa sensação que novamente está fazendo investimentos com baixo risco para perdas.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>A EXPLICAÇÃO</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/aulas-2-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-2311" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/aulas-2-1024x768.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/aulas-2-300x225.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/aulas-2-768x576.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/aulas-2-1536x1152.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/aulas-2-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Certamente há uma razão para tudo que aconteceu no investimento feito por Antonio.</p>



<p>Em primeiro lugar, é necessário que se informe que o investimento inicial de Antonio foi absolutamente normal, sem equívocos. Quando Antonio consultou o saldo de suas aplicações, 6 meses depois, ele <strong>não reparou</strong> que aquele mesmo título estava disponível para venda no site com uma taxa de juros maior da que ele tinha contratado. </p>



<p>Isso acontece porque os títulos são precificados diariamente, a todo momento, conforme o mercado determina. Quando as taxas de juros dos títulos sobem ou diminuem, o valor do título se modifica automaticamente. </p>



<p>Para que você entenda o que significa, imagine o Antonio que há 6 meses  comprou exatamente a quantidade de 1 título público. Na prática, o que ele adquiriu? </p>



<p>Ele tinha em mãos um DIREITO de receber uma remuneração fixa (4,72% a.a. + IPCA) de agosto/21 até 2035. Porém, 6 meses depois, o mesmo título (Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2035) está sendo vendido no mercado com uma oferta de taxa de juros diferente&#8230; agora o título está rendendo 4,92% a.a. + IPCA. </p>



<p>Então, imagine que você esteja interessado(a) em comprar o Tesouro IPCA<sup>+</sup> 2035 agora, com essa &#8220;nova&#8221; taxa. Temos a seguinte situação:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Antonio possui esse título, que promete render 4,72% até 2035. (Está assegurado e essa taxa é imutável).</li><li>O site do Tesouro Direto oferece o mesmo título com taxa de 4,92% até 2035.</li></ul>



<p>Responda a seguinte pergunta:</p>



<p><strong>Se você pudesse escolher</strong> entre comprar do Antonio ou comprar do Tesouro Direto esse mesmo <strong>TÍTULO</strong>, ou seja, o direito de receber uma rentabilidade fixa + inflação por um período (até 2035), de quem você compraria?</p>



<p> <strong>Ora,</strong> sabendo que são exatamente o mesmo título, porém com garantias diferentes, <em>você optaria pelo título que oferece maior rentabilidade</em>. Em outras palavras, <em>você acabou de precificar o título do Antonio</em> com um &#8220;preço inferior&#8221; ao outro título oferecido pelo Governo.</p>



<p>Este é o conceito de &#8220;<strong>marcação a mercado&#8221;.</strong> Um título tem seu valor modificado diversas vezes entre a data em que ele é adquirido até a data de seu vencimento.</p>



<p>E isso quer dizer que Antonio poderia não ter esse &#8220;prejuízo&#8221;?</p>



<p>Com certeza <strong>SIM.</strong> E, para que isso ocorresse, Antonio teria duas opções:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Aguardar até 2035 e resgatar o seu investimento com a taxa contratada (afinal, era esse seu objetivo inicial).</li><li>Aguardar a queda da taxa de juros (que oscila conforme o mercado e a economia do país) para um patamar abaixo da taxa que ele tinha contratado (4,72%), até que sua rentabilidade fosse satisfatória. </li></ol>



<p>Em outras palavras, Antonio poderia &#8220;escolher&#8221; o melhor momento para resgatar sua aplicação, levando em consideração que ele tinha a seu favor uma <strong>taxa mínima contratada</strong>, <strong>garantida</strong> e muitos anos para esperar uma eventual queda da taxa de juros. (Quanto maior a queda, maior tende a ser a rentabilidade).</p>



<p>Antonio poderia ter a agradável surpresa de ver na primeira vez que consultou seu saldo, que a rentabilidade estava <strong>positiva em 5%, </strong>ou qualquer outro valor acima.</p>



<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>



<p>Ao optar por investir nesses títulos, tenha em mente que a rentabilidade que você está contratando deve <strong>atender às suas expectativas</strong>. Esse é um investimento projetado para ser realizado por muitos anos. Nada impede que você opte por vender antes do prazo contratado, <strong>porém</strong>, saiba que na hora da venda (resgate) ele estará valendo o valor precificado de acordo com as condições do momento no mercado.</p>



<p>Isso significa que poderá ser uma oportunidade para imensos ganhos financeiros se você souber esperar. O histórico de rentabilidade dos títulos públicos, como o que citamos acima impressiona a todos que começam a pesquisar sobre esse tipo de investimentos.</p>



<p>Na prática, quando se aprende essa lógica, o investidor quando tem títulos comprados e deseja vender antes do vencimento, de certa forma &#8220;torce&#8221; para que as taxas de juros caiam. Por outro lado, caso as taxas de juros subam, embora a rentabilidade seja reduzida, abre-se espaço para fazer novos investimentos, pois a garantia de rentabilidade mínima por longos períodos é maior. Assim, esse tipo de análise se assemelha à uma das máximas de quem investe em ações&#8230; Esperar oportunidades de compra e venda podem fazer com que os ganhos financeiros sejam muito, muito acima do que se planeja em uma renda fixa.</p>



<p>Para aquele investidor que compra os títulos e espera resgatar somente no investimento, pouco importa se a taxa de juros subiu ou caiu. O que ele quer é a rentabilidade contratada. (Por isso a importância de somente comprar títulos quando a rentabilidade contratada for satisfatória, se o objetivo for mesmo de longo prazo).</p>



<p>Estamos falando de rentabilidades de 50%, 80% em até 12 meses. </p>



<p>E antes que você pense que leu errado, afirmamos. É isso mesmo. Em 12 meses, rentabilidades &#8220;inacreditáveis&#8221;. Esse é um dado histórico que pode ser facilmente comprovado em pesquisas,no Google, por exemplo.</p>



<p>Terminamos aqui nossa publicação, esperando que tenhamos conseguido nosso objetivo inicial:</p>



<p>Alertar para o perigo de decisões financeiras tomadas por impulso sem o conhecimento das regras dos investimentos aos quais as pessoas aceitam colocar seu dinheiro. </p>



<p>E, mais que isso, despertar nas pessoas o interesse em investir em renda fixa, com um valor mínimo assegurado, podendo ainda &#8220;turbinar os resultados&#8221; e antecipar algumas conquistas financeiras.</p>



<p>Se você quiser ajuda profissional para ajudá-lo em suas decisões financeiras, mande um e-mail pra gente ou deixe aqui um comentário que nós iremos entrar em contato</p>



<p>e-mail: contato@multixplique.com.br</p>



<p>whatsapp: 21-99528.2885</p>



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		<item>
		<title>Tabela Progressiva ou Regressiva: A primeira difícil escolha na previdência privada &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2021 11:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de renda]]></category>
		<category><![CDATA[tributação regressiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na primeira parte dessa publicação, que você lê clicando aqui, mostramos o que é o Método PMP. Agora, vamos mostrar o método aplicado para todo benefício de renda de aposentadoria que é pago sobre uma renda por prazo certo, determinado, ou seja, prazo fixo conhecido&#8230; Renda Temporária, contagem do tempo pelo Método PEPS &#8211; Primeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-1024x768.png" alt="" class="wp-image-2257" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-1024x768.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-300x225.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-768x576.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-1536x1152.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Na primeira parte dessa publicação, que você lê clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, mostramos o que é o Método PMP.</p>



<p>Agora, vamos mostrar o método aplicado para todo benefício de renda de aposentadoria que é pago sobre uma renda por prazo certo, determinado, ou seja, prazo fixo conhecido&#8230;</p>



<p><strong>Renda Temporária</strong>, contagem do tempo pelo Método <strong>PEPS</strong> &#8211; Primeiro que Entra, Primeiro que Sai</p>



<p>Os benefícios na aposentadoria serão pagos deduzindo do saldo acumulado começando pelos aportes mais antigos realizados no plano. Assim, a alíquota tenderá a ser a menor possível em cada mês de pagamento. Nesse método, cada mês decorrido equivale a um mês na contagem. Ou seja, a época em que o aporte é feito não aumenta ou diminui o prazo em que o dinheiro foi depositado.</p>



<p>Para deixar mais clara essa idéia, montamos uma sequencia de imagens. </p>



<p>Na primeira figura a seguir, suponha que um participante tenha efetuado suas primeiras contribuições mensais em um plano de previdência, representadas pela moedinha da Multixplique, a Mxp. Observe que as contribuições entram literalmente em uma &#8220;fila&#8221;.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Primeiros meses de aportes</strong></li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="689" height="546" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-1.jpg" alt="" class="wp-image-2242" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-1.jpg 689w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-1-300x238.jpg 300w" sizes="(max-width: 689px) 100vw, 689px" /><figcaption>Primeiros aportes, alíquota máxima de 35%</figcaption></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>4 anos de aportes</strong></li></ul>



<p>O tempo vai passando, as contribuições vão se acumulando e, após 48 meses, as primeiras contribuições feitas &#8220;descem&#8221; novamente, atingindo uma faixa menor de imposto de renda, igual a 25%.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="689" height="547" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-2.jpg" alt="" class="wp-image-2244" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-2.jpg 689w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-2-300x238.jpg 300w" sizes="(max-width: 689px) 100vw, 689px" /><figcaption>Primeiros anos de contribuição ao plano de previdência, contribuições sendo distribuídas em alíquotas</figcaption></figure></div>



<p>Assim, mantendo esse ritmo de contribuições, após 10 anos de contribuição, as contribuições estarão conforme a ilustração abaixo:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="674" height="548" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-3.jpg" alt="" class="wp-image-2245" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-3.jpg 674w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-3-300x244.jpg 300w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /><figcaption>Fase de acumulação de contribuições por mais de 10 anos</figcaption></figure></div>



<p>Repare que há contribuições tributáveis na alíquota de 10%, outras em 15%, em 20% e assim por diante:</p>



<p><strong>Quando chega a hora de receber os benefícios&#8230;</strong></p>



<p>Na imagem a seguir, estamos supondo o valor de benefício igual a 3 moedas <strong>Mxp</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="822" height="546" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4.jpg" alt="" class="wp-image-2246" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4.jpg 822w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4-300x199.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4-768x510.jpg 768w" sizes="(max-width: 822px) 100vw, 822px" /><figcaption>Início de recebimento de benefício</figcaption></figure></div>



<p>Nessa ilustração, vemos que o benefício será tributado em 10%. Isso porque o benefício só foi solicitado após as primeiras contribuições terem percorrido todas as etapas, o que significa <strong>10 anos de espera</strong>.</p>



<p>A partir do momento que o benefício começar a ser resgatado, a cada mês que passar, as contribuições vão atingindo a última faixa. Se o prazo de recebimento do benefício não for muito curto, espera-se que todos os beneficios sejam tributados em apenas 10%, pois a tendência é que <strong>todos os aportes</strong> permaneçam aplicados no plano por <strong>pelo menos 10 anos</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="807" height="545" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5.jpg" alt="" class="wp-image-2247" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5.jpg 807w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5-300x203.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5-768x519.jpg 768w" sizes="(max-width: 807px) 100vw, 807px" /><figcaption>Fase de recebimento de benefício</figcaption></figure></div>



<p>Como queríamos demonstrar, a opção pela Tabela Regressiva para benefícios pagos por um prazo temporário segue uma regra mais fácil de compreensão, uma vez que basta a contagem simples do tempo decorrido para se determinar a alíquota.</p>



<p>O que é precisto ter em mente?</p>



<p><strong>Importante:</strong>&nbsp;A opção pela Tabela Regressiva <strong>pressupõe a real intenção</strong> do participante <strong>receber o benefício de aposentadoria</strong>, Por que?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Embora essa opção <strong>favoreça a acumulação</strong> de recursos no longo prazo, ela <strong>desestimula</strong> o <span style="text-decoration: underline;">resgate dos</span> <span style="text-decoration: underline;">recursos</span>.</li><li>A tabela regressiva foi criada com o propósito de estimular a poupança previdenciária, ou seja, de <strong>longo prazo</strong>;</li><li>A tributação regressiva é <strong>definitiva e exclusiva na Fonte</strong>! Isso quer dizer que o imposto que será pago não poderá ser compensado no ajuste feito na declaração de imposto de renda. Não é possível abater despesas médicas, com ensino, com dependentes, entre outras. O tratamento é similar ao 13º salário.</li></ul>



<p>Agora vamos &#8220;quantificar&#8221; esse desestímulo ao resgate. Precisamos demonstrar como ele funciona. Para isso, ilustramos a seguir:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="831" height="545" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1.jpg" alt="" class="wp-image-2252" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1.jpg 831w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1-300x197.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1-768x504.jpg 768w" sizes="(max-width: 831px) 100vw, 831px" /><figcaption><strong>Resgate</strong></figcaption></figure></div>



<p>Pelo que vimos, as alíquota de IR em um resgate são aplicadas sobre todo o dinheiro investido, conforme cada tempo em que o mesmo ficou aplicado. Assim, haverá um imposto a pagar em alíquotas de 35%, 30%, entre outras, mesmo que haja imposto em taxas menores como 10% ou 15%.</p>



<p>Portanto, a alíquota de IR cobrada do participante será sempre na fonte, de forma definitiva, determinada por um<strong> &#8220;mix&#8221; de alíquotas</strong>, distribuídas conforme o tempo de cada contribuição efetuada. Quanto mais dinheiro estiver concentrado em até 6 anos, maior será a alíquota média aplicada, se comparado à tabela progressiva. No exemplo acima, observa-se que o participante teria carga de tributação elevada nas últimas contribuições feitas (alíquotas de 35% e 30%).</p>



<p>Portanto, se você resolver contratar um plano de previdência e optar pela tabela regressiva, <strong>nem pense em resgate</strong>! Provavelmente se tornará uma opção desvantajosa em relação à tabela progressiva, que é compensável, ou seja, permite ajuste no ano seguinte, à época da declaração de IR. </p>



<p>Outro fator importante é que a tabela progressiva possui <strong>alíquota máxima</strong> de 27,5%. No momento do resgate, a <strong>tributação é parcial</strong>, apenas 15% na fonte, deixando para ajustar as contas depois, quando ainda for possível  se beneficiar de algumas deduções, como por exemplo despesas médicas, contribuições previdenciárias, despesas com pensão alimentícia instrução, entre outras.</p>



<p>Temos então uma&nbsp;<strong>1ª conclusão:&nbsp;</strong><span style="text-decoration: underline;">Antes de tomar a decisão</span> (Tabela Regressiva Definitiva ou Progressiva Compensável), o participante precisa <strong>ter bem definida sua estratégia</strong> quanto ao destino de seus aportes mensais.</p>



<p>Na Parte 3, vamos continuar falando sobre a comparação entre as duas opções de tributação. Faremos uma simulação, em termos práticos, mostrando números, para que você tenha a exata noção do quanto é importante estar atento aos cálculos. Provavelmente você irá se surpreender.</p>



<p>Fique atento às nossas publicações.</p>



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		<title>Tabela Progressiva ou Regressiva: A primeira difícil escolha na previdência privada – Parte 3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 03:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[IRRF]]></category>
		<category><![CDATA[peps]]></category>
		<category><![CDATA[tabela regressiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegamos à 3ª parte desta sequência de publicações sobre Tabela Progressiva e Regressiva. Caso você não tenha lido, você pode acessar lendo a Parte 1 e a Parte 2 (clique sobre os links) antes de continuar a leitura aqui nessa página. Agora, se você já leu as publicações anteriores, já entendeu as regras da tributação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-2270" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-1024x768.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-300x225.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-768x576.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-1536x1152.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Chegamos à 3ª parte desta sequência de publicações sobre Tabela Progressiva e Regressiva. Caso você não tenha lido, você pode acessar lendo a <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte 1</a> e a <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte 2</a> (clique sobre os links) antes de continuar a leitura aqui nessa página.</p>



<p>Agora, se você já leu as publicações anteriores, já entendeu as regras da tributação regressiva. Chegou a hora então de entender como isso funcionaria na prática.</p>



<p>Você irá entender como fazer uma comparação entre os regimes Tabela Progressiva Compensável e a Tabela Regressiva Definitiva, observando diversos tempos de acumulação de recursos. &#8220;Time matters&#8221;, ou seja, o tempo importa!</p>



<p>Uma análise comparativa menos superficial entre os regimes de tributação pode mostrar que a <span style="text-decoration: underline;">Tabela Regressiva nem sempre é vantajosa</span>, mesmo com a aplicação da alíquota mínima de 10%. E, para chegar a essa conclusão, é preciso considerar outras variáveis, conforme veremos adiante.</p>



<p>Vamos a um exemplo numérico para que tudo fique mais claro. </p>



<p>Vamos considerar a tributação regressiva, sendo aplicada a alíquota de 25% e fazer a comparação com a aplicação da Tabela Progressiva. </p>



<p><strong>Importante: </strong>A análise se dará levando em consideração a tributação mensal do imposto de renda. Admita as seguintes premissas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Aposentadoria INSS:</strong> <em>R$ 3.500,00</em></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Renda adicional*:</strong> <em>R$ 4.500,00</em></li></ul>



<p>* Considere como &#8220;renda adicional&#8221; ou suplementação, correspondente a um benefício de previdência privada.</p>



<p>As rendas acima são rendas complementares, porém, mensalmente, são tributadas de forma separada, ou seja, enquanto o INSS tributa &#8220;na fonte&#8221;, o aluguel é pago via &#8220;carnê-leão&#8221;.</p>



<p> Observe a imagem a seguir:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="934" height="493" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal.jpg" alt="" class="wp-image-2265" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal.jpg 934w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal-300x158.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal-768x405.jpg 768w" sizes="(max-width: 934px) 100vw, 934px" /><figcaption>Tabela Progressiva x Regressiva (comparação mensal)</figcaption></figure></div>



<p>No exemplo acima temos duas rendas tributáveis: </p>



<ul class="wp-block-list"><li> Aposentadoria do INSS e a Aposentadoria privada.</li></ul>



<p>Como saber qual regime de tribuitação será o mais favorável?</p>



<p>Como a tributação é paga por <strong>fontes diferentes</strong>, temos inicialmente o desconto de imposto retido na Fonte pelo INSS, no valor de <em>R$ 170,02</em> (<strong>tabela progressiva</strong>), uma vez que esta renda não sofre alteração de tributação segundo a Lei 11.053/04.</p>



<p>Há dois recolhimentos de IR na Fonte, sendo uma pela <em>Tabela Progressiva</em> (em cinza claro) e outra pela <em>Tabela Regressiva</em> (em cinza escuro).</p>



<p>Primeiramente, você deve reparar que chama um pouco a atenção a diferença de IR total pago pelo participante, em 12 meses, (<strong>R$ 13.500,00</strong> vs <strong>R$ 4.516,44</strong>). A alíquota de imposto aplicada de25% sugere que ele acabou optando pela Tabela Regressiva. Logo, o prazo de acumulação calculado ficou entre 4 e 6 anos,</p>



<p>Isso mesmo&#8230; enquanto a <span style="text-decoration: underline;">Tabela Progressiva</span> acumula uma retenção anual na fonte de R$ 4.516,44, a <span style="text-decoration: underline;">Tabela Regressiva</span> apresenta um retenção acumulada de R$ 13.500,00, equivalente a 198,9% de <strong>imposto a mais</strong>.</p>



<p>Então basta essa comparação para a tomada de decisão?</p>



<p>Com certeza não! Existe um detalhe muito importante que não pode simplesmente &#8220;passar despercebido&#8221;: Não esqueça que a tributação de Imposto de Renda é <strong>provisória</strong> até que seja feito o devido <strong>ajuste na declaração anual</strong>.</p>



<p>Esse último detalhe nos leva à seguinte pergunta: </p>



<p>Como ficaria a análise do caso acima se fosse <strong>apresentada a comparação anual, ao invés da mensal?</strong></p>



<p>Você acha que a tabela progressiva poderia se mostrar desvantajosa em relação à aplicação da tabela regressiva, com alíquota de 25%?</p>



<p>Essa é a pergunta que vamos responder no quadro a seguir:</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-1024x467.jpg" alt="" class="wp-image-2272" width="962" height="438" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-1024x467.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-300x137.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-768x350.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1.jpg 1180w" sizes="(max-width: 962px) 100vw, 962px" /></figure>



<p>Uma vez feitos os cálculos da maneira adequada, ou seja, comparação anual, vemos a&nbsp;<strong>importância da comparação anual</strong>&nbsp;das receitas tributáveis. A comparação mensal pode levar à&nbsp;<strong>tomada de decisões equivocadas</strong>&nbsp;em virtude da diferença tão expressiva entre as simulações.</p>



<p>No exemplo chegamos à conclusão que após o ajuste anual, caso a opção tivesse sido pela Regressiva, haveria um saldo a pagar de <strong>R$ 0,03</strong>, totalizando um imposto anual de <strong>R$ 15.542,43</strong>, que representaria <strong>16,19%</strong> de alíquota <strong>anual</strong>.</p>



<p>Por outro lado, na opção pela Progressiva, o imposto seria de <strong>R$ 15.967,68,</strong> sendo necessário fazer um pagamento de <strong>R$ 9.408,94</strong>, em função de ter recolhido menos imposto ao longo de cada mês. </p>



<p>Por fim, a diferença total entre as duas formas de tributação seria de <strong>R$ 425,25</strong>, sendo a opção pela <strong>Tabela Regressiva mais vantajosa</strong>.</p>



<p>A explicação para o resultado acima encontra-se no fato de que pelo fato das renda do INSS e da aposentadoria privada serem retidas em fontes diferentes, a alíquota aplicada sobre o benefício do INSS é inferior à efetivamente devida pela pessoa física ao longo do ano. Na declaração de ajuste anual, quando são somadas as parcelas recebidas de diversas fontes, apura-se a alíquota efetiva. Pelo fato de ambas serem no mesmo regime progressivo, um recálculo é efetuado, onerando o valor final a ser pago, </p>



<p>Assim, percebe-se que a diferença que antes era favorável à opção pela tabela progressiva mensal de aproximadamente 9 (nove) mil Reais transforma-se em desvantagem, de aproximadamente 425 Reais.</p>



<p>Temos uma&nbsp;importante<strong> conclusão:&nbsp;</strong>Toda comparação entre os regimes de tributação deve ser feita&nbsp;considerando a renda bruta anual, sem exceção.</p>



<p>Para finalizar, é importante ainda lembrar que= não são apenas esses os únicos fatores que devem ser considerados para a melhor tomada de decisão quanto ao regime de tributação.</p>



<p>A legislação tributária permite outras deduções. Logo, quando for tomar sua decisão, você deve considerar ainda o nº de dependentes para fins de imposto de renda que terá no futuro, os custos com despesas médicas estimadas e também o número de rendas tributáveis.</p>



<p>A tendência é que, à medida que existam mais fontes de rendas distintas, a opção pela tabela regressiva seja cada vez mais adequada. Dessa forma, fica assegurado que uma parte da renda tributável (a previdência privada), ja oferecida à tributação com uma alíquota definitiva de menor valor, podendo chegar a 10%, com o passar dos anos.</p>



<p>Deduções permitidas, tais como despesas médicas, não dedutíveis sobre a renda oferecida à tributação regressiva poderiam ser direcionadas para abater as rendas tributáveis no regime da tributação progressiva (INSS, rendas de aluguéis, etc), fazendo um importante planejamento tributário na vida pessoal.</p>



<p>Como vimos, são fatores fundamentais para a tomada de decisão:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>O tempo que falta para a aposentadoria;</li><li>A quantidade de fontes de rendas previstas na fase de aposentadoria;</li><li>Valor mensal do benefício de previdência privada;</li><li>O resgate em planos de previdência, se for necessário, deve ser planejado de forma a minimizar a incidência do imposto na tabela regressiva (aguardar que os valores aportados tenham atingido o prazo de acumulação igual a 10 anos);</li><li>A portabilidade é isenta de tributação. O plano receptor deverá seguir a contagem de tempo oriunda do plano originário, em caso de opção pela tabela regressiva. Sendo tabela progressiva no plano originário e regressiva no plano receptor, há a possibilidade de alteração da opção pela tributação.</li></ol>



<p>Chegamos ao fim desta pequena série de publicações. Esperamos que nosso conteúdo tenha sido útil e o ajude a tomar as melhores decisões financeiras. </p>



<p></p>



<p>#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dá pra resgatar saldo de contribuições patronais na Previdência Privada Fechada?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[EAPC]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Normalmente um dos primeiros questionamentos que um empregado faz quando se desliga de uma empresa é sobre as regras para resgate dos valores aportados pela sua empresa na Previdência Privada. Sendo direto ao ponto, a resposta é SIM. É possível resgatar a parte da empresa. Já publicamos aqui no site sobre a opção do resgate, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Normalmente um dos primeiros questionamentos que um empregado faz quando se desliga de uma empresa é sobre as regras para resgate dos valores aportados pela sua empresa na Previdência Privada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2174" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Sendo direto ao ponto, a resposta é <strong>SIM</strong>. <strong>É possível </strong>resgatar a parte da empresa.</p>



<p>Já publicamos aqui no site sobre a opção do resgate, bem como a portabilidade. Mais abaixo colocaremos o link da série sobre portabilidade para quem quiser aprofundar os seus conhecimentos. Neste momento, não vamos fazer nenhum juízo de valor quanto à opção de resgatar ou não resgatar. Se você desejar saber mais sobre essa questão, sugerimos a leitura dessa publicação <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, da série <strong>&#8220;Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta?&#8221;.</strong></p>



<p>Sabe-se que existem algumas regras que de certa forma tornam &#8220;mais difícil&#8221; o resgate da parte patronal (a parte relativa ao participante não pode haver nenhuma restrição). Por vezes pode ser o próprio regulamento do plano que não prevê o resgate integral, visto que esta é uma regra determinada pelo Patrocinador, que procura estimular a maior permanência de seu empregado na empresa. Determinar o quanto ele pode sacar é uma prerrogativa da empresa, uma vez que o dinheiro é dela&#8230;</p>



<p><strong>Mas resgatar direto o valor do plano não é a única opção possível&#8230;</strong> </p>



<p>Digamos que haja a solicitação de portabilidade para outro plano, cujo direito seja o de transferir 100% dos valores depositados pela empresa. Nesse caso, a intenção clara do participante é &#8220;driblar&#8221; o impedimento de resgate imediato e portar para uma Entidade Aberta.</p>



<p>É o caso, por exemplo, dos planos PGBL e VBGL, cuja legislação atual determina <strong>um prazo mínimo</strong> em que o resgate, uma vez feita a portabilidade, é permitido que seja feito, o que acaba configurando um recebimento de benefício.</p>



<p>Note bem: não é um prazo para solicitar o resgate (não é uma carência), mas sim um prazo em que o resgate pode ser pago.</p>



<p>Citamos o texto da legislação vigente, onde essa questão fica um pouco mais clara. Os recursos portados para Entidade Aberta de Previdência Complementar (EAPC) ou mesmo, uma Seguradora, devem seguir à regra descrita no <strong>§4º do art. 14</strong> da Lei Complementar nº 109, a <strong>LC 109/2001</strong>:</p>



<p>“<em>§ 4º O instituto de que trata o inciso II deste artigo [portabilidade], quando efetuado para entidade aberta, somente será admitido quando a integralidade dos recursos financeiros correspondentes ao direito acumulado do participante for utilizada para a contratação de renda mensal vitalícia ou por prazo determinado, cujo prazo mínimo não poderá ser inferior ao período em que a respectiva reserva foi constituída, limitado ao mínimo de quinze anos, observadas as normas estabelecidas pelo órgão regulador e fiscalizador</em>.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2170 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:22px">Assim, na melhor das hipóteses, o prazo de resgate terá uma duração <strong>mínima de 15 anos</strong>, o que perde completamente a finalidade que era &#8220;<em>colocar a mão&#8221; na grana de uma vez</em>.</p>
</div></div>



<p><strong>Existe alternativa para receber o dinheiro em menor tempo?</strong></p>



<p><strong>Sim. Existe</strong>. Mas não será em um plano PGBL ou VGBL. Nem em nenhuma seguradora ou EAPC. Aliás, se for VGBL seu plano&#8230; esqueça&#8230; não tem jeito. </p>



<p>Mas se for um <strong>PGBL / PLANO CD / PLANO CV / PLANO BD</strong> &#8230;</p>



<p>Para os planos instituídos, existe uma brecha na legislação, pois está previsto no <strong>§4º do art. 23</strong> da <strong>Resolução CGPC nº6</strong>. Mais especificamente a Resolução <strong>CNPC nº 23/2015</strong> alterou a CGPC nº 6, dando a seguinte redação:</p>



<p>“<em>§ 4º O regulamento de plano de benefícios instituído por instituidor deverá facultar, a qualquer tempo, ao participante o resgate das seguintes parcelas do seu saldo de conta, a ser exercido durante a fase contributiva e sem a obrigatoriedade de seu desligamento do plano de benefícios:</em><br><em>I &#8211; valores oriundos de portabilidade de recursos que tenham sido constituídos em entidades abertas ou entidades fechadas;</em><br><em>II &#8211; os valores que não sejam oriundos das contribuições normais vertidas pelo participante, tais como as contribuições e aportes esporádicos, eventuais e extraordinários.</em>”</p>



<p>Ou seja, o participante faz uma portabilidade para um Plano Instituído e a partir do momento que os valores estão disponíveis no plano novo, o caminho para o resgate está livre.</p>



<p>Para se aprofundar mais sobre essa possibilidade e conhecer outras alternativas, você pode ler nossa publicação sobre Portabilidade seguida de resgate clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>Se você gostou dessa publicação ou deseja um pouco mais de aprofundamento ou se ainda tem alguma dúvida, deixe nos comentários. Teremos prazer em esclarecer.</p>



<p>#multixplique</p>
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		<title>As diferentes realidades das duas poupanças&#8230;</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/as-diferentes-realidades-das-duas-poupancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 02:02:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Isenção de IR]]></category>
		<category><![CDATA[Poupança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem acompanha as publicações da Multixplique sobre investimentos, já conhece nossa opinião sobre a mais comum opção dos brasileiros para deixar o dinheiro guardado em uma &#8220;aplicação financeira&#8221;. Quem ainda não conhece, pode clicar aqui ou clicar aqui também. A opção historicamente preferida dos brasileiros bateu mais um recorde em 2020. O volume aplicado na [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/porquinho-dourado-1024x614.jpg" alt="" class="wp-image-2157" width="701" height="420" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/porquinho-dourado-1024x614.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/porquinho-dourado-300x180.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/porquinho-dourado-768x461.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/porquinho-dourado-1536x922.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/porquinho-dourado-2048x1229.jpg 2048w" sizes="(max-width: 701px) 100vw, 701px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Quem acompanha as publicações da Multixplique sobre investimentos, já conhece nossa opinião sobre a mais comum opção dos brasileiros para deixar o dinheiro guardado em uma &#8220;aplicação financeira&#8221;. </p>



<p></p>



<p>Quem ainda não conhece, pode clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/nao-sabe-onde-investir/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> ou clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/voce-investe-ou-queima-dinheiro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui também</a>.</p>



<p>A opção historicamente preferida dos brasileiros bateu mais um <strong>recorde</strong> em 2020. O volume aplicado na poupança superou, <strong>pela primeira vez</strong> o a importância de <strong>R$ 1 trilhão</strong>. Nada menos que uma captação líquida de R$ 166,309 bilhões. </p>



<p>Em diversas pesquisas que são realizadas, os poupadores justificam essa preferência com os seguintes fatores:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Praticidade &#8211; facilidade para fazer a aplicação;</li><li>Sem riscos;</li><li>Alta liquidez;</li><li>Segurança &#8211; aplicação garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito;</li><li>Isenção de imposto de renda;</li><li>Fácil entendimento.</li></ul>



<p>Há alguns anos, com a taxa de juros em patamares tão baixos no país, os investimentos em renda fixa encontram &#8220;dificuldade&#8221; de atingir rentabilidades elevadas sem correr maiores riscos.</p>



<p>E neste cenário, as pessoas que ainda possuem dinheiro que se encontrava aplicado na poupança antes da mudança da regra do rendimento da poupança em maio/2012, tem a segurança de retorno equivalente a 0,5% ao mês, conferindo um resultado anual de 6,17% ao ano. Considerando a inflação medida pelo IPCA de 2019 <strong>(4,31%)</strong> e 2020 <strong>(4,52%)</strong>, pode-se afirmar que ainda houve uma rentabilidade líquida que aumentou o patrimônio do poupador, em termos reais, mesmo sendo pouco.</p>



<p>Neste caso, e <strong>somente neste caso</strong>, consideramos admissível a manutenção do saldo aplicado neste tipo de aplicação financeira.</p>



<p><strong>E a nova regra, não compensa?</strong></p>



<p>Talvez você esteja se perguntando&#8230; <em>&#8220;E por que não vale à pena para valores depositados a partir da nova regra de remuneração da poupança</em>?&#8221;</p>



<p>A resposta é simples. Desde 04 de maio de 2012, quando a Selic ficar igual ou menor 8,5% a.a., a regra será 70% da Selic + TR. Inicialmente vigente a partir da Medida Provisória nº 567 de 2012, teve publicação da Lei 12.703, de 7 de agosto de 2012</p>



<p>Quando a Selic for superior a 8,5%, a regra é a &#8220;regra da poupança antiga&#8221;, ou seja, 0,5% ao mês + TR</p>



<p>Só para ter idéia do quanto este investimento signfica hoje, tenha em mente que:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Atualmente o valor da TR é zero</li><li>A taxa Selic na data desta publicação (21.03.21) corresponde a 2,75% a.a. </li></ul>



<p>Logo, a rentabilidade da poupança atualmente é de <strong>apenas 1,925% a.a.</strong></p>



<p>Em 2020, a taxa Selic começou em 4,5% a.a. porém, terminou o ano em 2% a.a., algo em torno de <strong>1,4% a.a.</strong></p>



<p>Como citamos acima, a inflação em 2020 e 2019 foram superiores a 4%, o que significa dizer que em todo esse período, quem tinha dinheiro aplicado já submetido à nova regra, <strong>perdeu dinheiro</strong>.</p>



<p><strong>Como saber qual saldo rende em qual regra?</strong></p>



<p>Se você possuía algum dinheiro aplicado até 03.maio.2012 e fez novos depósitos a partir de então, não precisa se preocupar. O Banco Central obriga os bancos a apresentarem os valores dos saldos depositados na poupança de forma segregada conforme as regras antiga e nova.</p>



<p><strong>E se eu precisar resgatar qual saldo será debitado?</strong></p>



<p>Em caso de necessidade de resgate de valores, <strong>os últimos</strong> valores aportados <strong>serão sempre os primeiros</strong> a ser resgatados, fazendo com que seja preservada a melhor remuneração do patrimônio investido, enquanto o valor solicitado para resgate não exija a retirada de valores aplicados antes da mudança.</p>



<p><strong>Conclusão</strong></p>



<p><strong>Investir em poupança</strong> <strong>hoje</strong>, ou seja, colocar qualquer valor que seja nessa aplicação é um <strong>péssimo negócio</strong>. Se você possui algum dinheiro aplicado antes da mudança da regra, deve estar atento que sua rentabilidade líquida não é 6,17% a.a. Essa é a rentabilidade bruta. É preciso observar outras opções de investimentos disponíveis no mercado para decidir se manter o dinheiro investido na poupança é ou não um bom investimento.</p>



<p>Para calcular a rentabilidade líquida de 12 meses, segue a forma de cálculo para você fazer e ver se esta rentabilidade atende aos seus objetivos, ok?</p>



<p><em><strong>Rentabilidade líquida</strong> = (1,0617 / (1 + variação do ipca) -1 ) x 100</em></p>



<p><strong>Obs:</strong> Se a variação do IPCA em um determinado ano for por exemplo, 4% (quatro por cento), inserir na fórmula o valor 0,04.</p>



<p>E você, ainda quer ver seu dinheiro rendendo na poupança? Na regra nova ou na antiga?</p>



<p>#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fiz 65 anos&#8230; Por que raios eu compraria um plano de previdência?</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/fiz-65-anos-por-que-raios-eu-compraria-um-plano-de-previdencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2021 04:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Sucessório]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Previdenciária]]></category>
		<category><![CDATA[Planos de Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Renda de aposentadoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resolvi escrever sobre esse tema porque esta semana tive uma reunião com um cliente que disse que trabalhava até hoje, após seus 60 anos porque já era aposentado do INSS e não podia parar de trabalhar porque não conseguiria sobreviver. Se tivesse dito só isto, não motivaria nossa publicação. O que nos motivou foi que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="601" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/previdencia-aposentadoria.jpg" alt="" class="wp-image-2140" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/previdencia-aposentadoria.jpg 900w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/previdencia-aposentadoria-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/previdencia-aposentadoria-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Resolvi escrever sobre esse tema porque esta semana tive uma reunião com um cliente que disse que trabalhava até hoje, após seus 60 anos porque já era aposentado do INSS e não podia parar de trabalhar porque não conseguiria sobreviver. Se tivesse dito só isto, não motivaria nossa publicação. O que nos motivou foi que ele disse que não via motivos para agora começar uma previdência privada&#8230;</p>



<p>A resposta para a pergunta do título deste post pode surpreender você leitor. Isso porque <strong>existem SIM motivos</strong> que justificam <strong>comprar um Plano de Previdência Privada</strong>. E vamos então enumerar os motivos, porque nós gostamos de mostrar algumas vezes que para toda regra existe uma exceção.</p>



<p>Provavelmente sua idéia inicial seja: Se a pessoa não acumulou nada até <strong>65 anos</strong>, não dá tempo para ela contribuir, acumular uma reserva suficiente para uma renda de aposentadoria&#8230; Como fugir desse raciocínio?</p>



<p>Pois bem, vou apresentar não apenas UMA razão, mas TRÊS razões.</p>



<p>Antes de explicar, precisamos deixar devidamente registrado que <strong>não consideramos a hipótese</strong> de contratar planos do tipo <strong>VGBL</strong> ou <strong>PGBL</strong>. O motivo é simples: A regra de conversão do saldo investido em benefício é tão cruel que, na maioria dos casos, o benefício torna-se um valor que desestimula essa decisão. Há algumas publicações aqui nesse portal que abordam em detalhes esse assunto.</p>



<p>Não sendo bastante, há ainda o fato de que o saldo passa a ser da Seguradora quando o cliente contrata uma <em>renda vitalícia</em>, que <strong>garante</strong> <strong>apenas</strong> o reajuste pela <strong>inflação</strong>. Na modalidade de renda temporária, o benefício só é pago pelo prazo contratado <em>se o aposentado viver</em> pelo tempo estimado. Caso contrário, o saldo <strong>restante é da seguradora</strong>. Sobrevivendo a esse prazo, o benefício deixa de ser pago, pois o saldo foi, em tese, foi integralmente consumido. </p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>1ª Razão</strong>: Considere uma pessoa aos 65 anos que, embora não tenha comprado um plano de previdência, tenha acumulado recursos em investimentos financeiros que podem ser mensalmente resgatados, tornando-se uma renda mensal de valor de livre escolha. Na prática, temos um bom exemplo de planejamento financeiro, feito &#8220;por conta própria&#8221;. Convenhamos, não é para qualquer um. Muito menos o perfil do brasileiro, nada acostumado a poupar para o futuro. Mas, enfim&#8230; </li></ul>



<p>Que aplicações deveriam ser feitas a partir daquele momento para o então candidato à aposentadoria? Será que ele terá, durante todos os anos restantes de vida,  discernimento para continuar definindo quais investimentos fazer? Acompanhará as notícias sobre economia? Aplicará em Tesouro Direto? Fundos de Investimentos? Como definir o seu valor mensal de forma a garantir que ao final de sua vida não venha lhe faltar uma renda por não ter sabido dosar os saques por todo o período? E se a gestão do patrimônio tiver que ser administrada por outra pessoa da família? Será esta pessoa terá competência para gerir o mesmo? Isso sem falar na questão da confiança. Há muitos casos que herdeiros, parentes de primeiro grau, travam verdadeiras batalhas judiciais quando seus entes falecem, por ganância na divisão dos bens.</p>



<p>Um plano de previdência privada de uma <strong>EFPC</strong> &#8211; Entidade Fechada de Previdência Complementar, ou seja, um <em>Fundo de Pensão</em>, oferece algumas opções de recebimento de benefício, sendo que todas elas contemplam uma determinada quantia em pagamentos regulares, mensais, pelo prazo contratado pelo participante. Talvez o desafio maior seja em descobrir onde adquirir esse plano <strong>(acredite, existe!).</strong> Aqui no Multixplique damos, gratuitamente essa informação que vale ouro&#8230;</p>



<p>Em nenhum momento há o risco do patrimônio ficar para o Fundo. Na pior das hipóteses, é destinado aos herdeiros legais, se não houver designação de beneficiários. Os gestores são profissionais do mercado financeiro, preparados para lidar com os investimentos. Além disso, os Fundos de Pensão não possuem fins lucrativos e consequentemente possuem menores taxas de administração. Normalmente, não correndo riscos desnecessários, ou seja, adotando-se uma carteira de investimentos de baixo risco, a tendência é a estabilidade do valor do benefício pago.</p>



<p>E não correr riscos é importante nessa fase. É natural que na fase de aposentadoria, o participante fique no perfil de investimentos conservador, já como um &#8220;default&#8221; de opção prevista no regulamento do plano. Toda a rentabilidade é repassada ao participante, tendo seu benefício um valor variável a partir dos resultados obtidos a cada ano.</p>



<p>Para terminar, considere a hipótese de se repetir uma história verídica envolvendo uma personalidade legendária carioca, Sr. Jorginho Guinle, tema da 2ª Razão explicada a seguir:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>2 ª Razão</strong>: O Antídoto para o caso de &#8220;Jorginho Guinle&#8221;</li></ul>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-image-fill" style="grid-template-columns:49% auto"><figure class="wp-block-media-text__media" style="background-image:url(https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Jorginho-Guinle.jpg);background-position:20% 45%"><img loading="lazy" decoding="async" width="645" height="388" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Jorginho-Guinle.jpg" alt="" class="wp-image-2128 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Jorginho-Guinle.jpg 645w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Jorginho-Guinle-300x180.jpg 300w" sizes="(max-width: 645px) 100vw, 645px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:17px">Para quem não entendeu o título, Jorginho Guinle foi um playboy carioca que sempre se orgulhou de nunca ter trabalhado e teve uma fortuna em suas mãos para gastar como bem entendesse. Seu grande erro foi não saber estimar sua expectativa de vida. Com isso, terminou seus últimos 13 anos, com seu último benefício de INSS em 2004, no valor de R$ 1.500,00. Morava de favor em um apartamento de uma de suas (muitas) ex-mulheres e comia de graça no Copacabana Palace, hotel que pertenceu à sua família.</p>
</div></div>



<p>É um clássico exemplo de uma previdência mal gerida! Esqueceu-se de combinar com o Criador que tinha planos de longevidade para ele bem acima do que simplesmente 75 anos.</p>



<p><strong>E qual seria o tal &#8220;antídoto&#8221;?</strong> </p>



<p>O que vamos explicar agora serve tanto para o caso apresentado na <strong>1ª Razão</strong> (zerar o patrimônio antes do fim da vida) bem como para aquele candidato à aposentadoria que não teria acumulado nada para o futuro e dependerá apenas do INSS para o resto da vida, caso do meu cliente citado no início da publicação.</p>



<p><strong>Antídoto:</strong> Separar um pouco da renda mensal para o futuro próximo. No nosso caso, o aposentado de 65 anos poderia começar sua previdência privada com algo em torno de 5% de seu benefício mensal, para cobrir talvez seus últimos anos (por exemplo, a partir de 80 anos), com um pouco mais de benefício. Além de se beneficiar ainda do benefício fiscal de contribuir para um plano de previdência, provavelmente em seus últimos anos de vida ele teria um adicional de renda a receber, no período final de sobrevida em que se espera que sua necessidade de cuidados médicos se acentue. A lei natural da vida! Portanto, já que não há remédio de solução imediata, ou seja, não há como receber um benefício maior agora, não significa que não tem como melhorar para um futuro bem próximo.</p>



<p><strong>3ª Razão:</strong> Planejamento Sucessório: Tanto investimento financeiro em renda fixa, poupança, renda variável e fundos de investimentos por exemplo, são patrimônios em nome do falecido que invariavelmente entram em inventário para partilha! <strong>O patrimônio investido em previdência privada não entra em inventário</strong>, simples assim! Não existe burocracia para pagamento do benefício ou saldo aos beneficiários indicados livremente pelo aposentado. Muitas vezes, dentro do próprio mês de falecimento, os beneficiários já recebem o benefício de pensão.</p>



<p>Lembrando que contribuir por 15 anos com apenas 5%, por mais que possa parecer representar um baixo valor de benefício projetado, é importante frisar que a expectativa de vida também será menor. Ou seja, é um patrimônio a constituir que poderá ser consumido em poucos anos. Totalmente diferente de uma situação em que a pessoa resolve, aos 50 anos de idade contribuir por 15 anos para receber uma aposentadoria, pagando os mesmos 5%, do seu salário. O prazo previsto para a aposentadoria é muito maior e sim, nesse caso, o benefício tenderá a ser baixo.</p>



<p><strong>Conclusão:</strong></p>



<p>Existem sempre opções para situações que aparentemente são classificadas como irreversíveis quando falamos em planejamento financeiro, em aposentadoria.</p>



<p>Se nos deixarmos levar pelo que encontramos em sites especializados que procuram explicar a previdência privada, concluiremos que somente aportes volumosos podem ser a solução ou mesmo a venda de algum patrimônio. Se para toda regra há uma exceção, parece que estamos diante dela nesse momento, concorda?</p>



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