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	<title>Arquivos Planejamento Financeiro - Multixplique</title>
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	<title>Arquivos Planejamento Financeiro - Multixplique</title>
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		<title>Pare de se iludir e perder dinheiro&#8230; Parte I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 04:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Ganho Real]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Rentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não conheço ninguém que fique feliz quando perde dinheiro. Pelo contrário, esse é um fator que causa depressão, estresse e muita, muita confusão. São familiares que discutem, brigas que surgem e acusações de todos os lados. O fato é que perder dinheiro é MUITO RUIM e é pior ainda quando as pessoas nem se dão [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/fake-news-2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2342" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/fake-news-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/fake-news-2-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/fake-news-2-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/fake-news-2-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/fake-news-2-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p></p>



<p class="has-drop-cap">Não conheço ninguém que fique feliz quando perde dinheiro. Pelo contrário, esse é um fator que causa depressão, estresse e muita, muita confusão. São familiares que discutem, brigas que surgem e acusações de todos os lados. O fato é que perder dinheiro é MUITO RUIM e é pior ainda quando as pessoas nem se dão conta de que estão perdendo.</p>



<p>Mas, é possível perder dinheiro e não se dar conta? </p>



<p>Se você pensou em &#8220;sumir&#8221; dinheiro da carteira, da sua aplicação financeira ou mesmo do seu cofre, saiba que não estamos falando sobre nenhum tipo de fraude, roubo, furto ou investimentos de altíssimo risco. </p>



<p>Estamos falando de <strong>investimentos ruins</strong>. Aqueles investimentos que aparentemente estão prometendo evoluir seu patrimônio, mas, na verdade, estão corroendo aquilo que você tenta cuidar da melhor forma, <strong>seu dinheiro</strong>.</p>



<p>Existem diversos investimentos que podem silenciosa e disfarçadamente levar você a uma conclusão perigosamente equivocada: &#8220;<strong>Pode não ser muito, mas,</strong> <strong>estou ganhando dinheiro</strong>&#8220;.</p>



<p>Sem mais suspense, estamos falando de alguns produtos financeiros, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Títulos de capitalização &#8211; <strong>um dos piores no mercado</strong>;</li><li>Poupança (principalmente quando a nova regra aplicada, 70% Selic);</li><li>CDBs, RDBs, Fundos de investimentos com taxas de administração elevadas;</li></ul>



<p>E há muitos outros. Porém, você que se preocupa em proteger seu patrimônio, às vezes, a sua reserva de emergência e deseja investir em <strong>Renda Fixa</strong>, saiba que há meios de saber se você está levando &#8220;gato por lebre&#8221;. </p>



<p>Claro que o ideal é começar a entender um pouco sobre esses investimentos. Se for seu interesse começar a se familiarizar com os produtos financeiros, você pode começar lendo uma série específica criada pelo <strong>Multixplique</strong> sobre investimentos em Renda Fixa. Tudo explicado de forma didática e objetiva. Para acessar, basta <a href="https://www.multixplique.com.br/investindo-em-renda-fixa-parte-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicar aqui</a>.</p>



<p>Na sequencia, vamos iniciar com um imporante passo:</p>



<p style="font-size:30px">A primeira lição &#8211; Calculando o rendimento real</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:37% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/calculadora-3-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-2343 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/calculadora-3-1024x1024.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/calculadora-3-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/calculadora-3-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/calculadora-3-768x768.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/calculadora-3.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:26px">Fundamental para começar a verificar se seus investimentos estão servindo para seu propósito (aumentar seu patrimônio) é saber diferenciar o <em><strong>ganho nominal</strong></em> do <em><strong>ganho real</strong></em>.</p>



<p style="font-size:26px">Não adianta nada entrar em um ônibus e esperar o tempo passar se você não sabe para que lado ele está indo&#8230;</p>
</div></div>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Ganho nominal</em> é todo ganho absoluto obtido. Por exemplo, você investiu R$ 1.000,00 e 12 meses depois você está com R$ 1.080,00. São 80 reais de ganho<strong> bruto</strong>, nominal, ou, 8% de rentabilidade nominal bruta.</li><li><em>Ganho real</em> é todo ganho <strong>líquido</strong>, obtido após descontar impostos e taxas de administração, se cobradas. No exemplo acima, embora você veja que seu saldo bruto é R$ 1.080,00, você ainda observa que o extrato apresenta um rendimento líquido de 70 reais, pois foi descontado imposto de renda e também uma taxa de administração.</li></ul>



<p>Porém, o perigo de se iludir ainda existe. Por que?</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="502" height="327" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/devagar-devagarinho.png" alt="" class="wp-image-2348 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/devagar-devagarinho.png 502w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/devagar-devagarinho-300x195.png 300w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-huge-font-size"><strong>&#8220;É devagar, é devagar, é devagar, é devagar, devagarinho&#8230;&#8221;</strong></p>
</div></div>



<p></p>



<p>Não estamos cantando uma música de <em>Martinho da Vila</em>.<em> </em>Estamos falando da sua aplicação financeira!</p>



<p>Porque você ainda não considerou a inflação no período. Digamos que a inflação tenha sido de 5% no ano. Ou seja, seu investimento deveria ter rendido pelo menos R$ 50,00 para que você pudesse, ao final de 12 meses, ter o <strong>mesmo poder de compra</strong> de quando você tinha antes de investir&#8230;</p>



<p>Na prática, depois de tudo descontado (R$ 60,00), seu ganho líquido foi de R$ 20,00. Ou seja, apenas 2% em 1 ano. Muito pouco, não?</p>



<p>Em se tratando de um investimento, essa taxa é considerada bem baixa e fará com que seu patrimônio cresça,<strong> em termos reais</strong>, bem devagarinho.</p>



<p class="has-medium-font-size">Como aprender a calcular a rentabilidade e como aprender a comparar os investimentos?</p>



<p>Agora sim! Essas eram as perguntas que gostaríamos que você fizesse. E, agora então, vamos lhe mostrar o que você precisa saber. Vamos lá?</p>



<p>A partir de agora você vai entender que não se deve olhar JAMAIS a taxa nominal! Ela é apenas uma informação usada pelo seu banco ou pelo gestor do seu investimento para lhe fazer acreditar que seu rendimento é bom. </p>



<p><strong>1º passo: </strong>Conhecer qual a referência de um investimento em Renda Fixa</p>



<p><strong>Resposta:</strong> CDI. </p>



<p>Infelizmente a maioria das pessoas desconhece o <strong>CDI</strong> e acaba investindo na &#8220;sofrível&#8221; poupança. E são atraídos pela questão da isenção de imposto de renda. Mesmo rendendo apenas 70% da SELIC, ela ainda atrai a maioria da população que consegue poupar e investir um pouco.</p>



<p><strong>Por que devemos usar o CDI?</strong></p>



<p>O CDI é o referencial pra aplicações em renda fixa. A taxa do CDI (Certificado de Depósitos Interbancários), também conhecida como &#8220;taxa DI&#8221; é muito próxima da Taxa SELIC, que está na data desta publicação (24.Ago.21), em 5,25% ao ano. Basicamente, a taxa DI varia conforme varia a taxa SELIC. Para saber quanto vale a taxa DI, basta clicar no <a href="http://www.b3.com.br/pt_br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link aqui</a>. Hoje, essa taxa está em 5,15% a.a.</p>



<p><strong>2º passo:</strong> Aprender a comparar ganhos entre investimentos.</p>



<p>Por exemplo, vamos comparar <strong>CDB</strong> e <strong>Poupança</strong>.</p>



<p>Se você não sabe o que é CDB (Certificado de Depósito Bancário), neste momento é preciso que você saiba apenas que é um investimento de renda fixa.</p>



<p>Lembra que dissemos que o CDI é uma referência? Pois essa informação será necessária agora&#8230;</p>



<p>Suponha um <strong>CDB</strong> qualquer (que você encontra no seu banco), oferece uma rentabilidade de <strong>120% do CDI</strong>. </p>



<p>Estamos falando de um investimento que renderá 20% a mais que o CDI. Ou seja, se o CDI rende, por exemplo 5,15% ao ano, você terá um <strong>ganho bruto</strong> de <strong>5,15%</strong> (taxa do CDI) x <strong>1,2</strong> (120%/100)  = <strong>6,18%</strong>.</p>



<p>Calculando de outra maneira, o ganho bruto seria: 5,15% + 20% de 5,15% =&gt; 5,15% + 1,03% = <strong>6,18%</strong></p>



<p>Agora, vamos fazer o cálculo da <strong>Poupança:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Rendimento = 70% da Selic </li></ul>



<p>Como a Selic está em 5,25%, temos que 70% x 5,25% = <strong>3,675%</strong> é o rendimento da Poupança.</p>



<p>Logo, se você ainda acha que o rendimento da poupança é melhor, precisa prestar a atenção nestes indicadores.</p>



<p>Mas&#8230; o CDB tem imposto e a Poupança não&#8230;</p>



<p>Nas próximas publicações, continuaremos falando sobre a comparação entre CDB e Poupança e vamos ensinar a comparar os rendimentos líquidos, bem como vamos ensinar como comparar outros investimentos, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Pré-fixados </strong>x <strong>Pós-fixados</strong></li><li><strong>LCIs</strong> e <strong>LCAs</strong> x <strong>CDBs</strong></li></ul>



<p>Você também vai entender, de uma vez por todas, porque uma LCI com rentabilidade de 95% CDI é melhor que um CDB que paga 103% do CDI. Vamos ensinar como calcular o imposto de renda dos investimentos, como calcular de forma correta a rentabilidade real do seu investimento, os cuidados a tomar com inflação, dentre outras questões importantes.</p>



<p>#multixplique</p>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O dinheiro nunca dorme&#8230;</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/o-dinheiro-nunca-dorme/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você pode já ter ouvido em alguns lugares que o dinheiro nunca dorme. Pelo menos o dinheiro do banco, pode ter certeza. Inclusive, existe um filme que foi gravado em 2010 com o ator Michael Douglas, que tem justamente este nome&#8230; Wall Street &#8211; O Dinheiro nunca dorme. Pra quem gosta de filmes sobre finanças [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="800" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Wall-Street-movie.jpg" alt="" class="wp-image-2145" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Wall-Street-movie.jpg 600w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Wall-Street-movie-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Você pode já ter ouvido em alguns lugares que <strong>o dinheiro nunca dorme</strong>. Pelo menos o dinheiro do banco, pode ter certeza. Inclusive, existe um filme que foi gravado em 2010 com o ator Michael Douglas, que tem justamente este nome&#8230; Wall Street &#8211; O Dinheiro nunca dorme. Pra quem gosta de filmes sobre finanças é uma boa indicação, embora eu tenha preferido o primeiro filme, também do mesmo ator, em 1987&#8230; O lobo de Wall Street.</p>



<p>No mercado financeiro é uma prática não deixar o dinheiro parado. Daí que surge o conceito do CDI, que corresponde ao termo Certificado de Depósito Bancário. </p>



<p>Todos os dias, quando os bancos fecham o dia, muitos deles apresentam um saldo <strong>positivo</strong>, ou seja, o volume de recursos de entrada (depósitos e outros créditos recebidos) maior que o de saídas (resgates, transferências etc). Porém, há também os bancos que fecham com resultado <strong>negativo</strong>. E, por determinação do Banco Central, os bancos precisam fechar sempre com saldo positivo ou equilíbrio. </p>



<p>Nesse caso, é comum a prática dos empréstimos de <em>curtíssimo prazo</em> (apenas por um dia), que é feita entre os bancos superavitários e os deficitários. E sempre há uma cobrança de uma referida taxa. A média dessas taxas, negociadas por <em>um único dia</em>, cobradas pelos bancos para emprestar aos outros dá origem ao que chamamos de <strong>Taxa DI</strong>. Portanto, você percebe que os bancos não deixam seu valor &#8220;parado&#8221; na conta corrente, nem por um dia!!! </p>



<p>O CDI portanto, nada mais é do que um título bancário com o objetivo de cobrir um determinado saldo bancário negativo, ou seja, funciona como empréstimo.</p>



<p>Essas operações ocorrem sempre à noite, no Open Market, que é restrito aos bancos. A base para determinação das taxas é a Taxa SELIC, que a partir de mar/2021 subiu de 2% para 2,75%.</p>



<p>Se quiser saber onde ver qual a taxa DI, calculada pela Cetip &#8211; Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados, você pode conferir acessando o site da [B]<sup>3</sup>. </p>



<p>Em função do que explicamos acima, talvez tenha ficado mais fácil entender quando vemos os investimentos cuja meta está atrelada ao CDI, como por exemplo 105% do CDI, 110% do CDI etc.</p>



<p>Mas de que forma isso interessaria a você, que tem o hábito de deixar dinheiro aplicado em poupança ou mesmo na conta corrente por um prazo curto (às vezes entre 1 e 2 meses) porque já sabe que precisará dele em pouco tempo?</p>



<p><strong>Aplicação com 150% do CDI</strong> <strong>e liquidez diária</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:55% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/picpay-1024x538.jpg" alt="" class="wp-image-2152 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/picpay-1024x538.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/picpay-300x158.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/picpay-768x403.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/picpay.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Funciona <strong>assim:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Você <strong>instala o aplicativo</strong> no celular</li><li><strong>Transfere o dinheiro</strong> para o Picpay de sua conta corrente (veja no app as instruções)</li><li><strong>Fim.</strong> Mais nada. Você não precisa mandar aplicar. <strong>É automático.</strong></li></ul>



<p></p>
</div></div>



<p>Isso mesmo. Sabia que hoje é possível investir com 50% de rentabilidade maior que o CDI e resgatar a qualquer momento? É a nova modalidade de investimento que o Picpay lançou no mercado e tem atraído cada vez mais investidores.</p>



<p>Simples assim. O limite para aplicação é de <strong>R$ 250 mil</strong>.</p>



<p>Entretanto, vale fazer alguns <strong>avisos importantes</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Desde novembro /2020 o rendimento era 210% do CDI, mas foi <strong>recentemente alterado</strong>. Com a Selic subindo, rapidamente eles já se posicionaram. Portanto, é importante estar sempre acompanhando quando a taxa dessa rentabilidade mudar.</li><li><strong>Não há garantia do FGC</strong> &#8211; Fundo Garantidor de Crédito</li><li><strong>Há incidência de IOF nos 30 primeiros dias</strong> em caso de <strong>resgate</strong> (O IOF é decrescente). Quem deixar o dinheiro por mais de 30 dias não paga IOF, como em qualquer outra aplicação financeira como fundos de investimentos, CDBs etc.</li></ol>



<p><strong>Em termos práticos, quanto vou ganhar de rentabilidade?</strong></p>



<p>Vamos dar um exemplo:</p>



<p>Na data de 18/03/2021, data que esta publicação foi postada no site, <strong>150% do CDI</strong> equivalia a uma taxa de <strong>2,85% ao ano.</strong> Ou seja, em termos de rentabilidade <strong>mensal</strong>, corresponde a <strong>0,234%</strong>.</p>



<p>Caso você invista na poupança (<em>por favor não faça mais isso</em>), seu dinheiro hoje está rendendo 70% da Selic + TR. Porém, atualmente a TR = 0%. Como a Selic passou para <strong>2,75% a.a.</strong>, sua rentabilidade será, nos próximos 30 dias, se você não resgatar antes desse prazo, <strong>1,925%</strong> a.a, ou seja, <strong>0,0159%</strong> ao mês.</p>



<p>Embora o investimento da poupança seja isento de imposto de renda, mesmo com o desconto do imposto na aplicação que rende 150% do CDI, você ainda sim terá um retorno muito maior. E a grande vantagem é que você não precisa esperar 30 dias para ver o quanto rendeu seu patrimônio investido. Na poupança, aplicar por 1 dia ou por 29 dias o resultado é igual a zero para o poupador. <strong>Não tem rendimento </strong>porque não fez o aniversário, que era no dia seguinte!</p>



<p> Nessa aplicação do CDI, diariamente você acompanha a evolução do saldo e tem a liberdade para sacar/utilizar da forma que bem entender, incluindo pagamentos em estabelecimentos, transferindo para pessoas com o PIX e assim por diante.</p>



<p>Se você não tem ainda o Picpay, instale em seu celular. E aqui vai uma dica a mais. Para já começar com um presente, digitando este código aqui <strong>FZPCLP</strong> na instalação ou ainda, se você estiver lendo este texto pelo celular, <a href="http://ento e baixe agora! http://www.picpay.com/convite?@FZPCLP">clicando aqui</a> você ainda ganha um bônus de R$ 10,00 em dinheiro, se não me engano, quando usar para fazer o primeiro pagamento. Eu também ganho os mesmos R$ 10,00, ok? </p>



<p>Se você gostou desse texto e dessa dica de investimento, compartilhe com seus amigos e com as pessoas que ainda acreditam que a poupança, na regra de remunerar com base em 70% da Selic, ainda é um tipo de investimento. De fato, não é!!!</p>



<p><strong>#multixplique</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>FII &#8211; Fundos de Investimentos Imobiliários&#8230; o que há de tão especial?</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/fii-fundos-de-investimentos-imobiliarios-o-que-tem-de-tao-especial/</link>
					<comments>https://www.multixplique.com.br/fii-fundos-de-investimentos-imobiliarios-o-que-tem-de-tao-especial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2021 17:39:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.multixplique.com.br/?p=1811</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os FIIs são uma alternativa muito interessante de investimentos, pois eles permitem uma renda que é chamada de &#8220;renda passiva&#8221;, (semelhante à renda que investidores de ações recebem com os dividendos pagos pelas empresas) e vem despertando o interesse de pessoas físicas. Vale à pena lembrar que o número de investidores atingiu 1 milhão de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="672" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FIIs-1024x672.jpg" alt="" class="wp-image-1812" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FIIs-1024x672.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FIIs-300x197.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FIIs-768x504.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FIIs-1536x1007.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/FIIs-2048x1343.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Os FIIs são uma alternativa muito interessante de investimentos, pois eles permitem uma renda que é chamada de &#8220;renda passiva&#8221;, (semelhante à renda que investidores de ações recebem com os dividendos pagos pelas empresas) e vem despertando o interesse de pessoas físicas. Vale à pena lembrar que o número de investidores atingiu <strong>1 milhão</strong> de pessoas em Ago/2020. Se você considera esse número ainda pouco expressivo, então saiba que em Dez/2019,  o número era de &#8220;apenas&#8221; 645 mil. (Fonte: B3). Mas, tem ainda outros números interessantes: Dez/2020 esse número chegou a 1.177.000 investidores, ou seja, um aumento de <strong>82%</strong> em apenas 12 meses. Para finalizar,  em Dez/2018 havia pouco mais de 208 mil. O que nos leva a concluir quem em apenas 2 anos, o investimento em fundos imobiliários atraiu <strong>5 vezes </strong>mais investidores. (Fonte: B3)</p>



<p>Uma das explicações para tal movimento é a queda taxa SELIC, para o menor patamar da história do Brasil. A busca por investimentos com maior rendimento tornou-se uma constante. A renda fixa em 2020 &#8220;irritou&#8221; os investidores e isso explica também o número de novos investidores na B3, pessoas ainda não preparadas para as oscilações do mercado de renda variável, mas isso é. assunto para <strong>outra publicação</strong>.</p>



<p><strong>Mas, afinal, o que é um FII?</strong></p>



<p>Trata-se de uma forma de investimento que reúne recursos que serão destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários. </p>



<p>Somente as Instituições Financeiras estão autorizadas a operar Fundos de Investimentos Imobiliários, sendo responsáveis por atividades administrativas e de gestão, como as obrigações legais e regulamentares, a escolha e aquisição dos bens e direitos que irão compor o seu patrimônio, a gestão dos ativos, a divulgação de informações aos acionistas (periódicas ou eventuais), a distribuição dos resultados, a organização e a realização das assembléias, entre outras. </p>



<p>O administrador pode executar essas atividades diretamente ou, quando permitido pela regulamentação, pode contratar prestadores de serviço especializados.</p>



<p>A captação de recursos é realizada mediante a venda de cotas.</p>



<p><strong>Onde serão investidos os recursos?</strong></p>



<p>São diversas as opções: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Aquisição de imóveis rurais ou urbanos, construídos ou em construção, podendo ter fins comerciais ou residenciais;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Aquisição de títulos e valores mobiliários ligados ao setor imobiliário, tais como cotas de outros FIIs, Letra Hipotecária (LH), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), certificados de potencial adicional de construção, (CEPAC), ações de companhias do setor imobiliário etc.</li></ul>



<p><strong>Em que é preciso estar atento?</strong></p>



<p>Além das taxas de administração, esteja de olho na <span style="text-decoration: underline;">política de investimentos</span> do FII, pois a mesma irá determinar em <strong>quais ativos serão investidos</strong> os recursos, e consequentemente, a rentabilidade e os riscos associados já que, em grande medida, estão relacionados ao seu portfólio.</p>



<p>A política de investimentos poderá, por exemplo, especificar que o FII invista apenas em imóveis prontos destinados ao aluguel de salas comerciais, ou ser genérica e permitir ao fundo adquirir imóveis prontos em geral ou em construção, os quais poderão ser alugados ou vendidos.</p>



<p>Basicamente, pode-se dividir os investimentos em Fundos Imobiliários em três segmentos:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><strong>Renda</strong> &#8211; A maior parte dos recursos será destinada para aquisição de imóveis e obter renda mediante o aluguel dos mesmos;</li><li><strong>Desenvolvimento</strong> &#8211; Nesse caso os investimentos serão concentrados em construção e incorporações, objetivando rendimento com a venda desses empreendimentos; </li><li><strong>Títulos</strong> &#8211; A maior parte dos recursos será aplicada em títulos ou valores mobiliários, de renda fixa ou variável, relacionados ao mercado imobiliário e que possam pertencer à uma carteira de FII.</li></ol>



<p>Por último, vale ressaltar que você consegue encontrar FIIs que se concentram em determinados tipos de empreendimentos, tais como shopping centers, escritórios, galpões, hospitais, escolas, podendo ser distribuídos por localização geográfica ou não.  </p>



<p><strong>E os rendimentos, como se dão?</strong></p>



<p>A principal forma de rendimento são a distribuição periódica de resultados. A maioria dos FIIs distribui mensalmente (a obrigação é semestral) em percentual não inferior <strong>95% do lucro obtido </strong>(outra obrigação).</p>



<p>E, <strong>somente</strong> para <strong>pessoa física</strong>, existe ainda uma outra vantagem&#8230; sob certas condições, os rendimentos mensais pagos são <strong>isentos de IR</strong>.</p>



<p>Mas, que condições são essas?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>I – As cotas do FII devem ser negociadas exclusivamente em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.</li><li>II – O FII deve ter no mínimo 50 cotistas; e</li><li>III – O cotista beneficiado tiver menos do que 10% das cotas do Fundo;</li></ul>



<p>Mas, atenção: a isenção é apenas <span style="text-decoration: underline;">sobre os rendimentos</span>. Isso significa que se você resolver vender as suas cotas, você estará sujeito à tributação de 20% sobre o ganho obtido entra a compra e a venda das cotas, que podem ter valorização.</p>



<p>Importante ressaltar que <strong>não são </strong>investimentos de Renda Fixa, mas sim, <strong>Renda Variável</strong>, porque os rendimentos pagos não tem garantia de serem pagos, se por inadimplência dos inquilinos, por vacância, ou mesmo por variação negativa das cotas, conforme oscilação do mercado ou aversão dos investidores.</p>



<p><strong>Então, quer dizer que é um investimento que possui riscos?</strong></p>



<p><strong>Sim.</strong> Estão sujeitos aos riscos de mercado (político, econômico e financeiro). Além disso, existem os riscos do mercado imobiliário, ou seja, pode haver desvalorização da região, vacância e a própria regulamentação do setor.</p>



<p>Por se tratar de um <strong>Fundo Fechado</strong>, existe também a questão da liquidez. Para quem não está familiariazado com o termo &#8220;fundo fechado&#8221;, significa que ao comprar a cota, o FII é constituído sob a forma de condomínio fechado, em que não é permitido ao investidor resgatar as cotas antes de decorrido o prazo de duração do fundo. Ou seja, você não consegue devolver ao emissor as cotas adquiridas antes do fim do prazo do Fundo (alguns tem prazo indeterminado).</p>



<p>Mas isso não chega a ser um mal sinal. Sabe por que?</p>



<p>Você ainda tem a alternativa de repassar as mesmas no mercado secundário (vender na Bolsa ou mercado de balcão) para outro investidor e isso fará você vender pelo preço que estiver valendo no mercado.</p>



<p>A possibilidade de negociar no mercado secundário ainda lhe dá o direito de entrar em FIIs que venham tendo bom desempenho e que na sua abertura (no lançamento, feitos diretamente com o emissor, mediante uma corretora de valores), você pode não ter tido conhecimento ou disponibilidade financeira para adquirir. Mal comparando, é como se você tivesse perdido um IPO de uma ação de uma emprea e posteriormente, na B3, tivesse a oportunidade de adquirir ações.</p>



<p><strong>Quais as vantagens?</strong></p>



<p>Além da questão da <strong>isenção de IR</strong>, podemos listar algumas vantagens adicionais: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>O investidor consegue aplicar em ativos relacionados ao mercado imobiliário sem, de fato, precisar comprar um imóvel. (Pense no que é necessário para comprar um imóvel: certidões, impostos, escolha da localização, negociação, obras de reparação, etc).</li><li>O valor que você irá desembolsar não irá requerer um financiamento para investimento em um imóvel.</li><li>Diversificação em diferentes tipos de ativos do mercado imobiliário (ex.: shopping centers, hotéis, residências etc.).</li><li>As receitas geradas pelos imóveis ou ativos detidos pelo fundo são periodicamente distribuídas para os cotistas (lembre-se que o rendimento mensal de alguéis tem tributação pela <strong>Tabela Progressiva</strong>), com alíquota máxima de 27,5%.</li><li>Aumento nos preços dos imóveis do fundo gera aumento do patrimônio do fundo e, consequentemente, valorização do valor das suas cotas. (Você não precisa buscar um comprador interessado para seu imóvel, não terá despesas com corretor, imobiliárias e não terá que ficar exibindo seu imóvel, por exemplo).</li><li>Todo o conjunto de tarefas ligadas à administração de um imóvel fica a cargo dos profissionais responsáveis pelo fundo: busca dos imóveis, trâmites de compra e venda, procura de inquilinos, manutenção, impostos etc.</li></ul>



<p><strong>Considerações Finais</strong></p>



<p>Para que não restem dúvidas:</p>



<p><strong>Ao adquirir imóveis</strong>, o fundo <strong>obterá renda</strong> com sua <em>locação</em>, <em>venda</em> ou <em>arrendamento</em>. </p>



<p><strong>Caso aplique em títulos e valores mobiliários</strong>, a renda se originará dos <em>rendimentos distribuídos</em> por esses ativos ou ainda pela diferença entre o seu preço de compra e de venda (<em>ganho de capital</em>). </p>



<p>Os recursos financeiros ficam disponíveis em <strong>D+2</strong>, ou seja, 2 dias úteis após a venda das cotas dos fundos.</p>



<p>A título de comparação com o mercado tradicional, quem já vendeu imóvel para alguém que financiou pela Caixa, o pagamento demora mais de 30 dias para entrar na conta corrente, mesmo que corrigido, é uma espera que não termina. Sem falar que você ainda é obrigado a abrir uma conta neste banco se já não possuir uma. </p>



<p>Portanto, após a leitura desse texto, acredito que você tem condições de entender porque os FIIs são investimentos que tem atraído tanto a atenção de investidores nos últimos anos.</p>



<p>Gostou? Deixe seu comentário. Teremos prazer em saber o que você está achando das nossas publicações.</p>



<p>Se você quiser saber como foi o desempenho dos melhores e dos piores fundos em 2020, que tal ler <a href="https://www.multixplique.com.br/descubra-o-desempenho-dos-melhores-e-dos-piores-fundos-de-investimentos-imobiliarios-em-2020/">esse post</a> aqui?</p>



<p>#multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/fii-fundos-de-investimentos-imobiliarios-o-que-tem-de-tao-especial/">FII &#8211; Fundos de Investimentos Imobiliários&#8230; o que há de tão especial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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		<title>Se você pudesse voltar no tempo, que decisão financeira tomaria no passado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2021 00:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência Privada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesse post, vou explicar qual decisão financeira eu tomei e não precisaria de uma máquina do tempo para modificar o meu passado (ou melhor, o meu futuro). Lembro-me perfeitamente da época que comecei com 22 anos, com carteira assinada e um salário um pouco acima da média de outros recém-formados em outras profissões. Naquela época, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture.png" alt="" class="wp-image-1860" width="833" height="590" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture.png 696w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/backtothefuture-300x212.png 300w" sizes="(max-width: 833px) 100vw, 833px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Nesse post, vou explicar qual decisão financeira eu tomei e não precisaria de uma máquina do tempo para modificar o meu passado (ou melhor, o meu futuro).</p>



<p>Lembro-me perfeitamente da época que comecei com 22 anos, com carteira assinada e um salário um pouco acima da média de outros recém-formados em outras profissões. Naquela época, atuários eram pouco mais de 500 em atividade no Brasil e podíamos nos dar ao luxo de sair da universidade, todos da turma (em torno de 30 formados) já empregados. Era natural. Era 1998. Bons tempos&#8230;</p>



<p>Logo que fui admitido, já tinha em mente  uma importante decisão financeira tomada: &#8220;ter um plano de previdência&#8221;. Para mim foi uma decisão muito fácil. Eu trabalhava em um fundo de pensão.</p>



<p>Entendia o que significaria o efeito dos juros compostos, trabalhando a meu favor, frente ao tempo que teria pela frente, se começasse logo a contribuir para uma previdência privada.</p>



<p>Eu era jovem, não era casado e não tinha filhos, mas já não vivia mais com meus pais. </p>



<p>Antes de ser admitido, por estagiar na própria empresa, já tinha decidido algo um tanto quanto &#8220;fora dos padrões&#8221;, algo ainda raro hoje em dia. Eu queria ter não apenas um plano, eu queria ter dois! </p>



<p>O que mais eu escutava eram coisas como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Você não precisa disso agora, está muito cedo&#8230;&#8221;</em></li><li><em>&#8220;Invista em um imóvel primeiro&#8230;&#8221;</em></li><li><em>&#8220;Você mal entrou no mercado de trabalho e já está pensando em se aposentar&#8221;</em></li></ul>



<p>O plano da minha empresa era um plano de <strong><em>Benefício Definido</em></strong> &#8211; <strong>BD</strong> que estava em fase de estudos pra promover a migração para um plano de <em><strong>Contribuição Definida</strong></em> &#8211; <strong>CD</strong>.</p>



<p>Para quem não está muito familiarizado com os termos, seguem definições não muito comuns, mas de fácil entendimento:</p>



<p><strong>Plano BD &#8211; </strong>Plano de previdência no qual o benefício futuro a ser recebido, embora desconhecido seu valor exato, é definido logo na adesão, mediante uma regra de cálculo teórica. Não há uma relação direta entre o total pago durante todo o período de contribuição e o valor do benefício a ser recebido.</p>



<p><strong>Por exemplo:</strong> o benefício pode ser a <strong>média dos últimos 36 salários </strong>recebidos imediatamente antes da aposentadoria, deduzindo a parcela que seria responsabilidade do INSS. </p>



<p>Mas, e se esse essa média salarial fosse muito maior que o salário médio da vida inteira do participante? A resposta é que o benefício seria desproporcional em relação a tudo que ele contribuiu a vida toda. Ele receberia muito mais do que pagou, por exemplo.</p>



<p><strong>Plano CD &#8211;</strong> Plano de previdência no qual o benefício será determinado em função do saldo acumulado. Ou seja, quanto maior tiver sido a contribuição, maior será o benefício. Nesse caso, ele recebe um benefício de acordo com o seu esforço financeiro feito ao longo de toda sua vida.</p>



<p><strong>E a minha decisão para o segundo plano foi&#8230;</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline;">Ter um plano de mercado</span>, um plano dentre os chamados &#8220;<strong>Planos Tradicionais</strong>&#8220;, oferecidos pelas Seguradoras ou Entidades Abertas de Previdência Complementar.</p>



<p>Esses planos já não existem mais nas prateleiras há muitos anos. Quem comprou, comprou, quem não comprou não os compra mais&#8230;</p>



<p>Quem tem um plano desses possui um verdadeiro tesouro nos dias de hoje. Sabe por que? </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1858" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/tesouro-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><strong>O Plano</strong> <strong>Tradicional</strong>:</p>



<p><strong>1 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> uma rentabilidade mínima real de 6% ao ano.</p>



<p><strong>2 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> a variação do IGP-M sobre todo o investimento. Seu patrimônio está garantido contra perdas de inflação medidas por este índice.</p>



<p><strong>3 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> repasse de 75% do Excedente Financeiro para o participante.</p>



<p><strong>4 &#8211;</strong> <strong>Garante</strong> o pagamento de uma renda vitalícia, com base numa expectativa de vida (medida por uma tábua atuarial) muito menor do que a prevista para uma pessoa hoje em dia.</p>



<p><strong>5 &#8211; Garante</strong> que o benefício será calculado com base numa rentabilidade real de 6% a.a. </p>



<p><strong>E o que isso quer dizer, me explica?</strong></p>



<p>As características <strong>1</strong> e <strong>2</strong> acima garantem que, mesmo que haja crise no mercado financeiro, pandemia, crise de corrupção no país, queda da economia global, impeachment ou qualquer outro fato relevante, a minha aplicação em previdência privada tem assegurada em contrato uma rentabilidade mínima! Pode ser um péssimo ano da renda fixa, variável que nada irá comprometer a <em><strong>variação positiva</strong></em> do meu investimento.</p>



<p>Um fato recente que exemplifica o que estamos apresentando é que em 2020, o índice IGP-M, medido pela FGV, foi de aproximadamente 23%. Isso significa que os participantes desses planos tiveram um <strong>rendimento de aproximadamente 30%</strong> no ano! E detalhe: sem riscos!</p>



<p>Pense aí num investimento, sem riscos, que tenha obtido um rendimento similar&#8230;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="996" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1024x996.jpg" alt="" class="wp-image-1859" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1024x996.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-300x292.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-768x747.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-1536x1493.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Thinking-2-2048x1991.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O item <strong>3</strong> assegura ainda que, caso a rentabilidade em um determinado ano supere o mínimo garantido, 75% deste excedente deverá ser repassada ao participante.</p>



<p>O item <strong>4</strong> é uma importante garantia também. Isso porque, pelo fato da seguradora <strong>ser obrigada</strong> a seguir as regras do contrato previdenciário, ela deve considerar que &#8220;vou viver menos&#8221; e a consequencia é que o valor do benefício a ser pago será maior do que seria, se ela pudesse considerar a atual expectativa de vida de uma pessoa hoje. </p>



<p>E ela (a seguradora), não pode mudar essa &#8220;premissa&#8221;. A SUSEP não permite! </p>



<p>Ah se pudesse voltar atrás&#8230;</p>



<p>O <strong>item 5</strong> é um pouco mais difícil de explicar, mas vamos lá&#8230;</p>



<p>Imagine que você possui uma patrimônio aplicado em uma aplicação financeira. Quanto maior a rentabilidade esperada (taxa de juros real) para o futuro, é de se imaginar que mesmo que você vá realizando saques mensais, esse patrimônio leve mais tempo para se esgotar do que se tivesse aplicado em outra que desse um rendimento menor, certo?</p>



<p><strong>Agora imagine que:</strong> </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Esse patrimônio quem administra é a seguradora.</li><li>Quando você se aposenta, você transfere em definitivo pra empresa seu patrimônio com a contrapartida da obrigação dela lhe pagar um benefício mensal vitalício.</li><li>A seguradora já calculou seu benefício considerando que a rentabilidade seria de <strong>6% + IGP-M</strong></li><li>Independentemente de como ela vai conseguir rentabilizar seu patrimônio, no final das contas, seu benefício já está sendo pago.</li><li>Se a rentabilidade for menor, <em>prejuízo para a seguradora</em></li></ul>



<p>Pois bem, é justamente por isso que planos que asseguram rentabilidade mínima &#8220;pagam&#8221; um benefício maior.</p>



<p>Apenas como comparativo, hoje em dia, os planos do mercado oferecem apenas a &#8220;garantia&#8221; de <strong>rentabilidade zero</strong>, em sua esmagadora maioria. </p>



<p><strong><em>E isso significa&#8230;</em></strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Que  seu benefício de previdência seria MUITO menor, com o <strong>mesmo patrimônio</strong> num plano Tradicional;</li><li>Que qualquer rentabilidade obtida <strong>acima de zero</strong> é lucro para a seguradora (apenas uma parte pode ficar para você, se previsto o repasse de um % do <em>excedente financeiro</em>).</li><li>Que a seguradora só garante que você não terá perdas inflacionárias no seu benefício.</li></ol>



<p><em><strong>Então, diz aí&#8230; devo ou não devo me orgulhar da minha decisão financeira?</strong></em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-850x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1857" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-850x1024.jpg 850w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-249x300.jpg 249w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-768x926.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-1275x1536.jpg 1275w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/02/Smile-correct-1699x2048.jpg 1699w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></figure>



<p>O que é difícil de acreditar é que os <strong>Planos Tradicionais</strong> não eram vendidos com a facilidade que hoje produtos muito piores são vendidos. </p>



<p>Quando estava estudando qual plano escolheria, conversei com diversos amigos, pessoas próximas e dei, de forma &#8220;mastigada&#8221;, todas as informações e justificativas para que eles pudessem também ter um plano de previdência diferenciado.</p>



<p>Lembro que consegui convencer umas 6 pessoas. A metade delas ainda tem o plano até hoje, as demais resgataram e se lerem este post, vão sentir um certo arrependimento&#8230;</p>



<p>Inclusive, saíram algumas reportagens em jornais que me recordo de ter lido, como por exemplo do <strong>Valor Econômico,</strong> na coluna da <em>Mara Luquet,<strong> </strong></em>que estavam contados os dias desses planos.</p>



<p>As reportagens da época se referiam às previsões econômicas que apontavam para uma tendência dos investimentos de longo prazo, como por exemplo os títulos públicos com vencimento para 20 e 30 anos , reduzirem as taxas elevadas para patamares bem menores (realidade que veio a se confirmar anos depois).</p>



<p>As pessoas não acreditavam em previdência, eram ainda mais desconfiadas do que são hoje. Afinal, a informação não era tão fácil de se obter como hoje.</p>



<p><strong>E o mercado, o que oferece hoje?</strong></p>



<p>De forma majoritária, encontram-se em corretoras de valores mobiliários, bancos e afins os planos <strong>PGBL</strong> e <strong>VGBL</strong>. São esses planos que, além de não garantirem rentabilidade mínima alguma, tem como principal característica o <strong>resgate</strong> em vez do benefício, e consequentemente, uma grande quantia paga em imposto de renda, reduzindo bastante o que as pessoas terão a receber.</p>



<p>Para entender se resgatar é uma boa decisão financeira, convido você a ler sobre este assunto nessa <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/">série</a> de 5 publicações que estão disponíveis no nosso portal.</p>



<p>A <strong>Multixplique</strong> não recomenda nenhum desses planos. Se você quer conhecer um plano de previdência com nosso &#8220;selo de qualidade&#8221;, acesse esse link <a href="https://previdenciadigital.com.br/rp/Multixplique">aqui</a></p>



<p>O interessante é que, embora hoje não haja produtos como os Planos Tradicionais, ainda existem produtos de previdência que valem muito à pena. </p>



<p>Vamos deixar para falar mais sobre eles em um novo post.</p>



<p>Se você gostou deste texto, deixe-nos saber com um comentário.</p>



<p>Se você quer indicações, deixe-nos saber. Quem sabe não temos como ajudar a escolher um <strong>novo tesouro</strong> para você?</p>



<p>#multixplique</p>
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		<title>Série: Decisões Financeiras Equivocadas &#8211; Parte 2 &#8211; O preço que se paga por não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 04:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
		<category><![CDATA[Compras por impulso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da compra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg" alt="" class="wp-image-1961" width="681" height="435" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1024x655.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-300x192.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-768x491.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-1536x982.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Não-é-não-I-2048x1309.jpg 2048w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Já aconteceu com você de entrar em uma loja física ou virtual e se deparar com um produto que lhe encheu os olhos no momento que você viu e não conseguir resistir e comprar na mesma hora? </p>



<p>Você não é a única pessoa que já passou por isso. Veja alguns dados e números da <strong>compra por impulso</strong>:</p>



<p>Em um estudo realizado pelo então <strong>SPC</strong> (Serviço de Proteção ao Crédito) em maio/2014, descobriu-se que nos três meses anteriores, 52% dos brasileiros tinham realizado compras por impulso. </p>



<p>Uma segunda pesquisa, realizada há cerca de 2 anos pelo <strong>SPC</strong> <strong>Brasil</strong> e pela <strong>CNDL</strong> (Confederação Nacional de Diretores Lojistas) mostrou que 33,2% das compras por impulso acontecem em supermercados.</p>



<p>Conheça alguns dos vilões das compras por impulso são:</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-1959 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1024x1024.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-300x300.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-150x150.png 150w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-768x768.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909-1536x1536.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/today-only-1438909.png 2000w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<ol class="wp-block-list"><li><strong>Liquidações</strong> &#8211; as aparentes promoções em que os preços em geral estão abaixo da média;</li><li><strong>Produtos atrativos</strong> &#8211; embalagens que chamam a atenção do consumidor;</li><li><strong>Senso de urgência</strong> &#8211; &#8220;somente hoje&#8221;, uma estratégia de marketing que provoca no consumidor o receio de se arrepender por não ter comprado;</li><li><strong>Facilidade de pagamento</strong> &#8211; principalmente através do <strong>cartão de crédito</strong> e se puder ser parcelado, a armadilha está pronta&#8230;</li></ol>



<p></p>
</div></div>



<p>Porém, se de um lado estão os lojistas e os vendedores, do outro lado está você &#8220;no controle da situação&#8221;. É você que sabe o quanto um determinado produto é <strong>útil</strong>, quando ele é <strong>necessário</strong>, o quanto pode significar um <strong>status</strong> em sua vida e principalmente se <strong>tem ou não como arcar</strong> com aquele custo, <strong>naquele momento</strong>.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:43% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="640" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg" alt="" class="wp-image-1955 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1024x640.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-300x188.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-768x480.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-1536x960.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Store-open-2048x1280.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:19px">Entretanto, as pessoas se vêem envolvidas pelo momento em que estão cercadas de fatores que não a permitem usar a razão. Tudo começa por exemplo com uma <strong>vitrine e um produto bonito </strong>e/ou <strong>&#8220;aceitamos cartões de crédito&#8221;</strong>. </p>
</div></div>



<p> Inicialmente elas entram apenas para ver o produto e saber quanto custam. Em seguida, começam a ver os seus diferenciais, o design, a praticidade, a tecnologia, as cores, a textura e começam a imaginar o quanto poderia ser interessante levar para casa. Quando descobrem o valor, mesmo achando um valor acima do que imaginava, buscam justificar a todo custo (nesse momento a razão foi suprimida pela emoção) e já estão convencidas na maior parte das vezes da compra e só precisam ver a forma de pagamento. Se for facilitado, seja por um desconto à vista ou parcelado em algumas parcelas, a compra tem grande chance de ser efetuada.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:auto 43%"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-1963 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/03/cartões-de-crédito-7-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size">Porém, no caminho para casa, grande parte das pessoas já sente um certo &#8220;medo&#8221; de ter se precipitado e começa a refletir como fazer para poder quitar as prestações (muitas recorrem ao financiamento do cartão de crédito), outras começam a repensar sobre a necessidade de ter comprado e começam a buscar argumentos que possam convencê-las de que todo o esforço a ser feito valerá à pena. Frases como &#8220;eu mereço&#8221; ou &#8220;eu trabalho pra isso&#8221; são as mais comuns.</p>
</div></div>



<p>Estamos diante de um caso simples de <strong>não saber dizer &#8220;não&#8221; a si mesmo.</strong> Se voltarmos no texto, veremos que provavelmente o produto não era necessário, algumas vezes caro (mesmo não sendo, torna-se um compromisso a ser quitado a partir daquele momento), e que impede a pessoa de utilizar aquele dinheiro para um investimento próprio.</p>



<p>Só que não é apenas uma questão de não guardar um pouco do que tem para investir. Trata-se também de perder o controle das despesas mensais. </p>



<p>A facilidade do pagamento através do cartão de crédito se dá pelo fato de postergar o pagamento de um determinado item. Em contrapartida, existe a necessidade de quitar seu valor integralmente ou senão, automaticamente, contrair uma dívida em parcelas com taxas abusivas (entre 270% e 310% de juros ao ano, segundo o BACEN). </p>



<p>E mesmo que pago à vista, é necessário ter dinheiro disponível para não entrar no cheque especial (outra cilada), como também é necessário ter o suficiente para cobrir todas as despesas do mês, pelo menos até o próximo pagamento.</p>



<p>Note-se que falamos até aqui de produtos que possam ser caros. Só que nem sempre a compulsividade está em itens de alto valor. Pense no quanto pode comprometer um orçamento pessoal diversos produtos &#8220;baratinhos&#8221;, pagos em 10 parcelas de &#8220;20 Reais&#8221;. </p>



<p>O parcelamento de compras cria um padrão de vida artificial, tema de nova publicação que faremos dentro de alguns dias aqui do <strong>Multi x Plique</strong></p>



<p>Portanto, a compra por impulso é um dos principais motivos do descontrole financeiro pessoal ou familiar. Se você deseja controlar os seus gastos, você pode aproveitar essas dicas&#8230;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Controlar todas as despesas mensais para conhecer quais poderiam ser evitadas para ajudar a equilibrar a relação <strong>receitas x despesa</strong>s</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Priorize formar uma reserva financeira para emergências. Se você precisar de um dinheiro urgentemente, dificilmente conseguirá vender seu objeto de desejo. Se conseguir, dificilmente será de forma rápida e muito menos pelo preço que foi pago;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Não vá às compras se você se sentir triste ou estressado;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Antes de comprar, opte por esperar pelo menos 1 hora. Diga ao vendedor da loja &#8220;volto mais tarde&#8221; ou, se for online, deixe no carrinho da loja e acesse depois o site novamente. Normalmente, ao final desse tempo, o interesse pela compra diminuirá se for uma compra por impulso;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Só leve dinheiro ou cartão de crédito quando souber que irá precisar para uma finalidade específica.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Vá as compras sozinho(a) ou pelo menos, não leve aquele(a) amigo(a) que adora ir às compras. As chances de você ouvir inúmeras razões para fazer a compra naquele momento são muito altas;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li> Se o item não estiver em sua lista de desejos, considere que o item pode não ser tão importante quanto você imagina; </li></ul>



<p>Aguarde que vamos falar muito mais sobre decisões financeiras equivocadas.</p>



<p>Nossa próxima publicação sobre esse tema você lê <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-3-quanto-custa-nao-consultar-um-especialista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



<p>#multixplique</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Série: Decisões Financeiras equivocadas &#8211; Parte 4 -Quando a racionalidade fica de fora e o bom senso e a intuição não ajudam&#8230;</title>
		<link>https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-4-quando-a-racionalidade-fica-de-fora-e-o-bom-senso-e-a-intuicao-nao-ajudam/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 23:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Série: Decisões Financeiras Equivocadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo. Você está lendo a 4ª parte da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2192" width="836" height="557" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao-1536x1024.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Fe-e-razao.png 1920w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">A intuição, que também é conhecida como pressentimento, percepção, palpite ou qualquer outra definição similar tem por definição a capacidade de prever, de imaginar (por que não adivinhar?) um evento futuro. Pelo fato de não envolver raciocínio, nem sempre a tomada de decisão baseada em intuição dá certo.</p>



<p>Você está lendo a 4ª parte da série : Decisões Financeiras Equivocadas. Caso tenha interesse em ler a série desde a primeira parte, você consegue acessar <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ao clicar nesse link aqui</a>.</p>



<p>Se estamos falando de decisões financeiras, considere a intuição apenas como um &#8220;fator sorte&#8221;. E, justamente por não passar disso, opte pelo raciocínio lógico, que possa ser justificado, preferencialmente por &#8220;A + B&#8221;.</p>



<p>Infelizmente, a falta de informação e o desinteresse em buscar conhecimento tem tornado decisões financeiras dos indivíduos uma grande decepção com o passar de alguns anos.</p>



<p>Permita-me abordar este tema no contexto da <strong>previdência privada</strong>.</p>



<p>Imagine uma pessoa que por volta dos seus 40 anos, com um salário mensal de R$ 12.000,00 decida finalmente fazer um plano de previdência. Embora seja um momento já um pouco tarde, que exigirá sacrifícios a partir de então, nesse momento, a sensação é de alívio. É o famoso <em>&#8220;antes tarde do que nunca&#8221;</em>. De um jeito ou de outro, sabe-se lá o motivo, pelo menos começou a realizar um grande e <strong>importante</strong> sonho: a aposentadoria vai finalmente sair do papel.</p>



<p>E, para começar essa caminhada, ficou definido um valor de contribuição mensal, provavelmente baseado em simulações feitas sem o conhecimento das premissas utilizadas ou, por indicação de um gerente de banco, muito mais interessado em vender seu produto do que verdadeiramente ajudar aquela pessoa no seu planejamento. Nesse caso, a pessoa vai ter que contar mais com a FÉ.</p>



<p>Na verdade, esse trabalho de orientação é realizado por um <strong>Planejador Financeiro</strong>, um verdadeiro coach em finanças, um <span style="text-decoration: underline;">consultor especializado</span>, como este que escreve este texto <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f642.png" alt="🙂" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<p>Essa sensação de alívio é o <strong>pior dos sentimentos</strong>. Eu explico: se nesse momento a pessoa tivesse ao menos &#8220;desconfiado&#8221; da simulação, ou mesmo, se ela buscasse fazer uma análise bem simplificada do valor que ela está começando a contribuir (usando até mesmo sua intuição ou bom senso), já poderia ao menos perceber que seu planejamento não teria começado de forma correta.</p>



<p><strong>Exemplo</strong></p>



<p>No caso, imagine uma contribuição mensal de R$ 700,00 equivalente a <strong>5,83%</strong> de seu salário. Seu planejamento é fazer contribuições fixas mensais neste valor por 25 anos. Considerando uma aplicação conservadora, vamos supor uma rentabilidade constante de 4% acima da inflação por todo o período. Considere ainda que o benefício será pago pelos mesmos 25 anos (até os 90 anos de idade). O saldo projetado seria de aproximadamente R$ 356.000,00</p>



<p>Porém, qual será a <strong>real necessidade</strong> de renda na aposentadoria? Supondo que fossem os mesmos R$ 12 mil, a valores de hoje, e supondo ainda a aposentadoria do INSS no valor de R$ 4.500,00, será que os R$ 7.500,00 adicionais viriam desse valor acumulado? A resposta é <strong>NÃO.</strong> Na verdade o valor não seria nem perto (R$1.866,09), ou seja, nem 50% do valor necessário.</p>



<p>Sabemos que em finanças, o poder dos juros compostos transformam os valores dos saldos. Porém, para tanto, é preciso a combinação de dois fatores importantes: <strong>a taxa de juros</strong> e <strong>o prazo</strong>.</p>



<p>No caso, embora não fosse a maneira correta de fazer esse cálculo, a pessoa tivesse pensado assim: </p>



<p class="has-medium-font-size">&#8220;Será que 25 anos contribuindo R$ 700,00 vão me assegurar R$ 7.500,00 por mais 25 anos?&#8221;</p>



<p>Esse pensamento bem simplista mostraria que cada contribuição teria que ser multiplicada por mais de 10 vezes.</p>



<p><strong>E se os juros fossem maiores?</strong></p>



<p>Sim, os juros poderiam contribuir para atingir esse alvo de benefício, porém, eles teriam que ser equivalentes a <strong>13,2%</strong> ACIMA da inflação. OU seja, mais que <strong>3 vezes</strong> o valor estimado na hora da adesão ao plano.</p>



<p>Entendeu por qual motivo fica tão &#8220;fácil&#8221; vender uma previdência privada para quem é leigo?</p>



<p>Bastava um pouco de bom senso para ver que aquilo que a gente deseja não quer dizer que será atingido &#8220;magicamente&#8221;.</p>



<p>Só que esta situação <strong>não é exclusiva</strong> de pessoas que compram planos de previdência individuais.</p>



<p>Nos <span style="text-decoration: underline;">planos corporativos</span>, oferecidos pelas empresas aos seus colaboradores, em que ela geralmente deposita o mesmo que o colaborador até determinado valor estipulado por ela, a situação é ainda mais preocupante. O fato da empresa &#8220;dividir&#8221; a conta ao meio faz o indivíduo pensar que sua vida no futuro está assegurada, afinal &#8220;a empresa deposita mensamente 100% do valor que ele deposita&#8221;. </p>



<p>O que passar <strong>totalmente despercebido</strong> é que muitas das vezes, o valor da contribuição é baixíssimo, como por exemplo, 2 a 4% do salário do empregado.</p>



<p>Infelizmente, essa tranquilidade aparente mascara completamente uma realidade que só se revela muitos anos depois, quando o indivíduo começa a pensar em se aposentar. Ele começa a se interessar um pouco mais por seu plano de previdência, vê os números das simulações e acaba se frustrando. Em muitas das vezes, o sentimento é de que foi enganado.</p>



<p>E qual a solução para este caso?</p>



<p><strong>EDUCAÇÃO FINANCEIRA &amp; PREVIDENCIÁRIA</strong></p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-2193 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-300x200.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-768x512.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-1536x1024.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Educacao-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size">Quando se busca educação financeira, aprende-se que o processo adequado de construção de uma aposentadoria deve ser acompanhado de forma periódica, e, naturalmente sendo revisto conforme as mudanças na carreira profissional.</p>
</div></div>



<p>Sim, <strong>mudanças</strong> na carreira. Isso porque aquele analista I que ingressou aos 25 anos no plano pode ter se transformado, 30 anos depois em um Superintendente ou Diretor e seu plano de previdência, dentro ou fora da empresa, precisa ser capaz de atender suas necessidades.</p>



<p>Dentre as alternativas possíveis estão: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>O indivíduo eleva suas contribuições para tentar acompanhar seu novo padrão salarial;</li><li>&#8220;Segura a onda&#8221; no seu padrão de vida, economiza e investe seus recursos que sobram para poder desfrutar no futuro de uma vida sossegada financeiramente.</li><li>Aceita a redução do seu padrão de vida na aposentadoria </li></ul>



<p>O que não pode acontecer é estar <strong>despreparado</strong> para a aposentadoria.</p>



<p>E você? Como tem feito a gestão do seu planejamento?</p>



<p>Se precisar de algum suporte, já sabe a quem recorrer.</p>



<p>E, se quiser ler a 5ª publicação sobre o tema &#8220;Decisões Financeiras Equivocadas&#8221;, basta clicar <a href="https://www.multixplique.com.br/serie-decisoes-financeiras-equivocadas-parte-5-quando-investir-em-ativos-volateis-se-torna-uma-tragedia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></p>



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		<title>Tabela Progressiva ou Regressiva: A primeira difícil escolha na previdência privada &#8211; Parte 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jul 2021 14:26:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[PMP]]></category>
		<category><![CDATA[tabela regressiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando este Portal de Educação Financeira foi criado, havia o compromisso de sempre tratar de assuntos relevantes de uma forma didática e na medida do possível, de forma leve. Não basta publicar conteúdo apenas por publicar, sem que não se perceba VALOR no que aqui é produzido. Nosso conteúdo é diferenciado e por isso, vamos [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="557" height="1024" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida-557x1024.png" alt="" class="wp-image-2219" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida-557x1024.png 557w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida-163x300.png 163w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Duvida.png 601w" sizes="(max-width: 557px) 100vw, 557px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Quando este Portal de Educação Financeira foi criado, havia o compromisso de sempre tratar de assuntos relevantes de uma forma didática e na medida do possível, de forma leve. Não basta publicar conteúdo apenas por publicar, sem que não se perceba VALOR no que aqui é produzido. Nosso conteúdo é <strong>diferenciado</strong> e por isso, vamos ganhando <strong>destaque</strong> e <strong>reconhecimento</strong>.</p>



<p>Nessa publicação, vamos falar de um assunto de extrema relevância e muito mal explorado por diversos outros sites e fontes de informações gratuitas. Vamos ajudar você a tomar uma decisão importante, respondendo as seguintes perguntas:</p>



<p>O que são os Regimes de Tributação Progressiva e Regressiva?</p>



<p>Como fazer a escolha do regime de tributação?</p>



<p>Até quando devo tomar a decisão? </p>



<p>E se eu não tomar nenhuma decisão, o que acontece?</p>



<p>O que muda após eu fazer minha opção?</p>



<p>Existe alguma regra padrão que facilite a minha tomada de decisão?</p>



<p>O que é PEPS e o que é PMP?</p>



<p>Assim, estamos criando um <em>guia prático</em> para orientar qual a forma correta de se avaliar a escolha da tributação de seu plano de Previdência Privada.</p>



<p>Esteja você interessado em adquirir um plano de previdência privada, oferecido por Entidades Abertas ou Fechadas de Previdência Complementar ou Seguradoras, nas modalidades PGBL, contribuição definida ou contribuição variável, prepare-se para escolher o destino da tributação de seus investimentos no futuro. </p>



<p>Inicialmente cabe ressaltar que a partir da criação da Lei 11.053/04, todos os participantes que já estavam inscritos em planos de previdência do tipo FAPI, PGBL, contribuição definida ou variável e VGBL (seguro de vida com cláusula de sobrevivência) bem como os futuros participantes, foram obrigados a tomar uma decisão complicada, talvez sem nunca terem tido a orientação adequada.</p>



<p>O que já se tornou comum foi ver ao longo de todos esses anos desde que a lei passou a vigorar, uma tendência de simplificação do número de cenários possíveis para avaliar, de forma a tornar a decisão mais fácil para quem se vê obrigado a fazer a sua definição quanto à questão da tributação. A triste notícia é que os &#8220;atalhos&#8221; criados pelos ditos &#8220;especialistas&#8221; <strong>não funcionam</strong> em 100% dos casos, como uma &#8220;regra de bolso&#8221;.  Em outras palavras, as regras simplificadas não levam em consideração todas as hipóteses que deveriam ser avaliadas. E o que isso significa? Que muita gente que seguiu esse tipo de opiniões, dicas ou recomendações imprecisas, <strong>tomou decisões erradas</strong>, muitas vezes impossíveis de serem revertidas e, quando canceladas, apresentam ônus para os participantes.</p>



<p>Para evitar que arrependimentos se tornem uma constante na vida das pesssoas, nesta sequencia de publicações que estamos fazendo, vamos acabar com alguns &#8220;mitos&#8221;, como por exemplo: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>&#8220;Se sua aposentadoria for de até X mil Reais é melhor fazer a opção pela Tabela Progressiva&#8221;;</li><li>&#8220;A Tabela Regressiva não vale à pena se você for se aposentar nos próximos 2 ou 4 anos&#8221;.</li><li>&#8220;Se você já tem idade não adianta optar por Tabela Regressiva.&#8221;</li><li>&#8220;Se você deixar o dinheiro por mais de 10 anos, sempre faça a opção pela Tabela Regressiva.&#8221; </li></ul>



<p>São tantos fatores a serem considerados, tantas as particularidades possíveis, que é recomendável não buscar orientação como se esta opção pudesse ser tomada mediante uma &#8220;receita de bolo&#8221;. </p>



<p>Portanto, não tome decisões precipitadas e não procure saber que decisões tomara outras pessoas para tomar a sua própria decisão. Cada pessoa é diferente uma da outra e possui número de rendas, idade, patrimônio, nº de dependentes, necessidades, todos esses dados diferentes e, justamente por isso, não devem ser colocadas em lotes padronizados de casos porque há momentos que as exceções acontecem e este pode ser justamente o seu caso.</p>



<p>Dito isso, vamos começar a explicação pelo básico:</p>



<p><strong>Informação relevante</strong>: A opção pela Tabela Regressiva é&nbsp;<strong>irretratável</strong>, conforme disposto no § 6º do Art. 1º da referida Lei 11.053/04.</p>



<p>Para os que já estavam inscritos em planos de previdência, todos os aportes efetuados até 31.12.2004 teriam como ponto inicial para fins de contagem de tempo, Janeiro/2005, mesmo que a opção pelo regime de tributação regressiva fosse feita até novembro daquele ano. Isso mesmo. Foi dado um prazo até novembro/05 e foi dado um período maior para para que fosse possível a compreensão do novo regime antes de formalizar a referida opção sobre os valores que historicamente já tinham sido feitos nos planos de previdência.</p>



<p>Cabe aqui uma observação: Planos de benefício definido, os &#8220;Planos BD&#8221; oferecidos por EFPCs e os planos tradicionais, comercializados por EAPCs e Seguradoras, que são planos mutualistas caracterizados por benefícios de caráter vitalício, por serem entendidos como de benefício definido, não estavam enquadrados nessa lei. Portanto, nada mudou para esses planos e seus participantes não tiveram que tomar nenhuma decisão.</p>



<p>Esta forma alterativa de tributação trazida pela lei se tratava de uma inovação à época.</p>



<p>Observe o que a lei diz expressamente é que&nbsp;optar pela tabela regressiva não permite&nbsp;a possibilidade de alterar a opção. E o que a lei diz sobre optar pela tabela progressiva?&nbsp;<strong>Quase nada.&nbsp;</strong>Como há um prazo para a referida opção de tributação, qual seja, o último dia útil do mês subsequente à opção, a não opção é entendida como se o participante optasse pela tabela progressiva.</p>



<p>Eis aí um primeiro e interessante ponto a ser verificado por você que já tem um plano de previdência e descobiu que a sua opção tomada à época não foi a mais adequada hoje. </p>



<p>Os motivos podem ter sido os mais diversos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando tomou a decisão não tinha conhecimento de todas as informações;</li><li>Sua situação profissional atual seja muito diferente de quando fez a opção;</li><li>A reforma da previdência adiou muito a sua aposentadoria;</li></ul>



<p>Se a sua opção foi pela tabela Progressiva Compensável, pode ser que ainda esteja em tempo de mudar tal opção, se assim lhe parecer mais vantajoso, nem que para isso você precise talvez&nbsp;<strong>mudar de plano</strong>. Dependendo do caso, é possível mudar a opção, mas essa regra depende muito do tipo de plano que você está inscrito (PGBL, VGBL, FAPI, CD, CV).</p>



<p>Quais as principais características da&nbsp;<strong>Tabela Regressiva</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>É uma opção facultativa, em alternativa à Tabela Progressiva;</li><li>É Irretratável;</li><li>Despesas com pensão alimentícia, doações, despesas médicas e com instrução <strong>não são dedutíveis</strong> para fins de Imposto de Renda;</li><li>Tributação exclusiva na Fonte, sem ajuste anual de IR;</li><li>A alíquota de IR a ser aplicada é calculada conforme prazo de acumulação e o montante aplicado;</li><li>Existem 2 métodos de cálculo da alíquota de imposto de renda: <strong>PMP</strong> (Prazo Médio Ponderado) e <strong>PEPS</strong> (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai); </li><li>As alíquotas decrescem mesmo após a concessão do benefício, tendendo a 10%.</li></ul>



<p>A seguir, as alíquotas aplicáveis conforme o tempo de acumulação:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="761" height="289" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Tabela-Regressiva-2.jpg" alt="" class="wp-image-2222" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Tabela-Regressiva-2.jpg 761w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Tabela-Regressiva-2-300x114.jpg 300w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /><figcaption>Tabela Regressiva &#8211; Lei 11.053/04</figcaption></figure>



<p>Vemos portanto que o tempo é uma variável importantíssima.</p>



<p>Uma vez apresentadas as alíquotas e os prazos, é necessário compreender como se dá a contagem deste tempo. Isso porque, dependendo de como será pago o benefício no futuro, ou seja, se será pago por prazo vitalício ou prazo temporário (prazo definido), <strong>a contagem do tempo é diferente</strong>. E pouco se fala sobre esse &#8220;detalhe&#8221;.</p>



<p>A ilustração a seguir resume as possíveis situações:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="564" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-1024x564.jpg" alt="" class="wp-image-2225" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-1024x564.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-300x165.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao-768x423.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Prazo-Acumulacao.jpg 1058w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Os métodos de cálculo do tempo obedecem às seguintes condições:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se o benefício for <em>renda vitalícia</em>, contagem do tempo pelo <strong>Método PMP</strong></li><li>Se o benefício for <em>renda por prazo certo</em> (determinado), contagem do tempo pelo <strong>Método PEPS</strong></li></ul>



<p>Neste método, observa-se claramente o impacto da relação “<em>valor</em> da contribuição &amp; <em>tempo</em> de contribuição” sobre a alíquota de Imposto de Renda.</p>



<p>Como era de se esperar, por se tratar de uma <strong>tabela regressiva</strong>, a alíquota será tão menor quanto maior for o prazo médio calculado.</p>



<p>No PMP, o número de meses decorridos <span style="text-decoration: underline;">não corresponde de forma equivalente ao tempo de acumulação</span> considerado para fins de apuração da alíquota de IR. Isso acontece porque há uma <strong>atribuição de peso</strong> em relação aos valores aportados. Ou seja, <strong>QUANDO</strong> você faz o aporte financeiro, <strong>importa</strong> muito!</p>



<p>Vamos ver como funciona, <strong>NA PRÁTICA</strong>?</p>



<p>Suponha o cenário em que uma pessa fez aportes <strong>constantes</strong> e <strong>iguais</strong> a R$ 1.000,00<strong>.</strong>&nbsp;Veja o cálculo do PMP após 300 meses (25 anos).</p>



<p>Não entraremos em detalhes do cálculo do PMP, porque nosso objetivo é explicar o impacto que as contribuições tem no resultado final. Porém, se você ainda tiver interesse, pode conferir a fórmula, que se encontra disponibilizada na tabela a seguir. </p>



<p>Nesse exemplo, você vai perceber o <strong>efeito de contribuições</strong> realizadas <strong>de forma constante</strong> ao longo do tempo.</p>



<p>Isso acontece porque o <strong>valor aportado interfere</strong> nessa contagem, tendo maior ou menor &#8220;peso&#8221; no cálculo. Portanto, quanto maiores forem os aportes e quanto mais tempo passar, menor tenderá a ser a alíquota a ser aplicada <strong>quando a pessoa for receber</strong> o benefício.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="922" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1.png" alt="" class="wp-image-2233" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1.png 900w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1-293x300.png 293w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-1-768x787.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p>Conforme demonstrado na tabela acima, são <span style="text-decoration: underline;">necessários 20 anos</span> para que o PMP possa ser igual a 10 anos, ou seja, para que a <strong>alíquota mínima seja aplicada</strong>. Dependendo do horizonte que a pessoa tenha para se aposentar, esta informação pode ser desanimadora&#8230;</p>



<p>Uma vez dito isso, vamos ver o efeito no cálculo do PMP quando um aporte de valor elevado (R$ 100.000) é realizado no último mês, ou seja, o de nº 300. Observe a imagem a seguir:</p>



<p><strong>Obs:</strong> Todas as contribuições anteriores são de <strong>R$ 1.000 reais</strong>. O aporte num valor expressivo é o único detalhe que torna a simulação diferente da que vimos acima.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="917" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2.png" alt="" class="wp-image-2234" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2.png 900w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2-294x300.png 294w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-2-768x783.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></figure>



<p>Conforme visto acima um aporte expressivo no último mês fez com que o prazo médio ponderado que já estava no limite mínimo de alíquota, ou seja, 10% após ter atingido 10 anos, sofresse uma alteração, sendo alterado para&nbsp;<strong>7,60 anos.&nbsp;</strong>A alíquota nesse caso ainda seria relativamente alta (20%) caso o benefício fosse solicitado após <strong>25 anos</strong> de contribuição.</p>



<p>Apenas como informação, se o aporte tivesse sido <span style="text-decoration: underline;">300 mil</span> ou <span style="text-decoration: underline;">700 mil</span>, os prazos médios ponderados (acreditem!) seriam respectivamente <strong>4,22</strong> e <strong>2,25 anos</strong>, fazendo com que as alíquotas aplicáveis de IR fossem de <strong>25%</strong> e <strong>30%</strong>. </p>



<p>A <strong>primeira grande conclusão</strong> a que chegamos é que a estratégia de acumular recursos em investimentos com &#8220;maior liquidez&#8221;, tais como ações, títulos públicos federais ou mesmo alguns fundos de investimentos, ao invés de investir na previdência mês a mês, pode trazer grande impacto negativo no valor líquido de benefício a ser recebido na previdência privada, pelo menos nos primeiros anos de benefício, frustrando muitas expectativas.</p>



<p>Essa situação de deixar maiores aportes no final não é tão rara como se pode imaginar a princípio. Pode ser em função de recebimento de verbas rescisórias trabalhistas, incluindo o FGTS ou mesmo a venda de um imóvel para poder transformar o patrimônio em uma renda de aposentadoria. Portanto, é mais comum do que muita gente imagina.</p>



<p>Há também casos como o de investidores que detém um maior conhecimento no mercado financeiro e, ao optarem por realizar o gerenciamento de suas próprias carteiras, deixam para concentrar os recursos no plano de aposentadoria somente no final e acabam sendo surpreendidos, por não terem observado essas importantes nuances da previdência privada.</p>



<p>Em nosso <strong>último exemplo</strong>, vamos ver o efeito da mesma contribuição elevada, R$ 100.000,00, no 1º mês de contribuição ao plano. Como você já pode imaginar, é de se esperar que o PMP atinja 10 anos em menos tempo. Observe:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="901" height="919" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3.png" alt="" class="wp-image-2235" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3.png 901w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3-294x300.png 294w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Metodo-PMP-Cenario-3-768x783.png 768w" sizes="(max-width: 901px) 100vw, 901px" /></figure>



<p>A <strong>segunda grande conclusão</strong>, já previsível depois do que mostramos até aqui, é que nos casos em que o prazo é apurado pelo PMP, quanto antes for feito o investimento, melhor para reduzir a tributação do benefício. Considerando o  aporte de 100 mil logo no primeiro mês de contribuição, mantidas as demais contribuições constantes em R$ 1.000,00, em apenas 15 anos a alíquota mínima de 10% é atingida. Se, ao invés de aportar este valor, fossem aportados 300 mil ou 700 mil, teríamos respectivamente 12 e pouco menos de 11 anos para o PMP ser superior a 10 anos e assim, atingir a alíquota mínima de 10%.</p>



<p><strong>Na proxima publicação</strong>, mostraremos o como se dá o cálculo do prazo e da tributação regressiva sobre os benefícios, pelo método PEPS, muito mais fácil de ser entendido.</p>



<p>Basta <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">clicar aqui</a> e acessar a Parte 2</p>



<p>#multixplique</p>
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		<title>Tabela Progressiva ou Regressiva: A primeira difícil escolha na previdência privada &#8211; Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2021 11:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Decisões Financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de renda]]></category>
		<category><![CDATA[tributação regressiva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.multixplique.com.br/?p=2237</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na primeira parte dessa publicação, que você lê clicando aqui, mostramos o que é o Método PMP. Agora, vamos mostrar o método aplicado para todo benefício de renda de aposentadoria que é pago sobre uma renda por prazo certo, determinado, ou seja, prazo fixo conhecido&#8230; Renda Temporária, contagem do tempo pelo Método PEPS &#8211; Primeiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-1024x768.png" alt="" class="wp-image-2257" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-1024x768.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-300x225.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-768x576.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1-1536x1152.png 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/tax-1.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p>Na primeira parte dessa publicação, que você lê clicando <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>, mostramos o que é o Método PMP.</p>



<p>Agora, vamos mostrar o método aplicado para todo benefício de renda de aposentadoria que é pago sobre uma renda por prazo certo, determinado, ou seja, prazo fixo conhecido&#8230;</p>



<p><strong>Renda Temporária</strong>, contagem do tempo pelo Método <strong>PEPS</strong> &#8211; Primeiro que Entra, Primeiro que Sai</p>



<p>Os benefícios na aposentadoria serão pagos deduzindo do saldo acumulado começando pelos aportes mais antigos realizados no plano. Assim, a alíquota tenderá a ser a menor possível em cada mês de pagamento. Nesse método, cada mês decorrido equivale a um mês na contagem. Ou seja, a época em que o aporte é feito não aumenta ou diminui o prazo em que o dinheiro foi depositado.</p>



<p>Para deixar mais clara essa idéia, montamos uma sequencia de imagens. </p>



<p>Na primeira figura a seguir, suponha que um participante tenha efetuado suas primeiras contribuições mensais em um plano de previdência, representadas pela moedinha da Multixplique, a Mxp. Observe que as contribuições entram literalmente em uma &#8220;fila&#8221;.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Primeiros meses de aportes</strong></li></ul>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="689" height="546" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-1.jpg" alt="" class="wp-image-2242" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-1.jpg 689w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-1-300x238.jpg 300w" sizes="(max-width: 689px) 100vw, 689px" /><figcaption>Primeiros aportes, alíquota máxima de 35%</figcaption></figure></div>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>4 anos de aportes</strong></li></ul>



<p>O tempo vai passando, as contribuições vão se acumulando e, após 48 meses, as primeiras contribuições feitas &#8220;descem&#8221; novamente, atingindo uma faixa menor de imposto de renda, igual a 25%.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="689" height="547" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-2.jpg" alt="" class="wp-image-2244" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-2.jpg 689w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-2-300x238.jpg 300w" sizes="(max-width: 689px) 100vw, 689px" /><figcaption>Primeiros anos de contribuição ao plano de previdência, contribuições sendo distribuídas em alíquotas</figcaption></figure></div>



<p>Assim, mantendo esse ritmo de contribuições, após 10 anos de contribuição, as contribuições estarão conforme a ilustração abaixo:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="674" height="548" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-3.jpg" alt="" class="wp-image-2245" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-3.jpg 674w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-3-300x244.jpg 300w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /><figcaption>Fase de acumulação de contribuições por mais de 10 anos</figcaption></figure></div>



<p>Repare que há contribuições tributáveis na alíquota de 10%, outras em 15%, em 20% e assim por diante:</p>



<p><strong>Quando chega a hora de receber os benefícios&#8230;</strong></p>



<p>Na imagem a seguir, estamos supondo o valor de benefício igual a 3 moedas <strong>Mxp</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="822" height="546" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4.jpg" alt="" class="wp-image-2246" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4.jpg 822w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4-300x199.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-4-768x510.jpg 768w" sizes="(max-width: 822px) 100vw, 822px" /><figcaption>Início de recebimento de benefício</figcaption></figure></div>



<p>Nessa ilustração, vemos que o benefício será tributado em 10%. Isso porque o benefício só foi solicitado após as primeiras contribuições terem percorrido todas as etapas, o que significa <strong>10 anos de espera</strong>.</p>



<p>A partir do momento que o benefício começar a ser resgatado, a cada mês que passar, as contribuições vão atingindo a última faixa. Se o prazo de recebimento do benefício não for muito curto, espera-se que todos os beneficios sejam tributados em apenas 10%, pois a tendência é que <strong>todos os aportes</strong> permaneçam aplicados no plano por <strong>pelo menos 10 anos</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="807" height="545" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5.jpg" alt="" class="wp-image-2247" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5.jpg 807w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5-300x203.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-5-768x519.jpg 768w" sizes="(max-width: 807px) 100vw, 807px" /><figcaption>Fase de recebimento de benefício</figcaption></figure></div>



<p>Como queríamos demonstrar, a opção pela Tabela Regressiva para benefícios pagos por um prazo temporário segue uma regra mais fácil de compreensão, uma vez que basta a contagem simples do tempo decorrido para se determinar a alíquota.</p>



<p>O que é precisto ter em mente?</p>



<p><strong>Importante:</strong>&nbsp;A opção pela Tabela Regressiva <strong>pressupõe a real intenção</strong> do participante <strong>receber o benefício de aposentadoria</strong>, Por que?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Embora essa opção <strong>favoreça a acumulação</strong> de recursos no longo prazo, ela <strong>desestimula</strong> o <span style="text-decoration: underline;">resgate dos</span> <span style="text-decoration: underline;">recursos</span>.</li><li>A tabela regressiva foi criada com o propósito de estimular a poupança previdenciária, ou seja, de <strong>longo prazo</strong>;</li><li>A tributação regressiva é <strong>definitiva e exclusiva na Fonte</strong>! Isso quer dizer que o imposto que será pago não poderá ser compensado no ajuste feito na declaração de imposto de renda. Não é possível abater despesas médicas, com ensino, com dependentes, entre outras. O tratamento é similar ao 13º salário.</li></ul>



<p>Agora vamos &#8220;quantificar&#8221; esse desestímulo ao resgate. Precisamos demonstrar como ele funciona. Para isso, ilustramos a seguir:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="831" height="545" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1.jpg" alt="" class="wp-image-2252" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1.jpg 831w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1-300x197.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Peps-parte-6-1-768x504.jpg 768w" sizes="(max-width: 831px) 100vw, 831px" /><figcaption><strong>Resgate</strong></figcaption></figure></div>



<p>Pelo que vimos, as alíquota de IR em um resgate são aplicadas sobre todo o dinheiro investido, conforme cada tempo em que o mesmo ficou aplicado. Assim, haverá um imposto a pagar em alíquotas de 35%, 30%, entre outras, mesmo que haja imposto em taxas menores como 10% ou 15%.</p>



<p>Portanto, a alíquota de IR cobrada do participante será sempre na fonte, de forma definitiva, determinada por um<strong> &#8220;mix&#8221; de alíquotas</strong>, distribuídas conforme o tempo de cada contribuição efetuada. Quanto mais dinheiro estiver concentrado em até 6 anos, maior será a alíquota média aplicada, se comparado à tabela progressiva. No exemplo acima, observa-se que o participante teria carga de tributação elevada nas últimas contribuições feitas (alíquotas de 35% e 30%).</p>



<p>Portanto, se você resolver contratar um plano de previdência e optar pela tabela regressiva, <strong>nem pense em resgate</strong>! Provavelmente se tornará uma opção desvantajosa em relação à tabela progressiva, que é compensável, ou seja, permite ajuste no ano seguinte, à época da declaração de IR. </p>



<p>Outro fator importante é que a tabela progressiva possui <strong>alíquota máxima</strong> de 27,5%. No momento do resgate, a <strong>tributação é parcial</strong>, apenas 15% na fonte, deixando para ajustar as contas depois, quando ainda for possível  se beneficiar de algumas deduções, como por exemplo despesas médicas, contribuições previdenciárias, despesas com pensão alimentícia instrução, entre outras.</p>



<p>Temos então uma&nbsp;<strong>1ª conclusão:&nbsp;</strong><span style="text-decoration: underline;">Antes de tomar a decisão</span> (Tabela Regressiva Definitiva ou Progressiva Compensável), o participante precisa <strong>ter bem definida sua estratégia</strong> quanto ao destino de seus aportes mensais.</p>



<p>Na Parte 3, vamos continuar falando sobre a comparação entre as duas opções de tributação. Faremos uma simulação, em termos práticos, mostrando números, para que você tenha a exata noção do quanto é importante estar atento aos cálculos. Provavelmente você irá se surpreender.</p>



<p>Fique atento às nossas publicações.</p>



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		<item>
		<title>Tabela Progressiva ou Regressiva: A primeira difícil escolha na previdência privada – Parte 3</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 03:40:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[IRRF]]></category>
		<category><![CDATA[peps]]></category>
		<category><![CDATA[tabela regressiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegamos à 3ª parte desta sequência de publicações sobre Tabela Progressiva e Regressiva. Caso você não tenha lido, você pode acessar lendo a Parte 1 e a Parte 2 (clique sobre os links) antes de continuar a leitura aqui nessa página. Agora, se você já leu as publicações anteriores, já entendeu as regras da tributação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-2270" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-1024x768.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-300x225.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-768x576.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-1536x1152.jpg 1536w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/negocios-2048x1536.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Chegamos à 3ª parte desta sequência de publicações sobre Tabela Progressiva e Regressiva. Caso você não tenha lido, você pode acessar lendo a <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-1/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte 1</a> e a <a href="https://www.multixplique.com.br/tabela-progressiva-ou-regressiva-a-primeira-dificil-escolha-na-previdencia-privada-parte-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parte 2</a> (clique sobre os links) antes de continuar a leitura aqui nessa página.</p>



<p>Agora, se você já leu as publicações anteriores, já entendeu as regras da tributação regressiva. Chegou a hora então de entender como isso funcionaria na prática.</p>



<p>Você irá entender como fazer uma comparação entre os regimes Tabela Progressiva Compensável e a Tabela Regressiva Definitiva, observando diversos tempos de acumulação de recursos. &#8220;Time matters&#8221;, ou seja, o tempo importa!</p>



<p>Uma análise comparativa menos superficial entre os regimes de tributação pode mostrar que a <span style="text-decoration: underline;">Tabela Regressiva nem sempre é vantajosa</span>, mesmo com a aplicação da alíquota mínima de 10%. E, para chegar a essa conclusão, é preciso considerar outras variáveis, conforme veremos adiante.</p>



<p>Vamos a um exemplo numérico para que tudo fique mais claro. </p>



<p>Vamos considerar a tributação regressiva, sendo aplicada a alíquota de 25% e fazer a comparação com a aplicação da Tabela Progressiva. </p>



<p><strong>Importante: </strong>A análise se dará levando em consideração a tributação mensal do imposto de renda. Admita as seguintes premissas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Aposentadoria INSS:</strong> <em>R$ 3.500,00</em></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Renda adicional*:</strong> <em>R$ 4.500,00</em></li></ul>



<p>* Considere como &#8220;renda adicional&#8221; ou suplementação, correspondente a um benefício de previdência privada.</p>



<p>As rendas acima são rendas complementares, porém, mensalmente, são tributadas de forma separada, ou seja, enquanto o INSS tributa &#8220;na fonte&#8221;, o aluguel é pago via &#8220;carnê-leão&#8221;.</p>



<p> Observe a imagem a seguir:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="934" height="493" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal.jpg" alt="" class="wp-image-2265" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal.jpg 934w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal-300x158.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Exemplo-Tab-Prog-e-Regr-Mensal-768x405.jpg 768w" sizes="(max-width: 934px) 100vw, 934px" /><figcaption>Tabela Progressiva x Regressiva (comparação mensal)</figcaption></figure></div>



<p>No exemplo acima temos duas rendas tributáveis: </p>



<ul class="wp-block-list"><li> Aposentadoria do INSS e a Aposentadoria privada.</li></ul>



<p>Como saber qual regime de tribuitação será o mais favorável?</p>



<p>Como a tributação é paga por <strong>fontes diferentes</strong>, temos inicialmente o desconto de imposto retido na Fonte pelo INSS, no valor de <em>R$ 170,02</em> (<strong>tabela progressiva</strong>), uma vez que esta renda não sofre alteração de tributação segundo a Lei 11.053/04.</p>



<p>Há dois recolhimentos de IR na Fonte, sendo uma pela <em>Tabela Progressiva</em> (em cinza claro) e outra pela <em>Tabela Regressiva</em> (em cinza escuro).</p>



<p>Primeiramente, você deve reparar que chama um pouco a atenção a diferença de IR total pago pelo participante, em 12 meses, (<strong>R$ 13.500,00</strong> vs <strong>R$ 4.516,44</strong>). A alíquota de imposto aplicada de25% sugere que ele acabou optando pela Tabela Regressiva. Logo, o prazo de acumulação calculado ficou entre 4 e 6 anos,</p>



<p>Isso mesmo&#8230; enquanto a <span style="text-decoration: underline;">Tabela Progressiva</span> acumula uma retenção anual na fonte de R$ 4.516,44, a <span style="text-decoration: underline;">Tabela Regressiva</span> apresenta um retenção acumulada de R$ 13.500,00, equivalente a 198,9% de <strong>imposto a mais</strong>.</p>



<p>Então basta essa comparação para a tomada de decisão?</p>



<p>Com certeza não! Existe um detalhe muito importante que não pode simplesmente &#8220;passar despercebido&#8221;: Não esqueça que a tributação de Imposto de Renda é <strong>provisória</strong> até que seja feito o devido <strong>ajuste na declaração anual</strong>.</p>



<p>Esse último detalhe nos leva à seguinte pergunta: </p>



<p>Como ficaria a análise do caso acima se fosse <strong>apresentada a comparação anual, ao invés da mensal?</strong></p>



<p>Você acha que a tabela progressiva poderia se mostrar desvantajosa em relação à aplicação da tabela regressiva, com alíquota de 25%?</p>



<p>Essa é a pergunta que vamos responder no quadro a seguir:</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-1024x467.jpg" alt="" class="wp-image-2272" width="962" height="438" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-1024x467.jpg 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-300x137.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1-768x350.jpg 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Compara-Tributacao-Anual-1.jpg 1180w" sizes="(max-width: 962px) 100vw, 962px" /></figure>



<p>Uma vez feitos os cálculos da maneira adequada, ou seja, comparação anual, vemos a&nbsp;<strong>importância da comparação anual</strong>&nbsp;das receitas tributáveis. A comparação mensal pode levar à&nbsp;<strong>tomada de decisões equivocadas</strong>&nbsp;em virtude da diferença tão expressiva entre as simulações.</p>



<p>No exemplo chegamos à conclusão que após o ajuste anual, caso a opção tivesse sido pela Regressiva, haveria um saldo a pagar de <strong>R$ 0,03</strong>, totalizando um imposto anual de <strong>R$ 15.542,43</strong>, que representaria <strong>16,19%</strong> de alíquota <strong>anual</strong>.</p>



<p>Por outro lado, na opção pela Progressiva, o imposto seria de <strong>R$ 15.967,68,</strong> sendo necessário fazer um pagamento de <strong>R$ 9.408,94</strong>, em função de ter recolhido menos imposto ao longo de cada mês. </p>



<p>Por fim, a diferença total entre as duas formas de tributação seria de <strong>R$ 425,25</strong>, sendo a opção pela <strong>Tabela Regressiva mais vantajosa</strong>.</p>



<p>A explicação para o resultado acima encontra-se no fato de que pelo fato das renda do INSS e da aposentadoria privada serem retidas em fontes diferentes, a alíquota aplicada sobre o benefício do INSS é inferior à efetivamente devida pela pessoa física ao longo do ano. Na declaração de ajuste anual, quando são somadas as parcelas recebidas de diversas fontes, apura-se a alíquota efetiva. Pelo fato de ambas serem no mesmo regime progressivo, um recálculo é efetuado, onerando o valor final a ser pago, </p>



<p>Assim, percebe-se que a diferença que antes era favorável à opção pela tabela progressiva mensal de aproximadamente 9 (nove) mil Reais transforma-se em desvantagem, de aproximadamente 425 Reais.</p>



<p>Temos uma&nbsp;importante<strong> conclusão:&nbsp;</strong>Toda comparação entre os regimes de tributação deve ser feita&nbsp;considerando a renda bruta anual, sem exceção.</p>



<p>Para finalizar, é importante ainda lembrar que= não são apenas esses os únicos fatores que devem ser considerados para a melhor tomada de decisão quanto ao regime de tributação.</p>



<p>A legislação tributária permite outras deduções. Logo, quando for tomar sua decisão, você deve considerar ainda o nº de dependentes para fins de imposto de renda que terá no futuro, os custos com despesas médicas estimadas e também o número de rendas tributáveis.</p>



<p>A tendência é que, à medida que existam mais fontes de rendas distintas, a opção pela tabela regressiva seja cada vez mais adequada. Dessa forma, fica assegurado que uma parte da renda tributável (a previdência privada), ja oferecida à tributação com uma alíquota definitiva de menor valor, podendo chegar a 10%, com o passar dos anos.</p>



<p>Deduções permitidas, tais como despesas médicas, não dedutíveis sobre a renda oferecida à tributação regressiva poderiam ser direcionadas para abater as rendas tributáveis no regime da tributação progressiva (INSS, rendas de aluguéis, etc), fazendo um importante planejamento tributário na vida pessoal.</p>



<p>Como vimos, são fatores fundamentais para a tomada de decisão:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>O tempo que falta para a aposentadoria;</li><li>A quantidade de fontes de rendas previstas na fase de aposentadoria;</li><li>Valor mensal do benefício de previdência privada;</li><li>O resgate em planos de previdência, se for necessário, deve ser planejado de forma a minimizar a incidência do imposto na tabela regressiva (aguardar que os valores aportados tenham atingido o prazo de acumulação igual a 10 anos);</li><li>A portabilidade é isenta de tributação. O plano receptor deverá seguir a contagem de tempo oriunda do plano originário, em caso de opção pela tabela regressiva. Sendo tabela progressiva no plano originário e regressiva no plano receptor, há a possibilidade de alteração da opção pela tributação.</li></ol>



<p>Chegamos ao fim desta pequena série de publicações. Esperamos que nosso conteúdo tenha sido útil e o ajude a tomar as melhores decisões financeiras. </p>



<p></p>



<p>#multixplique</p>
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		<title>É verdade que VGBL é mais indicado em algumas situações que um plano PGBL, CD ou CV?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Elsenbusch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aposentadoria]]></category>
		<category><![CDATA[Imposto de Renda]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[#vgbl]]></category>
		<category><![CDATA[EAPC]]></category>
		<category><![CDATA[previdenciaprivada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos falar sobre um importante diferencial dos planos VGBL. E por que falar sobre isso é importante? Se você está pensando nisso, precisa entender que a reforma da previdência está fazendo com que as pessoas finalmente comecem a se mexer, ou seja, a fazer alguma coisa para conseguir se aposentar um dia. Está cada vez [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vovo-aposentado-1024x683.png" alt="" class="wp-image-2212" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vovo-aposentado-1024x683.png 1024w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vovo-aposentado-300x200.png 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vovo-aposentado-768x512.png 768w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/vovo-aposentado.png 1309w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Vamos falar sobre um importante diferencial dos planos VGBL. E por que falar sobre isso é importante? Se você está pensando nisso, precisa entender que a reforma da previdência está fazendo com que as pessoas finalmente comecem a se mexer, ou seja, a fazer alguma coisa para conseguir se aposentar um dia. Está cada vez mais distante a aposentadoria do INSS. </p>



<p>Logo, nessa publicação, vamos mostrar que existem perfis adequados para produtos de previdência privada. Desconhecer os produtos que existem pode levar a alguns erros, ou, como constumamos dizer aqui nesse portal, tomar decisões financeiras equivocadas. Começamos a fazer algumas publicações que tratam especificamente desse tipo de decisões, em uma série específica. Se tiver curiosidade, você pode ler acessando esse <a href="https://www.multixplique.com.br/decisoes-financeiras-equivocadas-parte-1-portabilidade-em-previdencia-privada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link aqui</a>.</p>



<p>Criado em 2002, os &#8220;planos de previdência&#8221; VGBL, quando surgiram no mercado, vieram suprir uma demanda, que viria a representar uma fatia expressiva no mercado hoje em dia. Não se tratava de um produto novo com características de benefício diferenciadas. Toda a inovação dizia respeito à <strong>tributação</strong>.</p>



<p>Isso porque até a criação do VGBL, a tributação se dava através da aplicação da tabela progressiva de imposto de renda sobre o <strong>valor do benefício</strong> recebido, sobre o <strong>resgate</strong> ou ainda o <strong>saldo acumulado</strong> pago sob a forma de benefício de uma única vez (pagamento à vista). </p>



<p>Investir em previdência privada naquela época já era interessante porque havia o incentivo à dedução fiscal de até 12% da renda bruta anual sobre os rendimentos tributáveis recebidos pela pessoa física. Porém, tal incentivo só era aplicado para aqueles profissionais que fizessem a declaração completa de imposto de renda, regra essa que deixava de lado os profissionais com isenção de imposto de renda anual, os profissionais com renda informal e ainda aqueles que já deduziam o limite máximo de 12% da renda bruta tributável. Lembrando que, PLR e 13% não fazem parte dos rendimentos anuais tributáveis, mas sim, de rendimentos com tributação exclusiva na fonte, sem possibilidade de ajuste na declaração anual de imposto de renda. Assim, esses profissionais se viam <em>desestimulados</em> a investir em previdência privada, pois tinham a certeza que no futuro seriam tributados em uma tabela progressiva sobre o total do valor recebido.</p>



<p><strong>A grande sacada</strong></p>



<p>Foi realmente uma estratégia muito inteligente a que foi criada. Seus criadores, pensaram em um produto que pudesse responder a seguintes perguntas:</p>



<p>E se fosse possível desenvolver um produto de previdência privada voltado para esse público que não usufruia dos benefícios fiscais oferecidos por contribuir para a previdência privada? E se fosse possível reduzir a carga tributária de alguma forma?</p>



<p>Assim surgiu o VGBL.</p>



<p>O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é classificado como seguro de pessoa, com cobertura por sobrevivência, com caráter previdenciário (Circular SUSEP Nº 564 de dezembro de 2017).</p>



<p>A grande diferença reside na base de cálculo do imposto de renda: Ao invés de tributar sobre 100% do benefício, o imposto devido é calculado somente sobre os rendimentos de todo o investimento realizado. </p>



<p>Antes de apresentar um exemplo prático, vale ressaltar que em 2004 foi publicada uma lei que tornou ainda mais atrativo esse tipo de investimento. A Lei 11.053/04 criava a <strong>tabela regressiva de imposto de renda</strong>, aplicável exclusivamente sobre planos de previdência privada. Se você não está familiarizado como funciona a tabela regressiva, você pode ler essa publicação <a href="https://www.multixplique.com.br/resgatar-sua-previdencia-privada-e-uma-decisao-financeira-correta-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. Em todo caso, a mensagem que fica é que a tabela progressiva tributa o dinheiro e a tabela regressiva &#8220;tributa o tempo&#8221;.</p>



<p>Como o investimento em previdência privada é de longo prazo, a alíquota de imposto de renda aplicada nesta tabela, pode chegar a apenas 10%. Nada mal, hein?</p>



<p><strong>Vamos a um exemplo</strong>: </p>



<p>Suponha que uma pessoa tenha ao longo de 30 anos feito diversos aportes em seu plano VGBL e tenha optado pela tabela regressiva, o que permitiria que o imposto aplicável sobre os benefícios do plano de previdência privada pudesse reduzir conforme o tempo. Ao final desse período, o extrato de contribuições apresentaria as seguintes informações:</p>



<p>Total de contribuições efetuadas: <strong>R$ 600.000,00</strong></p>



<p>Rendimentos obtidos no período: <strong>R$ 1.400.000,00</strong></p>



<p>Saldo total acumulado após 30 anos: <strong>R$ 2.000.000,00</strong></p>



<p>Dados do benefício de aposentadoria: </p>



<p><strong>Prazo:</strong> 20 anos</p>



<p><strong>Benefício</strong> <strong>bruto</strong>: R$ 10.000,00</p>



<p><strong>Imposto de Renda</strong>: R$ 600,00</p>



<p>Para apurar o imposto, aplicou-se a proporção entre contribuições realizadas e total acumulado. Em seguida, multiplicou-se essa proporção pelo valor do benefício. Por fim, a alíquota de 10%, conforme demonstrado a seguir: (1.400.000,00 / 2.000.000,00) x 10.000,00 x 10% </p>



<p><strong>Benefício líquido</strong>: R$ 9.400,00</p>



<p>Informações referentes à tributação no <strong>RESGATE:</strong></p>



<p><strong>Alíquota média aplicável:</strong> 12,71%</p>



<p><strong>Valor líquido de resgate:</strong> R$ 1.822.000,00</p>



<p><strong>Imposto de renda:</strong> R$ 178.000,00</p>



<p>A seguir, ilustramos como os cálculos acima foram efetuados.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="981" height="355" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Resgate-VGBL.jpg" alt="" class="wp-image-2211" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Resgate-VGBL.jpg 981w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Resgate-VGBL-300x109.jpg 300w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Resgate-VGBL-768x278.jpg 768w" sizes="(max-width: 981px) 100vw, 981px" /></figure>



<p>Mas, não é só isso&#8230;</p>



<p>Existe ainda outra vantagem do VGBL, que é um argumento muito explorado pelos bancos e seguradoras quando estão oferecendo seu produto aos seus clientes. Trata-se do <strong>planejamento sucessório</strong>. Isso porque o VGBL, por ser tratado como um seguro de vida (como já falamos acima), o que nos leva a questão da isenção da necessidade de pagamento do ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação). No RJ, o TJ-RJ apresentou entendimento que se trata de um seguro de pessoas (e não herança) e por isso não deve ser cobrado o referido imposto, pois há esta previsão no Código Civil, em seu artigo 794. Mas há controvérsias em alguns estados que o imposto é cobrado. Por isso, é bom estar atento.</p>



<p>Daí se explica a quantidade de VGBL sendo vendidos para pessoas de idade, acima de 70 anos. São produtos vendidos por um propósito diferente pelo qual foram criados&#8230; Não são produtos para uma aposentadoria, mas sim para fazer a sucessão patrimonial ou um resgate no futuro, como se fosse um simples investimento.</p>



<p>E você está se pergutando: &#8220;mas por quê?&#8221;</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="502" height="800" src="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/taxas.png" alt="" class="wp-image-2213 size-full" srcset="https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/taxas.png 502w, https://www.multixplique.com.br/wp-content/uploads/2021/07/taxas-188x300.png 188w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-medium-font-size">A resposta pode ser dada através dos números do mercado, que demonstram que as pessoas resgatam os seus saldos e não convertem em renda. Isso porque, conforme já explicamos aqui em outras publicações, a taxa de juros adotada pra conversão de renda é na esmagadora maioria das vezes igual a <strong>zero</strong> por cento! Isso faz com que o <em><strong>muito se transforme em pouco</strong></em>. Ou seja, um valor elevado de saldo acumulado quando convertido em renda se transforma em um benefício de baixo valor de renda de aposentadoria. E, quem faz o mínimo de conta, vê que não compensa&#8230;</p>



<p class="has-medium-font-size">Agora, some a isso altas taxas de carregamento e administração&#8230;</p>



<p></p>
</div></div>



<p><em><strong>Conclusão:</strong></em></p>



<p>O VGBL é o grande produto de previdência do mercado de EAPCs (Entidades Abertas de Previdência Complementar), respondendo por mais de 90% dos planos de previdência comercializados no país. Um verdadeiro fenômeno de vendas.</p>



<p>No entanto, infelizmente, nem tudo são flores&#8230;</p>



<p>Existem taxas de carregamento de entrada, carregamento de saída e de administração, sendo que estas últimas elevadas, que fazem com que boa parte da rentabilidade bruta obtida seja consumida. Isso faz com que o produto se torne ao final, menos interessante do que parecia, apesar de todos os incentivos.</p>



<p>Como se não bastasse, ainda há ainda a baixa conversão de saldo em renda, como acabamos de mostrar acima.</p>



<p>Em nossa opinião, VGBL se tornou um excelente investimento para bancos e seguradoras e para pessoas que querem investir e se iludir que um dia vão se aposentar com este patrimônio, convertido em forma de renda mensal.</p>



<p>Existe solução? Tecnicamente sim. Os atuários do IBA &#8211; Instituto Brasileiro de Atuária estão desenvolvendo um trabalho que visa expandir a oferta deste produto, só que, dessa vez, pelas EFPCs (Entidades Fechadas de Previdência Complementar), os <strong>fundos de pensão.</strong> Existe muito trabalho a ser feito, uma vez que é mais uma inovação neste mercado. Desta vez, o produto que já é um sucesso, tende ainda a ser tornar melhor, pois essas entidades não tem fins lucrativos e não adotam a taxa de juros 0% como fator de conversão de renda nos seus planos.</p>



<p>Agora é esperar que este trabalho tenha êxito e que a reforma tributária que está sendo discutida não venha a trazer complicações para a já tão necessária previdência privada, verdadeira formadora de poupança interna.</p>



<p>Se investir em previdência privada ainda não tem a adesão que diversos outros investimentos possuem, mesmo com toda sua vantagem tributária, imagina se houver alguma perda nos incentivos fiscais&#8230;</p>



<p>Ah, e respondendo a pergunta inicial, é preciso que se diga que SIM. Os planos CD, CV e PGBL não são a melhor opção sempre. Como vimos, a questão tributária e os interesses pessoais, as sucessões patrimoniais podem indicar o VGBL como alternativa. Porém, os devidos cuidados devem ser tomados, e agora você já sabe quais são. </p>



<p>#multixplique</p>
<p>O post <a href="https://www.multixplique.com.br/e-verdade-que-vgbl-e-mais-indicado-em-algumas-situacoes-que-um-plano-pgbl-cd-ou-cv/">É verdade que VGBL é mais indicado em algumas situações que um plano PGBL, CD ou CV?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.multixplique.com.br">Multixplique</a>.</p>
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