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	<title>Arquivos Posts - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos Posts - Multixplique</title>
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		<title>Do superávit ao déficit – Entenda, mediante dados oficiais, o que aconteceu no Plano BD Eletrobrás nas duas últimas décadas… Parte VII</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jan 2022 19:34:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Déficit Plano BD Eletrobrás]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enfim chegamos ao final desta série de publicações (pelo menos até que sejam divulgados os resultados de 2021). E neste momento pedimos sinceras desculpas se o presente texto mostrar-se demasiadamente longo, afinal iremos comentar os anos de 2018, 2019 e 2020. Tentaremos ser o máximo possível didáticos e nesse último texto apresentar detalhes, visando orientar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="685" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-end-1-1024x685.jpg" alt="" class="wp-image-2637" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-end-1-1024x685.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-end-1-300x201.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-end-1-768x514.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-end-1-1536x1028.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/the-end-1-2048x1371.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Enfim chegamos ao final desta série de publicações (pelo menos até que sejam divulgados os resultados de 2021). E neste momento <strong>pedimos sinceras desculpas</strong> se o presente texto mostrar-se demasiadamente longo, afinal iremos comentar os anos de 2018, 2019 e 2020. Tentaremos ser o máximo possível didáticos e nesse último texto apresentar detalhes, visando orientar o leitor a entender um pouco mais como ler e interpretar o principal documento informativo elaborado pela fundação durante o ano, em nosssa opinião, o RAI. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Merecerá portanto um post específico pois serão tratados não apenas o resultado que já se sabe não foi favorável, bem como o plano terá uma importante mudança: a migração proporcionará a redução de passivo e número de participantes do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, vamos falar agora do que aconteceu em 2018, 2019 e 2020 com base em tudo que está disponível nas publicações feitas pela Eletros.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="482" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2018-1024x482.jpg" alt="" class="wp-image-2631" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2018-1024x482.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2018-300x141.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2018-768x362.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2018-1536x723.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2018-2048x965.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2018</strong> seguiu a mesma tendência dos últimos 2 anos, superação da meta atuarial. O RAI 2018 começa com a comunicação da aprovação do TAC pela PREVIC, visando a implementação dos planos de equacionamento 2013 e 2015, observando um cronograma que havia sido elaborado à época. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E a gestão dos investimentos, como foi?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para responder essa pergunta, começaremos comentando a observação que consta no referido relatório a respeito do desempenho da Eletros, que menciona ter sido um excelente desempenho em um ano de &#8220;altíssima instabilidade&#8221; no cenário econômico e os acontecimentos mundiais, sem no entanto, traduzir em números o que essa qualificação &#8220;excelente&#8221; significava e que acontecimentos teriam sido esses (sugere-se uma consulta ao Wikipedia que detém um resumo dos principais fatos do ano). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na seção sobre gestão de investimentos a Eletros explica que no cenário internacional enfrentou os impactos da expectativa da elevação das taxas de juros nos Estados Unidos e a desaceleração do crescimento econômico global. Já no cenário interno, o Brasil enfrentou a greve dos caminhoneiros afetando negativamente a retomada da atividade econômica, agravando-se no segundo semestre com todo o processo eleitoral. Entretanto, na contramão das variações negativas dos ativos mundiais, a eleição de Bolsonaro gerou otimismo no mercado brasileiro, fazendo que a carteira de renda variável do plano BD fosse beneficiada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visto que tal afirmação sobre o desempenho da rentabilidade necessitava de maiores esclarecimentos, a Eletros faz o convite à uma reflexão sobre a rentabilidade média obtida pelos planos CD/CV nos 5 anos anteriores que tinha sido de 113% do CDI (<strong>76,4%</strong>), que, se comparada ao desempenho obtido pelas Entidades <strong>Abertas</strong> de Previdência Privada (ou seja, um mercado que abrange outras características diferentes, <strong>não similares</strong> a outros fundos de pensão em alguns quesitos) obteve 91% do CDI (<strong>61,0%</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> Quando se lê rentabilidade média de 76,4% está sendo feita, claramente, referência à rentabilidade média acumulada em 5 anos dos planos administrados pela Eletros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dando continuidade à análise comparativa com um segmento paralelo que é o de previdência privada em que atuam bancos e seguradoras (que possuem fins lucrativos) a Eletros aborda a diferença entre as suas taxas de administração e as taxas praticadas pelas Seguradoras e Entidades de Previdência Privada deste mercado regulado pela SUSEP, em que mostra que o <strong>perfil Eletros</strong> de investimentos tinha uma taxa menor que as demais <strong>(0,45%</strong> x <strong>1,44%)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas, o que esses números significaram naquele ano?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como vimos anteriormente, esse tipo de comparação esteve presente em outro RAI e foi citada em umas das publicações anteriores desta série. O que buscamos no momento foi apresentar o resultado obtido pelas Entidades <strong>Fechadas</strong> de Previdência Complementar obtido naquele exercício. Tal informação está disponível no site da Abrapp, na seção de Consolidados estatísticos. Trouxemos para cá, portanto, o que se encontra descrito no documento da Abrapp que leva em consideração o mercado de previdência privada real que a Eletros está inserido como fundo de pensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:58% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="367" height="223" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Quadro-EFPCS-2014-2018-1.jpg" alt="" class="wp-image-2618 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Quadro-EFPCS-2014-2018-1.jpg 367w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/Quadro-EFPCS-2014-2018-1-300x182.jpg 300w" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">Pelos números destacados, observa-se que o desempenho das entidades foi <strong>inferior</strong> ao obtido pela Eletros, segundo informado pela mesma.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Obs: Cabe observar que não foi divulgada a rentabilidade de 2015 no RAI daquele ano e por isso, a comparação com o plano BD Eletrobrás não foi possível de ser realizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especificamente para o ano 2019 esperava-se rentabilidade real de 5,0% acima da inflação medida pelo INPC (IBGE). A proposta para aquele exercício era ter em torno de 69% em renda fixa e 15% em renda variável, seguidos por 9% em investimentos imobiliários, 5% em empréstimos aos participantes e 1% tanto para investimentos estruturados e em investimentos no exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao desempenho do plano, os números finais de 2018 foram:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rentabilidade bruta nominal = <strong>11,27%</strong> e Meta atuarial = <strong>9,28%</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, o plano obteve acima do que era necessário atingir (meta atuarial) o percentual de <strong>1,82%</strong>. Porém, o que quer dizer &#8220;bruta nominal&#8221;, você sabe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, significa que não foi efetivamente creditado no plano BD o correspondente a 1,82% do patrimônio. Sabe por que? Porque há o custo da gestão dos ativos do plano. Até março/2019 esse custo correspondia a <strong>0,5%</strong>. A partir de abril de 2019 passou para 0,45% a.a. Portanto, para apurar a rentabilidade líquida, deve´se descontar a taxa de administração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, para ratificar o que já foi resumido no início dessa publicação sobre o bom desempenho no ano dos investimentos, a renda variável foi responsável por <strong>20,57%</strong> de rentabilidade nominal bruta, ou seja, superando em <strong>10,33%</strong> a meta atuarial. Um belo desempenho!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para calcular o 10,33% voce deve inicialmente fazer o seguinte cálculo (1+0,2057) / (1+0,0928).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do resultado obtido (1,1033) subtraia 1 e multiplique por 100%.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E o que diz a demonstração contábil? </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao observarmos as demonstrações contábeis, podem ser extraídos alguns elementos importantes, tais como:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>déficit técnico reduziu</strong> de <strong>R$ 603.895 mil</strong> para <strong>R$ 164.581</strong> (redução de 72,75%). Mas, <strong>ATENÇÃO</strong>. Não significa dizer que o problema do desequilíbrio do plano foi praticamente solucionado! É uma classificação contábil. Significa que uma vez que os planos de equacionamento são elaborados, o plano reencontra o seu caminho rumo ao equilíbrio. Como pode ser comprovado na <strong>pág. 86</strong> do RAI 2018, o déficit equacionado foi de <strong>R$ 606.448 mil</strong>. O que está por trás é a previsão da entrada de <strong>contribuições adicionais</strong>, com <strong>prazos e valores bem definidos</strong>. Assim, o déficit de R$ 164.581 ainda representava qual parte do passivo que ainda não tinha plano de equacionamento elaborado.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A composição exata ficou então da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2011</strong> &#8211; R$ 19.792 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2013</strong> &#8211; R$ 357.394 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2015</strong> &#8211; R$ 229.262 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total equacionado &#8211; R$ 606.448 mil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao passarmos pelas demonstrações contábeis, julgamos importante citar a constituição de provisões decorrentes de ações judiciais de assistidos contra a Eletros. Tais valores referentes ao plano BD somavam em 2018 aproximadamente R$ 18 milhões, sendo portanto inferiores em relação à provisão do ano anterior de aproximadamente R$ 26,7 milhões. No entanto, não fica claro se tais valores foram reduzidos porque as causas judiciais representaram em êxito para o plano ou se tais valores anteriormente provisionados se consituíram em passivo atuarial absorvido pelo plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Premissas atuariais e financeiras</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito às premissas utilizadas na avaliação atuarial, temos as seguintes mudanças em relação ao exercício 2017:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Taxa real anual de juros &#8211; De 5,65% a.a. para 5,64% &#8211; <strong>aumento</strong> (mínimo) de passivo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fator de capacidade atuarial &#8211; De 97% para 98% &#8211; <strong>aumento</strong> de passivo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fator de capacidade de benefício &#8211; De 97% para 98% &#8211; <strong>aumento</strong> de passivo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tábua geral de mortalidade &#8211; AT 2000 Basic M&amp;F foi substituída pela tábua AT 2000 M&amp;F suavizada em 10% &#8211; <strong>aumento </strong>de passivo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hipótese de composição familiar: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ativos</strong> &#8211; probabilidade de casados &#8211;  De 75% para 70% (<strong>redução</strong>) de passivo;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferença de idade entre homens e mulheres- De 4 para 6 anos, sendo mulheres mais novas (aumento) de passivo;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> A tábua geral de mortalidade é uma <span style="text-decoration: underline;">premissa muito importante</span> na avaliação e a suavização em 10% se trata de uma redução em 10% nas probabilidades de morte atribuída aos participantes, fazendo com que o passivo passe a ser estimado com uma expectativa de vida majorada. No entanto, salvo engano de quem escreve este texto, a tábua anterior e nova vigente praticamente possuem as mesmas probabilidades de morte ou ao menos, diferenças mínimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementando informações a respeito das premissas, pela leitura da Demonstração Atuarial 2018, observa-se que a consultoria atuarial identificou mais uma vez um fenômeno que é comum neste plano: a variação real de salário dos ativos. Desta vez, a variação foi de 1,58% em termos reais em apenas 1 ano, ou seja, acima da inflação, muito embora a premissa fornecida para o estudo tivesse sido de 1,00%, conforme orientação das Patrocinadoras. Como sabemos, até mesmo pelo que já foi explicado em publicações anteriores, <strong>o passivo torna-se maior que o projetado</strong> e esse custo é <strong>dividido por todos no plano, de forma solidária</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E, para aqueles que ainda não conseguiram entender como se deu a mudança no entendimento sobre a validade do parágrafo 2º do Art. 61, este histórico encontra-se resumido nas págs. 88/89 do RAI 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é justamente nessa leitura que se pode tomar conhecimento que já no início de 2019 que houve a publicação da aprovação do TAC no D.O.U, celebrado entre PREVIC e Eletros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra informação relevante que consta nas demonstrações contábeis diz respeito aos déficits referentes aos exercícios de 2010 e 2011. Pela leitura do texto, percebe-se que a Eletros analisaria, em conjunto com as Patrocinadoras, eventual necessidade de adotar alguma providência quanto ao equacionamento daqueles exercícios que fora implementado, com base na observação do <strong>parágrafo 1º do art. 61</strong>, considerado dentro da legalidade conforme Ofício da Previc.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Parecer Atuarial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que muita gente pensa, o parecer atuarial é um documento que possui um conteúdo didático para ajudar a entender o que se passa no plano que a Eletros administra. Existem obviamente informações que são um pouco mais difíceis de serem interpretadas pelo público menos familiarizado com a ciência atuarial, porém, nem de longe é um documento que só é entendido por atuários. Por isso, recomendamos uma leitura, mesmo que por curiosidade. E, na medida do possível, o que fazemos com essas publicações é trazer mais explicações quando a parte técnica do parecer se mostra mais difícil de ser compreendida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Parecer Atuarial 2018 do plano pouco menciona as razões ou mesmo os resultados dos estudos que motivaram a alteração da premissa da tábua geral de mortalidade, pois não foi apenas uma questão de suavização em 10%. Houve mudança na tábua (AT 2000 Basic para AT 2000). Há apenas uma observação que não existem tábuas brasileiras que representem a mortalidade de participantes dos fundos de pensão do Brasil. Em relação às outras premissas utilizadas, o mesmo faz alguns comentários que buscam justificar sua adoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das partes mais importantes do parecer atuarial para quem gosta de números ou precisa ter noção de como é feita a divisão dos déficits é sem dúvida o &#8220;<strong>Patrimônio de Cobertura do Plano, Provisões e Fundos&#8221;.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ajudar a sua leitura e interpretação, vamos aqui passar alguns conceitos. Esperamos que sejam úteis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto Provisões Matemáticas representam o <strong>passivo</strong> do plano, o <strong>Patrimônio de Cobertura</strong> representa o <strong>ativo. </strong>logo, toda a diferença entre eles poderá ser excesso ou insuficiência de recursos para garantir os compromissos do plano, dependendo se a mesma for positiva ou negativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso específico de 2018, enquanto o patrimônio era de <strong>R$ 1,946 bilhões</strong>, o passivo era de <strong>R$ 2,111 bilhões</strong>. Seguindo esse raciocínio, vemos que há uma &#8220;insuficiência&#8221; de recursos da ordem de <strong>R$ 164,6 milhões, </strong>identificada como <strong>Déficit Técnico Acumulado</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, aparece a segregação entre <strong>Benefícios Concedidos</strong> (aposentadorias e pensões) e <strong>Benefícios a Conceder</strong> (futuras aposentadorias e pensões). Basicamente os números que se sucedem &#8220;abaixo&#8221; da demonstração representam o <strong>valor presente</strong> dos <strong>benefícios líquidos</strong> a serem pagos aos <strong>atuais aposentados e pensionistas</strong>, seguidos pelo valor presente para o caso dos <strong>ativos</strong>, primeiramente dos benefícios a serem pagos aos mesmos <strong>quando se aposentarem</strong> seguido do <strong>valor presente</strong> ainda necessário das <strong>contribuições</strong> a serem vertidas ao plano <strong>até a aposentadoria</strong>, separados em <strong>benefícios programáveis</strong> (ou seja, aqueles benefícios aos quais todos conseguem prever uma data para ocorrer &#8211; aposentadoria por tempo de contribuição ou idade por exemplo) e os <strong>benefícios não programáveis</strong> (aposentadoria por invalidez ou pensão por morte).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próximo item são as <strong>Provisões Matemáticas a Constituir</strong>, onde tem-se uma conta de <strong>Serviço Passado,</strong> a qual contempla no caso do BD Eletros as responsabilidades exclusivas das Patrocinadora. Você sabe quais são elas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">I &#8211; Art. 61 (Parágrafo 1º). Este é o valor que representa o compromisso da Eletrobras exclusivo para cobrir o déficit apurado após o encerramento da migração em 2009, de forma definitiva, que foi assinado mediante Termo de Compromisso, entre Eletrobrás e Eletros em <strong>29.12.2011</strong>. Essa informação também está disponível no parecer atuarial, pág. 116 do relatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">II &#8211; Atividade especial (antigo SB-40), relativo às aposentadorias concedidas antecipadamente. Tal montante se faz necessário ser aportado para garantir o equilíbrio do plano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda nas Provisões Matemáticas a Constituir (PMaC) tem-se a abertura dos déficits que já estão com o plano de equacionamento aprovado e implantado, com os números representando respectivamente o valor presente:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Total do Déficit do Exercício específico;</li><li>Parcela de responsabilidade dos Patrocinadores;</li><li>Parcela de responsabilidade dos Participantes Ativos;</li><li>Parcela de responsabilidade dos Assistidos</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">E, após todos esses valores analisados, entendemos como se dá o quadro <strong>Equilíbrio Técnico.</strong> Corresponde ao total de Patrimônio de Cobertura, subtraído das Provisôes Matemáticas e dos valores que vimos acima descritos. Literalmente a &#8220;sobra&#8221; de todos os valores anteriormente discriminados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018, a <em>duration</em> do passivo correspondia a 10,5 anos. Mas, o que significa esse número?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Equivale à média dos prazos dos fluxos de pagamento de benefícios da carteira de um plano. Como o plano BD Eletrobrás é composto em sua maioria de assistidos idosos terá uma &nbsp;<strong><em>duration&nbsp;</em>mais curta</strong>, pois pagará benefícios por um período mais curto e terá menos tempo para aguardar pelo retorno dos investimentos. Se o plano BD fosse composto por participantes ativos ou aposentdos com idade menor, ou seja, um perfil mais jovem, teria uma&nbsp;<em>duration</em>&nbsp;mais longa, pois teria a previsão de pagar benefícios aos seus participantes por muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, qual a implicação prática do cálculo da duration? Segundo a legislação vigente, os prazos de equacionamento devem respeitar o limite de cobrança pelo prazo de 1,5 vezes a duration. Ou seja, limite máximo deve ser inferior a 16 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, a duration serve apenas para colocar um limite máximo no prazo de equacionamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não.</strong> A duration é muito mais que apenas um período. A duration permite que seja estipulado um limite máximo de déficit até que seja obrigatório o seu equacionamento, desde que este limite definido percentualmente seja inferior a <strong>duration menos 4.</strong>  Tudo calculado em função do percentual do déficit sobre a Reserva Matemática. Vamos a um exemplo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suponha um plano com 1 bilhão de passivo (reserva matemática) e a duration de 20 anos. Ao calcular 20-4=16, descobrimos que todo déficit que este plano apresentar enquanto for <strong>inferior a 16% da Reserva Matemática</strong> (R$ 160 milhões), <strong>não precisará ser equacionado de imediato</strong>. Logo, será contabilizado no balanço como <strong>déficit técnico</strong> ao invés de <strong>déficit equacionado</strong> (em provisões matemáticas a constituir).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é exatamente o motivo pelo qual em 2016 e em 2018, embora o plano tivesse apresentado déficit, não foi necessário estipular um novo plano de equacionamento, como demonstraremos mais adiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante antes de explicar essa parte, é também registrar que novamente a Eletros, procedeu o Ajuste de Precificação de Ativos, ou seja, recalculou o patrimônio de títulos marcados &#8220;na curva&#8221; (mantidos até o vencimento) para a marcação a mercado, implicando em uma redução no valor do déficit técnico acumulado em <strong>R$ 37.048 mil</strong>, de forma que o Equilíbrio Técnico Ajustado apresentasse como resultado o valor de <strong>R$ 127.533 mil</strong>. Ou seja, ao reclassificar os títulos, a <strong>variação no patrimônio</strong> foi <strong>positiva</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora sim, repare que no caso do plano em 2018, a duration era 10,05. Aplicando-se a fórmula, chegamos a 6,05%. Aplicando-se este percentual sobre a Reserva Matemática equivalente a <strong>R$ 2.110.667.158,08</strong> chega-se ao limite máximo de <strong>R$ 127.695.363,03</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, como mostramos acima, <strong>após </strong>o Ajuste de Precificação, o déficit foi calculado em <strong>R$ 127.533.363,06</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, estamos falando de uma diferença de R$ 161.997,97, ou seja, apenas 162 mil reais, não foi elaborado o Plano de equacionamento 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que chama a atenção novamente, como também já publicamos nesta série, mesmo em anos com resultado positivo dos investimentos, o déficit não diminuiu. Pelo contrário, ele <strong>aumentou</strong> <strong>R$ 98.828.927,96</strong>, pois passou de <strong>R$ 67.752.403,40</strong> em 2017 para <strong>R$ 164.581,331,36</strong> em 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É nesse momento que o participante, quando entende o que está acontecendo, começa (ou pelo menos deveria) se questionar se o plano BD conseguirá reduzir os déficits se vier a obter outros resultados positivos. Pois, nos anos de 2016, 2017 e 2018, embora tenham sido bastante favoráveis os investimentos, não foram mesmo assim capazes de impedir a elevação do déficit do plano. Como vimos, parte da explicação está na mudança das premissas. E nesse momento, não há o que se questionar sobre a gestão dos investimentos ou de repente, &#8220;buscar os responsáveis pela gestão&#8221;, pois comprovadamente os resultados foram acima das expectativas e do que inicialmente eram definidos como metas mínimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente o parecer atuarial não se explicitou o impacto da alteração dessas premissas em separado, como acontecia essa abertura em RAIs anteriores, principalmente na primeira década deste século.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequencia do parecer, são exibidas diversas tabelas que demonstram os percentuais de cobrança normal e extraordinária aplicáveis à massa de participantes e respectivos patrocinadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> <strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, terminamos de analisar o ano 2018. Logo, chega o momento de explicar o que aconteceu em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O ano 2019</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="610" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-2-1024x610.jpg" alt="" class="wp-image-2634" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-2-1024x610.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-2-300x179.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-2-768x458.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-2-1536x916.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-2-2048x1221.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo 4º ano consecutivo os investimentos superaram a meta atuarial do plano BD Eletrobrás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ler essa afirmação, qualquer pessoa que não conhecesse a história do plano que está sendo contada, mas soubesse que o plano encontrava-se em déficit ficaria com a impressão que o ritmo de recuperação do plano estava indo &#8220;de vento em popa&#8221;. Mas, estamos aqui para contar o que aconteceu. Deixemos a imaginação para os contos de fadas!</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira notícia preocupante no início da leitura do Relatório Anual foi que foi necessário reduzir a taxa de juros do plano de 5,65% a.a. para 4,80% a.a.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O impacto da alteração da taxa de juros</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fosse possível escolher uma premissa para não ser reduzida em um plano de previdência seria, disparado a taxa de juros. Quanto menor for a taxa de juros, significa dizer que os investimentos vão render menos no longo prazo. Com isso, a única forma de assegurar o pagamento dos benefícios prometidos é possuir um patrimônio suficientemente elevado, ou, alternativamente, recorrer à revisão do custeio, para garantir que o que precisa ser atingido de patrimônio no futuro seja realmente atingido. E, como uma mudança de custeio não é assim tão simples de implementar, o que se observa em todos os planos é, para planos deficitários, aumento do déficit. Para os superavitários, redução do superávit. Inclusive, essa história já foi contada nessa série, quando o plano BD se preparava para abrir a migração para o CD Eletrobrás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, vamos continuar ao assunto rentabilidade do plano: <strong>25,47%</strong> nominal contra uma meta atuarial de <strong>10,37%</strong>. Espetacular? Sim. Com certeza, estamos falando de uma rentabilidade de <strong>13,68%</strong> acima da meta atuarial. Descontando-se a taxa de administração do plano, a <strong>rentabilidade nominal</strong> ficou em <strong>24,85%</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos entender qual segmento foi destaque e que impactos positivos tal rentabilidade positiva trouxe para o plano BD Eletrobrás. Será que o déficit que encerrou em 2018 diminuiu substancialmente? Veja a resposta mais a frente&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma boa notícia foi nova redução da taxa de administração. Dessa vez, de 0,45% a.a. para 0,40% a.a a partir de abril/2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos práticos, a rentabilidade final que remunera o patrimônio do plano aumenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto no cenário internacional as bolsas atingiam máximas históricas, o cenário interno ficou marcado pela aprovação da Reforma da Previdência em Nov/19, fazendo com que o risco Brasil caísse de forma relevante, e o governo viabilizou a liberação de parte do FGTS dos empregados, visando estimular a economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande responsável pelos resultados positivos foi a renda variável, que rentabilizou impressionantes <strong>36,85% em 2019.</strong> O próprio Benchmark, o IBX foi de <strong>33,4%</strong>. Ou seja, a área de investimentos tomou decisões muito consistentes ao longo do ano e conseguiu se destacar em relaão aos demais investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E há de se reconhecer também o impressionante resultado da renda fixa que atingiu <strong>27,02%</strong>, sendo <strong>15,08%</strong> acima da meta atuarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas os segmentos empréstimos e Investimentos Imobiliários ficaram pouco abaixo da meta atuarial. E a justificativa para os empréstimos terem dado resultado abaixo do mínimo atuarial justifica-se e é explicado no RAI 2019 como uma questão meramente operacional, com a informação que aplica-se uma defasagem de 2 meses no índice de inflação INPC. Ou seja, não era algo que preocupasse os gestores nem participantes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, um ano para ficar na história, principalmente em função do momento delicado pelo qual o plano enfrentava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a partir da leitura do RAI 2019, é imperativo registrar o item 6.1.3 das Demonstrações Contábeis, na pág. 118, cujo título é &#8220;<strong>Títulos Reclassificados de Mantidos até o Vencimento para Títulos para Negociação</strong>&#8220;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você prestou atenção aos textos publicados nesta série, já deve estar imaginando o que pode ter justificado toda a rentabilidade obtida pelo plano&#8230; O efeito da marcação a mercado, visto anualmente no Ajuste de Precificação dos Ativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo pelo qual a Eletros tomou a decisão de reclassifricar seus títulos na curva em títulos a mercado se deu em função da abertura do plano BD Eletrobrás para uma nova migração, para o plano CD I. Como princípio básico, a marcação a mercado é obrigatória em planos CDs e neste caso de migração, todos os ativos deveriam estar marcados sob a mesma metodologia, para evitar questionamentos quanto à &#8220;transferência de riqueza entre planos&#8221;, conforme muito bem explicado no documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação às contingências na gestão previdencial, houve uma mudança na classificação contábil, porém, sem aparente impacto significativo nos resultados. De toda forma, a Eletros ainda estava em fase de apresentar cálculos pois alguns processos entraram em fase de execução judicial, com perícia técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O déficit técnico equacionado<strong> aumentou</strong> de <strong>R$ 606.448 mil</strong> para <strong>R$ 655.117</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A composição exata ficou então da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2011</strong> &#8211; R$ 14.507 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2013</strong> &#8211; R$ 390.264 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2015</strong> &#8211; R$ 250.346 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total equacionado &#8211; R$ 655.117 mil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto às premissas e hipóteses atuariais, a taxa de juros real anual , conforme já mencionado anteriormente, passou de 5,64% para 4,80%. Todas as demais premissas foram mantidas em relação a 2018, exceto pela hipótese que define uma diferença de idade entre homens e mulheres casados que passou de 6 para 9 anos, para os ativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Déficit Técnico Acumulado</strong> <strong>reduziu</strong> <strong>30,8%</strong>, passando de <strong>R$ 164.581 mil</strong> em 2018 para <strong>R$ 113.904 mil</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento cita um pouco mais à frente que em ago/2019 a Eletros submetia à PREVIC com o andamento dos estudos para a <strong>revisão dos déficits 2010/2011 </strong>e que foram posteriormente encaminhados à Eletrobrás. E, em nov/2019 a Eletros submetia  para PREVIC e Patrocinadoras, o Plano de Equacionamento de Déficit 2010/2011 bem como as minutas dos Termos de Compromisso para as providências de aprovação e em paralelo notificava a PREVIC o status atualizado dos estudos para revisão dos déficits de 2010/2011.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente pela leitura do texto não se tem conhecimento do que constava neste estudo atualizado. Haveria alguma proposta de revisão? Essa informação não consta do RAI 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019 ainda houve o fato relevante da aprovação pelas Patrocinadoras da revisão dos Planos de Equacionamento de 2013 e 2015 e já no início de 2020 haveria o comunicado oficial que os descontos começariam em Fevereiro/2020 e, ao final de Feveriro, há a comunicação pela Eletros da concessão de tutela antecipada pelo Juízo movido pela APEL (ação movida visando evitar a cobrança dos déficits sobre os &#8220;blindados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ainda registrar que no Parecer Atuarial consta a informação que seriam devolvidas aos participantes e patrocinadoras que efetuaram as contribuições para os déficits que foram revistos em função da nulidade do parágrafo 2º do Art. 61.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Importante:</strong> Também consta do Parecer Atuarial a informação que em 29.11.2011 foi firmado Termo de Compromisso entre Eletros, Cepel e Eletrobrás para cobertura do déficit oriundo da migração (antigo parágrafo 1º do Art. 61). O valor que teria sido apurado em 31.12.11 fora atualizado para 31.12.2019 perfazendo o total  de <strong>R$ 367.480,42</strong>. Ou seja, tal valor responde uma pergunta que muitos participantes sempre fizeram&#8230; &#8220;Qual foi o valor do déficit apurado após o fim da migração?&#8221;. E, além disso, ainda respondida outra pergunta frequente: &#8220;Esse déficit foi pago?&#8221;. Pelo que está escrito no Parecer Atuarial 2019 as contribuições para a cobertura desse valor se encerrariam em <strong>Janeiro/2020</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo parecer ainda cita outros termos de compromisso assinados na mesma data, de responsabilidade daspatrocinadoras, referentes aos participantes e assistidos não amparados pelo Art. 61, ou seja, os &#8220;não-blindados&#8221;, cuja previsão de enceramento das contribuições estavam previstas para <strong>Março/2020</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>duration do passivo</strong> reduziu de 10,5 para <strong>10,32 anos</strong> (124 meses).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019 não houve o Ajuste de precificação do Ativo, que poderia reduzir o déficit técnico acumulado por estarem sob a classificação Títulos para Negociação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Limite de Déficit</strong> no qual o equacionamento não seria necessário perfazia o valor de <strong>R$ 144.840.444,13</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o Déficit Técnico Acumulado foi de <strong>R$ 113.904.283,27</strong>, ficando abaixo do limite, não era obrigatório elaborar o Plano de Equacionamento para cobertura do déficit.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> Importante destacar que 2019 foi um ano de rentabilidade excepcional da renda variável e em função da reclassificação dos ativos do plano, houve uma valorização &#8220;anormal&#8221; dos ativos do plano, fazendo com que a diferença entre o limite e o déficit apurado saísse de <strong>R$ 161.999,97</strong> em 2018 para <strong>R$ 30.936.160,86</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado se trata de uma boa notícia, pois o déficit reduziu-se em quase R$ 31 milhões, por outro lado é <strong>motivo de preocupação</strong> verificar que <strong>mesmo com um desempenho tão &#8220;fora da curva&#8221;</strong> dos investimentos, o valor de déficit ter &#8220;apenas&#8221; essa redução. Em outras palavras, denota um crescimento do passivo do plano equivalente a <strong>7,08%</strong> (conforme descrito no Parecer Atuarial). O que teria acontecido neste ano se a Eletros conseguisse apenas superar a meta atuarial? Basta pensar que a <strong>insuficiência do plano em 2019</strong>, mesmo depois desse resultado tão positivo ainda era de aproximadamente <strong>R$ 769 milhões</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A explicação para essa evolução do passivo é em sua maior parte <strong>a queda da taxa de juros</strong>, como havíamos informado no início da explicação sobre o ano 2019. Infelizmente não consta no parecer esse impacto segregado dos demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta que esse cenário provoca é &#8220;<strong>Quantos anos ainda seriam necessários para que esse déficit fosse finalmente extinguido dependendo apenas da rentabilidade dos ativos?</strong>&#8220;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O parecer atuarial do plano destaca que os principais riscos atuariais do plano eram taxa real anual d ejuros, tábua de mortalidade e crescimento salarial real (este último vem sendo repetidamente sendo apontado nessa série, por nunca nos relatórios anteriores ter recebido o merecido destaque).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ainda uma observação: Não foi considerado como risco atuarial relevante a hipótese de crescimento real de benefícios. Porém, o regulamento do plano prevê que o reajuste anual dos assistidos obedece à regra que for mais favorável entre a variação da URE (que é corrigida pelo INPC) e o reajuste da Previdência Oficial (INSS). Basta lembrar que, se no futuro ocorrer o que aconteceu em 2010, quando os benefícios foram reajustados em 3,47% acima do previsto, ou seja, um ganho real, conforme detalhamos na Parte IV desta série que você pode ler, se desejar, clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/do-superavit-ao-deficit-entenda-mediante-dados-oficiais-o-que-aconteceu-no-plano-bd-eletrobras-nas-duas-ultimas-decadas-parte-iv/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, haverá um aumento do passivo atuarial, provocando déficits maiores. Por mais que pareça improvável, temos como referência o histórico que ocorreu em 2010 para nos lembrar que sim, é possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, chegamos ao fim do ano 2019. Vamos terminar essa publicação com o ano 2020?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2020</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="383" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-1-1024x383.jpg" alt="" class="wp-image-2633" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-1-1024x383.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-1-300x112.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-1-768x287.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-1-1536x574.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/2019-1-2048x766.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Este foi um ano bem diferente dos anos anteriores em que a rentabilidade sempre superou, com folga, a meta atuarial do plano BD. Não era para menos, o mundo enfrentou a COVID-19. E, mesmo tendo conseguido superar a meta atuarial, não foi possível evitar que o plano apresentasse novo déficit, ou seja, mais um indício que o passivo atuarial ainda crescia mais que o previsto, sinal de alerta para todos os participantes. Em outras palavras, se obter rentabilidade acima da meta não está sendo o bastante sequer para impedir novos déficits, o que dizer então de diminuir?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do lado das boas notícias, a Eletros informava que havia zerado todas as taxas de carregamento adotadas em todos os planos, ou seja, sobre cada valor pago por participantes, não mais seriam descontados nenhum percentual a título de sobrecarga administrativa, que era igual a 3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este também foi o ano da aprovação das alterações no Regulamento do Plano BD Eletrobrás que suprimiu o parágrafo 2º do Art. 61, tanto pelos órgãos de Governança das empresas como pela SEST. Quanto à PREVIC, a mesma havia encaminhado diversas solicitações para Eletros em relação às alterações regulamentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário da economia, depois de assistir as previsões de crescimento do PIB serem revistas de 2,2% para -9% o Brasil apresentava um desafio e tanto para os gestores de fundos de investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi 2020 o ano que a taxa de juros básica da economia brasileira (SELIC) atingiu um patamar mínimo inimaginável, apenas 2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, houve um forte impacto positivo na renda fixa, que aliado à uma evolução gradativa dos ativos a pouco tempo depois da instauração da pandemia, a entrada de recursos externos e o socorro emergencial no Brasil e no mundo permitiu que o ano de 2020 fechasse com uma rentabilidade positiva e acima da meta atuarial. Ainda no final de 2020 surgiam as primeiras vacinas e o otimismo para 2021 começava a apresentar seus efeitos na renda variável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano BD atingiu a <strong>rentabilidade nominal</strong> de <strong>12,91%</strong>, contra uma <strong>meta atuarial</strong> de <strong>10,49%</strong>. A rentabilidade que tinha sido prevista na política de investimentos tinha sido de <strong>8,40%</strong>. A <strong>rentabilidade real</strong> do plano ficou em <strong>7,07%</strong> contra a premissa adotada no plano de <strong>4,80%</strong>, ou seja, mais um ganho para o plano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>renda fixa</strong> do plano BD conseguiu obter <strong>14,68% </strong>nomina<strong>l</strong> e <strong>8,75% </strong>real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>renda variável</strong>, mesmo com toda volatilidade do mercado ainda ficou positiva em 1,94%, porém, se descontada a inflação, ficou negativa em 3,32%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o destaque do ano ficou com os segmentos de Investimentos Imobiliários e Investimentos estruturados que conseguiram respectivamente <strong>22,04%</strong> e <strong>16,88%</strong> nominal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi também em 2020 o ano em que a Eletros estreou seus investimentos no Exterior em ETF (Exchange Trade Funds) de S&amp;P 500, ou seja, a compra do índice da bolsa de NY e obteve uma rentabilidade acima da meta atuarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A política de investimentos previa para 2021 uma rentabilidade de 7,66% para o plano BD. A taxa de juros tinha novamente sido reduzida, dessa vez para 4,50%, fazendo com que o passivo aumentasse, como veremos mais a frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Demonstrações Contábeis</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira informação importante das demonstrações que podemos extrair são as contribuições em atraso, que somavam R$ 21.400 mil, referentes às contribuições extraordinárias devidas pelos blindados que tiveram o direito obtido na Justiça de não efetuarem as contribuições cobradas até a decisão do mérito da ação impetrada pela Apel contra Eletros, Eletrobrás, SEST e PREVIC além de outras ações. Para maiores detalhes, basta consultar o RAI 2020, páginas 134 e 135.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os imóveis foram reavaliados em 2020 e tiveram uma valorização de R$ 22.096 mil, lembrando que o plano BD teve uma valorização proporcional à sua posição frente ao total dos invesitmentos em imóveis em todos os planos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não houve variação significativa nas contingências na gestão previdencial entre 2019 e 2020. Porém, importante informar que as ações classificadas como &#8220;perdas possíveis&#8221;, e por essa razão não são registradas em balanço, somavam R$ 9.886 mil em 2020. Se comparadas ao ano anterior, houve um acréscimo de R$ 6.356 mil, ou seja, um aumento de 180%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Provisões Matemáticas a Constituir (PMac), ou seja, o valor presente das contribuições futuras extraordinárias aumentaram também. Passaram de <strong>R$ 655.117</strong> mil em <strong>2019</strong> para <strong>R$ 690.138</strong> mil em <strong>2020</strong>, um <strong>aumento</strong> de 5,35%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhuma premissa atuarial foi alterada, exceto pela taxa de juros, conforme já informado anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao Plano de equacionamento do déficit dos exercícios de 2010/2011, a ELETROS recebeu em março/2020, Ofício da Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia, com a aprovação da sua revisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E assim, a partir de abril/2020 iniciou-se a cobrança das contribuições extraordinárias em<br>conformidade com a revisão do equacionamento do déficit de 2010/2011 do plano BD Eletrobrás. Os<br>valores anteriormente pagos pelas patrocinadoras e pelos participantes e assistidos a título de<br>contribuições extraordinárias para equacionamento do referido déficit passaram a ser usados como<br>créditos para abater mensalmente novas cobranças de contribuições extraordinárias até que os saldos credores fossem integralmente utilizados, representando um alívio aos bolsos dos participantes e assistidos não blindados por algum tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Eletros ainda informava estar adotando todas as medidas cabíveis para revogar as decisões liminares e retornar as cobranças da parcela dos assistidos que conseguiram o efeito suspensivo na justiça. E, para tranquilizar um pouco os demais participantes, a Eletros informava ainda que Patrocinadores e demais participantes estavam efetuando suas contribuições normalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>duration do passivo</strong> em 2020 foi calculada em 10,42 anos (125 meses).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, ao efetuar os cálculos para verificação da necessidade ou não de se elaborar novo plano de equacionamento, observou-se que o <strong>Déficit Técnico acumulado</strong> no valor de <strong>R$ 158.518</strong> mil superou o <strong>Limite </strong>de <strong>R$ 152.193</strong> mil. Assim, novo plano de equacionamento seria necessário visando equacionar um valor mínimo em atenção ao que prevê a legislação. E nesse momento é importante ressaltar que <strong>não se trata de equacionar apenas R$ 6.325 mil</strong>, que é a diferença que ultrapassou o limite, como veremos mais à frente, conforme explicado no Parecer Atuarial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Parecer Atuarial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir deste parecer, as seguintes informações foram extraídas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O déficit técnico equacionado<strong> aumentou</strong> de <strong>R$ <strong>690.138</strong> mil</strong> para <strong>R$ 655.117</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A composição exata ficou então da seguinte forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2011</strong> &#8211; R$ 47.382 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2013</strong> &#8211; R$ 389.233 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph">Déf. Equacionado <strong>2015</strong> &#8211; R$ 253.523 mil</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total equacionado &#8211; R$ 690.138 mil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Janeiro/2020 foram integralmente quitadas as contribuições para custear as Provisões Matemáticas referentes ao Art. 61 (antigo Parágrafo 1º).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não houve Ajuste de Precificação dos Ativos pois desde 2019 todos os títulos estavam marcados à mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E qual o valor que deveria ser equacionado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a legislação vigente, estando vigentes 3 ou mais planos de equacionamento simultaneamente, os planos de equacionameto seguintes devem respeitar um novo valor mínimo. No caso, 2% das Provisões Matemáticas. Assim, como as Provisões Matemáticas do plano correspondiam a <strong>R$ 2.370.609.870,29</strong> em 31.12.2020, o <strong>valor mínimo</strong> a ser equacionado foi de <strong>R$ 47.412.197,41</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa previsão legal é mais uma demonstração que os planos de previdência estão regidos por uma legislação cada vez mais rígida que visa proteger os participantes e garantir a solvência dos planos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal situação deficitária exigiria a revisão das contribuições extraordinárias a serem cobradas dos participantes, revendo os percentuais cobrados do equacionamento de 2013 e 2015, com início de cobrança a partir de 2022. Isso porque os déficits não foram oriundos do resultado dos investimentos abaixo da meta atuarial, uma vez que mais uma vez, superaram a mesma. Este critério foi definido pela PREVIC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que a rentabilidade obtida de 12,53%, descontada da inflação anual de 5,4473% significou uma rentabilidade de 6,72%, muito superior à exigida de 4,80%, que era a premissa de taxa de juros real anual na avaliação atuarial de 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Passivo atuarial entre 2019 e 2020 variou 2,27% (passou de R$ 3,011 bilhões para R$ 3,080 bilhões).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, chegamos ao fim desta série (pelo menos por enquanto), até que se publique o Relatório Anual de Investimentos de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será um Relatório que se espera um grande número de informações relevantes, tais como a migração para o plano CD 1, os resultados do plano BD Eletrobrás em um ano de muita instabilidade no mercado financeiro e uma subida acentuada da taxa de juros real (SELIC) qu passou de 2% a.a. para 9,25% a.a.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, concluímos toda a análise.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/thank-you-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2630" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/thank-you-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/thank-you-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/thank-you-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/thank-you-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2022/01/thank-you-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esperamos que este trabalho tenha servido para esclarecer, informar e trazer um pouco de conhecimento a um público que tenho um especial carinho por ter trabalhado por 17 anos na Eletros e, como parte de minhas atribuições, atendi diversos participantes (muitos deles se tornaram amigos) e tentei, da melhor forma possível, ajudar para que pudessem entender as suas questões pessoais relativas ao plano e pudessem então tomar as melhores decisões financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



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		<title>As dúvidas dos participantes da Eletros sobre migração, sobre o plano BD e o plano CD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 03:29:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
		<category><![CDATA[migração BD CD]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que publicamos textos a respeito da migração, do plano BD Eletrobrás ou CD I, os participantes da Eletros fazem novas perguntas e, na medida do possível, buscamos esclarecer da forma mais didática possível, para ajudar as pessoas a terem uma visão menos complicada desse momento tão difícil. A 1º pergunta que vamos responder [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">À medida que publicamos textos a respeito da migração, do plano BD Eletrobrás ou CD I, os participantes da Eletros fazem novas perguntas e, na medida do possível, buscamos esclarecer da forma mais didática possível, para ajudar as pessoas a terem uma visão menos complicada desse momento tão difícil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="411" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-1024x411.jpg" alt="" class="wp-image-2443" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-1024x411.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-300x120.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-768x308.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-1536x617.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/QA-2048x822.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> A 1º pergunta que vamos responder é a seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Sobre os percentuais de equacionamento, pergunto qual é a razão para os prazos de pagamento serem tão diferentes entre ativos e assistidos?&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve mudança na legislação. Nas pubilicações que fazemos, gostamos de trazer o máximo de clareza possível e por isso, evitamos citar as leis que estavam vigentes e as que passaram a vigorar. Houve algumas mudanças, das quais, destacamos as principais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O prazo máximo em anos para equacionar <strong>aumentou</strong>. Passou de 1 vez a duration (ou duração) do passivo para 1,5, ou seja, aumentou em 50%. Além disso, a legislação anterior previa um prazo máximo diferente para ativos e aposentados, <strong>o que responde a pergunta</strong> e explica os prazos tão curtos dos planos de equacionamento de 2013 e 2015. Já com a nova legislação, repare que o prazo dos ativos para o equacionamento de déficits é muito maior, igual ao dos assistidos. O prazo de financiamento da dívida atribuída aos ativos baseava-se no prazo médio que faltaria para os ativos se tornarem elegíveis à solicitar a aposentadoria. Para os assistidos, o prazo era maior, digamos no limite, o prazo vitalício. <strong>No caso da Eletros</strong>, os ativos estão muito próximos do benefício de aposentadoria (em média) e por isso os prazos propostos eram muito curtos.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs: </strong>Duration do passivo é uma definição que considera o prazo médio que os fluxos de benefícios tendem a ser pagos, ponderados pelo seu &#8220;valor presente&#8221;. Infelizmente é complicado &#8220;traduzir&#8221; para uma linguagem muito clara. Então, &#8220;a grosso modo&#8221;, vamos admitir este conceito como sendo um prazo médio de pagamento de benefícios.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Na <span style="text-decoration: underline;">legislação anterior</span>, era necessário haver anos consecutivos de déficit para implantar o equacionamento e era obrigatório equacionar o <strong>valor integral do déficit</strong>. Com a mudança, ou seja, <span style="text-decoration: underline;">na regra atual</span>, o equacionamento de déficit, qunado observado em um ano é obrigatório se superar um determinado limite, chamado de &#8220;Limite de Déficit Técnico acumulado&#8221;. O prazo máximo para ser elaborado o plano é de 1 ano. Por isso que planos de equacionamento demoram a ser cobrados. Em 2022 será implantado novo equacionamento, fruto do resultado negativo de 2020. E, quando o valor do déficit é superior ao limite, é obrigatório apenas equacionar a parte que supera esse limite, respeitando umas outras regras relacionadas ao valor total do passivo. Porém, o que é importante que se registre é que o déficit equacionado pela Eletros <strong>não é pelo valor integral</strong> (máximo). Ao equacionar pelo valor mínimo obrigatório, pode até representar um alívio financeiro para o participante ativo e assistido que se vê em condições financeiras já modificadas em relação a um passado recente, atualmente sendo obrigado a contribuir com três planos de equacionamento. Por outro lado, posterga-se uma solução definitiva.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Uma das causas que gerou o déficit de 2020 foi: “alterações no perfil da massa de participantes”. Como essa causa em particular pode vir a afetar o Plano BD após as migrações, conforme os perfis que permanecerem?</strong>&#8220;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em alteração no perfil da massa, engloba-se o perfil etário e a composição familiar dos ativos, assistidos e seus futuros pensionistas. Não é possível afirmar o que irá acontecer. Não dá para afirmar que a migração terá sido benéfica ou ou não para o plano. Vai depender muito das reservas e participantes que migrarem, com suas características (perfis). Pode ser que o risco dessas mudanças se torne maior ou menor. O que é possível saber é que uma migração em um plano fechado a novas adesões faz com que o mutualismo seja percebido de uma forma mais evidente, uma vez que a característica principal é a &#8220;divisão solidária&#8221; de direitos e obrigações. Se houver um novo déficit, haverá menos participantes para dividir a conta. É bom lembrar que o contrário também é verdadeiro, mas, menos provável dado a conjuntura atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ações Judiciais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 06 de Janeiro de 2022 a Eletros promoveu uma <em>live</em> sobre as ações judiciais movidas por participantes e/ou associações em que a Eletros está no polo passivo, ou seja, é considerada ré quanto à cobrança do equacionamento para os assistidos que se encontravam já aposentados na data do fechamento do plano, ou seja, estamos falando dos &#8220;blindados&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa live, cita-se que de 29 ações existentes contra a Eletros, a ação que representa o maior número de participantes, promovida pela APEL &#8211; Associação de Aposentados da Eletros teria conseguido êxito em sua 1ª instância, fazendo com que a Eletros ficasse impedida de aplicar os descontos de contribuições extraordinárias aos blindados. E, curiosamente, é informado que para todas as outras ações que o pedido tenha sido indeferido, a Eletros teria &#8220;tempestivamente&#8221; iniciado as cobranças aos citados participantes que teriam então sido &#8220;derrotados&#8221; nessa primeira análise. Ainda, na mesma live foram feitas ainda duas afirmações:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A primeira diz respeito à criação do Art. 61 como um dos incentivos à migração. Esta informação é incorreta. Este artigo foi criado para que funcionasse como uma espécie de compensação ao assistido que estaria impedido de migrar para o plano BD. Qualquer afirmação a respeito de incentivo à migração deve ser observada apenas no regulamento do CD Eletrobrás, que previa em seus artigos, os &#8220;Direitos Especiais de Migração&#8221;.</li><li>A ação movida pela APEL, por colocar no pólo passivo PREVIC e SEST, naturalmente essa ação chegaria ao STF e STJ e seria uma causa demorada, dando a entender que pode vir a levar anos até que seja tomada uma decisão final. </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Pois bem, naturalmente, é necessário que se entenda quais procedimentos passaram a ser adotados pela Eletros relativos aos valores em atraso. Isso porque o fato de iniciar as cobranças não é o bastante. Basta imaginar que, por algum tempo (que não se sabe caso a caso), há quantos anos os participantes puderam ficar sem contribuir para o plano, e, agora que não possuem mais o direito de aguardar o julgamento do mérito para começar os pagamentos, há que se efetuar a cobrança dos valores em atraso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse momento de decisão quanto à migração, por que tal assunto é tão importante?</p>



<p class="wp-block-paragraph">I &#8211; Ao participante blindado que esteja ainda suspenso de contribuir, seria interessante que ele tivesse conhecimento dos valores que passariam a ser cobrados em caso de alguma resposta negativa ao seu pedido, proferida pelo juízo. Ou seja, além de passar a contribuir com as pesadas contribuições extraordinárias mensais vigentes, ele passaria a contribuir também com valores retroativos, o que poderia representar uma instabilidade em sua vida financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">II &#8211; O número de participantes que estão com ações e por isso com contribuições suspensas. É importante ter noção do volume de contribuições que não estão sendo cobradas e, principalmente, como está evoluindo essa dívida, para que seja monitorado o risco de se tornar algo impagável pelos próprios participantes em termos de expectativa de vida ou mesmo de desconto em folha de benefícios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">III &#8211; Ao participante não blindado, a informação também é útil pois ele tomará suas decisões considerando os riscos que existem no plano BD e não somente em relação à vantagem ou não do plano CD 1</p>



<p class="wp-block-paragraph">IV &#8211; À medida que o tempo passa, o saldo devedor deste assistido blindado torna-se maior. E, como já foi divulgado, haverá uma 4ª cobrança extraordinária de déficit a ser cobrada no máximo a partir de 2023, relativa ao resultado da rentabilidade do plano BD ter ficado inferior à meta atuarial. Com isso, quanto mais demorada for a decisão, maior será a dívida a ser paga, maiores serão as prestações (lembre-se que o benefício é vitalício e o prazo de cobrança também) e podem vir a provocar descontos insuportáveis de serem pagos pelos assistidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí, sugere-se que sejam feitos os seguintes questionamentos à Eletros:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando começam a ser feitas as cobranças retroativas para um participante que tenha negado seu pedido de suspensão na justiça? Imediatamente?</li><li>O desconto retroativo é cobrado no contracheque em rubrica separada?</li><li>Qual o % cobrado retroativo e por quanto tempo será cobrado?</li><li>Existe um limite máximo de cobrança de valor mensal?</li><li>Os valores cobrados estão sendo corrigidos por meta atuarial ou por rentabilidade obtida pelo plano?</li><li>Qual o prazo estimado pela Eletros para que a principal ação movida contra a Entidade (ação da Apel sobre os blindados) tenha um desfecho, seja ele positivo ou negativo. E, quais medidas (administrativas, jurídicas) atualmente podem ser tomadas pela Eletros para evitar uma situação de ausência de liquidez no plano? Será que até que a decisão seja tomada os participantes terão que &#8220;torcer&#8221; para que haja logo um desfecho dessa questão?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, as perguntas acima são apenas sugestões. Cada participante poderá ou não concordar com o que está aqui sendo sugerido. Nosso canal é o de buscar levantar questões importantes para a tomada de decisão de cada um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que recebermos novas perguntas, atualizaremos essa publicação. <strong>Fique atento.</strong></p>
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		<item>
		<title>Participante da Eletros – O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência – Parte IV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2021 02:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
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		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando continuidade às publicações sobre a decisão de migração para o plano CD ou permanência no BD e considerando que o volume de perguntas sobre a migração tende a aumentar à medida que os debates aumentam entre os participantes e o prazo para decisão se aproxima, vamos nessa parte IV sugerir algumas situações que podem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Dando continuidade às publicações sobre a decisão de migração para o plano CD ou permanência no BD e considerando que o volume de perguntas sobre a migração tende a aumentar à medida que os debates aumentam entre os participantes e o prazo para decisão se aproxima, vamos nessa parte IV sugerir algumas situações que podem vir a ser apresentadas pelos participantes da Eletros à central de atendimento da empresa, visando obter esclarecimentos daquela que é a responsável por atender seus participantes da melhor forma possível, a <strong>ELETROS</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2459" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/apoio-2048x1366.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>São elas:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe-se que atualmente existem muitos participantes &#8220;blindados&#8221; (em torno de 600 a 700) que não estão fazendo o pagamento de contribuições extraordinárias em função de estarem sob o efeito de liminar, concedida pela justiça. No entanto, o valor devido vem sendo considerado pela Eletros como um valor a receber (não se sabe ainda se será pago pela patrocinadora ou pelo próprio assistido blindado). É o que contabilmente se classifica como uma provisão, os valores estão provisionados e por isso não estão impactando no aumento do déficit. Porém, ficam algumas questões que poderiam ser esclarecidas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Os valores em atraso estão sendo atualizados pela rentabilidade mensal auferida pelo plano ou pela meta atuarial (taxa de juros real + INPC)? Quanto é esse valor atualmente?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> O motivo desta pergunta é que, embora não seja um fator <strong>determinante para decidir ou não pela migração, </strong>conforme já publicamos na <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-iii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte III</a>, a ausência de aporte das contribuições no plano enseja um volume menor de aplicação e consequente impacto em menor receita extra advinda da rentabilidade observada no plano (basta pesquisar para concluir que os resultados dos investimentos superaram desde 2016 a meta atuarial do plano). Em outras palavras, depdendendo de como seja feita essa correção, o déficit do plano pode vir a aumentar. Então, qual será a forma de atualização ao final a ser considerada para aporte no plano BD? A meta atuarial? A rentabilidade do plano? A maior entre as duas?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Qual o montante atual previsto pela Eletros que vem sendo provisionado para perdas em função de demandas judiciais atuais? E qual a classificação atribuída para essas causas (possíveis, prováveis ou remotas)? Quantas ações estão hoje pendentes de julgamento?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> Essa pergunta pode ser importante para que o participante tenha conhecimento de quais ações judiciais já existentes podem vir a impactar de forma negativa o passivo do plano BD, uma vez que a Eletros adota premissas demográficas, biométricas e financeiras conservadoras para a estimação do passivo e entende que o passivo esteja bem avaliado. É hora de conhecer o real tamanho dos riscos, não é mesmo?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O assistido blindado com contribuição suspensa (sob efeito de liminar) que vier a falecer antes da decisão judicial em última instância, transitado e julgado, sem deixar pensionista, deixará para seus designados o valor integral das contribuições feitas por ele durante a aposentadoria da Eletros ou serão descontados os valores de contribuição devidas no período decorrido? Qual embasamento legal para tal decisão? E se o montante não for suficiente para quitar a dívida, será cobrado? Como? </li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Qual será o valor do benefício líquido no plano CD I caso o participante opte por tabela progressiva e defina % de resgate para cada uma das opções (0,6% a 1,2%)?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> O objetivo da pergunta acima visa dar uma visão clara sobre qual será o valor disponível que o participante terá para se sustentar a partir da sua migração para o plano CD I, se assim optar. </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Sabendo que o valor do crédito de migração foi posicionado em 01/09/2021 e vem desde então sendo atualizado por rentabilidade, considerando débitos de valores de benefícios pagos e créditos de contribuições, qual o valor estimado para migração que tende a ser creditado no momento da migração? </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justificativa:</strong> Essa pergunta visa transferir para a Eletros a responsabilidade de informar um valor mais próximo da realidade e não simplesmente deixar a cargo de cada participante a difícil tarefa de fazer esse cálculo em cima de um número já defasado. Nem todos os assistidos e ativos tem conhecimento técnico suficiente para realizar tal cálculo. Basta para isso considerar a idade média dos assistidos do plano, muito superior a 70 anos de idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você tenha gostado dessa publicação, compartilhe com pessoas que você entende que gostariam de ler também. E, se você ainda não leu as publicações anteriores, pode clicar aqui na <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte I</a>. Ao final de cada parte há um link que direciona para a próxima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, se você quiser saber que perguntas outros participantes estão nos fazendo e estamos respondendo, pode conferir clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/as-duvidas-dos-participantes-da-eletros-sobre-migracao-sobre-o-plano-bd-e-o-plano-cd/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Se desejar incluir alguma pergunta, pode também fazer. Se for possível, responderemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se deseja fazer algum comentário, escreva abaixo ou envie um e-mail para <strong>contato@multixplique.com.br</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Participante da Eletros &#8211; O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência &#8211; Parte II</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-ii/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 06:44:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
		<category><![CDATA[migração BD CD]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.multixplique.com.br/?p=2378</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esta é a 2ª publicação sobre a migração proposta pela Eletros aos seus participantes do plano BD Eletrobrás. Caso você não tenha lido a Parte I, você consegue acessar clicando aqui. Começamos falando um pouco sobre o déficit, as contribuições extraordinárias vigentes, explicamos alguns termos técnicos importantes e finalizamos trazendo para reflexão alguns pontos que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-ii/">Participante da Eletros &#8211; O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência &#8211; Parte II</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2392" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-1024x1024.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-300x300.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-150x150.jpg 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-768x768.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-1536x1536.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/Decisao-2-2048x2048.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Esta é a 2ª publicação sobre a migração proposta pela Eletros aos seus participantes do plano BD Eletrobrás. Caso você não tenha lido a Parte I, você consegue acessar clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Começamos falando um pouco sobre o déficit, as contribuições extraordinárias vigentes, explicamos alguns termos técnicos importantes e finalizamos trazendo para reflexão alguns pontos que podem de repente estar passando despercebido em meio à tanta informação confusa e tensão num momento tão importante na vida dessas pessoas: o que esperar do <strong>próximo plano de equacionamento da Eletros (Déficit 2020)</strong>?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaríamos de começar essa publicação exatamente deste ponto, começando com algumas perguntas que são feitas por participantes: </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="819" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark.png" alt="" class="wp-image-2380 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-281x300.png 281w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">1 &#8211; Será este o último plano de equacionamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">2 &#8211; Ativos, blindados e não-blindados. Quem está em pior situação?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">3 &#8211; Quais os principais riscos dos planos BD e CD?</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">4 &#8211; A migração é recomendada para todos? </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px">5 &#8211; Após o término da migração, o plano terá déficit maior ou menor?</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Importante que se registre que as considerações a seguir refletem a <strong>opinião pessoal</strong> de um profissional, atuário, que <span style="text-decoration: underline;">conhece o histórico do plano BD Eletrobrás</span>, foi gerente atuarial da Eletros durante aproximadamente 5 anos, tendo trabalhado nesta empresa por 17 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos às respostas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nº 1: <strong>Provavelmente</strong> este <span style="text-decoration: underline;">não será</span> o último plano de equacionamento! E não se trata de terrorismo, nem mesmo uma tentativa de tentar adivinhar o futuro. Para responder essa primeira pergunta, vamos olhar de forma realista para o cenário que se apresenta? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Convidamos você a continuar esta leitura a partir deste ponto sem julgamento algum. O momento é de trazer clareza sobre os fatos e não tumultuar ou preocupar as pessoas que buscam tomar as melhores decisões para suas vidas. Lembre-se: essa decisão é irreversível, ou seja, não será permitido voltar atrás depois. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você leu a <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">1ª parte</a> da publicação, entendeu que o ano de 2021 começou com um desafio grande: <strong>recuperar um déficit não equacionado</strong> da ordem de R$ 111 milhões de reais. A parte do déficit de 2020 será equacionada a partir de 2022. Seus valores montavam, em Dez/2020, aproximadamente R$ 47 milhões. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isto,  vamos analisar alguns pontos:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rentabilidade</strong> <strong>do plano BD</strong> x <strong>Meta atuarial</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2391" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-1536x1024.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/queda-investimentos-2048x1365.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do plano BD, publicados na página da Eletros e disponiveis no <strong>Relatório de Investimentos nº 34</strong>, de Outubro de 2021, mostram de forma transparente que a rentabilidade preliminar até Outubro/21 não foi boa. Na verdade, foi péssima. <strong>Apenas 1,5%</strong> em um ano de inflação que se aproxima da marca de 2 dígitos. Isso sem mencionar que ainda é necessário descontar a taxa de administração, que corresponde a 0,4% a.a. , pro-rata de 10 meses em 12. Se comparada à <strong>meta atuarial</strong> (rentabilidade mínima exigida) no mesmo período, observa-se que a mesma foi igual a <strong>12,5%</strong>. Ou seja, resultado bem abaixo do esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o plano apresentasse um equilíbrio atuarial, seria considerado como satisfatório o objetivo de atingir essa <strong>rentabilidade mínima</strong>. No caso do plano BD Eletrobrás, como a mesma não foi alcançada até o mês de outubro, torna-se muito pouco provável que haja uma recuperação até o fim do ano (2 meses), provocando inevitavelmente uma nova elevação no valor do déficit técnico acumulado do plano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E, neste momento, precisamos fazer uma observação importante: </p>



<p class="wp-block-paragraph">O crescimento do passivo no ano <strong>não depende</strong> da rentabilidade obtida pelo plano! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ajuda a explicar o motivo pelo qual em 2020, mesmo com um resultado superior à meta atuarial, o déficit aumentou. Na verdade, <strong>houve uma redução na expectativa futura</strong> de rentabilidade do plano para o longo prazo (A Taxa real de Juros foi reduzida de 4,80% a.a. para 4,50% a.a.)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem que estamos buscando transmitir é que o passivo <span style="text-decoration: underline;">cresce de forma inversa</span> à expectativa de juros. Quanto mais subir essa expectativa, menor tende a ser o passivo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vamos a um exemplo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine que você tem uma dívida a vencer em 12 meses. Digamos, R$110.000,00. Este é seu passivo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o seu Patrimônio disponível hoje é de R$ 100.000,00. Este é seu Ativo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua única preocupação é não ficar com nenhuma reserva financeira para uma despesa prevista para o fim do mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o seu dinheiro precisa ser aplicado e render pelo menos 10%, você procura um gerente de banco para fazer um investimento que atenda sua necessidade (ganhar R$ 10.000,00). Porém, seu interesse é <strong>investir o</strong> <strong>mínimo possível.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O gerente lhe apresenta duas opções:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2389 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-1024x1024.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-300x300.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-150x150.jpg 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-768x768.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-1536x1536.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/negocios-3.1-2048x2048.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">1 &#8211; Fundo <strong>Alpha</strong> com ganho previsto de 20%</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">2 &#8211; Fundo <strong>Beta</strong> com ganho previsto de 10%</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">Obs: Prazo dos investimentos igual  a 12 meses.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, sua decisão será o Fundo <strong>Alpha</strong>, pois, com esta <em>expectativa de rentabilidade</em><strong> MAIOR</strong>, você precisa <strong>reservar</strong> menos dinheiro agora (na prática, R$ 91.666,67). Em 12 meses você terá R$ 110.000,00 e pagará sua dívida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acabamos de lhe apresentar, de forma muito simplificada, o <strong>conceito de reserva</strong>. Ou seja, qual o valor necessário possuir hoje para poder garantir o pagamento de uma obrigação no futuro!  Ao optar por um investimento com expectativa de rentabilidade maior, lhe permite possuir <strong>MENOS</strong> patrimônio investido agora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez feita a analogia com o plano BD, vamos para a conclusão?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão da 1ª pergunta:</strong> Ao que tudo indica, a menos que haja uma &#8220;euforia&#8221; no mercado financeiro nos últimos 2 meses do ano ou ainda, que novos recursos ( por exemplo as &#8220;OFNDs&#8221;) sejam aportados no plano, a tendência é que o déficit em 2021 <strong>seja majorado</strong> em relação a 2020 e provavelmente, em 2023, tenha início a cobrança das contribuições extraordinárias de nº 5.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta Nº 2: Em nossa análise, é o <strong>participante ativo</strong> que se encontra em situação mais delicada que os demais. Talvez por isso, sua decisão seja um pouco mais simples que dos aposentados. Não se trata de avaliar se o plano CD oferece ou não maiores vantagens ou se o plano BD ainda tende a apresentar mais déficits no futuro. O participante ativo vive uma situação extrema de redução de renda na fase laborativa! Foi mostrado na publicação anterior que as contribuições dos ativos, normais e extraordinárias atingem percentuais acima de 40% do salário bruto. Se implantadas novas contribuições extraordinárias, chegará o momento que o mesmo não terá nenhum salário líquido mensal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, resta decidir como será a transição para o plano CD I. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como assim? Não seria apenas a migração?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é NÃO. O participante ativo precisa fazer alguns cálculos. Caso ele faça a opção pela migração, irá transferir o crédito de migração para o plano CD I, ficará livre de contribuições extraordinárias e recomeçará sua estratégia de acumular recursos para aposentadoria em um plano que lhe permitirá, se puder aguardar alguns anos ainda antes de se aposentar, uma tributação menos elevada (tabela regressiva).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, alguns cuidados precisam ser tomados. Há casos de participantes cuja <strong>reserva de poupança</strong> no plano BD é <strong>MAIOR </strong>que o seu <strong>crédito de migração</strong> para o CD I. Em outras palavras, todas as contribuições normais feitas por ele para o plano, corrigidas pela URE (Unidade de Referência da Eletros) que varia conforme o INPC. Para esses participantes, não existe nenhum valor adicional de contribuição feita pelas Patrocinadoras. E olhe que há mais de 15 anos que o plano foi fechado a novas adesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mas, qual seria a alternativa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esses casos supracitados, poderia ser necessário realizar uma simulação, fazer uns cálculos. Isso porque, o participante ativo tem o direito de optar pelo seu desligamento do plano BD. Em seguida, ele pode pedir a inscrição no <strong>plano CD I</strong>, sem que haja qualquer aporte de migração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vantagem é que a sua reserva de poupança passará a se tornar um direito deste participante de receber tal valor de forma integral e corrigida pela URE na data do seu desligamento da Patrocinadora (rescisão de contrato de trabalho), independentemente dele solicitar ou não o benefício de aposentadoria da Eletros no plano CD I. E o que é melhor, <strong>sem qualquer desconto para liquidar os déficits</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ele precisa saber fazer esse cálculo corretamente. De um lado ele tem a possibilidade de começar um novo plano com um aporte inicial (crédito de migração) deduzido das contribuições extraordinárias futuras, podendo aplicar tais recursos nos perfis de investimentos do plano CD I e tentar recuperar tais valores inicialmente &#8220;perdidos&#8221; através de boas rentabilidades auferidas ou, de outro lado, submeter seu crédito de migração à variação da URE e ao final, pagar o imposto na tabela progressiva, ou seja, 27,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando, que no plano CD, a depender do tempo previsto para a aposentadoria, a tabela regressiva pode ser mais favorável, o que exige que a comparação entre as opções ainda considere o valor líquido a ser recebido, em função de diferentes alíquotas de imposto de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, lembramos que no plano CDI as contribuições previdenciárias são menores que no plano BD, as contribuições das patrocinadoras são creditadas no saldo de conta do participante (vide as regras específicas do regulamento do plano), porém, não existem benefícios de Pecúlio por morte e de invalidez, que poderiam ser importantes para elevar o saldo do participante no caso destes viessem a fazer jus aos benefícios de invalidez ou deixar pensão por morte pra seus beneficiários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na próxima publicação, que você acessa clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-iii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, continuaremos abordando as perguntas apresentadas nesta Parte 2. Optamos por terminar neste ponto a publicação para não torná-la demasiadamente longa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desta publicação, deixe seu comentário e compartilhe com quem você acredita que gostaria de ler esse conteúdo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Participante da Eletros &#8211; O que é preciso saber antes de decidir se deve ou não migrar de plano de previdência &#8211; Parte I</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-i/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2021 06:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Migração BD CD (Eletros)]]></category>
		<category><![CDATA[migração BD CD]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos iniciando uma série de publicações sobre assuntos relevantes que podem ajudar os participantes da Eletros a tomarem uma difícil decisão em relação ao plano de aposentadoria que hoje estão inscritos. Se você é participante do plano BD Eletrobrás, pode vir a ser interessante conhecer um pouco mais sobre este plano de benefício definido. Imagine [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1.png" alt="" class="wp-image-2360" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/question-mark-1-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Estamos iniciando uma série de publicações sobre assuntos relevantes que podem ajudar os participantes da Eletros a tomarem uma difícil decisão em relação ao plano de aposentadoria que hoje estão inscritos. Se você é participante do plano BD Eletrobrás, pode vir a ser interessante conhecer um pouco mais sobre este plano de benefício definido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine um plano de previdência privada na modalidade de <strong>benefício definido</strong> que você contribui como ativo há pelo menos 15 anos, ininterruptamente, ou, alternativamente já está aposentado, recebendo seu benefício mensalmente<strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há mais de 10 anos as notícias que se tem sobre este plano são de um plano que apresentou déficits e à medida que os anos foram passando, veio o inevitável e amargo remédio: <strong>A CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA</strong>. Em princípio, mesmo não entendendo ou concordando, os participantes aos poucos vão se dando conta que aquelas contribuições visam exclusivamente trazer o equilíbrio atuarial do plano, ou seja, elevar o valor do patrimônio que será responsável por garantir o pagamento vitalício da aposentadoria a todos os participantes (os ativos que ainda estão trabalhando, os aposentados e também os pensionistas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o que ninguém esperava era que esse cenário tão difícil (plano em desequilíbrio) viesse a cobrar simultaneamente, desde 2017, três cobranças extraordinárias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As perguntas que passaram a assombrar as discussões entre ativos, aposentados e suas respectivas associações foram sempre as mesmas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Até quando vamos conviver com déficits e mais cobranças?</li><li>O plano está quebrado?</li><li>É possível reverter essa situação?</li><li>Nos próximos anos, haverá mais déficits? </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma idéia em números, vamos resumidamente a seguir apresentar as alíquotas vigentes cobradas nos planos de equacionamento de déficit desde o início de 2021:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ativos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária I (<strong>Déficit 2011</strong>)  =  <strong>4,02%</strong> do salário <strong> /</strong>  Prazo: <strong>2 anos e 7 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária II (<strong>Déficit</strong> <strong>2013</strong>) = <strong>24,26%</strong> do salário <strong>/</strong> Prazo: <strong>3 anos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária III (<strong>Déficit</strong> <strong>2015</strong>) = <strong>4,79%</strong> do salário <strong>/</strong> Prazo:<strong> 14 anos e 3 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total</strong> de descontos no mês: <strong>33,07%</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Note que se trata apenas de contribuições <strong>EXTRAORDINÁRIAS</strong>, visto que ainda contribuem para o plano mensalmente as contribuições <strong>normais</strong> (aproximadamente14,09% do salário), ou seja, aquelas que eram cobradas para financiar a aposentadoria se não houvesse os déficits. Em resumo, os descontos totalizam <strong>47,16% do salário bruto!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aposentados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária I (<strong>Déficit 2011</strong>)  =  <strong><strong>2,08%</strong> </strong>do benefício <strong> /</strong>  Prazo: <strong>13 anos e 3 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária II (<strong>Déficit</strong> <strong>2013</strong>) = <strong>11,54%</strong> do benefício <strong>/</strong> Prazo: <strong><strong>13 anos e 8 meses</strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contribuição Extraordinária III (<strong>Déficit</strong> <strong>2015</strong>) = <strong>6,65%</strong> do benefício <strong>/</strong> Prazo:<strong> 14 anos e 3 meses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Total</strong> de descontos no mês: <strong>20,26%</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os aposentados, a carga de contribuições imposta aos assistidos é menor, porém, os mesmos também contribuem mensalmente para deixar pensão para seus dependentes (futuros pensionistas). Esse percentual corresponde a <strong>7,80%</strong> em média, totalizando <strong>28,06%</strong> dos rendimentos brutos mensais do benefício de aposentadoria.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2361 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/dividas-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:30px">A primeira pergunta que se faz, naturalmente é: &#8220;como é possível ter uma vida financeira equilibrada com descontos tão elevados?&#8221;.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, não termina aí&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, embora a rentabilidade do plano tenha sido 11,84% <strong>superior</strong> à rentabilidade mínima exigida (também conhecida como <strong>mínimo atuarial</strong>), apurou-se <strong>novamente um déficit no plano.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, conclui-se que o passivo do plano BD teve um crescimento acima do previsto, o que se torna preocupante. E, conforme consta do parecer atuarial do plano, as principais razões foram a redução da taxa de juros (de 4,80% para 4,50%) e alterações no perfil da massa de participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fica portanto, uma primeira importante observação. A rentabilidade pode sim contribuir bastante para a diminuição dos déficits, porém, é preciso que a taxa de juros não caminhe na direção oposta, ou seja, sofra uma redução. Grande desafio para a Eletros!</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, antes que sejam divulgados pela Eletros quais serão as alíquotas aplicáveis, é necessário chamar a atenção para uma questão muito importante: O <strong>valor do déficit</strong> e o <strong>valor do déficit equacionado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essas informações estejam disponíveis no site da Eletros (basta acessar o RAI 2020 e procurar pelo parecer atuarial do plano BD Eletrobrás), muitos participantes não tem conhecimento da diferença entre essas definições e principalmente, dos seus valores e o que eles significam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, vamos simplificar o trabalho de fazer essas pesquisas e vamos trazer aqui de forma objetiva, o que significam esses termos, seus valores e o que é desconhecido da maioria dos participantes:<strong> </strong>a contribuição extraordinária IV<strong> não irá representar </strong>o<span style="text-decoration: underline;"> valor integral do déficit</span>, mas sim, <span style="text-decoration: underline;">apenas uma parte dele</span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As explicações:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-2362" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-1024x768.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-300x225.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-768x576.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-1536x1152.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/12/aulas-2-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O parecer atuarial reúne informações que, embora pareçam muito complexas, são de fácil entendimento e ajudam a compreender a situação do plano, bastando para isso, conhecer algumas definições. São elas:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Patrimônio de Cobertura do Plano</strong> &#8211; Corresponde ao valor financeiro registrado no plano disponível para honrar os compromissos do plano (ou seja, o pagamento de todos os benefícios do plano).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Provisões Matemáticas</strong> &#8211; também conhecida como reservas matemáticas, representam, em linhas gerais, o valor necessário que o plano deveria possuir para poder honrar o pagamento dos benefícios do plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, quando a diferença entre Patrimônio e Provisões matemáticas torna-se negativo, observa-se uma &#8220;insuficiência&#8221;, também conhecida como &#8220;déficit&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Provisões Matemáticas a Constituir</strong> &#8211; de forma simplificada, pode-se afirmar que são os valores que ainda serão pagos, por participantes ativos, aposentados, pensionistas e patrocinadores, mediante contribuições extraordinárias, já devidamente aprovadas, contratadas e implementadas. No caso da Eletros, a soma de todas as contribuições previstas para os equacionamentos de 2013, 2015 e 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Equilíbrio Técnico</strong> &#8211; é o que se entende por <strong>déficit não equacionado</strong>, ou seja, a diferença entre o Patrimônio de Cobertura do Plano e as Provisões Matemáticas, ambas definidas acima. Quando seu valor é negativo, indica que é a nova insuficiência que precisa ser recuperada para possibilitar o equacionamento do plano novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vamos aos números:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Patrimônio de Cobertura do Plano</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; 2.212.091.517,75 </li><li><strong>Provisões Matemáticas</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. 2.370.609.870,29 (-)</li><li><strong>Equilíbrio Técnico</strong> &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.   <strong>(158.518.352,54)</strong> </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Neste caso, em 2020, vemos um Equilíbrio Técnico Negativo. Em outras palavras, o déficit &#8220;novo&#8221; do plano. Para saber qual o valor atual dos déficits de 2013, 2015 e 2017, basta observar este resultado no parecer, em Provisões Matemáticas a Constituir: <strong>(709.745.810,07)</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, o que vamos demonstrar a seguir é a diferença entre o valor do déficit <strong>(158.518.352,54)</strong> e o valor que será cobrado efetivamente dos participantes no próximo plano de equacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No parecer, há essa informação, de forma bastante clara, senão vejamos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A legislação não obriga as Entidades Fechadas de Previdência Complementar a equacionarem a integralidade do déficit. Não vamos aqui, nesse momento, explicar os motivos pelos quais há essa flexibilidade. O nosso objetivo é mostrar o valor que será equacionado, e como consequencia, o que ficará para os próximos exercícios, numa &#8220;missão&#8221; da Eletros conseguir, mediante boa rentabilidade, recuperar a parte então deficitária e não cobrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia proposta na legislação estipula um valor limite para o qual o déficit não precisa ser equacionado em um determinado exercício. No caso do plano BD Eletrobrás, em 2020, tal limite perfazia o valor de <strong>R$ 152.193.153,67</strong>. Porém, como vimos que o <strong>Equilíbrio Técnico</strong> (valor do déficit) é de <strong>R$ 158.518.352,54</strong>, essa diferença, chamada de &#8220;Parcela do Deficit superior ao limite&#8221; precisa ser equacionada, ou seja, <strong>R$ 6.325.198,97</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a legislação ainda prevê uma <strong>condição adicional</strong> para planos que possuam em vigor pelo menos 3 planos de equacionamento (que é justamente o caso da Eletros). A determinação é que o valor a ser equacionado deve ser obrigatoriamente, equivalente a 2% das Provisões Matemáticas. Ou seja, o novo plano de equacionamento será elaborado considerando o valor de <strong>R$ 47.412.197,41</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste próximo plano de equacionamento <span style="text-decoration: underline;">deixarão de ser cobrados</span><strong> R$ 111.106.155,13</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E as consequencias? O que isso significa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado o participante passa a contribuir com uma 4ª contribuição extraordinária de valor inferior ao possível de ser cobrado e com isso, entende que seu benefício líquido está sendo reduzido minimamente, por outro lado, há a preocupação quanto ao valor não equacionado, que pode ser entendido com um saldo devedor passível de cobrança no próximo exercício, caso a rentabilidade do plano ou outros eventos não causem a redução da insuficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esta seja uma informação importante, muitos participantes desconhecem e são muitas vezes surpreendidos quando se deparam com novas cobranças de contribuições extraordinárias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma analogia que poderia ser feita em relação ao fato de não cobrar um valor inferior ao integral seria imaginar uma corrida de Fórmula 1 em que o piloto, ao ter problemas antes da largada, terá que sair dos boxes após todos os carros terem cruzado a linha de largada, ou seja, terá que ser feito um esforço ainda maior para conseguir êxito no seu percurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na próxima publicação, cujo link está ao final deste texto, vamos abordar os principais riscos do plano BD Eletrobrás. E vamos abordar questões a respeito dos Ativos, Blindados e &#8220;não blindados&#8221;. O que faz sentido para um, obrigatoriamente faz sentido para os outros?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desse texto e quiser entender mais sobre o assunto, deixe seu comentário ou envie um e-mail para <strong>contato@multixplique.com.br</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A próxima publicação, ou seja, a Parte 2, você acessa clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/participante-da-eletros-o-que-e-preciso-saber-antes-de-decidir-se-deve-ou-nao-migrar-de-plano-de-previdencia-parte-ii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 1 &#8211; Portabilidade em Previdência Privada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Portabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse é o post #1 da nova série de publicações &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221; do portal Multixplique. O título chamou sua atenção? Não pense que vamos falar que a Portabilidade é prejudicial ao participante. Ao final desse texto, você conhecerá as opções existentes para uma tomada de decisão correta na hora de fazer uma portabilidade. Engana-se [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-1024x576.jpg" alt="" data-id="1841" data-full-url="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-scaled.jpg" data-link="https://www.multixplique.com.br/?attachment_id=1841" class="wp-image-1841" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/xadrez-2-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></li></ul></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o post #1 da nova série de publicações &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221; do portal Multixplique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título chamou sua atenção? Não pense que vamos falar que a Portabilidade é prejudicial ao participante. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao final desse texto, você conhecerá as opções existentes para uma tomada de decisão correta na hora de fazer uma portabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Engana-se quem pensa que fazer a portabilidade de seu plano de previdência é uma decisão financeira como tantas outras que somos obrigados a tomar durante a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma decisão que se não for bem tomada, poderá causar prejuízos que não recuperáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A portabilidade é um direito inalienável do <strong>participante</strong> (pessoa física que tem um plano de previdência privada).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A portabilidade foi regulamentada somente em 2001, com a lei complementar nº 109.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes disso, o participante que desistia de um plano de previdência, seja lá qual tenha sido o motivo (dificuldade financeira de continuar contribuindo, demissão da empresa que oferecia o plano e ajudava a formar a poupança previdenciária, ou qualquer outro motivo), se via obrigado a resgatar a integralidade dos valores aportados por ele e pagar o devido imposto de renda (vamos detalhar esse caso mais adiante).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse post, vamos abordar o tema <em>portabilidade</em> que, embora sua definição nos pareça um tanto quanto simples, é uma opção que prevê uma série de regras um tanto quanto complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Definição</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portabilidade pode ser definida como o direito do participante a transferir seus recursos acumulados em um plano de previdência complementar pra outro de mesma natureza, com o benefício de não pagar imposto de renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas regras devem ser obedecidas, mas primeiramente, vamos deixar claro o seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A opção pela portabilidade só estará disponível se o participante não estiver aposentado, ou seja, em gozo de benefício de aposentadoria e ocorre de:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>VGBL para VGBL</li><li>PGBL para PGBL</li><li>PBGL para Contribuição Definida (CD) e Contribuição Variável (CV)</li><li>CD e CV para PGBL</li><li>BD para PGBL, CD ou CV</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma primeira decisão equivocada é a de optar por resgate ou portabilidae, sem antes conhecer o seu plano de previdência. Infelizmente, as pessoas tendem a achar que o fato de terem se desligado de uma empresa, <strong>devem</strong> também <strong>transferir seus recursos acumulados</strong> destinados à previdência privada <strong>para uma outra instituição qualquer</strong>. Cuidado. Essa decisão pode vir a lhe fazer abrir mão de um produto exclusivo e diferenciado (seja por regras de conversão de saldo em benefício, seja por taxas de administração competitivas ou melhores que o mercado). De fato, há uma opção disponível no mercado (e pouco conhecida pela maioria) que vamos falar ao final desse post, que pode proporcionar o <em>grande objetivo</em> <em>inicial, </em>que é a <strong>aposentadoria</strong> compatível com o padrão de vida necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs</strong>: Não é porque você tem uma opção adequada disponível para uma aposentadoria que significa que seus problemas estarão resolvidos. Será necessário contribuir, pois, como sabemos, não existe mágica. É contribuir regularmente e acompanhar os investimentos, fazendo revisões periódicas no planejamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ainda a observação que, se for um participante de um plano patrocinado, ou seja, por intermédio do seu empregador ele teve acesso ao referido plano, a portabilidade só poderá ser realizada se ele não tiver mais vínculo empregatício com a mesma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, perdendo o vínculo, para a grande maioria dos participantes, o primeiro vilão das decisões financeiras ruins se manifesta, o desejo pela liquidez. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="912" height="606" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo.jpg" alt="" class="wp-image-1839" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo.jpg 912w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo-300x199.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Anjo-e-Diabo-768x510.jpg 768w" sizes="(max-width: 912px) 100vw, 912px" /><figcaption>Resgate x Portabilidade?</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Sim, porque ao mesmo tempo que passa a ficar disponível a portabilidade, a opção pelo resgate surge como uma <strong>direta concorrente</strong> na disputa pela decisão a ser tomada pelo participante. E nessas horas, muitas vezes, apenas pela possibilidade de receber um dinheiro &#8220;inesperado&#8221; naquele momento, <strong>a decisão financeira é equivocada</strong>. Por mais que haja um &#8220;anjinho&#8221; de um lado lembrando que tal recurso tinha como princípio gerar uma aposentadoria para ele, o participante opta por dar ouvidos ao &#8220;diabinho&#8221;, ficando com o resgate, sem atentar para o fato que boa parte do patrimônio ficará retido, na fonte, para o Imposto de Renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação ainda fica pior quando o participante, ao optar pelo <strong>resgate</strong> de suas contribuições, não tem direito a receber parte ou mesmo a integralidade das contribuições feitas pela empresa. Se você não acredita, esta é uma condição muito frequente em diversos planos de várias empresas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obs:</strong> A opção pelo resgate era muito frequente até o final da década de 90, quando ainda <em>não existia a portabilidade</em> (eu vivenciei diversas vezes essa situação acontecendo porque trabalhava em um fundo de pensão que só tinha plano de benefício definido).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os participantes dos planos BDs se viam sem condições de arcar com o <em>autopatrocínio</em> (possibiliade de assumir as suas contribuições e também da empresa) até a data da aposentadoria, e também não tinham atingido as carências para optar pelo <em>vesting</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Vesting</em> é o nome atribuído ao direito do participante de cessar suas contribuições ao plano de previdência e aguardar atingir a data para receber seu benefício de aposentadoria, de forma proporcional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aí, você de repende pode pensar que naquela época o prejuízo não era tão alto, pois os rendimentos eram muito maiores e ele (participante) pelo menos faria jus a uma boa parte do fundo constituído, em função dos elevados juros das aplicações financeiras, certo? </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Errado</strong>. Os planos não permitiam ao participante resgatar o saldo acumulado com os rendimentos. Na maioria esmagadora dos planos, era previsto (e ainda é para os atuais remanescentes planos de benefício definido) apenas uma correção por um índice, como por exemplo o IPCA, INPC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, voltando à decisão da portabilidade, digamos que estamos no cenário em que o &#8220;anjinho&#8221; conseguiu convencer o participante a não resgatar e fazer a portabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suponha que no caso que estamos analisando, o participante comece a estudar a possibilidade de transferir seus recursos (e também da sua Patrocinadora, mesmo que parcialmente) para uma EAPC ou Seguradora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando tudo parece que está caminhando bem, ele descobre, por força do que está previsto na legislação, que a parte que não foi constituída por ele pode ser recebida vitaliciamente e não pode ser recebida, se assim for sua opção, por um prazo inferior a 15 (quinze) anos. Temos aqui, uma &#8220;segunda chance&#8221; para o &#8220;diabinho&#8221; reverter a situação que estava sendo vencida pelo &#8220;anjinho&#8221;. Será que o valor a ser pago em 15 anos garantirá uma renda compatível com a necessidade do participante? Se o saldo não for muito elevado, há grande chance do benefício ser insuficiente para cobrir o padrão de vida dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haveria outras opções? Sim. Considere que o participante que estamos exemplificando, tem a possibilidade de transferir esses recursos, que foram constituídos numa EFPC, para uma outra EFPC (Entidade Fechada de Previdência Complementar), também conhecida como <em>Fundo de Pensão.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em minha opinião, esta é uma decisão financeira acertada. O participante, ao efetuar a portabilidade, irá &#8220;congelar&#8221; esses recursos e <strong>ficará impedido de resgatar</strong> antes de se aposentar (outra imposição da legislação). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E por que isso é bom?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque muitas das vezes, os participantes optam pelo &#8220;caminho mais fácil, ou mais curto&#8221;, para algum imprevisto financeiro que tenham e acabam lançando mão de seu dinheiro acumulado na previdência, pois, em tese, será usado somente no futuro. Mas se esquecem que um dia chegará a hora da aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, há aqueles participantes que se sentem &#8220;incomodados&#8221; de ter seu dinheiro preso. Mesmo que eles não tenham interesse em realizar resgates, eles querem ter a segurança que o dinheiro estará ali, disponível a qualquer momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, uma <strong>terceira</strong> <strong>opção</strong> se apresenta e faz com que o &#8220;anjinho&#8221; ganhe um novo e poderoso argumento contra o &#8220;diabinho&#8221;. Trata-se de mais uma <strong>decisão correta</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E qual é essa opção?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aderir a um plano Instituído, ou seja, um plano administrado por uma EFPC, onde o Instituidor faz o papel similar a um Patrocinador, sem a obrigatoriedade de contribuição. Esse Instituidor pode ser uma pessoa jurídica, ou mesmo uma entidade que represente uma classe, como por exemplo sindicatos, conselhos das mais diversas profissões (medicina, odontologia, psicologia, engenharia, economia&#8230;).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao aderir ao plano oferecido pela EFPC, específico para a classe que pertence o participante, a legislação prevê a qualquer tempo, sem que haja necessidade de desligamento do plano em questão, que o participante opte pelo resgate das parcelas então constituídas em planos oferecidos por entidades abertas ou fechadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, pode ser que você esteja se perguntando como encontrar um plano de previdência instituído, disponível para uma pessoa física que seja representada por um sindicato ou um Conselho que não seja instituidor?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esta pergunta, o <strong>Multixplique</strong> recomenda o <strong>Fundo de Previdência Mais Futuro</strong> e o seu plano de previdência (<strong>Mais Futuro</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vínculo exigido é com o INSS, ou seja, se você é ou já foi segurado do INSS, você consegue se inscrever na Mais Futuro, na <strong>Previdência Digital</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fazer sua simlação, acesse :  </p>



<p class="has-vivid-cyan-blue-color has-text-color wp-block-paragraph">https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique.jpg" alt="" class="wp-image-1843" width="735" height="554" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique.jpg 1018w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique-300x226.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/mais-futuro-e-multixplique-768x579.jpg 768w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, ficam expostas todas as possibilidades para um participante que se veja diante de realizar a portabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou desse post, comente e compartilhe. </p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"> </p>



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		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 2 &#8211; O preço que se paga por não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 04:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Compras por impulso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da compra [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg" alt="" class="wp-image-1961" width="681" height="435" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-300x192.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-768x491.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1536x982.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-2048x1309.jpg 2048w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da <strong>compra por impulso</strong>:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um estudo realizado pelo então <strong>SPC</strong> (Serviço de Proteção ao Crédito) em maio/2014, descobriu-se que nos três meses anteriores, 52% dos brasileiros tinham realizado compras por impulso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma segunda pesquisa, realizada há cerca de 2 anos pelo <strong>SPC</strong> <strong>Brasil</strong> e pela <strong>CNDL</strong> (Confederação Nacional de Diretores Lojistas) mostrou que 33,2% das compras por impulso acontecem em supermercados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça alguns dos vilões das compras por impulso são:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-1959 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-768x768.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1536x1536.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909.png 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<ol class="wp-block-list"><li><strong>Liquidações</strong> &#8211; as aparentes promoções em que os preços em geral estão abaixo da média;</li><li><strong>Produtos atrativos</strong> &#8211; embalagens que chamam a atenção do consumidor;</li><li><strong>Senso de urgência</strong> &#8211; &#8220;somente hoje&#8221;, uma estratégia de marketing que provoca no consumidor o receio de se arrepender por não ter comprado;</li><li><strong>Facilidade de pagamento</strong> &#8211; principalmente através do <strong>cartão de crédito</strong> e se puder ser parcelado, a armadilha está pronta&#8230;</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, se de um lado estão os lojistas e os vendedores, do outro lado está você &#8220;no controle da situação&#8221;. É você que sabe o quanto um determinado produto é <strong>útil</strong>, quando ele é <strong>necessário</strong>, o quanto pode significar um <strong>status</strong> em sua vida e principalmente se <strong>tem ou não como arcar</strong> com aquele custo, <strong>naquele momento</strong>.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:43% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="640" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg" alt="" class="wp-image-1955 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-300x188.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-768x480.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1536x960.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-2048x1280.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:19px">Entretanto, as pessoas se vêem envolvidas pelo momento em que estão cercadas de fatores que não a permitem usar a razão. Tudo começa por exemplo com uma <strong>vitrine e um produto bonito </strong>e/ou <strong>&#8220;aceitamos cartões de crédito&#8221;</strong>. </p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph"> Inicialmente elas entram apenas para ver o produto e saber quanto custam. Em seguida, começam a ver os seus diferenciais, o design, a praticidade, a tecnologia, as cores, a textura e começam a imaginar o quanto poderia ser interessante levar para casa. Quando descobrem o valor, mesmo achando um valor acima do que imaginava, buscam justificar a todo custo (nesse momento a razão foi suprimida pela emoção) e já estão convencidas na maior parte das vezes da compra e só precisam ver a forma de pagamento. Se for facilitado, seja por um desconto à vista ou parcelado em algumas parcelas, a compra tem grande chance de ser efetuada.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 43%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1963 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size wp-block-paragraph">Porém, no caminho para casa, grande parte das pessoas já sente um certo &#8220;medo&#8221; de ter se precipitado e começa a refletir como fazer para poder quitar as prestações (muitas recorrem ao financiamento do cartão de crédito), outras começam a repensar sobre a necessidade de ter comprado e começam a buscar argumentos que possam convencê-las de que todo o esforço a ser feito valerá à pena. Frases como &#8220;eu mereço&#8221; ou &#8220;eu trabalho pra isso&#8221; são as mais comuns.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos diante de um caso simples de <strong>não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo.</strong> Se voltarmos no texto, veremos que provavelmente o produto não era necessário, algumas vezes caro (mesmo não sendo, torna-se um compromisso a ser quitado a partir daquele momento), e que impede a pessoa de utilizar aquele dinheiro para um investimento próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que não é apenas uma questão de não guardar um pouco do que tem para investir. Trata-se também de perder o controle das despesas mensais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A facilidade do pagamento através do cartão de crédito se dá pelo fato de postergar o pagamento de um determinado item. Em contrapartida, existe a necessidade de quitar seu valor integralmente ou senão, automaticamente, contrair uma dívida em parcelas com taxas abusivas (entre 270% e 310% de juros ao ano, segundo o BACEN). </p>



<p class="wp-block-paragraph">E mesmo que pago à vista, é necessário ter dinheiro disponível para não entrar no cheque especial (outra cilada), como também é necessário ter o suficiente para cobrir todas as despesas do mês, pelo menos até o próximo pagamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Note-se que falamos até aqui de produtos que possam ser caros. Só que nem sempre a compulsividade está em itens de alto valor. Pense no quanto pode comprometer um orçamento pessoal diversos produtos &#8220;baratinhos&#8221;, pagos em 10 parcelas de &#8220;20 Reais&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O parcelamento de compras cria um padrão de vida artificial, tema de nova publicação que faremos dentro de alguns dias aqui do <strong>Multi x Plique</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a compra por impulso é um dos principais motivos do descontrole financeiro pessoal ou familiar. Se você deseja controlar os seus gastos, você pode aproveitar essas dicas&#8230;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Controlar todas as despesas mensais para conhecer quais poderiam ser evitadas para ajudar a equilibrar a relação <strong>receitas x despesa</strong>s</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Priorize formar uma reserva financeira para emergências. Se você precisar de um dinheiro urgentemente, dificilmente conseguirá vender seu objeto de desejo. Se conseguir, dificilmente será de forma rápida e muito menos pelo preço que foi pago;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Não vá às compras se você se sentir triste ou estressado;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Antes de comprar, opte por esperar pelo menos 1 hora. Diga ao vendedor da loja &#8220;volto mais tarde&#8221; ou, se for online, deixe no carrinho da loja e acesse depois o site novamente. Normalmente, ao final desse tempo, o interesse pela compra diminuirá se for uma compra por impulso;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Só leve dinheiro ou cartão de crédito quando souber que irá precisar para uma finalidade específica.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Vá as compras sozinho(a) ou pelo menos, não leve aquele(a) amigo(a) que adora ir às compras. As chances de você ouvir inúmeras razões para fazer a compra naquele momento são muito altas;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li> Se o item não estiver em sua lista de desejos, considere que o item pode não ser tão importante quanto você imagina; </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Aguarde que vamos falar muito mais sobre decisões financeiras equivocadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa próxima publicação sobre esse tema você lê <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



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		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 3 &#8211; Quanto custa NÃO consultar um especialista?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 23:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[EFPC]]></category>
		<category><![CDATA[PLANO CD]]></category>
		<category><![CDATA[PLANO CV]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa. Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à previdência privada, [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-2163" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1024x576.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-300x169.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-768x432.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-1536x864.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/disappointment-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Tomar decisões nem sempre é fácil. Se não temos controle então, seja porque não sabemos o melhor caminho, seja porque não entendemos do assunto, é importante que saibamos a hora de pedir ajuda e não achar que sabemos tudo, simplesmente porque a decisão deve ser nossa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estamos tomando decisões financeiras relacionadas à <strong>previdência privada</strong>, torna-se às vezes ainda mais complexo. Há alguns anos era comum haver situações em que participantes de planos de previdência se deparavam com a necessidade de tomar decisões a respeito dos planos administrados pelas Entidades de Previdência Complementar. Deveriam ficar no plano que estavam inscritas ou deveriam mudar para um novo plano?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria das vezes, essa mudança se justificava por:</p>



<p class="wp-block-paragraph">(1) Solicitação do Patrocinador ou grupo de Patrocinadores;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(2) Interesse da própria Entidade;</p>



<p class="wp-block-paragraph">(3) Reivindicação da associação de participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse post, vamos contextualizar uma migração de plano de benefício definido para contribuição definida / contribuição variável.  Como dito anteriormente, essa era uma tendência do final da década de 90 e com mais intensidade nos primeiros anos deste século nos fundos de pensões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de começarmos a abordar esse polêmico assunto, é importante que se registre que a opção de permanecer no plano ou migrar para o plano novo <strong>não pode ser generalizada.</strong> Não existe receita de bolo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente <strong>a generalização</strong>, a <strong>busca por uma padronização</strong> ou <strong>simplificação</strong> da tomada de decisão que é na maioria dos casos <strong>a grande responsável</strong> por uma decisão financeira <strong>equivocada</strong> e futuro <strong>arrependimento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um primeiro ponto que deve ser observado é que uma EFPC &#8211; Entidade Fechada de Previdência Complementar é uma entidade <strong>sem fins lucrativos</strong>.<strong> </strong>Portanto, é natural presumir a isenção da mesma quanto a qualquer tipo de pressão para forçar algum tipo de movimento por parte dos participantes, seja para que permanecessem no plano que estavam inscritos ou que viessem a fazer a referida migração. Ou seja, a opção por migrar ou não migrar não representaria uma vantagem financeira para a EFPC, de forma que o grande objetivo seria sempre fornecer todas as informações possíveis para a tomada de decisão do participante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Particularmente, tive a experiência de vivenciar por pouco mais de 3 anos, em uma EFPC, uma intensa campanha de esclarecimentos aos participantes sobre as opções de migração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As dificuldades</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Desconfiança</strong> &#8211; naturalmente, na grande maioria das vezes os participantes perguntavam o que poderia estar &#8220;nas entrelinhas&#8221; da proposta de migração. Era um regulamento totalmente novo, inovador até em relação ao plano antigo. Por que motivos ofereceriam a ele, participante, um plano cheio de vantagens aparentes? Questionavam inclusive os <strong>incentivos à migração</strong> (maior percentual de resgate das contribuições por parte da Patrocinadora, valores de pecúlios com valor mínimo garantido, regras de % de resgate maiores etc). Na verdade, nada mais eram do que direitos exclusivos para quem aderisse ao plano e que posteriormente ao fechamento do prazo de migração, não seriam oferecidos para as novas inscrições futuras.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Diferenças entre os planos &#8211; </strong>sabemos que Plano BD e Plano CD / CV possuem características muito diferentes e por isso, demandavam um tempo razoável para que os participantes pudessem perceber as diferenças e poder avaliar o que o &#8220;novo plano&#8221; poderia oferecer, em detrimento do &#8220;plano antigo&#8221;. Quais eram os ganhos, quais eram as perdas? O <strong>grande problema</strong> era que <strong>havia muitas diferenças</strong>. E para piorar um pouco, havia um total desconhecimento do plano BD. Então, para explicar o plano novo, era preciso <strong>explicar primeiro</strong> o plano de origem, o antigo. Enquanto um plano exigia que o participante estivesse aposentado pelo INSS e oferecia apenas a opção de uma renda vitalícia, com um percentual de pensão de 70% somente para os dependentes do INSS, o plano novo oferecia como opções e principais atrativos, além da independência da carta de concessão do INSS, benefício de renda por prazo certo, renda por prazo vitalício com prazo mínimo garantido e 100% de pensão para qualquer pessoa física escolhida pelo participante, com ou sem nenhum parentesco.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Rentabilidade e contribuições</strong> &#8211; enquanto a rentabilidade obtida em um plano BD (acima ou abaixo da meta atuarial) impacta o equilíbrio do plano, a rentabilidade em um plano CD impacta diretamente o valor do saldo e do benefício futuro do participante. Some-se a esta questão o fato dos valores de contribuição que eram propostos nos dois planos <strong>serem diferentes</strong>. Nos planos que trabalhei, na maioria dos casos, ao migrar, o participante tinha uma redução no valor pago mensalmente (e não necessariamente teria um valor de benefício menor). Como conseguir justificar que para comparar benefícios, os valores a contribuir não poderiam diferentes? E mesmo assim, eram benefícios pagos de forma diferente. Um era estritamente vitalício e o outro poderia ser por prazo certo ou com prazo mínimo garantido, transformando-se em vitalício depois (e com % de pensão diferente!!!). A tarefa era árdua. Permitir comparações sobre produtos bem distintos para uma tomada de decisão irrevogável e irretratável.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Divergência de conceitos</strong> &#8211; Enquanto uma maior rentabilidade em um plano CD implica em um acréscimo na projeção do benefício (pois quanto maior o saldo, maior a renda), no plano BD não existe a mensuração individual do patrimônio. O conceito deste último é o da <strong>Reserva Matemática</strong>, que corresponde ao montante necessário, calculado a valor presente, para garantir o benefício futuro do participante. O valor da renda complementar de aposentadorai, que normalmente se trata de uma complementação ao benefício previsto pela Previdência Social é determinado em função de uma regra totalmente desvinculada do patrimônio do plano, por exemplo, a média dos 36 últimos salários recebidos pelo participante ou por exemplo 80% dos últimos 12 salários </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Era nesse momento que a confusão de instaurava. Os participantes não se conformavam que suas reservas matemáticas não eram similares a de outros colegas &#8220;do mesmo setor&#8221;. Porém, ignoravam que aqueles colegas eram mais velhos, com mais tempo de contribuição e menos tempo para a aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse é o problema da falta da educação previdenciária!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que mais se viu foram tomadas de decisões influenciadas por líderes dentro das Patrocinadoras. Era comum ouvir dos participantes &#8220;eu vim fazer a migração por benefício saldado porque assim fez meu gerente e ele não faria para ele algo que não fosse o melhor&#8221;. Ou ainda: &#8220;<em>no meu setor todos migraram CD Puro&#8221;.</em> </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muitas dessas pessoas fizeram foi seguir os passos de outros que não necessariamente estavam preparados para tomar aquela decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Onde queremos chegar então?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda essa introdução foi para evidenciar que o conhecido <em>&#8220;efeito manada&#8221;</em>, estudado em finanças comportamentais, foi muitas vezes facilmente identificado no comportamento dos participantes. É quando se toma uma decisão baseada no que outros estão fazendo, sem avaliaçao se tal ação faz sentido aos seus objetivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em momentos como esses, profissionais especializados, planejadores financeiros poderiam dar todo o suporte ao participante. Embora houvesse profissionais capacitados para apoiar os participantes nas tomadas de decisões, dentro da fundação, munir-se o máximo possível de informações seria o aconselhável para cada participante. Os planejadores financeiros poderiam ajudar as pessoas a entender seus momentos e apresentar pontos a serem levados em consideração que possivelmente não teriam sido até ali sequer lembrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas inseguras decidiram suas vidas de forma às vezes apressada, nervosa, vezes pressionadas por colegas de trabalho que já tinham definido suas opções e pressionados por si mesmas, uma vez que gostariam de se ver livres daquela situação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém tem o hábito de pensar no futuro. Deixam para pensar quando ele já é um presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, essas pessoas indecisas, se lhes fosse oferecida consultoria particular remunerada, recusariam contratar um profissional para auxiliar, mesmo que custasse apenas R$ 1.500, por exemplo. Simplesmente por acreditarem que seria um valor &#8220;elevado&#8221; para uma tomada de decisão que todos à sua volta estavam tomando, todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Decisões equivocadas</strong> foram tomadas. Algumas irreversíveis. As consequencias em termos de valores podem facilmente hoje representar 5 ou 6 dígitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fosse possível perguntar a cada participante que tomou sua decisão financeira equivocada uma única pergunta, certamente ela poderia ser: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Quantos custou essa &#8220;economia&#8221;?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Obviamente que mesmo sendo aconselhados, não haveria garantia de sucesso, 10 ou 15 anos depois. Isso porque existem variáveis imprevisíveis, como por exemplo promoções salariais, permanência ou não na empresa, entre outras. Porém, a decisão deve ser pautada cm base em critérios claros, racionais e bem fundamentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para decisões financeiras de longo prazo, procure um especialista. </p>



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<p class="wp-block-paragraph">Se você deseja ler a 4 parte desta série, você consegue <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-4-quando-a-racionalidade-fica-de-fora-e-o-bom-senso-e-a-intuicao-nao-ajudam/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">acessar clicando aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Procure a <strong>Multixplique</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"> </p>



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		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 4 -Quando a racionalidade fica de fora e o bom senso e a intuição não ajudam&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 23:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo. Você está lendo a 4ª parte da [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2192" width="836" height="557" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1536x1024.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao.png 1920w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você está lendo a 4ª parte da série : Decisões Financeiras Equivocadas. Caso tenha interesse em ler a série desde a primeira parte, você consegue acessar <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ao clicar nesse link aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se estamos falando de decisões financeiras, considere a intuição apenas como um &#8220;fator sorte&#8221;. E, justamente por não passar disso, opte pelo raciocínio lógico, que possa ser justificado, preferencialmente por &#8220;A + B&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a falta de informação e o desinteresse em buscar conhecimento tem tornado decisões financeiras dos indivíduos uma grande decepção com o passar de alguns anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Permita-me abordar este tema no contexto da <strong>previdência privada</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine uma pessoa que por volta dos seus 40 anos, com um salário mensal de R$ 12.000,00 decida finalmente fazer um plano de previdência. Embora seja um momento já um pouco tarde, que exigirá sacrifícios a partir de então, nesse momento, a sensação é de alívio. É o famoso <em>&#8220;antes tarde do que nunca&#8221;</em>. De um jeito ou de outro, sabe-se lá o motivo, pelo menos começou a realizar um grande e <strong>importante</strong> sonho: a aposentadoria vai finalmente sair do papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, para começar essa caminhada, ficou definido um valor de contribuição mensal, provavelmente baseado em simulações feitas sem o conhecimento das premissas utilizadas ou, por indicação de um gerente de banco, muito mais interessado em vender seu produto do que verdadeiramente ajudar aquela pessoa no seu planejamento. Nesse caso, a pessoa vai ter que contar mais com a FÉ.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, esse trabalho de orientação é realizado por um <strong>Planejador Financeiro</strong>, um verdadeiro coach em finanças, um <span style="text-decoration: underline;">consultor especializado</span>, como este que escreve este texto <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa sensação de alívio é o <strong>pior dos sentimentos</strong>. Eu explico: se nesse momento a pessoa tivesse ao menos &#8220;desconfiado&#8221; da simulação, ou mesmo, se ela buscasse fazer uma análise bem simplificada do valor que ela está começando a contribuir (usando até mesmo sua intuição ou bom senso), já poderia ao menos perceber que seu planejamento não teria começado de forma correta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exemplo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso, imagine uma contribuição mensal de R$ 700,00 equivalente a <strong>5,83%</strong> de seu salário. Seu planejamento é fazer contribuições fixas mensais neste valor por 25 anos. Considerando uma aplicação conservadora, vamos supor uma rentabilidade constante de 4% acima da inflação por todo o período. Considere ainda que o benefício será pago pelos mesmos 25 anos (até os 90 anos de idade). O saldo projetado seria de aproximadamente R$ 356.000,00</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, qual será a <strong>real necessidade</strong> de renda na aposentadoria? Supondo que fossem os mesmos R$ 12 mil, a valores de hoje, e supondo ainda a aposentadoria do INSS no valor de R$ 4.500,00, será que os R$ 7.500,00 adicionais viriam desse valor acumulado? A resposta é <strong>NÃO.</strong> Na verdade o valor não seria nem perto (R$1.866,09), ou seja, nem 50% do valor necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que em finanças, o poder dos juros compostos transformam os valores dos saldos. Porém, para tanto, é preciso a combinação de dois fatores importantes: <strong>a taxa de juros</strong> e <strong>o prazo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso, embora não fosse a maneira correta de fazer esse cálculo, a pessoa tivesse pensado assim: </p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">&#8220;Será que 25 anos contribuindo R$ 700,00 vão me assegurar R$ 7.500,00 por mais 25 anos?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse pensamento bem simplista mostraria que cada contribuição teria que ser multiplicada por mais de 10 vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E se os juros fossem maiores?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, os juros poderiam contribuir para atingir esse alvo de benefício, porém, eles teriam que ser equivalentes a <strong>13,2%</strong> ACIMA da inflação. OU seja, mais que <strong>3 vezes</strong> o valor estimado na hora da adesão ao plano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entendeu por qual motivo fica tão &#8220;fácil&#8221; vender uma previdência privada para quem é leigo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bastava um pouco de bom senso para ver que aquilo que a gente deseja não quer dizer que será atingido &#8220;magicamente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só que esta situação <strong>não é exclusiva</strong> de pessoas que compram planos de previdência individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos <span style="text-decoration: underline;">planos corporativos</span>, oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores, em que ela geralmente deposita o mesmo que o colaborador até determinado valor estipulado por ela, a situação é ainda mais preocupante. O fato da empresa &#8220;dividir&#8221; a conta ao meio faz o indivíduo pensar que sua vida no futuro está assegurada, afinal &#8220;a empresa deposita mensamente 100% do valor que ele deposita&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que passar <strong>totalmente despercebido</strong> é que muitas das vezes, o valor da contribuição é baixíssimo, como por exemplo, 2 a 4% do salário do empregado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, essa tranquilidade aparente mascara completamente uma realidade que só se revela muitos anos depois, quando o indivíduo começa a pensar em se aposentar. Ele começa a se interessar um pouco mais por seu plano de previdência, vê os números das simulações e acaba se frustrando. Em muitas das vezes, o sentimento é de que foi enganado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E qual a solução para este caso?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EDUCAÇÃO FINANCEIRA &amp; PREVIDENCIÁRIA</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2193 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Quando se busca educação financeira, aprende-se que o processo adequado de construção de uma aposentadoria deve ser acompanhado de forma periódica, e, naturalmente sendo revisto conforme as mudanças na carreira profissional.</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, <strong>mudanças</strong> na carreira. Isso porque aquele analista I que ingressou aos 25 anos no plano pode ter se transformado, 30 anos depois em um Superintendente ou Diretor e seu plano de previdência, dentro ou fora da empresa, precisa ser capaz de atender suas necessidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as alternativas possíveis estão: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>O indivíduo eleva suas contribuições para tentar acompanhar seu novo padrão salarial;</li><li>&#8220;Segura a onda&#8221; no seu padrão de vida, economiza e investe seus recursos que sobram para poder desfrutar no futuro de uma vida sossegada financeiramente.</li><li>Aceita a redução do seu padrão de vida na aposentadoria </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O que não pode acontecer é estar <strong>despreparado</strong> para a aposentadoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você? Como tem feito a gestão do seu planejamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se precisar de algum suporte, já sabe a quem recorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, se quiser ler a 5ª publicação sobre o tema &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221;, basta clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-5-quando-investir-em-ativos-volateis-se-torna-uma-tragedia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">#multixplique</p>
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		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 5 &#8211; Quando investir em ativos voláteis se torna uma tragédia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 05:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças Comportamentais]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dificilmente quem decide investir em ações está preparado para as oscilações deste mercado. Não basta informar que o investimento é de risco, que pode haver perdas, que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Na cabeça de quem está começando parece só existir uma verdade: vou conseguir ganhos elevados. O que as pessoas querem? [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2278" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/desespero-2-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Dificilmente quem decide investir em ações está preparado para as oscilações deste mercado. Não basta informar que o investimento é de risco, que pode haver perdas, que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Na cabeça de quem está começando parece só existir uma verdade: vou conseguir ganhos elevados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que as pessoas querem?</strong> Ganhar dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em quanto tempo elas querem?</strong> Rápido, muito rápido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que elas de repente começam a investir em ações?</strong> Porque ouviram falar que a renda fixa &#8220;não está rendendo nada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A profissão de planejador financeiro no Brasil ainda é muito pouco conhecida, porém, bastante valorizada no mercado financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa publicação, queremos lhe apresentar uma persona. Seu nome é Marcos Capochim, 40 anos de idade, com um bom emprego, casado e com duas filhas. Ele tem uma vida financeiramente equilibrada, possui algum dinheiro na poupança. Sua experiência em investimentos é praticamente nula. Mesmo assim, Capochim está convencido que vai tirar seu dinheiro da poupança. Descobriu que nos últimos 12 meses sequer a inflação ele conseguiu obter como resultado do seu investimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Indignado, percebeu ainda que nos últimos 10 anos, tudo que ele vinha sistematicamente poupando tem poder de compra menor do que ele projetava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cansado e com a sensação de &#8220;enxugar gelo&#8221;, tomou a seguinte decisão: <strong>investir no que rendeu muito no ano anterior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual a escolha de Capochim? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você pensou em Tesouro Direto, ou melhor, os títulos pós-fixados Tesouro IPCA<sup>+</sup> que se beneficiaram da queda da taxa de juros no Brasil, você está enganado!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim tem fome de ganhar dinheiro e quer recuperar o tempo perdido. Para isso, sua melhor estratégia já foi montada por ele, depois de assistir alguns vídeos no YouTube e Instagram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim vai investir em:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Bitcoins</li><li>Ações, inclusive IPOs</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se você ainda não sabe o que é um IPO, esta é uma sigla da língua inglesa que significa &#8220;Initial Public Offer&#8221;, que nada mais é do que Oferta Inicial Pública de ações. É basicamente quando uma empresa resolve abrir seu capital na Bolsa e vai oferecer suas primeiras ações no mercado, em que os investidores compram todos pelo mesmo preço no momento do lançamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que tem de errado na estratégia de Capochim?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente o nosso personagem está se aventurando, literalmente, em um mercado que ele simplesmente não conhece, nunca viveu a experiência. O pouco que ele sabe é que precisa abrir uma conta em uma corretora de valores e responder um questionário de perfil de investimentos. Logo após o preenchimento de algumas informações cadastrais, ele estará apto a operar, assim que transferir os seus primeiros recursos financeiros para a corretora de sua preferência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que poderia ser diferente se houvesse a ajuda de um planejador financeiro?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muita coisa!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, depois de uma entrevista com o planejador, Capochim responderia um questionário específico, o API &#8211; Análise de Perfil do Investidor. Trata-se de um documento que contém uma série de perguntas que buscam identificar qual o perfil do investidor, qual seu possível comportamento em função de diferentes cenários positivos e adversos no mercado financeiro e principalmente, quais seus objetivos, qual sua experiência em produtos financeiros e qual o prazo que ele espera ou imagina que irá precisar do seu dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, Capochim descarta contratar um planejador financeiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em menos de 2 dias, Capochim divide seu patrimônio: 50% somente em criptomoedas (Bitcoin) e 50% em ações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim acredita que seu investimento será de longo prazo e não pretende mexer nos investimentos antes de atingir as rentabilidades pré-estabelecidas. Em outras palavras, Capochim está disposto a esperar seu investimento atingir níveis de rentabilidade considerados ideais, baseado no histórico que estudou em suas pesquisas no Google:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bitcoins &#8211; <strong>140%</strong> </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ações de cias aéreas e turismo &#8211; <strong>30%</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos falando da heurística comportamental <strong>Ancoragem. </strong>Em outras palavras, é um atalho mental adotado pelo nosso querido Capochim, que o fará tomar uma decisão financeira. Este tipo de comportamento é muito comum nas pessoas. Para saber mais, recomendamos o livro &#8220;Rápido e Devagar&#8221;, de Daniel Kahneman, que inclusive ganhou um prêmio nobel de economia por publicar uma tese sobre finanças comportamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando ao caso do Marcos Capochim, enquanto seu investimento não atingir respectivamente 140% de rentabilidade em bitcoins e 30% em ações, ele não venderá seus ativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo suas análises, em 12 meses as ações já terão atingido tal rentabilidade e no caso dos Bitcoins, serão necessários em torno de 5 meses. Porém, Capochim sabe que não poderá esperar mais um pouco se for preciso. Embora ele acredite no que diz, seu projeto não é de longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, Capochim (e todo o mercado financeiro) não contavam com a Covid19. Em pouco mais de 1 mês, mesmo vendo seu dinheiro investido em 2020 na B3 reduzir-se em mais de 70%, Capochim permanecia com suas ações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Totalmente incrédulo, ao não vender seus papéis, Capochim apresentava o viés comportamental conhecido como <em>aversão à perda</em>, pois, com medo de &#8220;vender na baixa&#8221; e <strong>realizar prejuízo</strong>, ele insistia no que considerava ser a melhor estratégia: &#8220;vai voltar&#8221;, mesmo que não houvesse indícios para acreditar, <span style="text-decoration: underline;">no prazo que ele precisava</span>. </p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic.png" alt="" class="wp-image-2279 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic.png 1000w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/panic-768x768.png 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">Já nos bitcoins, a história foi ainda mais trágica. Depois de uma euforia de ganhos de 90%, <strong>(não realizados)</strong> logo nos primeiros 3 meses, a queda de 70% em 2 dias o deixou desolado e, (como não dizer?), em depressão&#8230;</p>
</div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Atormentado pelas más decisões financeiras, Capochim concluiu:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse negócio não é para mim&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Final da história</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim vendeu suas criptomoedas, vendeu suas ações e transferiu o pouco que lhe sobrou para a poupança novamente. Teve que desistir de seu projeto de reformar sua casa e não participa mais de nenhuma discussão sobre investimentos, um de seus hobbies favoritos antes de se aventurar nesse mundo financeiro. Há quem diga que hoje Capochim nem assiste mais YouTube e deixou de seguir todos os seus antigos influenciadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Capochim não lê mais notícias em sites de finanças e quando escuta alguém dizer que a Bolsa atingiu máximas históricas recentemente, sempre responde da mesma forma:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Cuidado! Eu conheço pessoas bem esclarecidas que perderam quase tudo que tinham por subestimarem os riscos desses investimentos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você gostou dessa publicação e quiser ler outras semelhantes, pode clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a> e ler a 1ª publicação que fizemos com esse tema &#8220;Decisões financeiras equivocadas&#8221;. Cada publicação tem um link para a próxima.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> #multixplique</p>
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