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	<title>Arquivos Portabilidade - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos Portabilidade - Multixplique</title>
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		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 1 &#8211; Portabilidade em Previdência Privada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Portabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse é o post #1 da nova série de publicações &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221; do portal Multixplique. O título chamou sua atenção? Não pense que vamos falar que a Portabilidade é prejudicial ao participante. Ao final desse texto, você conhecerá as opções existentes para uma tomada de decisão correta na hora de fazer uma portabilidade. Engana-se [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/">Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 1 &#8211; Portabilidade em Previdência Privada</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-1024x576.jpg" alt="" data-id="1841" data-full-url="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-scaled.jpg" data-link="https://www.multixplique.com.br/?attachment_id=1841" class="wp-image-1841" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o post #1 da nova série de publicações &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221; do portal Multixplique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título chamou sua atenção? Não pense que vamos falar que a Portabilidade é prejudicial ao participante. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final desse texto, você conhecerá as opções existentes para uma tomada de decisão correta na hora de fazer uma portabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Engana-se quem pensa que fazer a portabilidade de seu plano de previdência é uma decisão financeira como tantas outras que somos obrigados a tomar durante a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma decisão que se não for bem tomada, poderá causar prejuízos que não recuperáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A portabilidade é um direito inalienável do <strong>participante</strong> (pessoa física que tem um plano de previdência privada).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A portabilidade foi regulamentada somente em 2001, com a lei complementar nº 109.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes disso, o participante que desistia de um plano de previdência, seja lá qual tenha sido o motivo (dificuldade financeira de continuar contribuindo, demissão da empresa que oferecia o plano e ajudava a formar a poupança previdenciária, ou qualquer outro motivo), se via obrigado a resgatar a integralidade dos valores aportados por ele e pagar o devido imposto de renda (vamos detalhar esse caso mais adiante).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse post, vamos abordar o tema <em>portabilidade</em> que, embora sua definição nos pareça um tanto quanto simples, é uma opção que prevê uma série de regras um tanto quanto complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Definição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portabilidade pode ser definida como o direito do participante a transferir seus recursos acumulados em um plano de previdência complementar pra outro de mesma natureza, com o benefício de não pagar imposto de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas regras devem ser obedecidas, mas primeiramente, vamos deixar claro o seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A opção pela portabilidade só estará disponível se o participante não estiver aposentado, ou seja, em gozo de benefício de aposentadoria e ocorre de:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>VGBL para VGBL</li><li>PGBL para PGBL</li><li>PBGL para Contribuição Definida (CD) e Contribuição Variável (CV)</li><li>CD e CV para PGBL</li><li>BD para PGBL, CD ou CV</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma primeira decisão equivocada é a de optar por resgate ou portabilidae, sem antes conhecer o seu plano de previdência. Infelizmente, as pessoas tendem a achar que o fato de terem se desligado de uma empresa, <strong>devem</strong> também <strong>transferir seus recursos acumulados</strong> destinados à previdência privada <strong>para uma outra instituição qualquer</strong>. Cuidado. Essa decisão pode vir a lhe fazer abrir mão de um produto exclusivo e diferenciado (seja por regras de conversão de saldo em benefício, seja por taxas de administração competitivas ou melhores que o mercado). De fato, há uma opção disponível no mercado (e pouco conhecida pela maioria) que vamos falar ao final desse post, que pode proporcionar o <em>grande objetivo</em> <em>inicial, </em>que é a <strong>aposentadoria</strong> compatível com o padrão de vida necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs</strong>: Não é porque você tem uma opção adequada disponível para uma aposentadoria que significa que seus problemas estarão resolvidos. Será necessário contribuir, pois, como sabemos, não existe mágica. É contribuir regularmente e acompanhar os investimentos, fazendo revisões periódicas no planejamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ainda a observação que, se for um participante de um plano patrocinado, ou seja, por intermédio do seu empregador ele teve acesso ao referido plano, a portabilidade só poderá ser realizada se ele não tiver mais vínculo empregatício com a mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, perdendo o vínculo, para a grande maioria dos participantes, o primeiro vilão das decisões financeiras ruins se manifesta, o desejo pela liquidez. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large"><img decoding="async" width="912" height="606" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo.jpg" alt="" class="wp-image-1839" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo.jpg 912w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo-300x199.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo-768x510.jpg 768w" sizes="(max-width: 912px) 100vw, 912px" /><figcaption>Resgate x Portabilidade?</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Sim, porque ao mesmo tempo que passa a ficar disponível a portabilidade, a opção pelo resgate surge como uma <strong>direta concorrente</strong> na disputa pela decisão a ser tomada pelo participante. E nessas horas, muitas vezes, apenas pela possibilidade de receber um dinheiro &#8220;inesperado&#8221; naquele momento, <strong>a decisão financeira é equivocada</strong>. Por mais que haja um &#8220;anjinho&#8221; de um lado lembrando que tal recurso tinha como princípio gerar uma aposentadoria para ele, o participante opta por dar ouvidos ao &#8220;diabinho&#8221;, ficando com o resgate, sem atentar para o fato que boa parte do patrimônio ficará retido, na fonte, para o Imposto de Renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação ainda fica pior quando o participante, ao optar pelo <strong>resgate</strong> de suas contribuições, não tem direito a receber parte ou mesmo a integralidade das contribuições feitas pela empresa. Se você não acredita, esta é uma condição muito frequente em diversos planos de várias empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> A opção pelo resgate era muito frequente até o final da década de 90, quando ainda <em>não existia a portabilidade</em> (eu vivenciei diversas vezes essa situação acontecendo porque trabalhava em um fundo de pensão que só tinha plano de benefício definido).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes dos planos BDs se viam sem condições de arcar com o <em>autopatrocínio</em> (possibiliade de assumir as suas contribuições e também da empresa) até a data da aposentadoria, e também não tinham atingido as carências para optar pelo <em>vesting</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Vesting</em> é o nome atribuído ao direito do participante de cessar suas contribuições ao plano de previdência e aguardar atingir a data para receber seu benefício de aposentadoria, de forma proporcional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aí, você de repende pode pensar que naquela época o prejuízo não era tão alto, pois os rendimentos eram muito maiores e ele (participante) pelo menos faria jus a uma boa parte do fundo constituído, em função dos elevados juros das aplicações financeiras, certo? </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Errado</strong>. Os planos não permitiam ao participante resgatar o saldo acumulado com os rendimentos. Na maioria esmagadora dos planos, era previsto (e ainda é para os atuais remanescentes planos de benefício definido) apenas uma correção por um índice, como por exemplo o IPCA, INPC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, voltando à decisão da portabilidade, digamos que estamos no cenário em que o &#8220;anjinho&#8221; conseguiu convencer o participante a não resgatar e fazer a portabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suponha que no caso que estamos analisando, o participante comece a estudar a possibilidade de transferir seus recursos (e também da sua Patrocinadora, mesmo que parcialmente) para uma EAPC ou Seguradora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando tudo parece que está caminhando bem, ele descobre, por força do que está previsto na legislação, que a parte que não foi constituída por ele pode ser recebida vitaliciamente e não pode ser recebida, se assim for sua opção, por um prazo inferior a 15 (quinze) anos. Temos aqui, uma &#8220;segunda chance&#8221; para o &#8220;diabinho&#8221; reverter a situação que estava sendo vencida pelo &#8220;anjinho&#8221;. Será que o valor a ser pago em 15 anos garantirá uma renda compatível com a necessidade do participante? Se o saldo não for muito elevado, há grande chance do benefício ser insuficiente para cobrir o padrão de vida dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haveria outras opções? Sim. Considere que o participante que estamos exemplificando, tem a possibilidade de transferir esses recursos, que foram constituídos numa EFPC, para uma outra EFPC (Entidade Fechada de Previdência Complementar), também conhecida como <em>Fundo de Pensão.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em minha opinião, esta é uma decisão financeira acertada. O participante, ao efetuar a portabilidade, irá &#8220;congelar&#8221; esses recursos e <strong>ficará impedido de resgatar</strong> antes de se aposentar (outra imposição da legislação). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E por que isso é bom?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque muitas das vezes, os participantes optam pelo &#8220;caminho mais fácil, ou mais curto&#8221;, para algum imprevisto financeiro que tenham e acabam lançando mão de seu dinheiro acumulado na previdência, pois, em tese, será usado somente no futuro. Mas se esquecem que um dia chegará a hora da aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, há aqueles participantes que se sentem &#8220;incomodados&#8221; de ter seu dinheiro preso. Mesmo que eles não tenham interesse em realizar resgates, eles querem ter a segurança que o dinheiro estará ali, disponível a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, uma <strong>terceira</strong> <strong>opção</strong> se apresenta e faz com que o &#8220;anjinho&#8221; ganhe um novo e poderoso argumento contra o &#8220;diabinho&#8221;. Trata-se de mais uma <strong>decisão correta</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E qual é essa opção?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aderir a um plano Instituído, ou seja, um plano administrado por uma EFPC, onde o Instituidor faz o papel similar a um Patrocinador, sem a obrigatoriedade de contribuição. Esse Instituidor pode ser uma pessoa jurídica, ou mesmo uma entidade que represente uma classe, como por exemplo sindicatos, conselhos das mais diversas profissões (medicina, odontologia, psicologia, engenharia, economia&#8230;).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao aderir ao plano oferecido pela EFPC, específico para a classe que pertence o participante, a legislação prevê a qualquer tempo, sem que haja necessidade de desligamento do plano em questão, que o participante opte pelo resgate das parcelas então constituídas em planos oferecidos por entidades abertas ou fechadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, pode ser que você esteja se perguntando como encontrar um plano de previdência instituído, disponível para uma pessoa física que seja representada por um sindicato ou um Conselho que não seja instituidor?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esta pergunta, o <strong>Multixplique</strong> recomenda o <strong>Fundo de Previdência Mais Futuro</strong> e o seu plano de previdência (<strong>Mais Futuro</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vínculo exigido é com o INSS, ou seja, se você é ou já foi segurado do INSS, você consegue se inscrever na Mais Futuro, na <strong>Previdência Digital</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fazer sua simlação, acesse :  </p>



<p class="has-vivid-cyan-blue-color has-text-color wp-block-paragraph">https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique.jpg" alt="" class="wp-image-1843" width="735" height="554" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique.jpg 1018w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique-300x226.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique-768x579.jpg 768w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, ficam expostas todas as possibilidades para um participante que se veja diante de realizar a portabilidade.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"> </p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte I</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2021 16:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a esmola é demais, até o santo desconfia. A reforma da Previdência aprovada em 12.Nov.2019 pelo Congresso Nacional trouxe algumas novas realidades para nós brasileiros. Talvez a mais importante, por mais paradoxo que possa parecer, ela mostra que o caminho para uma aposentadoria tranquila não é o INSS. Em outras palavras, cada um deve [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1976" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a esmola é demais, até o santo desconfia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma da Previdência aprovada em 12.Nov.2019 pelo Congresso Nacional trouxe algumas novas realidades para nós brasileiros. Talvez a mais importante, por mais paradoxo que possa parecer, ela mostra que o caminho para uma aposentadoria tranquila <strong>não é o INSS</strong>. Em outras palavras, cada um deve ter um &#8220;plano B&#8221; quando o assunto é aposentadoria, algo que, querendo ou não, <strong>vai acontecer para todos</strong>. Pelo menos para quem espera estar vivo até lá&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão é saber se quando chegar o momento, <strong>estaremos preparados</strong> financeiramente. Principalmente porque em muitos dos casos, o mercado de trabalho pode estar bem mais restrito em número de vagas e pode ser que seja preciso ter uma renda ANTES da prevista na Reforma&#8230; A geração que já está há algum tempo no mercado já tinha em sua mente trabalhar pelo menos até 55 anos. Só que essa previsão já foi por água abaixo, há muito tempo. Primeiro no mundo todo, e finalmente aqui. Não há como ser diferente&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que vai ter cadeira pra todo mundo? Basta observar nas empresas hoje quantas pessoas com mais de 60 anos estão trabalhando e quantas ainda tem previsão de ficar até os 65 anos. Em termos de qualificação profissional, pode ter certeza que a experiência conta, porém, em muitos casos, as vagas não exijam assim tanta experiência, e muitas delas podem exigir um pouco mais de vigor físico, inclusive. E se houver uma saída da empresa antes de atingir as condições para a aposentadoria, como faz? E se o benefício do INSS não for suficiente ou ainda não tiver cumprido todas as carências? Além de não ter renda, ainda terá que contribuir pelo tempo que falta&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas essas novas regras da reforma devem forçar o brasileiro a <strong>formar uma poupança</strong>, na marra, para sua própria aposentadoria, buscando cada vez mais sua independência, sem precisar do governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme já publicamos aqui nesse portal, em diversas oportunidades, quem começa a formar sua poupança antes, tem a seu favor um tempo maior para que o efeito dos juros compostos faça a diferença nos investimentos. No cenário atual, com juros reais muito baixos, a necessidade de começar o quanto antes ficou ainda mais evidente, talvez até obrigatória. Portanto, se os <strong>juros caem</strong>, o <strong>rendimento ficará menor</strong> e a conta ao final &#8220;não vai fechar&#8221; se as contribuições não aumentarem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, o produto que você queria lá no futuro (renda de aposentadoria), ficou mais caro!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí a importância da previdência privada, que é um dos mais seguros caminhos para uma velhice mais tranquila, financeiramente falando. De início, há os benefícios fiscais significativos que fazem com que, ao se comparar com outras formas de investimentos, tornem esta uma opção mais adequada. Além de obter redução no imposto de renda a pagar, ainda permitem no futuro pagar menos alíquota de IR, quando receber o benefício (Tabela Regressiva).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso sem falar na questão da gestão dos investimentos qualificada, muito importante tanto na fase de acumulação do saldo, quanto na fase de recebimento dos benefícios. Enquanto nas Entidades <strong>Abertas</strong> (cujos planos são os PGBL, VGBL, FGBs, Tradicionais, etc) a responsabilidade da administração do patrimônio passa a ser integralmente de quem ofereceu o plano (o benefício é garantido a partir da aposentadoria, atrelado a um índice de inflação), nas Entidades <strong>Fechadas</strong> (planos CD &#8211; contribuição definida e CV &#8211; contribuição variável), a administração do fundo é fundamental também na <strong>fase de usufruir</strong> do benefício, pois, uma rentabilidade abaixo da esperada reduz o benefício de aposentadoria, ie, não há uma garantia reajuste positivo no benefício. E mesmo nos planos de benefício definido (BD), em que há um reajuste por inflação assegurado, o participante pode vir a ter que efetuar contribuições adicionais para cobrir eventuais déficits, tendo portanto também a possibilidade de ver sua renda líquida ser reduzida. Vide o caso da Petros, fundo de pensão da Petrobras, cujo benefício vitalício dos participantes reduziu, em termos líquidos, 50% em muitos casos, por causa dos elevados valores de contribuições extraordinárias a serem feitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo do plano contratado no mercado, há opções de renda vitalícia, temporária, prazo certo, estendendo para beneficiários indicados, o que se configura também como uma <strong>importante estratégia de planejamento sucessório</strong>, pois <strong>não entra em inventário</strong>, sendo portanto ideal pagamento do benefício de pensão (uma forma muito utilizada para sucessão patrimonial). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quais as opções de planos disponíveis no mercado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem ser abertos, ou seja, são acessíveis a qualquer pessoa por meio das seguradoras de bancos e Entidades autorizadas a operar esses tipos de planos. Estamos falando do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Mas, não são somente eles que podem atingir o público em geral não.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que ainda muita gente não sabe</strong>, embora já seja uma realidade de muitos anos no mercado (já são quase 20 anos), há também os fundos <strong>fechados</strong> de previdência, feitos exclusivamente para uma empresa oferecer a seus empregados ou ainda, para uma determinada categoria profissional, associação, sindicato ou entidade de classe. Para se inscrever num plano desses, basta que haja um convênio formalizado entre a Entidade de Previdência Fechada e a entidade de classe, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecida como previdência associativa, a modalidade foi criada em 2001, a partir da&nbsp;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp109.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei Complementar 109</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as Entidades <strong>Fechadas</strong> tem um meio de ampliar seu público, não se restringindo aos planos empresariais, como ocorria no passado, com a <strong>vantagem</strong> de <strong>não visarem lucro</strong> e, por isso, suas <strong>taxas de administração</strong> são naturalmente <strong>menores</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de plano de previdência que você pode se inscrever hoje, com todas as vantagens de uma administração sem fins lucrativos, voltado para qualquer pessoa que possua vínculo com o INSS (basta contribuir para a Previdência Social), é o plano <strong>Mais Futuro, </strong>do Fundo de Previdência Mais Futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O link para simulação e inscrição você acessa <a href="https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercado em expansão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, anualmente são divulgados números que demonstram que os Fundos acumulados e o número de participantes de previdência privada só aumentam. As Fechadas acenam com os &#8220;planos família&#8221;, onde uma vez que o participante consegue se inscrever em um plano corporativo, ele consegue também incluir seus dependentes, às vezes parentes colaterais até 3º grau em um plano administrado pela mesma Entidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, esse mercado é totalmente dominado pelas <strong>Abertas</strong>, cujos planos são na maioria dos bancos. Nos últimos anos algumas seguradoras novas vem entrando no mercado e oferecendo seus produtos. Hoje, já é possível contratar uma previdência privada em uma corretora de valores, provocando a necessidade de melhoria nas condições contratuais dos planos, para que se tornem competitivos frente aos novos players que estão agora disputando o mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São gestores especializados em investimentos que buscam seduzir os novos clientes a partir de uma proposta tentadora de bons resultados financeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma recente mudança que foi observada foi que a maioria dos planos comercializados passaram a não cobrar nenhuma taxa sobre as contribuições feitas pelos participantes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve grande divulgação na mídia, como por exemplo, o <strong>Banco Santander,</strong> que zerou essas taxas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O perigo da portabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando encontramos na nossa vida um concorrente oferecendo um produto/serviço similar ao que possuímos, porém com um custo mais baixo  ou alguma outra vantagem, naturalmente nossa tendência é estudar uma mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na previdência, a portabilidade é o meio mais eficiente de fazer a mudança de planos porque não há incidência de imposto. De Abertas para Fechadas, Fechadas para Abertas, Abertas para Abertas e Fechadas para Fechadas, a transferência é segura e transparente. É um direito do participante que não pode ser recusado pela Entidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema dessas mudanças, ou seja, portabilidades que vem acontecendo muito nos últimos anos, é que por <strong>falta de informação</strong> ou por <strong>má orientação</strong>, muitas pessoas tiveram perdas quando realizaram suas portabilidades de planos, mesmo estes tendo taxas mais altas de administração ou ainda rentabilidade acumulada um pouco menor, para planos com melhor desempenho dos investimentos e custos reduzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por que isso acontece? </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A escolha do plano não se resume à rentabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não! Definitivamente não! Você pode estar sentado com seu gerente do banco, ele consegue te mostrar por &#8220;a + b&#8221; que o desempenho do fundo no novo plano não só foi maior que o seu atual, como tem grandes razões para continuar desempenhando acima. As taxas de administração e carregamento são menores, e tudo parece indicar uma portabilidade seja a decisão adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Porém&#8230;</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1977" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca.jpg 1366w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Quando você faz uma troca sem saber realmente o que você tinha antes pra trocar&#8230;</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta olhar esses pontos. Como atuário e profissional CFP® da Planejar. Se o plano novo oferecer uma renda vitalícia, o que há por trás é uma <strong>tábua atuarial</strong>, que será determinante para calcular o valor do seu benefício quando você se aposentar. <strong>E isso faz TODA a diferença</strong>, mas <span style="text-decoration: underline;">ninguém nunca ouviu falar</span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação entre a tábua (que considera a expectativa de vida da população) e a taxa de juros futura, são as principais variáveis para saber quanto será seu benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já publicamos sobre os cuidados com a portabilidade em previdência privada neste portal. O tema da nossa publicação é &#8221; Trocando gato por lebre em previdência privada&#8221;. Lá, explicamos, com exemplos numéricos, qual pode ser o tamanho da perda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você desejar, pode ler <a href="https://www.multixplique.com.br/trocando-gato-por-lebre-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem essas informações, é muito provável que a decisão da portabilidade seja a pior possível. Antes de fazer a portabilidade, é necessário <strong>(eu diria imprescindível)</strong>, conhecer qual a tábua atuarial do seu plano e qual taxa de juros está prevista). Infelizmente, a realidade é que poucos gerentes e corretores levam em consideração esse aspecto importantíssimo quando oferecem outros planos de previdência para seus clientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No próximo post, mostraremos como se proteger dessas <strong>armadilhas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ler a segunda parte, clique <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-ii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/">Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte I</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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		<title>Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados – Parte IV</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-iv/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2021 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Portabilidade em Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[Portabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[SUSEP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a 4ª parte da série de publicações onde analisamos diversas questões relevantes quanto a trocar de plano de previdência. Estamos mostrando o que deve ser considerado antes de tomar essa decisão, para que não haja decepções e arrependimentos. Se você não leu as partes anteriores, sugerimos começar do início. A Parte I você [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-iv/">Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados – Parte IV</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Disappointment-Road-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2075" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Disappointment-Road-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Disappointment-Road-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Disappointment-Road-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Disappointment-Road-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Disappointment-Road-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Esta é a 4ª parte da série de publicações onde analisamos diversas questões relevantes quanto a <strong>trocar de plano de previdência</strong>. Estamos mostrando o que deve ser considerado <strong>antes</strong> de tomar essa decisão, para que não haja decepções e arrependimentos. Se você não leu as partes anteriores, sugerimos começar do início. A Parte I você acessa <a href="https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a>. Cada publicação ao final já tem um link para a próxima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que fazer</strong>?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, se você chegou até aqui já sabe que a rentabilidade passada do plano não diz muita coisa, assim como a rentabilidade futura projetada ou esperada. O mesmo vale para as taxas de carregamento e adminisração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo do que falamos acima são os <strong>Planos Tradicionais</strong> (ah&#8230; que saudade daqueles tempos). Alguns planos garantem taxa de juros = 6% ao ano + IGP-M + 75% de Excedente Financeiro. Só que, por outro lado, cobram 9% de taxa de carregamento. Hoje, já vimos que a tendência de mercado é de <strong>zerar</strong> as taxas de carregamento! E aí, sabendo tudo que já ensinamos aqui&#8230; qual seria sua decisão se lhe fosse feita uma proposta para trocar o plano (via portabilidade) porque o seu era &#8220;muito caro&#8221;? Aceitaria?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tenho certeza que não.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, nem sempre a resposta é &#8220;não, obrigado&#8221;. Isso porque se as taxas de juros e a tábua atuarial fossem as mesmas, valeria sim, muito à pena, comparar as taxas de administração e carregamento e, por que não, a composição dos Fundos para investimentos. Encontrar gestores com menor custo e melhor desempenho são formas de maximizar o benefício no futuro, com certeza. Acaba funcionando aquela máxima &#8220;quanto mais barato, melhor&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A intrigante diferença entre perfis de clientes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se estuda os mercados de previdência privada, vemos primeiro uma clara divisão: <strong>Entidades Abertas</strong> x <strong>Entidades Fechadas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E, curiosamente, os seus públicos parecem ter pensamentos completamente diferentes. Isso porque o público que recorre às <em>Abertas</em> com seus planos PGBL e VGBL, na sua esmagadora maioria (estamos falando de quase 90% deles), vê a previdência como um investimento de longo prazo em que <strong>o resgate é o maior objetivo </strong>no futuro. Já nas <em>Fechadas</em>, o pensamento inicial é acumular o máximo possível para enfim <strong>converter o saldo em renda</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São duas realidades diferentes, são perfis de clientes diferentes. Portanto, podemos entender que <em>&#8220;o que vale para um pode não valer para o outro&#8221;.</em> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez por conta do receio de vir a morrer cedo e não deixar pensão (o saldo restante fica para a seguradora se não for contratada a pensão), pois cada plano tem uma regra diferente: uns tem pecúlio, outros não. Então, mutos deles resolvem sacar integralmente o valor acumulado, que pode ser à vista ou mesmo parcelado. Para eles, <strong>tanto faz a tábua atuarial ou a taxa de juros</strong> adotada no plano. Não vão usufruir de nenhuma renda de aposentadoria. Para outros, quando fazem simulações da renda, decepcionam-se com o valor do benefício e entendem que tal saldo pode ser melhor aproveitado se estiver nas mãos deles, com outros investimentos, o que sinceramente faz todo sentido, se observarmos a maioria das condições vigentes nos planos vendidos hoje em dia. E os bancos pouco fazem para tentar impedir que resgatem. Essa que é a verdade. No máximo, sugerem fundos de investimentos, do próprio banco, para poderem manter o cliente, mas dessa vez em outro tipo de produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os participantes das <em>Fechadas,</em> que contratam planos CDs e CVs atualmente, o foco está mesmo numa renda de aposentadoria, sendo o número de participantes que opta pelo resgate bem inferior, geralmente nos casos em que o empregado perde o vínculo empregatício com sua empresa e decide sacar tanto sua parte como também uma parte do que a empresa contribui para ele. Quando o desligamento ocorre em uma época que ele pode se aposentar, a tendência é solicitar o benefício. As próprias fundações prestam esse tipo de recomendação, numa visão maior de preocupação com o futuro do seu participante, numa estratégia de educação financeira e previdenciária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a queda das taxas de juros reais, acumular um saldo elevado está cada vez mais difícil e consequentemente, ter um benefício que sustente durante toda a vida fica mais difícil. As soluções passam por algumas opções:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Investir em ativos com maior risco;</em></li><li><em>Aumentar as contribuições;</em></li><li><em>Torcer para não viver muito</em> (<strong>ninguém deseja isso!!!</strong>)</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando apenas as primeiras duas opções, a grande variedade de opções de diversificação de investimentos pode sim trazer melhores resultados. Porém, não vamos esquecer que para prazos menores, é desaconselhável correr riscos em excesso. Os planos de previdência oferecem diversas opções de investimentos, tanto <em>Abertas</em> quanto <em>Fechadas</em>, incluindo os perfis de investimentos conservador, moderado, agressivo e até o &#8220;ciclo de vida&#8221;, que reduz a exposição ao risco à medida que se aproxima a data de aposentadoria.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2076" width="389" height="389" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2-1024x1024.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2-768x768.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2-1536x1536.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Riscos-2.png 1920w" sizes="(max-width: 389px) 100vw, 389px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Já aumentar contribuições, por mais que seja uma solução alternativa, nem sempre é possível aumentar ao nível que o investimento exige. Por isso, a recomendação é sempre começar o quanto antes a previdência privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como acompanhar os rendimentos? E como saber se o Fundo está indo bem em relação ao mercado?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É muito importante acompanhar o desempenho do fundo e para isso existem ferramentas úteis que ajudam. No caso das <em>Fechadas</em>, há como fazer um comparativo com o mercado dos Fundos de Pensão através do site da Abrapp. Basta fazer o download do <em>Consolidado Estatístico</em> e observar as rentabilidades de todas as Entidades, bem como os percentuais de alocação em renda variável, imóveis, renda fixa, investimentos no exterior, etc. Além disso, existe uma lista com mais de 250 Entidades, as quais pode-se buscar no site que desejar, apurar a demonstração da rentabilidade obtida no período que se quer comparar. Também há uma lista dos maiores planos e das maiores entidades. Ou seja, um guia para não começar a procurar às cegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para as <em>Abertas</em>, a Susep disponibilizar em seu site um comparativo de desempenho de fundos chamado &#8220;Performance de Fundos Previdenciários&#8221;. Com esse quadro, pode-se fazer consulta dos melhores desempenhos, por Entidade ou até mesmo consultar um Fundo específico, para 12, 18 e 24 últimos meses. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns dados ficam facilmente disponíveis, como por exemplo pode-se ver os fundos que renderam abaixo do CDI (pode ser um sinal de taxas de administração elevadas e por isso é bom ficar atento) e IBOV. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investidor: O Protagonista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não partir do investidor a iniciativa de comparar esses fundos, é muito provável que o banco não venha a propor nada ao seu cliente para mudar, afinal, as taxas de administração mais elevadas trazem mais lucro. Ser protagonista, comparar Fundos, pesquisar opções é a grande saída para fazer bons negócios. E com todas as ferramentas que ensinamos até aqui, fica muito mais fácil otimizar a aposentadoria!</p>



<p class="wp-block-paragraph">No próximo post, a Parte V que você acessa <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-final/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a> vamos encerrar esta série. Vamos abordar:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Vendas incompatíveis com o perfil de quem contrata o plano</li><li>O que se espera para o futuro com a chegada de concorrentes</li><li>Tendências de maior diversificação de investimentos </li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">E se você estiver pensando em mudar de plano, podemos sim te ajudar a encontrar um plano bem adequado para suas necessidades!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos vemos em breve!</p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-iv/">Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados – Parte IV</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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