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	<title>Arquivos Resgates - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos Resgates - Multixplique</title>
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		<title>Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte I)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 01:47:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Infelizmente é muito comum hoje em dia observar a quantidade de pessoas que optam pelo resgate do saldo acumulado (às vezes durante quase toda a vida), em previdência privada. Provavelmente, em muitas dessas ocasiões, a decisão se dá por conta dos seguintes motivos: Necessidade: quando a pessoa não vê no curto prazo uma solução para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="428" height="285" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/leao.jpg" alt="" class="wp-image-1630" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/leao.jpg 428w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/leao-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 428px) 100vw, 428px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente é muito comum hoje em dia observar a quantidade de pessoas que optam pelo resgate do saldo acumulado (às vezes durante quase toda a vida), em previdência privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Provavelmente, em muitas dessas ocasiões, a decisão se dá por conta dos seguintes motivos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Necessidade: </strong>quando a pessoa não vê no curto prazo uma solução para poder cobrir suas despesas mensais, necessita cobrir uma despesa elevada (não prevista). Quantos anos de esforço são simplesmente &#8220;jogados fora&#8221; quando essa decisão é feita? E quantos anos serão necessários agora para recuperar essa &#8220;perda&#8221;?</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li> <strong>Desconhecimento:</strong> Até o momento de solicitar o benefício a pessoa não fazia idéia do quanto pagaria de imposto e &#8220;tolera&#8221; qualquer &#8220;mordida&#8221; do leão. Esse desconhecimento muitas das vezes é porque ele pode ter a impressão que seu imposto será o mínimo (10%), caso tenha optado pela <strong>tabela regressiva</strong>, digamos, por já ter contribuído por mais de 10 anos, ou, já está ciente que pagará a tabela progressiva, ou seja, ficará sujeito à alíquota máxima de <strong>27,5%</strong>.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Insatisfação com seu benefício de aposentadoria:</strong> essa é uma das mais difíceis de serem &#8220;digeridas&#8221;. Como assim se decepcionar com o valor do benefício, na hora de fazer a sua solicitação? Pois é, é verdade. Quem adquire os planos <strong>PGBL</strong> e <strong>VGBL</strong>, tão comuns no mercado, não imagina como é a regra que se aplica ao seu benefício na hora de se aposentar. Sabe por que? Porque esse tipo de informação não é passada pelo gerente do banco que vendeu pra ele esse plano, não é informado também pelas corretoras que atualmente já comercializam esse produto. Isso porque o foco é sempre mostrar como rendem os investimentos, apenas isso. </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Grande parte do saldo não foi contribuído pela pessoa</strong> &#8211; quando a pessoa formou sua previdência privada e teve o apoio de seu empregador, que contribuiu também para acumular tal reserva.<ul><li>Considerando <strong>apenas </strong>os <span style="text-decoration: underline;">aportes próprios</span>, pode até ser que o valor resgatado liquido, seja ainda superior ao valor investido, acrescido da rentabilidade. Mas, <strong>e daí? </strong>Mesmo assim é uma boa decisão financeira?</li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">As provocações acima elencadas serão todas respondidas, separadamente, posts específicos, aqui no portal <strong>#multixplique</strong>, para que você possa aprender um pouco mais sobre o que é preciso considerar quando o assunto é <strong>plano de previdência privada</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo das 5 próximas publicações (<strong>acompanhe periodicamente</strong> nosso site) é apresentar um caso prático, considerando um saldo hipotético para um participante que venha optar pelo resgate do mesmo, considerando suas opções em um plano <strong>PGBL</strong>, <strong>VGBL</strong>, <strong>benefício definido</strong> e finalmente, <strong>contribuição definida/variável</strong> com as seguintes opções de tributação: <strong>tabela progressiva </strong>e <strong>tabela regressiva.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos começar apresentando um cenário com o plano <strong>PGBL &#8211; Plano Gerador de Benefício Livre</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Premissas:</em></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Saldo Acumulado <strong>R$ 1.000.000,00</strong>, sendo:<ul><li><strong>R$ 700.000,00</strong> acumulados há <strong>mais de 10 anos</strong></li><li><strong>R$ 40.000,00</strong> acumulados <strong>entre</strong> <strong>8 e 10 anos</strong></li><li><strong>R$ 50.000,00</strong> acumulados <strong>entre 6 e 8 anos</strong></li><li><strong>R$ 60.000,00</strong> acumulados <strong>entre 4 e 6 anos</strong></li><li><strong>R$ 70.000,00</strong> acumulados <strong>entre 2 e 4 anos</strong></li><li><strong>R$ 80.000,00</strong> acumulado<strong> </strong>há<strong> menos de 2 anos</strong></li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Case 1 &#8211; Plano PGBL</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Tabela Progressiva</strong><ul><li>Alíquota de IR: 27,5%</li><li>Parcela a deduzir: R$ 10.432,32</li><li>Base de incidência de IR: a totalidade do saldo acumulado</li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso, o cálculo é simples: Aplica-se a alíquota de IR correspondente sobre o saldo e diminui-se a <strong>parcela a deduzir</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">R$ 1.000.000,00 x 27,5% &#8211; 10.432,32 = </p>



<p class="wp-block-paragraph">= R$ 275.000,00 &#8211; 10.432,32 = <strong>R$ 264.567,68</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, de uma hora pra outra você entregará nas mãos do leão, um valor bem significativo, alíquota de IR equivalente a <strong>26,46%</strong>&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, não era 15% sobre o valor resgatado?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não,</strong> <strong>calma. </strong>Não confunda com a parcela de IR que é descontada, <strong>provisoriamente</strong>, <span style="text-decoration: underline;">no momento do resgate</span>, de forma <strong>antecipada.</strong> No ano seguinte, o total devido será cobrado na sua declaração de Imposto de renda, e deverá ser pago por você. Por isso, você pagará tanto imposto!</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Tabela Regressiva</strong><ul><li>Alíquota decrescente (varia de 35% ao mínimo de 10%)</li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">A tributação regressiva é aplicada conforme o tempo que o dinheiro ficou acumulado no plano. No nosso exemplo, o cálculo do imposto será a soma de cada parcela, conforme a alíquota. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Observe a seguir, como se dá esse cálculo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>R$ 300.000,00</strong> x 10% = 30.000,00</li><li><strong>R$ 100.000,00</strong> x 15% = 15.000,00</li><li><strong>R$ 120.000,00</strong> x 20% = 24.000,00</li><li><strong>R$ 140.000,00</strong> x 25% = 35.000,00</li><li><strong>R$ 160.000,00</strong> x 30% = 48.000,00 </li><li><strong>R$ 180.000,00</strong> x 35% = 63.000,00</li><li><strong>Total de imposto :     215.000,00 </strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> Os valores acima correspondem aos aportes realizados, acrescidos de toda a rentabilidade líquida do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, <strong>21,5% </strong>de <strong>Imposto de Renda</strong>, sem possibilidade de ajuste na Declaração de Imposto de Renda Anual (É uma tributação <strong>exclusiva na fonte</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ficam aqui as seguintes lições: </p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Resgatar</strong> previdência privada custa caro!</li><li><strong>Não se iluda</strong> com a alíquota mínima de 10%</li><li>O dinheiro que <strong>sua empresa paga para você</strong> é seu! Não ignore-o!</li><li>Você vai <strong>parar de trabalhar</strong> um dia. Pense bem antes de resgatar.</li><li>Se você investe em previdência, o resgate <strong>não deve</strong> ser seu foco.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos posts, continuaremos a falar sobre as outras situações possíveis, para que você possa tomar suas decisões embasado em conhecimento de verdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>2ª parte</strong> você lê <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-ii/">aqui.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte II)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na publicação anterior analisamos algumas das principais motivações para a opção pelo resgate em planos de previdência privada. Nesta segunda parte, continuaremos a apresentar os impactos financeiros dessa importante decisão financeira. Dessa vez, vamos analisar como seria a tributação aplicada sobre o resgate em um plano VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre, para as [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Leão-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1637" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Leão-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Leão-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Leão-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Leão-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Leão.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na <a href="http://Vamos começar apresentando um cenário com o plano PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre  Premissas:  Saldo Acumulado R$ 1.000.000,00, sendo: R$ 700.000,00 acumulados há mais de 10 anos R$ 40.000,00 acumulados entre 8 e 10 anos R$ 50.000,00 acumulados entre 6 e 8 anos R$ 60.000,00 acumulados entre 4 e 6 anos R$ 70.000,00 acumulados entre 2 e 4 anos R$ 80.000,00 acumulado há menos de 2 anos Case 1 – Plano PGBL  Tabela Progressiva Alíquota de IR: 27,5% Parcela a deduzir: R$ 10.432,32 Nesse caso, o cálculo é simples: Aplica-se a alíquota de IR correspondente sobre o saldo e diminui-se a parcela a deduzir.  R$ 1.000.000,00 x 27,5% – 10.432,32 =  = R$ 275.000,00 – 10.432,32 = R$ 264.567,68  Sim, de uma hora pra outra você entregará nas mãos do leão, um valor bem significativo, alíquota de IR equivalente a 26,46%…  Mas, não era 15% sobre o valor resgatado?  Não, calma. Não confunda com a parcela de IR que é descontada, provisoriamente, no momento do resgate, de forma antecipada. No ano seguinte, o total devido será cobrado na sua declaração de Imposto de renda, e deverá ser pago por você. Por isso, você pagará tanto imposto!  Tabela Regressiva Alíquota decrescente (varia de 35% ao mínimo de 10%) A tributação regressiva é aplicada conforme o tempo que o dinheiro ficou acumulado no plano. No nosso exemplo, o cálculo do imposto será a soma de cada parcela, conforme a alíquota.  Observe a seguir, como se dá esse cálculo:  R$ 300.000,00 x 10% = 30.000,00 R$ 100.000,00 x 15% = 15.000,00 R$ 120.000,00 x 20% = 24.000,00 R$ 140.000,00 x 25% = 35.000,00 R$ 160.000,00 x 30% = 48.000,00 R$ 180.000,00 x 35% = 63.000,00 Total de imposto : 215.000,00 Ou seja, 21,5% de Imposto de Renda, sem possibilidade de ajuste na Declaração de Imposto de Renda Anual (É uma tributação exclusiva na fonte).">publicação anterior</a> analisamos algumas das principais motivações para a opção pelo resgate em planos de previdência privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda parte, continuaremos a apresentar os impactos financeiros dessa importante decisão financeira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa vez, vamos analisar como seria a tributação aplicada sobre o resgate em um plano <strong>VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre</strong>, para as opções de tributação <strong>progressiva</strong> e <strong>regressiva.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Premissas:</em></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Saldo Acumulado&nbsp;<strong>R$ 1.000.000,00</strong>, sendo:<ul><li><strong>R$ 700.000,00</strong>&nbsp;acumulados há&nbsp;<strong>mais de 10 anos</strong>, sendo<ul><li>500.000 (contribuições) e 200.000 (rentabilidade) </li></ul></li><li><strong>R$ 40.000,00</strong>&nbsp;acumulados&nbsp;<strong>entre</strong>&nbsp;<strong>8 e 10 anos</strong>, sendo<ul><li>20.000 (contribuições) e 20.000 (rentabilidade)</li></ul></li><li><strong>R$ 50.000,00</strong>&nbsp;acumulados&nbsp;<strong>entre 6 e 8 anos,</strong> sendo<ul><li>35.000 (contribuições) e 15.000 (rentabilidade) </li></ul></li><li><strong>R$ 60.000,00</strong>&nbsp;acumulados&nbsp;<strong>entre 4 e 6 anos</strong>, sendo<ul><li>48.000 (contribuições) e 12.000 (rentabilidade)</li></ul></li><li><strong>R$ 70.000,00</strong>&nbsp;acumulados&nbsp;<strong>entre 2 e 4 anos</strong>, sendo<ul><li>60.000 (contribuições) e 10.000 (rentabilidade)</li></ul></li><li><strong>R$ 80.000,00</strong>&nbsp;acumulado há<strong>&nbsp;menos de 2 anos</strong>, sendo<ul><li>72.000 (contribuições) e 8.000 (rentabilidade)</li></ul></li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Case 2 – Plano VGBL</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Tabela Progressiva</strong><ul><li>Alíquota de IR: 27,5%</li><li>Parcela a deduzir: R$ 10.432,32</li><li>Base de Incidência de IR: Total de Rendimentos Auferidos</li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">É neste tipo de plano que se observa uma importante diferença de tratamento tributário em relação aos planos tradicionais, incluindo o PGBL. Enquanto que em um plano PGBL o imposto é apurado sobre a <strong>totalidade do saldo</strong> a ser resgatado, em um plano VGBL, a tributação incide somente sobre a parte dos rendimentos. É por este motivo que, ao comprar um VGBL, uma pessoa não tem direito à deduzir para fins de imposto de renda, as contribuições anuais vertidas para este plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vamos à prática?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cálculo é simples: Aplica-se a alíquota de IR correspondente apenas sobre a parte do saldo que não corresponder aos aportes realizados e diminuI-se a&nbsp;<strong>parcela a deduzir</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>1º passo</em>: Definir o total de rendimentos</p>



<p class="wp-block-paragraph">200.000 + 20.000 + 15.000 + 12.000 + 10.000 + 8.000 = 265.000</p>



<p class="wp-block-paragraph">2º p<em>asso</em>: Aplicar a alíquota de IR</p>



<p class="wp-block-paragraph">R$ 265.000,00 x 27,5% – 10.432,32 = </p>



<p class="wp-block-paragraph">= 72.875,00 – 10.432,32 =&nbsp;<strong>R$ 62.442,68</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Efetuando os cálculos, (62.442,68 <strong>divididos</strong> por 1.000.000) chegamos à uma alíquota de IR de&nbsp;aproximadamente <strong>6,24%</strong> sobre o total resgatado<strong>Tabela Regressiva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alíquota decrescente (varia de 35% ao mínimo de 10%)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tributação regressiva é aplicada conforme o tempo que o dinheiro ficou acumulado no plano. No nosso exemplo, o cálculo do imposto será a soma de cada parcela, conforme a alíquota, <strong>porém</strong>, aplicado <strong>somente sobre o rendimento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observe a seguir, como se dá esse cálculo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>R$ 200.000,00</strong>&nbsp;x 10% = 20.000,00</li><li><strong>R$   20.000,00</strong>&nbsp;x 15% =   3.000,00</li><li><strong>R$   15.000,00</strong>&nbsp;x 20% =   3.000,00</li><li><strong>R$   12.000,00</strong>&nbsp;x 25% =   3.000,00</li><li><strong>R$   10.000,00</strong>&nbsp;x 30% =   3.000,00</li><li><strong>R$     8.000,00</strong>&nbsp;x 35% =   2.800,00</li><li><strong>Total de imposto :      34.800,00</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja,&nbsp;<strong>3,48%&nbsp;</strong>de&nbsp;<strong>Imposto de Renda</strong>, sobre o <strong>total resgatado</strong>, sem possibilidade de ajuste na Declaração de Imposto de Renda Anual (É uma tributação&nbsp;<strong>exclusiva na fonte</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se comparado aos resultados obtidos na Parte I desta publicação (veja link <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">aqui</a>), o imposto a pagar é muito menor. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entretanto</strong>,<strong> </strong>faz-se necessário lembrar que existem benefícios fiscais oferecidos em planos PGBL que não são oferecidos em planos VBGL (possibilidade de dedução das contribuições até o limite de <strong>12% da renda bruta anual</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, são tipos de planos voltados para diferentes perfis de pessoas. Mas, isso é assunto para outro post, combinado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-iii/">próximo post</a>, vamos começar a responder algumas reflexões que decorrem dos números acima. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou e desejar fazer um comentário, fique à vontade. </p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-ii/">Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte II)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte III)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 15:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
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		<category><![CDATA[Resgates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade às publicações que estamos fazendo sobre resgate em planos previdenciários, vamos agora abordar os planos de previdência privada oferecidos pelas EFPCs &#8211; Entidades Fechadas de Previdência Complementar, os conhecidos &#8220;Fundos de Pensão&#8221;, como por exemplo a PREVI (Banco do Brasil), PETROS (Petrobrás), FUNCEF (Caixa Econômica Federal), entre tantos outros. Também conhecidas com &#8220;Fundações&#8221;, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-iii/">Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte III)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="692" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-1024x692.jpg" alt="" class="wp-image-1647" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-1024x692.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-300x203.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-768x519.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-1536x1038.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-2048x1384.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dando continuidade às publicações que estamos fazendo sobre resgate em planos previdenciários, vamos agora abordar os planos de previdência privada oferecidos pelas EFPCs &#8211; Entidades Fechadas de Previdência Complementar, os conhecidos &#8220;Fundos de Pensão&#8221;, como por exemplo a PREVI (Banco do Brasil), PETROS (Petrobrás), FUNCEF (Caixa Econômica Federal), entre tantos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecidas com &#8220;Fundações&#8221;, as citadas entidades administram os seguintes planos de previdência:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Benefício Definido <strong>(BD)</strong></li><li>Contribuição Definida <strong>(CD)</strong></li><li>Contribuição Variável <strong>(CV)</strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os planos BDs são os planos em que os benefícios, em linhas gerais, são previamente conhecidos quando o participante se inscreve (por exemplo: a média dos últimos 36 salários antes da aposentadoria), <strong>subtraindo-se</strong>, a parcela referente ao valor do benefício da Previdência Social (INSS). Trata-se de um benefício complementar, visando oferecer ao futuro aposentado uma renda compatível com os últimos salários de sua carreira profissional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">São benefícios de caráter <strong>vitalício</strong>. A característica principal destes planos é o <strong>mutualismo,</strong> ou seja, os saldos não são individualizados e &#8220;pertencem ao grupo como um todo&#8221;, mesmo princípio adotados em seguros. O total de recursos financeiros do plano visa dar cobertura aos valores de benefícios a serem pagos aos participantes e seus beneficiários, enquanto forem vivos. Logo, há risco de déficits, geralmente identificados quando os investimentos não renderem o suficiente, ou mesmo, quando a expectativa de vida da massa de participantes se mostra superior à estimada pela Entidade, com o passar dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aquela velha máxima, se viverá por mais tempo, precisa haver mais dinheiro. Ou ainda, sob o ponto de vista dos investimentos, &#8220;todos os cálculos e projeções estão baseados em expectativas de retorno que, caso não sejam atingidas, vão comprometer os compromissos assumidos pelo plano com seus participantes. A questão é saber o tamanho da diferença e o que isso representa em termos de prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os planos CDs são muito parecidos aos planos PGBL, pois são planos em que o benefício de aposentadoria só será conhecido ao final do período de contribuição, tomando por base o <strong>saldo acumulado</strong> até então. Ou seja, quanto <em>maior </em>o saldo, <em>maior</em> a renda. Quanto <em>maior</em> o prazo de recebimento do benefício, <em>menor</em> a renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As formas de recebimento de benefício são variadas, tais como o recebimento por um <strong>prazo definido</strong> ( por exemplo: 10 anos, 15 anos, 30 anos), ou em % do saldo acumulado, ou mesmo em cotas. Depende de plano pra plano. Não há riscos de déficit neste tipo de plano, pois o benefício é sempre calculado e reajustado com base no saldo existente no momento do &#8220;recálculo&#8221; do benefício. Não asseguram nem a inflação, mas, por outro lado, repassam a rentabilidade obtida (está aí uma diferença significativa para quem não entende de previdência privada)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os planos CVs, são um <strong>misto</strong> entre planos BDs e CDs, pois durante a fase de acumulação eles se assemelham a um plano CD, porém, na fase de <strong>recebimento</strong> dos benefícios, se assemelham a um plano BD, com <strong>caráter vitalício</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos planos BDs, a única tributação é a tabela progressiva, com alíquotas que podem atingir 27,5% da renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, <strong>PRESTE MUITA ATENÇÃO: </strong>pensar em resgate de contribuições em um plano de <strong>benefício definido</strong> é, sem dúvidas, a <em><span style="text-decoration: underline;">pior decisão financeira</span></em> a ser tomada por um participante. O motivo? O participante, em geral, só tem direito a resgatar as suas contribuições efetuadas no plano, deixando &#8220;para trás&#8221;, <strong>além</strong> das contribuições mensais do seu empregador, <strong>toda a rentabilidade</strong> obtida no período, fazendo jus a tão somente a atualização das contribuições por um índice, baseado na inflação do período. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É a chamada <strong>Reserva de Poupança.</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Visto que esta condição é <strong>extremamente desfavorável</strong>, torna-se portanto desnecessário estimar qual o tamanho da perda financeira que uma decisão como essas pode trazer para quem deseja resgatar. Basta lembrar que o IR ainda incidirá em 27,5%, ao final. A pergunta que fica é&#8230; &#8220;vai sobrar alguma coisa&#8221;?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pois então, vamos analisar os resgates dos planos CDs e CVs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>1° lugar</strong>, considere que cada plano pode possuir uma regra distinta quanto ao direito do participante em resgatar a parte referente à contribuição patronal (da sua empresa). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação às próprias contribuições, é sempre a totalidade das mesmas, acrescidas da rentabilidade, sendo descontadas apenas as taxas de carregamento e administração, se previstas no regulamento do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>2º lugar</strong>, mas não menos importante, é prevista a opção entre os regimes de tributação progressiva e regressiva, da mesma forma que já explicamos <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">aqui</a>, sobre os planos PGBLs. Quanto ao cálculo do imposto, procede-se da mesma forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendamos a leitura desta publicação para entender o efeito prático, ou seja, como pode ser relevante o valor que uma pessoa simplesmente &#8220;deixa na mesa&#8221;, ao pedir o resgate da sua previdência privada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No próximo post, abordaremos os planos de previdência privada, corporativos, chamados <strong>averbados</strong> ou <strong>instituídos</strong>, administrados por <strong>Entidades Abertas de Previdência Complementar</strong>, as EAPCs, e veremos que se assemelham bastante ao que já abordamos nessas três primeiras publicações. Veremos que algumas regras de resgate tem algumas carências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não perca. Caso deseje fazer algum comentário ou tirar alguma dúvida, teremos prazer em responder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>



<p class="wp-block-paragraph">  </p>
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		<title>Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte IV)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2020 01:01:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[PGBL]]></category>
		<category><![CDATA[Planos Averbados]]></category>
		<category><![CDATA[Resgates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta 4ª parte do assunto &#8220;resgate em previdência privada&#8221;, vamos falar sobre os planos oferecidos por EAPCs &#8211; Entidades Abertas de Previdência Complementar, voltados para pessoas jurídicas que desejam oferecer planos de benefícios de aposentadoria para seus colaboradores. Existem dois tipos de planos: os Averbados e os Instituídos. Embora sejam planos de previdência, a grande [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="488" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/resgate-previdencia-1024x488.jpg" alt="" class="wp-image-1654" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/resgate-previdencia-1024x488.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/resgate-previdencia-300x143.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/resgate-previdencia-768x366.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/resgate-previdencia-1536x732.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/resgate-previdencia-2048x975.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta 4ª parte do assunto &#8220;resgate em previdência privada&#8221;, vamos falar sobre os planos oferecidos por EAPCs &#8211; <strong>Entidades Abertas de Previdência Complementar</strong>, voltados para <strong>pessoas jurídicas</strong> que desejam oferecer planos de benefícios de aposentadoria para seus colaboradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem dois tipos de planos: os <strong>Averbados</strong> e os <strong>Instituídos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora sejam planos de previdência, a grande diferença é que os <strong>Instituídos</strong> são planos em que a empresa que contrata a entidade aberta ou seguradora, ou seja, a empregadora, realiza contribuições para a aposentadoria dos seus empregados/colaboradores, tornando o caminho da aposentadoria <em>um pouco mais fácil</em>, afinal, parte desta caminhada será incentivada financeiramente, ou seja, patrocinada pela empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal benefício é estratégia do RH das empresas que buscam, mediante oferta de benefícios diferenciados, promover a retenção de seus melhores talentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa determina a contribuição que ela irá realizar mensalmente para seu empregado/colaborador. Pode ser um <em>% do salário</em>, pode ser um <em>% escalonado</em> do salário (por exemplo: até R$ 2.000,00 ela contribuirá com 2%. Entre R$ 2.000,01 e R$ 5.000,00, será 5% e a partir desse valor 8%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente, a empresa define as condições, podendo ou não exigir que o empregado contribua para o plano e vinculando sua contribuição patronal em função da realizada pelo empregado/colaborador. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs: </strong>A empresa define uma regra de <em>vesting</em>, que corresponde as condições que o valor que a empresa contribuiu para seu empregado será disponibilizada ao mesmo, seja por resgate ou transferência, via portabilidade, para outro plano de previdência, caso decida mudar de emprego no futuro. E, uma vez que essas regras podem influenciar diretamente no valor disponível ao participante, <em>é fundamental estar atento para essas regras,<strong> antes de realizar sua opção por um resgate,</strong> tema de nossa publicação.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você deseja uma definição mais técnica, veja esta definição disponível no material da PRACTA, preparatório para planejadores financeiros CFP:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Vesting</em> é o conjunto de cláusulas que o participante, tendo expresso e prévio conhecimento, é obrigado a cumprir para que lhe possam ser oferecidos e postos à sua disposição os recursos da provisão decorrente das contribuições paga pela instituidora. Envolvem condições como mínimo de idade, anos de serviço ou de vinculação ao plano e podem não dar direito à totalidade das contribuições da patrocinadora ou instituidora. As cláusulas variam de plano para plano.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como o intuito deste portal não é apresentar definições formalmente corretas que possam não ser tão didáticas, optamos sempre por buscar trazer ao nosso leitor o máximo de conhecimento possível. Assim, resumidamente, podemos dizer que as regras de <em>vesting</em> são parte <strong>fundamental</strong> em um plano corporativo patrocinado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os planos <strong>Averbados</strong> são aqueles planos empresariais em que a empresa não efetua contribuições, mas, estão acessíveis aos seus empregados. E, qual seria a vantagem para eles, uma vez que não existe a contribuição patronal? Por serem planos corporativos, é comum que sejam negociadas cláusulas de taxas de administração e carregamento mais vantajosas do que os planos oferecidos para pessoa física. Podem também ser oferecidos fundos de investimentos que só seriam acessíveis à pessoas físicas que pudessem começar com um valor elevado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto os planos averbados e instituídos atualmente oferecidos no mercado estão compreendidos entre planos PGBL e VGBL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, em termos de tributação, as regras são as mesmas já explicadas nas publicações <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">Parte I</a> e <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-ii/">Parte II</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma diferença bastante significativa entre as regras de resgate das Entidades <strong>Abertas</strong> para as Entidades <strong>Fechadas</strong> é que no caso das abertas, o resgate da não se dá de uma única vez. Para as contribuições realizadas pela empresa no ano calendário, as mesmas só estarão disponíveis depois de cumprido 1 (um) ano calendário entre o ano em que foi realizada a última contribuição e o ano do efetivo recebimento do valor de resgate. Como parece confuso, vamos dar um exemplo. Já as contribuições individuais precisam de uma carência de 60 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplificando:</strong> O participante contribuiu por 6 anos para seu plano de previdência instituído, entre 2013 e 2019. Ao solicitar o resgate em 2019, estarão disponíveis os valores que tenham sido vertidos até 2017. Os valores de 2018 somente serão disponibilizados em 2020 e os de 2019, a partir de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não tenhamos feito cálculos nesta publicação, a mensagem principal que estamos passando é que <strong>regras de <em>vesting</em></strong> são extremamente importantes para tomada de decisão de resgate. Se houver um plano que esteja condicionando o valor que o participante pode resgatar em função do tempo de vínculo ao plano, efetivamente contribuído, poderá implicar em uma importante decisão financeira, a de manter as contribuições, visando receber 100% da parte patronal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, tudo uma questão de <strong>MUITA</strong> análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ficou alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No próximo post, faremos uma análise sobre o <strong>produto previdência privada</strong>, analisando as vantagens fiscais, tanto para as pessoas físicas como pessoas jurídicas e demonstrar, com fatos, porque é vantajoso para ambos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fique ligado no nosso portal. Até a próxima publicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
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		<title>Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte V)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2020 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
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		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Resgates]]></category>
		<category><![CDATA[Retenção de Talentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que já falamos sobre todas as diferentes modalidades de planos previdenciários existentes, está na hora de mostrar a importância da previdência privada na vida das pessoas e também (por que não?), na vida das empresas. Quando o RH de uma empresa oferece um plano de previdência para seus empregados, o que está por trás [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1657" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-1024x1024.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-300x300.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-150x150.jpg 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-768x768.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-1536x1536.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/win-win-2048x2048.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que já falamos sobre todas as diferentes modalidades de planos previdenciários existentes, está na hora de mostrar a importância da previdência privada na vida das pessoas e também (por que não?), na vida das empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o RH de uma empresa oferece um plano de previdência para seus empregados, o que está por trás é um pouco além do que talvez consigamos imaginar a princípio, que é criar uma condição diferenciada de remuneração ao seu colaborador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um plano de previdência privada não se trata de um luxo, privilégio de empresas multinacionais ou de grande porte. Muito pelo contrário, esse tipo de investimento pode vir a trazer mais benefícios do que despesas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, existem diversas motivações e seguramente, não conseguirei esgotar cada uma delas a partir de agora:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Política poderosa de RH de <strong>retenção de talentos</strong> &#8211; sabemos que os melhores profissionais do mercado, vão se tornando ainda mais valiosos à medida que o tempo passa e vão almejando melhores posições em suas carreiras. No entanto, existem alguns <em>trade-offs </em>que dificultam sua decisão:<ul><li>deixar para trás uma história em uma empresa, seu legado;</li><li>de repente largar um projeto importante sem vê-lo concluído, ou seja, &#8220;no meio do caminho&#8221;, para continuar sua caminhada, <em>em outra empresa</em>;</li></ul><ul><li>sair da sua zona de conforto;</li><li>os benefícios da empresa (plano de saúde, carro da empresa, PLR, horário flexível, <strong>previdência privada</strong>, entre tantos outros.</li></ul></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas empresas definem condições específicas em seus planos de previdência, visando &#8220;dificultar&#8221; que boa parte do que ela tenha investido em seu profissional, na previdência privada, seja liberada ao mesmo em caso de demissão. São as conhecidas regras de <em>vesting</em>, conforme você já leu na <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-iv/">parte IV</a>.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Benefícios fiscais</strong> &#8211; o valor pago ao empregado em forma de benefício de previdência privada <strong>pode custar até 60% menos</strong> do que se fosse pago na forma de salário.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Aumento de produtividade</strong> &#8211; uma vez que a segurança financeira do empregado é percebida, o fator motivação entra em ação, fazendo com que tal profissional se sinta valorizado e torne-se mais engajado nos projetos da empresa.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa realizada em 2017 pela Aon mostrou que <strong>96%</strong> dos funcionários optavam pelo benefício de previdência privada oferecido pela empresa, sendo que <strong>80%</strong> das empresas contribuíam com valor igual ao empregado para o plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Importante:</strong> Empresas optantes pelo <strong>Lucro Presumido</strong> <em>não tem direito</em> aos benefícios fiscais, ou seja, elas necessitam fazer a opção pelo <strong>Lucro Real</strong> e seus gastos sejam classificados como <em>despesas operacionais.</em></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Ausência de encargos trabalhistas</strong> &#8211; a empresa não tem a obrigação de recolher encargos trabalhistas sobre as contribuições previdenciárias no plano corporativo porque <em>não são considerados como salário.</em></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Abatimento da CSLL </strong>(Contribuição social sobre o Lucro Líquido) &#8211; as contribuições feitas pela empresa ao plano de previdência corporativo que excederem o teto da dedução do Imposto de Renda podem abater parte da base de cálculo da CSLL.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas, como se dá tal economia para a empresa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como já mencionado acima, conceder em forma de benefício ao invés de salário representa para a empresa uma economia de até 60%. Por exemplo. cada R$ 1.000,00 pagos sob a forma de salário representam em torno de R$ 1.700,00 enquanto que em forma de previdência privada, tais valores seriam equivalentes a R$ 660,00.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se confirmada a pesquisa feita pela Aon, uma contribuição em torno de <strong>5%</strong> do salário sendo feita para algo em torno de <strong>80%</strong> dos empregados que aderem ao plano, terá uma oneração na folha de <strong>2,5%</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs: </strong>Planos VGBL não permitem as vantagens fiscais acima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E pode ficar ainda melhor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se uma empresa montar uma política de salários com essa filosofia, poderá concentrar maior parte dos recursos disponíveis para os empregados com maiores salários e com mais idade, pois estes não tem um histórico de rotatividade elevada, se comparados aos mais jovens que estão em outra fase profissional, em que fazem com maior frequencia novas descobertas e se lançam aos mais diversos desafios profissionais, sem antes criar uma identidade com seu empregador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os colaboradores à medida que se tornam mais maduros, percebem o impacto de um pacote de benefícios que contenha um incentivo para a previdência e possuem uma visão mais crítica, o que justifica inclusive a necessidade de acumular o máximo possível para poder criar condições de aposentadoria em um futuro já não tão distante (<strong>o que representa inclusive uma justificativa para haver uma maior contribuição da empresa</strong>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sejam em planos corporativos <strong>PGBL / VGBL</strong> / <strong>CD / CV</strong> , as regras de resgate precisam ser muito bem definidas, pois tais valores não resgatáveis podem vir a se tornar importante recurso financeiro para a empresa, trazendo novo fôlego ao negócio e ainda compensando despesas com o benefício. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Minha recomendação </strong>é permitir o resgate de 100% dos valores aportados pela empresa a partir de 15 anos, sendo que hoje a prática de mercado acontece em média após 8 anos. Considero 15 anos o ideal, pois seria um tempo já considerável de permanência e dedicação do colaborador à instituição e permite è empresa elaborar projetos de longo prazo para seus principais profissionais. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Adicionalmente,</em> quanto menor o prazo exigido para a &#8220;liberação&#8221; de 100% da parte relativa às contribuições da empresa, menor a força do programa de retenção de talentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ciente da possibilidade de definir as regras do plano para retirada de valores, o RH, tem em mãos uma grande oportunidade para montar uma política de retenção de talentos efetiva, como por exemplo, atribuir percentuais maiores para resgate em casos de demissão e percentuais menores em caso de pedido de demissão feitos pelos empregados, desde que tudo esteja <strong>previsto de forma clara</strong> no contrato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Planos de previdência</strong> não são apenas benefícios para pessoas físicas. As empresas estão sim muito interessadas neste benefício, pois esta é uma ferramenta poderosa de <strong>retenção de talentos</strong>, que quando bem aproveitada, favorece não apenas os empregados, mas a própria empresa que motiva seus funcionários, consegue manter seus bons profissionais engajados e identificados com os seus valores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Optar pelo resgate em previdência privada pode vir a <strong>frustrar os planos</strong> das pessoas. Imposto de renda, regras de resgate permitidas pelo plano, e principalmente, a <strong>desistência</strong> de um planejamento para o futuro são fatores que devem ser levados em consideração antes de uma tomada de decisão irreversível.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">No próximo e último post sobre resgates em previdência privada, vamos fazer uma análise conclusiva sobre esta opção.</p>



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