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	<title>Arquivos EFPC - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos EFPC - Multixplique</title>
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		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 3 &#8211; Quanto custa NÃO consultar um especialista?</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 23:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa. Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à previdência privada, [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-2163" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa.</p>



<p>Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à <strong>previdência privada</strong>, torna-se às vezes ainda mais complexo. Há alguns anos era comum haver situações em que participantes de planos de previdência se deparavam com a necessidade de tomar decisões a respeito dos planos administrados pelas Entidades de Previdência Complementar. Deveriam ficar no plano que estavam inscritas ou deveriam mudar para um novo plano?</p>



<p>Na maioria das vezes, essa mudança se justificava por:</p>



<p>(1) Solicitação do Patrocinador ou grupo de Patrocinadores;</p>



<p>(2) Interesse da própria Entidade;</p>



<p>(3) Reivindicação da associação de participantes.</p>



<p>Nesse post, vamos contextualizar uma migração de plano de benefício definido para contribuição definida / contribuição variável.  Como dito anteriormente, essa era uma tendência do final da década de 90 e com mais intensidade nos primeiros anos deste século nos fundos de pensões.</p>



<p>Antes de começarmos a abordar esse polêmico assunto, é importante que se registre que a opção de permanecer no plano ou migrar para o plano novo <strong>não pode ser generalizada.</strong> Não existe receita de bolo!</p>



<p>É justamente <strong>a generalização</strong>, a <strong>busca por uma padronização</strong> ou <strong>simplificação</strong> da tomada de decisão que é na maioria dos casos <strong>a grande responsável</strong> por uma decisão financeira <strong>equivocada</strong> e futuro <strong>arrependimento</strong>.</p>



<p>Um primeiro ponto que deve ser observado é que uma EFPC &#8211; Entidade Fechada de Previdência Complementar é uma entidade <strong>sem fins lucrativos</strong>.<strong> </strong>Portanto, é natural presumir a isenção da mesma quanto a qualquer tipo de pressão para forçar algum tipo de movimento por parte dos participantes, seja para que permanecessem no plano que estavam inscritos ou que viessem a fazer a referida migração. Ou seja, a opção por migrar ou não migrar não representaria uma vantagem financeira para a EFPC, de forma que o grande objetivo seria sempre fornecer todas as informações possíveis para a tomada de decisão do participante.</p>



<p>Particularmente, tive a experiência de vivenciar por pouco mais de 3 anos, em uma EFPC, uma intensa campanha de esclarecimentos aos participantes sobre as opções de migração.</p>



<p><strong>As dificuldades</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Desconfiança</strong> &#8211; naturalmente, na grande maioria das vezes os participantes perguntavam o que poderia estar &#8220;nas entrelinhas&#8221; da proposta de migração. Era um regulamento totalmente novo, inovador até em relação ao plano antigo. Por que motivos ofereceriam a ele, participante, um plano cheio de vantagens aparentes? Questionavam inclusive os <strong>incentivos à migração</strong> (maior percentual de resgate das contribuições por parte da Patrocinadora, valores de pecúlios com valor mínimo garantido, regras de % de resgate maiores etc). Na verdade, nada mais eram do que direitos exclusivos para quem aderisse ao plano e que posteriormente ao fechamento do prazo de migração, não seriam oferecidos para as novas inscrições futuras.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Diferenças entre os planos &#8211; </strong>sabemos que Plano BD e Plano CD / CV possuem características muito diferentes e por isso, demandavam um tempo razoável para que os participantes pudessem perceber as diferenças e poder avaliar o que o &#8220;novo plano&#8221; poderia oferecer, em detrimento do &#8220;plano antigo&#8221;. Quais eram os ganhos, quais eram as perdas? O <strong>grande problema</strong> era que <strong>havia muitas diferenças</strong>. E para piorar um pouco, havia um total desconhecimento do plano BD. Então, para explicar o plano novo, era preciso <strong>explicar primeiro</strong> o plano de origem, o antigo. Enquanto um plano exigia que o participante estivesse aposentado pelo INSS e oferecia apenas a opção de uma renda vitalícia, com um percentual de pensão de 70% somente para os dependentes do INSS, o plano novo oferecia como opções e principais atrativos, além da independência da carta de concessão do INSS, benefício de renda por prazo certo, renda por prazo vitalício com prazo mínimo garantido e 100% de pensão para qualquer pessoa física escolhida pelo participante, com ou sem nenhum parentesco.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Rentabilidade e contribuições</strong> &#8211; enquanto a rentabilidade obtida em um plano BD (acima ou abaixo da meta atuarial) impacta o equilíbrio do plano, a rentabilidade em um plano CD impacta diretamente o valor do saldo e do benefício futuro do participante. Some-se a esta questão o fato dos valores de contribuição que eram propostos nos dois planos <strong>serem diferentes</strong>. Nos planos que trabalhei, na maioria dos casos, ao migrar, o participante tinha uma redução no valor pago mensalmente (e não necessariamente teria um valor de benefício menor). Como conseguir justificar que para comparar benefícios, os valores a contribuir não poderiam diferentes? E mesmo assim, eram benefícios pagos de forma diferente. Um era estritamente vitalício e o outro poderia ser por prazo certo ou com prazo mínimo garantido, transformando-se em vitalício depois (e com % de pensão diferente!!!). A tarefa era árdua. Permitir comparações sobre produtos bem distintos para uma tomada de decisão irrevogável e irretratável.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Divergência de conceitos</strong> &#8211; Enquanto uma maior rentabilidade em um plano CD implica em um acréscimo na projeção do benefício (pois quanto maior o saldo, maior a renda), no plano BD não existe a mensuração individual do patrimônio. O conceito deste último é o da <strong>Reserva Matemática</strong>, que corresponde ao montante necessário, calculado a valor presente, para garantir o benefício futuro do participante. O valor da renda complementar de aposentadorai, que normalmente se trata de uma complementação ao benefício previsto pela Previdência Social é determinado em função de uma regra totalmente desvinculada do patrimônio do plano, por exemplo, a média dos 36 últimos salários recebidos pelo participante ou por exemplo 80% dos últimos 12 salários </li></ul>



<p>Era nesse momento que a confusão de instaurava. Os participantes não se conformavam que suas reservas matemáticas não eram similares a de outros colegas &#8220;do mesmo setor&#8221;. Porém, ignoravam que aqueles colegas eram mais velhos, com mais tempo de contribuição e menos tempo para a aposentadoria.</p>



<p><strong>Esse é o problema da falta da educação previdenciária!</strong></p>



<p>E o que mais se viu foram tomadas de decisões influenciadas por líderes dentro das Patrocinadoras. Era comum ouvir dos participantes &#8220;eu vim fazer a migração por benefício saldado porque assim fez meu gerente e ele não faria para ele algo que não fosse o melhor&#8221;. Ou ainda: &#8220;<em>no meu setor todos migraram CD Puro&#8221;.</em> </p>



<p>O que muitas dessas pessoas fizeram foi seguir os passos de outros que não necessariamente estavam preparados para tomar aquela decisão.</p>



<p><strong>Onde queremos chegar então?</strong></p>



<p>Toda essa introdução foi para evidenciar que o conhecido <em>&#8220;efeito manada&#8221;</em>, estudado em finanças comportamentais, foi muitas vezes facilmente identificado no comportamento dos participantes. É quando se toma uma decisão baseada no que outros estão fazendo, sem avaliaçao se tal ação faz sentido aos seus objetivos. </p>



<p>Em momentos como esses, profissionais especializados, planejadores financeiros poderiam dar todo o suporte ao participante. Embora houvesse profissionais capacitados para apoiar os participantes nas tomadas de decisões, dentro da fundação, munir-se o máximo possível de informações seria o aconselhável para cada participante. Os planejadores financeiros poderiam ajudar as pessoas a entender seus momentos e apresentar pontos a serem levados em consideração que possivelmente não teriam sido até ali sequer lembrados.</p>



<p><strong>Conclusão</strong></p>



<p>Pessoas inseguras decidiram suas vidas de forma às vezes apressada, nervosa, vezes pressionadas por colegas de trabalho que já tinham definido suas opções e pressionados por si mesmas, uma vez que gostariam de se ver livres daquela situação. </p>



<p>Ninguém tem o hábito de pensar no futuro. Deixam para pensar quando ele já é um presente.</p>



<p>Na maioria dos casos, essas pessoas indecisas, se lhes fosse oferecida consultoria particular remunerada, recusariam contratar um profissional para auxiliar, mesmo que custasse apenas R$ 1.500, por exemplo. Simplesmente por acreditarem que seria um valor &#8220;elevado&#8221; para uma tomada de decisão que todos à sua volta estavam tomando, todos os dias.</p>



<p><strong>Decisões equivocadas</strong> foram tomadas. Algumas irreversíveis. As consequencias em termos de valores podem facilmente hoje representar 5 ou 6 dígitos.</p>



<p>Se fosse possível perguntar a cada participante que tomou sua decisão financeira equivocada uma única pergunta, certamente ela poderia ser: </p>



<p><strong>&#8220;Quantos custou essa &#8220;economia&#8221;?</strong></p>



<p>Obviamente que mesmo sendo aconselhados, não haveria garantia de sucesso, 10 ou 15 anos depois. Isso porque existem variáveis imprevisíveis, como por exemplo promoções salariais, permanência ou não na empresa, entre outras. Porém, a decisão deve ser pautada cm base em critérios claros, racionais e bem fundamentados.</p>



<p>Para decisões financeiras de longo prazo, procure um especialista. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo.png" alt="" class="wp-image-2168" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Moeda-3-sem-fundo-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p>Se você deseja ler a 4 parte desta série, você consegue <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-4-quando-a-racionalidade-fica-de-fora-e-o-bom-senso-e-a-intuicao-nao-ajudam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessar clicando aqui</a></p>



<p>Procure a <strong>Multixplique</strong></p>



<p> </p>



<p> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dá pra resgatar saldo de contribuições patronais na Previdência Privada Fechada?</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/da-pra-resgatar-saldo-de-contribuicoes-patronais-na-previdencia-privada-fechada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
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		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Normalmente um dos primeiros questionamentos que um empregado faz quando se desliga de uma empresa é sobre as regras para resgate dos valores aportados pela sua empresa na Previdência Privada. Sendo direto ao ponto, a resposta é SIM. É possível resgatar a parte da empresa. Já publicamos aqui no site sobre a opção do resgate, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Normalmente um dos primeiros questionamentos que um empregado faz quando se desliga de uma empresa é sobre as regras para resgate dos valores aportados pela sua empresa na Previdência Privada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2174" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/caixa-eletronico-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Sendo direto ao ponto, a resposta é <strong>SIM</strong>. <strong>É possível </strong>resgatar a parte da empresa.</p>



<p>Já publicamos aqui no site sobre a opção do resgate, bem como a portabilidade. Mais abaixo colocaremos o link da série sobre portabilidade para quem quiser aprofundar os seus conhecimentos. Neste momento, não vamos fazer nenhum juízo de valor quanto à opção de resgatar ou não resgatar. Se você desejar saber mais sobre essa questão, sugerimos a leitura dessa publicação <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, da série <strong>&#8220;Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta?&#8221;.</strong></p>



<p>Sabe-se que existem algumas regras que de certa forma tornam &#8220;mais difícil&#8221; o resgate da parte patronal (a parte relativa ao participante não pode haver nenhuma restrição). Por vezes pode ser o próprio regulamento do plano que não prevê o resgate integral, visto que esta é uma regra determinada pelo Patrocinador, que procura estimular a maior permanência de seu empregado na empresa. Determinar o quanto ele pode sacar é uma prerrogativa da empresa, uma vez que o dinheiro é dela&#8230;</p>



<p><strong>Mas resgatar direto o valor do plano não é a única opção possível&#8230;</strong> </p>



<p>Digamos que haja a solicitação de portabilidade para outro plano, cujo direito seja o de transferir 100% dos valores depositados pela empresa. Nesse caso, a intenção clara do participante é &#8220;driblar&#8221; o impedimento de resgate imediato e portar para uma Entidade Aberta.</p>



<p>É o caso, por exemplo, dos planos PGBL e VBGL, cuja legislação atual determina <strong>um prazo mínimo</strong> em que o resgate, uma vez feita a portabilidade, é permitido que seja feito, o que acaba configurando um recebimento de benefício.</p>



<p>Note bem: não é um prazo para solicitar o resgate (não é uma carência), mas sim um prazo em que o resgate pode ser pago.</p>



<p>Citamos o texto da legislação vigente, onde essa questão fica um pouco mais clara. Os recursos portados para Entidade Aberta de Previdência Complementar (EAPC) ou mesmo, uma Seguradora, devem seguir à regra descrita no <strong>§4º do art. 14</strong> da Lei Complementar nº 109, a <strong>LC 109/2001</strong>:</p>



<p>“<em>§ 4º O instituto de que trata o inciso II deste artigo [portabilidade], quando efetuado para entidade aberta, somente será admitido quando a integralidade dos recursos financeiros correspondentes ao direito acumulado do participante for utilizada para a contratação de renda mensal vitalícia ou por prazo determinado, cujo prazo mínimo não poderá ser inferior ao período em que a respectiva reserva foi constituída, limitado ao mínimo de quinze anos, observadas as normas estabelecidas pelo órgão regulador e fiscalizador</em>.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2170 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/much-money-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:22px">Assim, na melhor das hipóteses, o prazo de resgate terá uma duração <strong>mínima de 15 anos</strong>, o que perde completamente a finalidade que era &#8220;<em>colocar a mão&#8221; na grana de uma vez</em>.</p>
</div></div>



<p><strong>Existe alternativa para receber o dinheiro em menor tempo?</strong></p>



<p><strong>Sim. Existe</strong>. Mas não será em um plano PGBL ou VGBL. Nem em nenhuma seguradora ou EAPC. Aliás, se for VGBL seu plano&#8230; esqueça&#8230; não tem jeito. </p>



<p>Mas se for um <strong>PGBL / PLANO CD / PLANO CV / PLANO BD</strong> &#8230;</p>



<p>Para os planos instituídos, existe uma brecha na legislação, pois está previsto no <strong>§4º do art. 23</strong> da <strong>Resolução CGPC nº6</strong>. Mais especificamente a Resolução <strong>CNPC nº 23/2015</strong> alterou a CGPC nº 6, dando a seguinte redação:</p>



<p>“<em>§ 4º O regulamento de plano de benefícios instituído por instituidor deverá facultar, a qualquer tempo, ao participante o resgate das seguintes parcelas do seu saldo de conta, a ser exercido durante a fase contributiva e sem a obrigatoriedade de seu desligamento do plano de benefícios:</em><br><em>I &#8211; valores oriundos de portabilidade de recursos que tenham sido constituídos em entidades abertas ou entidades fechadas;</em><br><em>II &#8211; os valores que não sejam oriundos das contribuições normais vertidas pelo participante, tais como as contribuições e aportes esporádicos, eventuais e extraordinários.</em>”</p>



<p>Ou seja, o participante faz uma portabilidade para um Plano Instituído e a partir do momento que os valores estão disponíveis no plano novo, o caminho para o resgate está livre.</p>



<p>Para se aprofundar mais sobre essa possibilidade e conhecer outras alternativas, você pode ler nossa publicação sobre Portabilidade seguida de resgate clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>Se você gostou dessa publicação ou deseja um pouco mais de aprofundamento ou se ainda tem alguma dúvida, deixe nos comentários. Teremos prazer em esclarecer.</p>



<p>#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte I</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2021 16:26:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a esmola é demais, até o santo desconfia. A reforma da Previdência aprovada em 12.Nov.2019 pelo Congresso Nacional trouxe algumas novas realidades para nós brasileiros. Talvez a mais importante, por mais paradoxo que possa parecer, ela mostra que o caminho para uma aposentadoria tranquila não é o INSS. Em outras palavras, cada um deve [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1976" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/time-for-a-change-4499734-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Quando a esmola é demais, até o santo desconfia.</p>



<p>A reforma da Previdência aprovada em 12.Nov.2019 pelo Congresso Nacional trouxe algumas novas realidades para nós brasileiros. Talvez a mais importante, por mais paradoxo que possa parecer, ela mostra que o caminho para uma aposentadoria tranquila <strong>não é o INSS</strong>. Em outras palavras, cada um deve ter um &#8220;plano B&#8221; quando o assunto é aposentadoria, algo que, querendo ou não, <strong>vai acontecer para todos</strong>. Pelo menos para quem espera estar vivo até lá&#8230;</p>



<p>A questão é saber se quando chegar o momento, <strong>estaremos preparados</strong> financeiramente. Principalmente porque em muitos dos casos, o mercado de trabalho pode estar bem mais restrito em número de vagas e pode ser que seja preciso ter uma renda ANTES da prevista na Reforma&#8230; A geração que já está há algum tempo no mercado já tinha em sua mente trabalhar pelo menos até 55 anos. Só que essa previsão já foi por água abaixo, há muito tempo. Primeiro no mundo todo, e finalmente aqui. Não há como ser diferente&#8230;</p>



<p>Será que vai ter cadeira pra todo mundo? Basta observar nas empresas hoje quantas pessoas com mais de 60 anos estão trabalhando e quantas ainda tem previsão de ficar até os 65 anos. Em termos de qualificação profissional, pode ter certeza que a experiência conta, porém, em muitos casos, as vagas não exijam assim tanta experiência, e muitas delas podem exigir um pouco mais de vigor físico, inclusive. E se houver uma saída da empresa antes de atingir as condições para a aposentadoria, como faz? E se o benefício do INSS não for suficiente ou ainda não tiver cumprido todas as carências? Além de não ter renda, ainda terá que contribuir pelo tempo que falta&#8230;</p>



<p>Todas essas novas regras da reforma devem forçar o brasileiro a <strong>formar uma poupança</strong>, na marra, para sua própria aposentadoria, buscando cada vez mais sua independência, sem precisar do governo.</p>



<p>Conforme já publicamos aqui nesse portal, em diversas oportunidades, quem começa a formar sua poupança antes, tem a seu favor um tempo maior para que o efeito dos juros compostos faça a diferença nos investimentos. No cenário atual, com juros reais muito baixos, a necessidade de começar o quanto antes ficou ainda mais evidente, talvez até obrigatória. Portanto, se os <strong>juros caem</strong>, o <strong>rendimento ficará menor</strong> e a conta ao final &#8220;não vai fechar&#8221; se as contribuições não aumentarem.</p>



<p>Infelizmente, o produto que você queria lá no futuro (renda de aposentadoria), ficou mais caro!</p>



<p>Daí a importância da previdência privada, que é um dos mais seguros caminhos para uma velhice mais tranquila, financeiramente falando. De início, há os benefícios fiscais significativos que fazem com que, ao se comparar com outras formas de investimentos, tornem esta uma opção mais adequada. Além de obter redução no imposto de renda a pagar, ainda permitem no futuro pagar menos alíquota de IR, quando receber o benefício (Tabela Regressiva).</p>



<p>Isso sem falar na questão da gestão dos investimentos qualificada, muito importante tanto na fase de acumulação do saldo, quanto na fase de recebimento dos benefícios. Enquanto nas Entidades <strong>Abertas</strong> (cujos planos são os PGBL, VGBL, FGBs, Tradicionais, etc) a responsabilidade da administração do patrimônio passa a ser integralmente de quem ofereceu o plano (o benefício é garantido a partir da aposentadoria, atrelado a um índice de inflação), nas Entidades <strong>Fechadas</strong> (planos CD &#8211; contribuição definida e CV &#8211; contribuição variável), a administração do fundo é fundamental também na <strong>fase de usufruir</strong> do benefício, pois, uma rentabilidade abaixo da esperada reduz o benefício de aposentadoria, ie, não há uma garantia reajuste positivo no benefício. E mesmo nos planos de benefício definido (BD), em que há um reajuste por inflação assegurado, o participante pode vir a ter que efetuar contribuições adicionais para cobrir eventuais déficits, tendo portanto também a possibilidade de ver sua renda líquida ser reduzida. Vide o caso da Petros, fundo de pensão da Petrobras, cujo benefício vitalício dos participantes reduziu, em termos líquidos, 50% em muitos casos, por causa dos elevados valores de contribuições extraordinárias a serem feitas.</p>



<p>Dependendo do plano contratado no mercado, há opções de renda vitalícia, temporária, prazo certo, estendendo para beneficiários indicados, o que se configura também como uma <strong>importante estratégia de planejamento sucessório</strong>, pois <strong>não entra em inventário</strong>, sendo portanto ideal pagamento do benefício de pensão (uma forma muito utilizada para sucessão patrimonial). </p>



<p><strong>Quais as opções de planos disponíveis no mercado?</strong></p>



<p>Podem ser abertos, ou seja, são acessíveis a qualquer pessoa por meio das seguradoras de bancos e Entidades autorizadas a operar esses tipos de planos. Estamos falando do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Mas, não são somente eles que podem atingir o público em geral não.</p>



<p><strong>O que ainda muita gente não sabe</strong>, embora já seja uma realidade de muitos anos no mercado (já são quase 20 anos), há também os fundos <strong>fechados</strong> de previdência, feitos exclusivamente para uma empresa oferecer a seus empregados ou ainda, para uma determinada categoria profissional, associação, sindicato ou entidade de classe. Para se inscrever num plano desses, basta que haja um convênio formalizado entre a Entidade de Previdência Fechada e a entidade de classe, por exemplo.</p>



<p>Também conhecida como previdência associativa, a modalidade foi criada em 2001, a partir da&nbsp;<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp109.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei Complementar 109</a>.</p>



<p>Assim, as Entidades <strong>Fechadas</strong> tem um meio de ampliar seu público, não se restringindo aos planos empresariais, como ocorria no passado, com a <strong>vantagem</strong> de <strong>não visarem lucro</strong> e, por isso, suas <strong>taxas de administração</strong> são naturalmente <strong>menores</strong>.</p>



<p>Um exemplo de plano de previdência que você pode se inscrever hoje, com todas as vantagens de uma administração sem fins lucrativos, voltado para qualquer pessoa que possua vínculo com o INSS (basta contribuir para a Previdência Social), é o plano <strong>Mais Futuro, </strong>do Fundo de Previdência Mais Futuro.</p>



<p>O link para simulação e inscrição você acessa <a href="https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>: </p>



<p><strong>Mercado em expansão</strong></p>



<p>Sim, anualmente são divulgados números que demonstram que os Fundos acumulados e o número de participantes de previdência privada só aumentam. As Fechadas acenam com os &#8220;planos família&#8221;, onde uma vez que o participante consegue se inscrever em um plano corporativo, ele consegue também incluir seus dependentes, às vezes parentes colaterais até 3º grau em um plano administrado pela mesma Entidade.</p>



<p>Porém, esse mercado é totalmente dominado pelas <strong>Abertas</strong>, cujos planos são na maioria dos bancos. Nos últimos anos algumas seguradoras novas vem entrando no mercado e oferecendo seus produtos. Hoje, já é possível contratar uma previdência privada em uma corretora de valores, provocando a necessidade de melhoria nas condições contratuais dos planos, para que se tornem competitivos frente aos novos players que estão agora disputando o mercado.</p>



<p>São gestores especializados em investimentos que buscam seduzir os novos clientes a partir de uma proposta tentadora de bons resultados financeiros.</p>



<p>Uma recente mudança que foi observada foi que a maioria dos planos comercializados passaram a não cobrar nenhuma taxa sobre as contribuições feitas pelos participantes. </p>



<p>Houve grande divulgação na mídia, como por exemplo, o <strong>Banco Santander,</strong> que zerou essas taxas.</p>



<p><strong>O perigo da portabilidade</strong></p>



<p>Quando encontramos na nossa vida um concorrente oferecendo um produto/serviço similar ao que possuímos, porém com um custo mais baixo  ou alguma outra vantagem, naturalmente nossa tendência é estudar uma mudança.</p>



<p>Na previdência, a portabilidade é o meio mais eficiente de fazer a mudança de planos porque não há incidência de imposto. De Abertas para Fechadas, Fechadas para Abertas, Abertas para Abertas e Fechadas para Fechadas, a transferência é segura e transparente. É um direito do participante que não pode ser recusado pela Entidade.</p>



<p>O problema dessas mudanças, ou seja, portabilidades que vem acontecendo muito nos últimos anos, é que por <strong>falta de informação</strong> ou por <strong>má orientação</strong>, muitas pessoas tiveram perdas quando realizaram suas portabilidades de planos, mesmo estes tendo taxas mais altas de administração ou ainda rentabilidade acumulada um pouco menor, para planos com melhor desempenho dos investimentos e custos reduzidos.</p>



<p>E por que isso acontece? </p>



<p><strong>A escolha do plano não se resume à rentabilidade</strong></p>



<p>Não! Definitivamente não! Você pode estar sentado com seu gerente do banco, ele consegue te mostrar por &#8220;a + b&#8221; que o desempenho do fundo no novo plano não só foi maior que o seu atual, como tem grandes razões para continuar desempenhando acima. As taxas de administração e carregamento são menores, e tudo parece indicar uma portabilidade seja a decisão adequada.</p>



<p><strong>Porém&#8230;</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-1977" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/troca-troca.jpg 1366w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Quando você faz uma troca sem saber realmente o que você tinha antes pra trocar&#8230;</figcaption></figure>



<p>Não basta olhar esses pontos. Como atuário e profissional CFP® da Planejar. Se o plano novo oferecer uma renda vitalícia, o que há por trás é uma <strong>tábua atuarial</strong>, que será determinante para calcular o valor do seu benefício quando você se aposentar. <strong>E isso faz TODA a diferença</strong>, mas <span style="text-decoration: underline;">ninguém nunca ouviu falar</span>.</p>



<p>A combinação entre a tábua (que considera a expectativa de vida da população) e a taxa de juros futura, são as principais variáveis para saber quanto será seu benefício.</p>



<p>Já publicamos sobre os cuidados com a portabilidade em previdência privada neste portal. O tema da nossa publicação é &#8221; Trocando gato por lebre em previdência privada&#8221;. Lá, explicamos, com exemplos numéricos, qual pode ser o tamanho da perda.</p>



<p>Se você desejar, pode ler <a href="https://www.multixplique.com.br/trocando-gato-por-lebre-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a>.</p>



<p>Sem essas informações, é muito provável que a decisão da portabilidade seja a pior possível. Antes de fazer a portabilidade, é necessário <strong>(eu diria imprescindível)</strong>, conhecer qual a tábua atuarial do seu plano e qual taxa de juros está prevista). Infelizmente, a realidade é que poucos gerentes e corretores levam em consideração esse aspecto importantíssimo quando oferecem outros planos de previdência para seus clientes.</p>



<p>No próximo post, mostraremos como se proteger dessas <strong>armadilhas.</strong></p>



<p>Para ler a segunda parte, clique <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-ii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> </p>



<p>#multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/">Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte I</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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		<item>
		<title>Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte II</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-ii/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Portabilidade em Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[EAPC]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[Planos Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Privada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a 2ª parte da série que estamos publicando a respeito da portabilidade entre planos de previdência. Se lhe fosse oferecido um plano de previdência para você fazer a portabilidade, você saberia escolher o melhor plano pra você? Esse é o objetivo desta série. Deixar você preparado. Mas se você não leu a 1ª [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1988" width="684" height="684" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-1024x1024.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-300x300.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-150x150.jpg 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-768x768.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-1536x1536.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/duvidas-4-2048x2048.jpg 2048w" sizes="(max-width: 684px) 100vw, 684px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Esta é a 2ª parte da série que estamos publicando a respeito da portabilidade entre planos de previdência. Se lhe fosse oferecido um plano de previdência para você fazer a portabilidade, você saberia escolher o melhor plano pra você? Esse é o objetivo desta série. Deixar você preparado. </p>



<p>Mas se você não leu a 1ª parte, recomendamos começar por ela, clicando <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/" target="_blank">aqui</a></p>



<p>Terminamos a publicação anterior, explicando que a tábua atuarial é uma das mais importantes características a serem observadas em um plano de previdência. Pode-se até dizer, na maioria das vezes que, quanto mais antiga for a tábua por sobrevivência, melhor para o participante. Isso porque elas tendem a refletir uma expectativa de vida com estudos feitos à época, que sinalizavam uma expectativa menor do que hoje se projeta.</p>



<p>Diversos estudos estatísticos demonstram que as tábuas do passado hoje não são mais aderentes aos dados comprovados de sobrevivência da população. <strong>As pessoas estão vivendo mais.</strong> Quanto mais antiga for a tábua, maior o benefício a ser pago ao participante. A seguradora é obrigada a conceder o benefício vitalício com base em uma tábua defasada.</p>



<p>Aí fica fácil entender uma simples equação: se dividir o saldo acumulado por um prazo esperado menor, haverá um maior volume de renda mensal a ser paga ao participante.</p>



<p>Isso é uma importante característica dos planos antigos, os chamados &#8220;Planos Tradicionais&#8221;. São esses planos que possuem regras que <strong>garantem um benefício maior</strong> ao participante. </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bolo-1024x680.jpg" alt="" class="wp-image-1987" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bolo-1024x680.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bolo-300x199.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bolo-768x510.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bolo-1536x1020.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/bolo-2048x1360.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size">Fazendo uma analogia com um bolo de aniversário, imagine que este bolo tenha sido cortado em 12 pedaços. O tamanho de cada fatia será maior que se, por exemplo, o número de convidados for 15 ou 20. Quanto maior o número de convidados, menor tem que ser o tamanho da fatia!</p>
</div></div>



<p>A única diferença é que, na Previdência Privada das Entidades Abertas, a renda a ser calculada equivale à fatia para 12 pessoas no nosso exemplo. É como se o bolo já tivesse sido cortado. Não existe a possibilidade de modificar o cálculo da renda (o tamanho da fatia do bolo), pois a Superintendência de Seguros Privados &#8211; Susep não permite.</p>



<p>Assim, se por acaso o participante sobreviver mais tempo do que previsto pela tábua, é obrigação da Entidade honrar os compromissos de forma integral com o participante, pelo resto de sua vida. O risco é integralmente transferido do participante para a seguradora.</p>



<p>No site da Susep existe uma forma de se verificar qual seria o valor de uma renda de aposentadoria a partir de um determinado saldo informado. Assim, comparar 2 planos de previdência ficaria muito mais fácil, porque cada plano tem um código próprio (como se fosse um CNPJ) e o simulador faz o cálculo considerando todas as bases técnicas do plano.</p>



<p>Portanto, qualquer pessoa, mesmo sem conhecer o que seria uma tábua atuarial &#8220;nova&#8221; ou &#8220;antiga&#8221;, saberia fazer uma opção melhor quanto a mudar ou não de plano, através desse simulador, <strong>gratuito</strong>, disponível no site.</p>



<p><strong>E os juros atuariais?</strong></p>



<p>Os chamados juros atuariais serão usados para calcular o benefício. Quanto maior for essa taxa de juros, significa que há uma expectativa de que os rendimentos futuros rentabilizarão, <strong>no mínimo</strong>, a referida taxa. Logo, é um outro importante fator que permite que o benefício seja tão maior quanto maior for a taxa de juros adotada. Há diversos planos que foram comercializados com taxa garantida mínima de 6% ao ano + correção pelo Índice IGP-M e ainda um % de Excedente Financeiro, não raro ser este percentual igual a 75%. Um benefício garantido que é quase uma <strong>&#8220;jóia&#8221;.</strong> </p>



<p>Sabendo disso, você ainda acha que trocaria um plano desses por um plano &#8220;mais moderno&#8221;, com melhores taxas de administração e rentabilidade um pouco melhores?</p>



<p>No próximo post, que você consegue ler acessando <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-iii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> continuaremos abordando este assunto. Vamos falar sobre o quanto representa, em $$$$, o cálculo do benefício com taxas de juros diferentes. Vamos também abordar um pouco mais sobre as tábuas atuariais, mostrar alguns exemplos de tábuas antigas e tábuas atualmente utilizadas. </p>



<p>Depois dessa série de publicações, será difícil para seu gerente lhe convencer a mudar de plano de previdência. Não se espante se você souber mais que ele, inclusive. Está arriscado você perguntar o que é tábua atuarial e ele lhe perguntar&#8230; &#8220;tábua o quê?&#8221; </p>



<p>#multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-ii/">Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte II</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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		<item>
		<title>Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte III</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 03:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Portabilidade em Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[EAPC]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[Expectativa de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[PGBL]]></category>
		<category><![CDATA[Planos Tradicionais]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Privada]]></category>
		<category><![CDATA[Tábuas Atuariais]]></category>
		<category><![CDATA[VGBL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.multixplique.com.br/?p=1993</guid>

					<description><![CDATA[<p>Essa é a terceira publicação desta série que estamos fazendo aqui no Multixplique, tratando de um assunto extremamente relevante para o futuro de qualquer pessoa que possua um plano de previdência do mercado. Saber avaliar o seu produto adquirido, entender as suas nuances, pode preparar qualquer indivíduo para uma escolha acertada entre trocar ou não [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-iii/">Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte III</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Aposentadoria-7.jpg" alt="" class="wp-image-1997" width="658" height="459" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Aposentadoria-7.jpg 400w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Aposentadoria-7-300x209.jpg 300w" sizes="(max-width: 658px) 100vw, 658px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Essa é a terceira publicação desta série que estamos fazendo aqui no <strong>Multixplique</strong>, tratando de um assunto extremamente relevante para o futuro de qualquer pessoa que possua um plano de previdência do mercado.</p>



<p><span style="text-decoration: underline;">Saber avaliar</span> o seu produto adquirido, <span style="text-decoration: underline;">entender</span> as suas <span style="text-decoration: underline;">nuances</span>,  pode preparar qualquer indivíduo para uma escolha acertada entre trocar ou não trocar de plano (e não simplesmente aceitar) as orientações de um corretor ou gerente de sua conta bancária.</p>



<p>O conteúdo que publicamos aqui é <strong>baseado em conhecimento técnico</strong> e <strong>profissional</strong>.  Os sites que abordam assuntos como a previdência privada raramente aprofundam os conceitos como temos aqui no <strong>Multixplique</strong> .</p>



<p>Sugerimos começar a leitura pelo início, caso ainda não tenha tido acesso às publicações anteriores. Será mais fácil entender o contexto lendo toda a sequencia na ordem que foram publicados. Você consegue acessar e ler tudo clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p>A partir de agora vamos mostrar o quanto pode ser diferente o valor de um benefício de aposentadoria, comparando dois planos de previdência quaisquer, que tenham apenas como diferença, a taxa de juros adotada no plano. Ou seja, para um <strong>mesmo valor de saldo acumulado</strong>, vamos explicar  como os valores dos benefícios destes planos podem ter uma grande variação entre eles.</p>



<p><strong>Ah, os juros&#8230;</strong></p>



<p>Digamos que uma pessoa possua um plano de previdência que tenha 3% <strong>(três por cento)</strong> de taxa de juros anual, registrada na Susep como premissa para cálculo de um benefício vitalício, enquanto o outro plano, a taxa de juros seja 0% <strong>(zero por cento)</strong>.</p>



<p>Nessa hipótese, todas as demais características são iguais, tais como taxas de carregamento, administração, tábua atuarial etc.</p>



<p>Quando chegar o momento de concessão do benefício, o procedimento adotado pela seguradora será, de forma simplificada, considerar que durante o prazo estimado de pagamento do benefício vitalício, o rendimento anual será de 3%. Portanto, o benefício terá um rendimento mínimo, o que representa um valor maior de benefício. </p>



<p>Por outro lado, para o plano com taxa de juros 0%, não há projeção de rendimentos. Portanto, o benefício calculado seria, a grosso modo, o valor do saldo acumulado dividido pela expectativa de vida (digamos 25 anos), representando uma enorme perda para o participante.</p>



<p>A grande diferença que existe entre os dois planos acima é que, <strong>no primeiro plano</strong>, enquanto é exigido da seguradora uma remuneração anual de 3% a.a., <strong>apenas o acréscimo</strong> de rentabilidade anual, <strong>se for obtido</strong>, será destinado à seguradora. Além disso, o participante ainda tem garantido o <strong>reajuste</strong> do benefício pelo índice de <strong>inflação</strong>. <strong>No segundo plano</strong>, nenhuma rentabilidade obtida será integralmente repassada ao participante, que <strong>só terá direito</strong> à <strong>correção</strong> do benefício por um índice de <strong>inflação</strong>.</p>



<p><strong>Vamos a um exemplo prático?</strong></p>



<p>Montamos 2 tabelas, comparando para 2 planos diferentes, o valor de saldo acumulado necessário para garantir uma Renda Vitalícia de R$ 1.000,00 a partir de 65 anos de idade.</p>



<p>Na 1ª simulação, a premissa diferente é a <strong>Taxa de Juros</strong>.</p>



<p><strong>1ª Simulação:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Taxas-de-juros.jpg" alt="" class="wp-image-1995" width="770" height="351" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Taxas-de-juros.jpg 909w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Taxas-de-juros-300x137.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Taxas-de-juros-768x351.jpg 768w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /></figure>



<p>O que torna a comparação entre planos ainda mais &#8220;injusta&#8221; quando estamos comparando um plano antigo e um plano mais recente ou disponível hoje no mercado é que as <strong>tábuas atuariais</strong> adotadas atualmente consideram uma <strong>longevidade bem superior às tábuas antigas</strong>. Isso significa que, em um plano disponível hoje no mercado, o saldo acumulado será convertido em uma renda considerando um prazo muito maior. <strong>Em outras palavras</strong>, <strong>o benefício</strong>, que já seria menor em função da diferença de taxa de juros (o mais comum é apenas 0%), <strong>será ainda menor</strong>, em função da necessidade de prever o pagamento por mais tempo.</p>



<p>Vejamos agora a 2ª simulação, onde a premissa diferente é a <strong>Tábua Atuarial</strong>. Repare que a taxa de juros permanece inalterada.</p>



<p><strong>2ª Simulação:</strong> </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Tábuas-Atuariais.jpg" alt="" class="wp-image-1996" width="769" height="357" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Tábuas-Atuariais.jpg 880w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Tábuas-Atuariais-300x139.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Tábuas-Atuariais-768x357.jpg 768w" sizes="(max-width: 769px) 100vw, 769px" /></figure>



<p>Enquanto na Tábua AT-49M são necessários pouco mais de R$ 137 mil para garantir a renda de R$ 1 mil, se adotada a tábua BR-EMS, esse valor sobe em torno de 48%, que seria o mesmo que dizer que para que os dois planos se equivalessem em termos de benefício, o plano B, teria que entregar uma  rentabilidade de <strong>48% a mais</strong> ao longo do tempo. </p>



<p>A conclusão que podemos tirar desses resultados é que uma <strong>mudança de plano de previdência</strong> pode fazer com que, <strong>contrariamente ao esperado</strong>, o valor do benefício sofra variações tão expressivas que mesmo atingindo um saldo maior, o resultado final seja um <strong>benefício menor</strong>.</p>



<p>É por isso que se afirma que quando se muda para um plano com uma tábua mais recente ou a taxa de juros do plano é menor, sobram duas alternativas: <strong>contentar-se</strong> com um <strong>benefício menor</strong> ou <strong>contribuir mais</strong>.</p>



<p>Porém, fica a seguinte pergunta: <em>Qual era o objetivo ao mudar de plano mesmo?</em> </p>



<p><strong>Você sabia que dá pra simular os benefícios ?</strong></p>



<p>Provavelmente sua resposta tenha sido &#8220;não&#8221;. Mas é verdade. Caso o participante tenha interesse em comparar benefícios entre planos, ele consegue fazer uma simulação na página da Susep, em &#8220;Serviços ao cidadão&#8221;. Para conseguir comparar os planos, ele precisará conhecer o código de cada plano (as seguradoras fornecem quando o participante solicita), selecionar o prazo para o qual deseja receber o benefício e o tipo de renda que deseja.</p>



<p>Na página do simulador, que é bem simples, ele informa:</p>



<ul class="wp-block-list"><li> Sua data de nascimento;</li><li> A data prevista de aposentadoria;</li><li> O saldo acumulado que ele acredita que terá acumulado;</li></ul>



<p>Como resultado ele terá, através de uma <strong>fonte segura e confiável</strong>, a medida da real da diferença entre os planos, mediante dados concretos.</p>



<p>Portanto, a partir de resultados numéricos, há uma maior segurança para que uma pessoa possa uma tomar uma decisão que esteja alinhada aos seus principais objetivos, que podem ser:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Maximizar o benefício de aposentadoria;</li><li>Programar o pagamento de um benefício adequado ao seu padrão de vida futuro;</li><li><strong>Ter o melhor plano de previdência disponível</strong></li></ul>



<p><strong>Nova tábua atuarial a caminho</strong></p>



<p>O mercado segurador espera para meados de 2021 a atualização da tábua BR-EMS, que tem validade de pelo menos 5 anos, a ser divulgada pela Susep. As tábuas são construídas com base na experiência brasileira e os dados recentes vem demonstrando uma maior sobrevida da população.</p>



<p>Uma mudança verificada nos planos de previdência em relação aos planos antigos é que a tábua atuarial deixa de ter estática, ou seja, a cada atualização dos dados, existe uma nova conversão de renda para planos já comercializados no passado.</p>



<p>Diferentemente de quem contratou um plano antigo, cuja regra que vale é a do cálculo do benefício com base na tábua contratada à época que o plano foi feito, quem contratou um plano já há alguns anos, com a tábua BR-EMS, estará sujeito à converter seu saldo em renda no momento da aposentadoria. Isso significa que a demografia futura é que determinará o valor do benefício. Um saldo de <strong>R$ 250 mil</strong> pode vir a assegurar um determinado valor de benefício hoje, porém <strong>daqui a 25 ou 30 anos</strong>, o mesmo valor de benefício só seja atingido se este montante for, por exemplo, <strong>R$ 450 mil</strong>.</p>



<p>No próximo post, vamos falar sobre os seguintes assuntos:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Situações em que situações são aconselháveis mudanças de plano;</li><li>O perfil do público que compra planos de previdência em Entidades Abertas e Fechadas.</li><li>A necessidade de correr mais riscos</li><li>O que pode fazer o investidor em previdência? Que atitudes ele precisa ter para gerir melhor seu futuro?</li></ol>



<p>Você acessa a Parte IV <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-iv/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicando aqui</a></p>



<p> #multixplique </p>



<p></p>
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		<title>Série: Trocar de plano de previdência exige cuidados &#8211; Parte V &#8211; Final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Portabilidade em Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[EAPC]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[VGBL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá. Se esta é sua primeira leitura nesta série, estamos na última parte. Por isso, para sua melhor compreensão, sugerimos dar alguns passos para trás e começar a sua leitura na Parte I que você consegue acessar clicando aqui. Cada nova parte tem um link para a parte seguinte, ao final de cada texto. Mas [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/retirement-plan.jpg" alt="" class="wp-image-2109"/><figcaption>The words Retirement Plan written on a hand drawn bar chart surrounded by pencils, books and calculator.</figcaption></figure>



<p class="has-drop-cap">Olá. Se esta é sua primeira leitura nesta série, estamos na última parte. Por isso, para sua melhor compreensão, sugerimos dar alguns passos para trás e começar a sua leitura na Parte I que você consegue acessar clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/trocar-de-plano-de-previdencia-exige-cuidados-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Cada nova parte tem um link para a parte seguinte, ao final de cada texto.</p>



<p>Mas se você já está a par de tudo que falamos aqui, já deve ter aprendido dicas valiosas para usar daqui pra frente e certamente vai ajudar pessoas a tomarem suas próprias decisões. Porém, resta ainda fazer os últimos avisos, mostrar o que tem acontecido no mercado ultimamente. Vamos lá? </p>



<p><strong>Quando compramos algo que não é apropriado ao nosso perfil ou nosso interesse</strong></p>



<p>Também acontece esse tipo de venda na previdência privada. Talvez a mais comum seja ver o número de pessoas que compraram VGBL ao invés de PGBL e acabam desperdiçando oportunidades de abater Imposto de Renda todo ano, por terem aderido a um plano sem essa vantagem fiscal.</p>



<p>Como já publicamos aqui no Multixplique, aproveitar o benefício de planos CD, CV, Tradicional, PGBL e alguns outros deve sempre ser um dos primeiros interesses ao contratar um plano de previdência. Mas, infelizmente, em função de uma falta de comunicação entre cliente e gerente/corretor, ou mesmo, sendo necessário que &#8220;metas&#8221; de vendas sejam atendidas, nem sempre o que é ofertado ao cliente corresponde ao que ele precisa&#8230;</p>



<p>Para quem defende que não compensa um plano PGBL para quem pensa em resgate, deixo aqui um pensamento, para reflexão: </p>



<p>O imposto será cobrado apenas no momento do resgate. Durante todo o período de acumulação, não há incidência de impostos sobre os ganhos financeiros, que se &#8220;acumulam&#8221; uns sobre os outros. É o efeito dos juros sobre juros. Já num fundo de investimento qualquer, essa sistemática benéfica ao cliente não existe porque existe o <strong>&#8220;come-cotas&#8221;</strong>. Já publicamos algumas vezes sobre esse assunto aqui no <strong>Multixplique</strong> e por isso não vamos nos estender mais no momento.</p>



<p>Continuando a reflexão, ao deixar de pagar 27,5% de imposto de renda agora sobre os 12% (percentual máximo que se pode deduzir anualmente sobre a renda anual) e, ficando mais de 10 anos com as contribuições no plano, pagará uma alíquota média imposto no resgate que poderá ser de 10%, 12%, 15%, 20%, economizando em relação aos 27,5% de imposto, tendo ganho os juros de todo o período. Tudo vai depender mesmo do tempo que o dinheiro estiver investido.</p>



<p>Entretanto, pouco parece ser relevante essa questão na prática. Os números mostram que o boom da previdência privada se deu com o VGBL e não com o PGBL. No que chamamos de &#8220;seguradoras de varejo&#8221;, o volume de PGBL vendidos atinge 10% dos novos planos. </p>



<p>Com o VGBL é outra história. Para começar, além de não haver nenhuma isenção fiscal como diferença para o PGBL, o imposto incide de forma similar a um fundo de investimento, ou seja, somente sobre o rendimento, obtido. Pelo fato de não apresentar vantagens fiscais, acaba sendo indicado para todos aqueles que não possuem renda assalariada, não tem retenção de imposto de renda na fonte, para quem declara imposto de renda na forma simplificada ou para quem já usufrui de 12% da dedução possível, com planos BD, CD, CV, PGBL ou outros. </p>



<p>E também o VGBL leva uma certa vantagem em relação aos Fundos de Investimentos ou outros investimentos de renda fixa, como títulos públicos, CDBs, Debêntures, COEs. Sabe por que? Porque o imposto mínimo nessas aplicações é sempre 15%, enquanto a alíquota mínima pode chegar a 10% apenas, se o dinheiro a ser sacado ter permanecido por pelo menos 10 anos. É a Tabela Regressiva. O imposto incide apenas sobre os ganhos.</p>



<p><strong>Tem muita vantagem pelo visto&#8230;</strong></p>



<p>Pode-se dizer que sim. Porém, há que se estar atento às taxas de carregamento de entrada, saída e taxas de administração. Porém, de todas as vantagens, a que acredito ter um maior peso na decisão, o que justifica inclusive o perfil que vem adquirindo VGBLs são pessoas da chamada &#8220;terceira idade&#8221;. Isso porque o VGBL é uma importante ferramenta de planejamento sucessório. Pois os bens que estão investidos em VGBL (previdência em geral) não entram em inventário e são pagos diretamente aos beneficiários indicados. Economiza-se tempo e dinheiro. No caso do VGBL, pode funcionar como uma previdência, disfarçada de seguro. Em alguns estados, sequer o ITCMD &#8211; Imposto de Transmissão Causa Mortis é cobrado.</p>



<p>Porém, sempre há os cuidados a tomar. Fazer a opção pela Tabela Regressiva significa que o cliente não vislumbra a possibilidade de precisar do dinheiro antes do prazo previsto ou não pretende resgatar em pouco tempo. Como as alíquotas começam em 35%, cobradas de forma definitiva na fonte, sem ajuste anual, podem representar um grande prejuízo financeiro para os mais &#8220;desavisados&#8221;.</p>



<p><strong>Produtos para todos os gostos</strong></p>



<p>Sabemos que há públicos que são mais adeptos aos investimentos com baixo risco, porém há aqueles mais tolerantes, chamados de &#8220;agressivos&#8221;. O importante é que os planos tenham opções de investimentos, carteiras de investimentos para atender a todos esses perfis. A tendência é que dentro de alguns anos haja uma menor concentração em renda fixa, porque sem correr um pouco mais de risco, será quase impossível fazer uma capitalização expressiva do patrimônio investido, principalmente num cenário em que as taxas de juros são historicamente as menores.</p>



<p>Acredito que os Fundos Multimercados venham cada vez mais representar uma maior fatia desse mercado, atraindo investidores que aceitam um pouco mais de risco, para conseguirem melhores índices de rentabilidade.</p>



<p><strong>A concorrência&#8230; </strong></p>



<p>Ah&#8230; como é saudável ter concorrência no mercado, hein?</p>



<p>Easynvest, XP, Rico, BTG Pactual e outras tantas corretoras já oferecem planos de previdência privada há algum tempo. Acabou aquela fase de monopólio das seguradoras de varejo. </p>



<p>Espera-se que o produto de previdência privada se torne mais &#8220;popular&#8221; com o passar dos próximos anos. Os produtos estarão mais pulverizados no mercado. As taxas devem cair mais e a briga será por rentabilidades apenas. Quem for mais eficiente em gestão e tiver o menor custo levará grande vantagem. E os consumidores assistirão, de camarote, esse duelo entre as seguradoras grandes e as independentes. Ao final, farão suas escolhas.</p>



<p><strong>Conclusão</strong></p>



<p>Há muito espaço para o crescimento da previdência privada. Assim como tem crescido o número de investidores na Bolsa (B3) a cada ano, é provável que mais investidores adquiram os planos de previdência do mercado. As Entidades Fechadas de Previdência Complementar com seus planos &#8220;família&#8221;, planos instituídos para entidades de classe, sindicatos etc estão em plena atividade no mercado, buscando seus lugares ao sol.</p>



<p>Como dissemos na Parte I dessa série, a reforma de previdência trouxe à tona uma discussão muito relevante. É preciso se conscientizar que quem quiser se aposentar um pouco antes do que a nova regra exige e quem precisar de renda superior ao Teto da Previdência, precisar fazer seu trabalho de casa, ou seja, investir e acompanhar seu plano. Para isso, será muito útil esse guia, em 5 partes, publicadas aqui para que as decisões sejam acertadas. </p>



<p>Quem ainda pensa que o Governo tem obrigação de sustentar para o resto da vida a população, precisa acordar, se mexer ou vai acabar tendo uma dura constatação: <strong>não ter recursos para sobreviver da forma que imaginou a vida toda.</strong></p>



<p>Há cerca de 3 anos, apenas 5% da população possuía plano de previdência. Falava-se em 13 milhões de brasileiros. Há muito espaço para crescer.</p>



<p>Educar, conscientizar e se planejar.</p>



<p>Quem entender isso, poderá salvar seu futuro.</p>



<p>Obrigado.</p>



<p>Compartilhe essa publicação e ajude mais pessoas a tomar decisões financeiras adequadas às suas vidas enquanto ainda dá tempo.!</p>



<p>#multixplique</p>
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		<item>
		<title>Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte III)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 15:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[BD]]></category>
		<category><![CDATA[benefício definido]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Privada]]></category>
		<category><![CDATA[Resgates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade às publicações que estamos fazendo sobre resgate em planos previdenciários, vamos agora abordar os planos de previdência privada oferecidos pelas EFPCs &#8211; Entidades Fechadas de Previdência Complementar, os conhecidos &#8220;Fundos de Pensão&#8221;, como por exemplo a PREVI (Banco do Brasil), PETROS (Petrobrás), FUNCEF (Caixa Econômica Federal), entre tantos outros. Também conhecidas com &#8220;Fundações&#8221;, [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="692" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-1024x692.jpg" alt="" class="wp-image-1647" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-1024x692.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-300x203.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-768x519.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-1536x1038.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2020/10/Tax-2048x1384.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Dando continuidade às publicações que estamos fazendo sobre resgate em planos previdenciários, vamos agora abordar os planos de previdência privada oferecidos pelas EFPCs &#8211; Entidades Fechadas de Previdência Complementar, os conhecidos &#8220;Fundos de Pensão&#8221;, como por exemplo a PREVI (Banco do Brasil), PETROS (Petrobrás), FUNCEF (Caixa Econômica Federal), entre tantos outros.</p>



<p>Também conhecidas com &#8220;Fundações&#8221;, as citadas entidades administram os seguintes planos de previdência:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Benefício Definido <strong>(BD)</strong></li><li>Contribuição Definida <strong>(CD)</strong></li><li>Contribuição Variável <strong>(CV)</strong></li></ul>



<p>Os planos BDs são os planos em que os benefícios, em linhas gerais, são previamente conhecidos quando o participante se inscreve (por exemplo: a média dos últimos 36 salários antes da aposentadoria), <strong>subtraindo-se</strong>, a parcela referente ao valor do benefício da Previdência Social (INSS). Trata-se de um benefício complementar, visando oferecer ao futuro aposentado uma renda compatível com os últimos salários de sua carreira profissional. </p>



<p>São benefícios de caráter <strong>vitalício</strong>. A característica principal destes planos é o <strong>mutualismo,</strong> ou seja, os saldos não são individualizados e &#8220;pertencem ao grupo como um todo&#8221;, mesmo princípio adotados em seguros. O total de recursos financeiros do plano visa dar cobertura aos valores de benefícios a serem pagos aos participantes e seus beneficiários, enquanto forem vivos. Logo, há risco de déficits, geralmente identificados quando os investimentos não renderem o suficiente, ou mesmo, quando a expectativa de vida da massa de participantes se mostra superior à estimada pela Entidade, com o passar dos anos.</p>



<p>É aquela velha máxima, se viverá por mais tempo, precisa haver mais dinheiro. Ou ainda, sob o ponto de vista dos investimentos, &#8220;todos os cálculos e projeções estão baseados em expectativas de retorno que, caso não sejam atingidas, vão comprometer os compromissos assumidos pelo plano com seus participantes. A questão é saber o tamanho da diferença e o que isso representa em termos de prazo.</p>



<p>Os planos CDs são muito parecidos aos planos PGBL, pois são planos em que o benefício de aposentadoria só será conhecido ao final do período de contribuição, tomando por base o <strong>saldo acumulado</strong> até então. Ou seja, quanto <em>maior </em>o saldo, <em>maior</em> a renda. Quanto <em>maior</em> o prazo de recebimento do benefício, <em>menor</em> a renda.</p>



<p>As formas de recebimento de benefício são variadas, tais como o recebimento por um <strong>prazo definido</strong> ( por exemplo: 10 anos, 15 anos, 30 anos), ou em % do saldo acumulado, ou mesmo em cotas. Depende de plano pra plano. Não há riscos de déficit neste tipo de plano, pois o benefício é sempre calculado e reajustado com base no saldo existente no momento do &#8220;recálculo&#8221; do benefício. Não asseguram nem a inflação, mas, por outro lado, repassam a rentabilidade obtida (está aí uma diferença significativa para quem não entende de previdência privada)</p>



<p>Já os planos CVs, são um <strong>misto</strong> entre planos BDs e CDs, pois durante a fase de acumulação eles se assemelham a um plano CD, porém, na fase de <strong>recebimento</strong> dos benefícios, se assemelham a um plano BD, com <strong>caráter vitalício</strong>.</p>



<p>No caso dos planos BDs, a única tributação é a tabela progressiva, com alíquotas que podem atingir 27,5% da renda.</p>



<p>Porém, <strong>PRESTE MUITA ATENÇÃO: </strong>pensar em resgate de contribuições em um plano de <strong>benefício definido</strong> é, sem dúvidas, a <em><span style="text-decoration: underline;">pior decisão financeira</span></em> a ser tomada por um participante. O motivo? O participante, em geral, só tem direito a resgatar as suas contribuições efetuadas no plano, deixando &#8220;para trás&#8221;, <strong>além</strong> das contribuições mensais do seu empregador, <strong>toda a rentabilidade</strong> obtida no período, fazendo jus a tão somente a atualização das contribuições por um índice, baseado na inflação do período. </p>



<p>É a chamada <strong>Reserva de Poupança.</strong> </p>



<p>Visto que esta condição é <strong>extremamente desfavorável</strong>, torna-se portanto desnecessário estimar qual o tamanho da perda financeira que uma decisão como essas pode trazer para quem deseja resgatar. Basta lembrar que o IR ainda incidirá em 27,5%, ao final. A pergunta que fica é&#8230; &#8220;vai sobrar alguma coisa&#8221;?</p>



<p>Pois então, vamos analisar os resgates dos planos CDs e CVs.</p>



<p>Em <strong>1° lugar</strong>, considere que cada plano pode possuir uma regra distinta quanto ao direito do participante em resgatar a parte referente à contribuição patronal (da sua empresa). </p>



<p>Em relação às próprias contribuições, é sempre a totalidade das mesmas, acrescidas da rentabilidade, sendo descontadas apenas as taxas de carregamento e administração, se previstas no regulamento do plano.</p>



<p>Em <strong>2º lugar</strong>, mas não menos importante, é prevista a opção entre os regimes de tributação progressiva e regressiva, da mesma forma que já explicamos <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">aqui</a>, sobre os planos PGBLs. Quanto ao cálculo do imposto, procede-se da mesma forma.</p>



<p>Recomendamos a leitura desta publicação para entender o efeito prático, ou seja, como pode ser relevante o valor que uma pessoa simplesmente &#8220;deixa na mesa&#8221;, ao pedir o resgate da sua previdência privada.</p>



<p>No próximo post, abordaremos os planos de previdência privada, corporativos, chamados <strong>averbados</strong> ou <strong>instituídos</strong>, administrados por <strong>Entidades Abertas de Previdência Complementar</strong>, as EAPCs, e veremos que se assemelham bastante ao que já abordamos nessas três primeiras publicações. Veremos que algumas regras de resgate tem algumas carências.</p>



<p>Não perca. Caso deseje fazer algum comentário ou tirar alguma dúvida, teremos prazer em responder.</p>



<p>#multixplique</p>



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<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-iii/">Resgatar sua previdência privada é uma decisão financeira correta? (Parte III)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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